quinta-feira, 26 de maio de 2016

Júri Simulado do 7º Ano da Escola Q. I.


Por Odair José da Silva

O conteúdo de História sobre o período das Cruzadas trouxe-me a possibilidade de trabalhar um júri simulado com a turma do 7º ano. A partir daí nasceu em mim o desejo de superar os desafios e trabalhar com a turma. Comuniquei a Coordenadora Sandra e conversei com os alunos. Dividi a turma em quatro grupos de quatro alunos cada onde, os grupos 1 e 3 defenderiam Jerusalém para os cristãos e os grupos 2 e 4 defenderiam Jerusalém para os muçulmanos.

A missão deles eram pesquisar os principais acontecimentos envolvendo os conflitos entre cristãos e muçulmanos e elencar motivos para que a posse de Jerusalém ficasse com eles. Para decidir a questão foram escolhidos os jurados que deveriam observar as justificativas de cada grupo e dar o seu voto. Ensaiamos em algumas aulas e nos preparamos para a apresentação.

Nesta quarta-feira 25/05 realizamos o júri simulado com a participação da turma do 1º Ano Médio com a Professora Salete Olegair e a Professora Ycaruelc. Com o apoio da Direção e Coordenação da escola foi possível realizar um bom trabalho. A turma, dedicada e empenhada no projeto surpreendeu pela dinâmica nas apresentações. Foi um aprendizado e tanto. Agradeço a colaboração de todos no projeto e, principalmente, a Livia Paker pelas fotos.

Texto: Prof. Odair José.
Fotos: Livia Paker














































quarta-feira, 6 de abril de 2016

A representação da vida (ou a negação do real) em David Gale de Alan Parker


Por Rogério Almeida

O sentido da vida... Antes de começar este artigo, uma breve advertência: não o leia caso não tenha assistido ao filme. É uma advertência um tanto quanto óbvia, afinal a quem interessaria ler uma reflexão sobre uma obra que não se conhece? No entanto, muitas vezes traídos pela curiosidade, somos levados a querer conhecer mais, prontos a nos deixar seduzir pelo duplo sem conhecer a obra sobre a qual o duplo se constrói. Ou, então, o que me parece pior, queremos a opinião da crítica para saber se vale à pena ou não assistir ao filme e o que esperar dele. Frustrarei certamente a estes espíritos curiosos, pois inicio minha análise pelo final do filme. Portanto, leitor curioso, vá ao filme primeiro e, depois, se ainda restar ânimo à curiosidade, convido-o à leitura.

Feita a ressalva, recomecemos com o axioma: o sentido da vida é dado pela morte. Ou talvez o destino o seja. O fato é que a morte vem revelar, quando já não há mais vida, quem era o vivo. Mas qual o sentido revelado? É sempre uma representação, nunca uma verdade. É isso o que nos ensinou, por exemplo, as memórias de Brás Cubas, aquelas criadas por Machado e representadas pelo defunto autor. E por que deixar a um morto a narração da própria vida? Porque somente perdendo-a é que se ganha a isenção necessária para julgá-la. E o seu destino então nos é dado. Não como verdade, repito, mas como representação. É essa representação do sentido da vida que a morte de David Gale (Kevin Spacey) nos oferece. Mas qual morte? A representada pela fita cassete guardada pelo caubói e divulgada pela televisão? Ou a que a jornalista Bitsey Bloom (Kate Winslet) e nós assistimos um pouco depois, quando o filme termina?

A cena é pungente: no auge do thriller, Bitsey chega com a fita que inocenta David Gale, mas é tarde demais. Ele já foi morto pelo sistema carcerário. A fita é prova cabal de sua inocência. Mostra Constance (Laura Linney), amiga de Gale, a quem ele teria assassinado, cometendo o suicídio. Logo, se não houve assassinato, não houve assassino. Condenou-se, então, um inocente. Era disto o que os ativistas contra a pena de morte precisavam para reaquecer o debate sobre a pena capital e pedir sua reavaliação: se o sistema é falho, não pode ser aplicado, sob risco de se assassinar um inocente.

Acompanhamos o decorrer do escândalo, as declarações das autoridades, da opinião pública, a movimentação dos jornalistas, a dor de Bitsey Bloom... O sentido da vida de Gale nos é, pela primeira vez, representado. Inocente, morreu injustamente, longe do filho que amava. Imaginamos que tudo teria sido evitado se Constance não se suicidasse, se tivesse um pouco de paciência e esperasse que a leucemia desse fim à sua vida. De alguma forma, ela foi culpada não só pela própria morte, mas também pela de David Gale, que morreu por supostamente tê-la matado. Mas se a fita veio à tona, então alguém filmou seu suicídio e escondeu a prova da inocência de Gale. Esse alguém é o caubói, em cuja casa Bitsey encontrou a fita. Qual sua motivação? Idealismo. Por ser ativista contra a pena capital, a morte de um inocente seria o ideal para a causa que defendiam: a extinção da pena de morte. Seguindo o raciocínio, podemos inocentar Constance, que não teria a intenção de, com seu suicídio, matar um inocente, mas, com a gravação da fita, revelar essa inocência a tempo de poupar essa vida. Mas se a vida do inocente fosse poupada, o sistema continuaria defendendo a pena de morte por nunca um inocente ter sido punido injustamente. Então o caubói é culpado pela morte de Gale. Depreendemos que sua atitude é extremada, afinal deixar o amigo de Constance morrer para defender a sua causa é falta de altruísmo, de senso de justiça, ou seja, egoísmo. Ou fanatismo. Ou ainda loucura, como é sugerido ao longo do filme. Teria ele agido assim por amor a Constance?

Mas então surge uma nova fita e o segundo sentido da vida de Gale nos é representado. Para apaziguar a dor moral de Bitsey Bloom, que descobriu a verdade quando ela era quase inútil (assim como nós espectadores), afinal não foi possível evitar a morte de David, eis que o defunto havia tramado para que ela recebesse uma fita com uma nova informação. Nessa segunda vida, vemos que David Gale assistiu Constance em seu suicídio, tramou com ela o auto-sacrifício de ambos. Não foi ele que a matou. Ela se suicidou. Não foi ela, nem o caubói, nem o sistema, que matou Gale, foi ele que se deixou morrer. Então sua morte assume o caráter de martírio. David Gale foi um mártir. Ninguém sabe disso, somente nós, espectadores, e Bitsey. Que altivez! Morrer para matar a morte! Se suas vidas não foram em vão, se a causa que defendiam não era vã, se suas mortes têm algum sentido, é o do altruísmo, do dever moral levado à última conseqüência, da compaixão em seu ápice. Morreram por uma causa nobre, para que a pena de morte não continue matando quem mata, sob o risco de matar um inocente.


Representação! 

Nada nos impede de ver a morte de David Gale como hipócrita. A dele e a de Constance. Em primeiro lugar, porque eles representam o tempo todo. Ela representa-se como vítima, ele como inocente. Constance assassina-se. David é o cúmplice. Não bastasse essa culpa, David carrega ainda nove anos de mentira: não se defendeu adequadamente, escondeu provas, testemunhou em falso, manipulou a jornalista (e nós, espectadores, que olhamos para David com os olhos dela), e, o mais grave, provou sua inocência quando já não podia usufruir dela. E qual o motivo disso tudo? A representação de sua morte era infinitamente mais eloqüente que sua vida. Vivo, já não havia o que dizer, nem como dizer, nem ninguém que o ouvisse. Morto, sua inocência encenada fala por todas as inocências, as reais, se é que de fato alguma houve, e as possíveis: como saber se o sistema não falhou antes? Ou não falhará depois?

A discussão que o filme quer propor é a da pena de morte, se deve ou não ser aplicada. Mas não há como discutir, a partir do filme e no âmbito filosófico, essa questão. Por mais que o roteirista Charles Randolph, aliás, filósofo como o protagonista, desejasse levantar o debate, o fato é que David Gale não morre, como parece, para provar que o sistema é falho e, assim, cumprir seu destino de mártir e salvar os futuros condenados da desumanidade do sistema judiciário. Gale morre para resgatar sua imagem perante o filho, que foi afastado do pai pela ex-esposa e vive na distante Espanha. Morre também para provar ao Governador – que o desafiara em um debate transmitido pela TV a apontar um único inocente que tenha sido executado – que este estava errado. Morre também para comprovar os pressupostos de Lacan, o qual, nas palavras de uma aula ministrada por Gale (logo no início do filme), defendia que “viver de desejo não traz felicidade, pois o verdadeiro significado do ser humano é a luta para viver por idéias e ideais.” Morre, enfim, por sua amiga Constance, para lhe provar que não era egoísta e que partilhava das mesmas causas que ela, até o ponto do sacrifício.

Mas o fato é que Gale, a se tomar como verdadeiras as motivações relacionadas, está mais inclinado a morrer por uma causa egoísta do que altruísta. Se todos os pontos mencionados parecem altruístas, e de fato o são, estão também relacionados à impotência da personagem, ou melhor, ao fracasso de sua vida. Vivo, vale muito pouco; pode quase nada: não há como rever, nem mesmo falar, com o filho; não há mais como contar com o apoio de Constance, paciente terminal de leucemia; não há sequer como conseguir emprego. Para piorar, é alcoólatra e não consegue vencer o vício. Derrotado em todas as frentes, embora de uma inteligência privilegiada, jogar com a morte (a de Constance e depois a sua), e optar até o final pelo jogo, é a única maneira de representar um sentido para a sua vida e resgatar sua imagem: perante a sociedade, é a vítima (morreu sendo inocente); perante seu filho é o herói (provou sua inocência); perante o governador, é o vencedor (apontou um inocente injustamente punido com a morte)... Mas, e perante a jornalista? Ficamos com as suas lágrimas de compaixão e espanto. Podemos arriscar traduzi-las em palavras: ele sabia! – diriam as lágrimas – ele sabia!

A compaixão da jornalista, arrisquemos, se deve antes pela vida mal vivida de Gale que por sua morte. Lamentamos quando a morte vem cedo, porque seqüestra uma porção de tempo, rouba todas as possibilidades de devir, toda a potência da vida. Mas que poder tinha a vida de Gale? Longe da família, principalmente do filho, longe do trabalho, principalmente a docência, longe de Constance, leucêmica terminal, com uma acusação, essa sim injusta, de estupro, envolto com os problemas do alcoolismo, o que podia fazer David Gale de sua vida?

Lembremos ainda da referência a Lacan que Gale faz em sala de aula, ensinando aos alunos que não deveriam “medir a vida por aquilo que obtiveram em termos de desejos, mas pelos momentos de integridade, compaixão, racionalidade e até auto-sacrifício. Porque, no final, a única forma de medir o significado de nossas vidas é valorizando a vida dos outros.” Palavras proféticas que explicam seu gesto final: para valorizar sua própria vida, representa sua morte em nome da valorização da vida dos outros. Eis a genealogia de seu altruísmo egoísta ou de seu egoísmo altruísta.

“(...) para se ‘sacrificar’, ainda é preciso viver. Para que eu possa ‘me sacrificar’, de graça, deixem algo para mim, um último sopro de vida, algumas migalhas de existência, um quase-nada; (...) não há nada que sacrificar quando não temos nada a perder” (Jankélévitch, 1991: 145). Gale sacrifica não seu ser, mas seu resto de ser, seu mínimo ser, para ganhar a redenção de sua reputação.

E isso, assinale-se, não é nenhum mérito de nossa sociedade ocidental moderna, que prima por valores humanitários de base racionalista, hierarquizada e etnocêntrica. Com Malinowski (2003: 74; 76), analisando as tribos da Melanésia, compreendemos que a razão do suicídio, entre os selvagens ou primitivos, revela uma atitude mental “um tanto complexa – abrange o desejo de autopunição, vingança, reabilitação e queixa sentimental. (...) A pessoa publicamente acusada admite sua culpa, assume todas as conseqüências, castiga o próprio corpo, mas ao mesmo tempo declara ter sido aviltada, apela aos sentimentos dos que a levaram a esse extremo.” Em outras palavras, é uma meio de fuga e reabilitação.

No caso de David Gale, não é diferente, sua motivação autopunitiva é também uma forma de vingança, de queixa sentimental e, principalmente, de reabilitação. No final, não há como dizer que sua morte foi por ideais, mas por orgulho intelectual: a escolha da melhor saída para representar-se como herói.

O filme, em última instância, revela a impossibilidade de os personagens conviverem com o real, de aceitá-lo. O mundo, tal qual se apresenta ordenado socialmente, tornou-se um simulacro em que tudo é representação. A morte de Constance é reproduzida para e pelo vídeo: no primeiro, sem David Gale (o que prova sua inocência); o segundo com David Gale (o que anula sua inocência sem mostrá-lo culpado). Sua última aparição no filme, por meio da fita de vídeo entregue a Bitsey, ocorre quando ele já está morto; no entanto, vemos a reprodução de sua imagem, como a zombar de nossa ignorância, pronta para destituir o sentido de sua vida (poderia dizer de sua morte) e substituí-lo por outro. No fundo, a proliferação de sentidos simulados mostra justamente seu contrário: a ausência de sentidos, tanto para a vida como para a morte.

Segundo Baudrillard (1990), vivemos na pós-orgia. Todas as liberações já ocorreram. Estamos libertos das ideologias, da política, da revolução, da utopia. Não há mais ideais, apenas a representação desses ideais que, por sua vez, eram representações metafísicas que davam um sentido à existência. Não há mais ideais, eles não motivam, não impulsionam, não são fortes o bastante para justificar uma morte ou dar sentido a uma existência. O que restou é uma simulação, uma pálida representação do que um dia significaram. Por isso é importante que, para além do ideal antipena de morte, víssemos as motivações pessoais de cada um: Constance tentava salvar as vidas dos condenados, já que não podia salvar a sua própria. Gale representa sua inocência para seu filho, limpando de seu passado qualquer culpa. O paradoxal é que levou injustamente a culpa por um estupro que não cometeu, que foi simulado, e, quando era culpado (não da morte de Constance, mas da trama que a envolveu), morreu como inocente. O fato importa pouco, o que conta é a representação.

No final das contas, ninguém está errado e a verdade não está do lado de nenhuma representação. Pouco importa defender ou atacar a pena de morte, o que vale é saber representá-la, tanto a pena quanto a morte, pois é esta, com seu ponto final, que propiciará a representação de um sentido para vida. E mesmo que esse sentido seja a negação do real, a sua substituição, não há muito que fazer. Diante do pouco que o real e a existência nos oferecem, duas podem ser as saídas: uma é negá-lo, como fez todos os personagens do filme; a outra é, a partir da constatação do trágico da existência, afirmar, incondicionalmente diria Nietzsche, esse real. E, então, vivê-lo!

Referências Bibliográficas 

BAUDRILARD, Jean. A Transparência do Mal: ensaio sobre os fenômenos extremos. Campinas, Papirus, 1990.
JANKÉLÉVITCH, Vladimir. O Paradoxo da Moral. Campinas, Papirus, 1991.
MALINOWSKI, Bronislaw. Crime e Costume na Sociedade Selvagem. Brasília / São Paulo, UnB / Imprensa Oficial do Estado, 2003.

Rogério de Almeida é professor da FIZO, doutorando em Educação pela USP, poeta e escritor, autor, entre outros, de O Dia em que Conheci Jim Morrison.

Fonte: http://www.cinequanon.art.br/ensaios_detalhe.php?id=1

quarta-feira, 16 de março de 2016

Saindo de cima do muro


Por Odair José da Silva

O pessoal que me cerca e acompanha os meus escritos me intimaram a escrever minha opinião sobre a conjuntura política do nosso país. Na verdade, o que senti no olhar de cada um foi a indagação: de que lado esse cara está? Para eles respondo que não estou nem de um lado nem de outro. Não sou PT e não sou PSDB. Na verdade, na minha concepção de política, acredito que o maior culpado pela desordem política do nosso país não é nem um nem o outro. Pasmem! Para mim, o maior culpado de toda essa bagunça é o “Partido Oculto”. Ele está a espreita. Nunca conseguiu o poder de fato. Fica como Maria-vai-com-as-outras apoiando quem está no poder. Manipulando, controlando. Mas, antes que me joguem pedras eu quero expor as minhas ideias sobre a minha posição política. Em resposta, digo que não estou encima do muro. Na verdade nunca fiquei encima de muro nenhum.

Penso que o maior mal do nosso país seja, ainda, o analfabetismo político. A alienação ideológica de um povo que, na sua maioria ainda perde muito tempo dando ouvidos a mídia manipuladora que controla e corrói as mentes subnutridas de uma nação burocrática e corrupta desde a sua gênesis. O que me leva a tecer esse comentário é o fato de ver discursos inflamados de direita e esquerda quando, na verdade, o que vejo é uma falta de conhecimento político de boa parte dessa gente que defendem esse ou aquele político sem saber, na verdade, o que acontece na prática. A ponta do iceberg só mostra o quão longe as pessoas estão de identificar que o que rege a nossa nação se chama politicagem e não política. Senão vejamos: Aristóteles afirma que “a politica não deveria ser a arte de dominar, mas sim a arte de fazer justiça”. É o que vemos? Não. Na verdade, todos querem o poder para fazer o oposto a essa ideologia.

Qual governo é melhor? PT ou PSDB? É fato que em ambos os lados vemos maracutaia, improbidades e escândalos. Existem políticos honestos nesses partidos? Com certeza sim. Mas, eles são tão poucos que são sufocados pelos eminentes tubarões dos partidos. Eu mesmo conheço pessoas de caráter de ambos os lados. Quanto a minha posição política, utilizo-me mais uma vez do filósofo Aristóteles para dizer que “a turbulência dos demagogos derruba os governos democráticos”. Querem derrubar o governo eleito democraticamente para colocar quem no poder? Outro golpe de Estado como foi na Ditadura? Nunca leram os livros de História? Não sei se respondi a altura, mas a minha posição é que sou favorável a um Brasil com mais democracia e tolerância com o próximo.

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 14 de março de 2016

Uma aula de Artes


O desafio era trabalhar o conceito de crítica de arte com a turma do 9º ano do Q. I. Centro Educacional.

Cada aluno ficou responsável para escolher uma obra de arte e fazer um desenho sobre essa obra de arte escolhida. Após esse processo, cada um apresentava sua nova versão da obra de arte escolhida e dois outros alunos era escolhido para fazer a crítica daquela obra.

O trabalho tornou-se interessante com a participação de todos. Amante de Van Gogh, a aluna Yasmin foi o destaque da aula com suas obras homenageando o artista. No entanto, os outros alunos tiveram a sua participação e também merecem o elogio pelo conjunto da obra.

Aulas assim tornam-se mais produtivas. Dentro da proposta curricular que era fazê-los entender a diferença entre o apreciador e o crítico de arte, a aula seguiu a linha de pensamento de se fazer uma crítica legal nas produções dos próprios alunos.

Texto: Prof. Odair José

 Luana, Yasmin e Carla

Turma do 9º ano
 
 A noite estrelada de Van Gogh

quinta-feira, 3 de março de 2016

Um passeio pela História de Cáceres


Os alunos do 8º ano do Colégio Q. I. Centro Educacional de Cáceres, sob a orientação dos Professores Elton Amorim e Odair José, com o apoio da Coordenação e Direção da Escola, tiveram a oportunidade de participar de uma aula campo pelas ruas bicentenárias da Cidade e observar as belezas do Rio Paraguai.

Os professores, conforme iam caminhando com os alunos, paravam e explicavam a eles a arquitetura, cultura e história dos antigos casarões. Salientaram sobre o moderno e sua influência no antigo.

Uma das perguntas de uma aluna foi: Por que a cidade não teve um planejamento? Oportunidade que os professores tiveram para explicar que Cáceres foi fundada em um período diferente do que vivemos hoje. Naquela época as vilas eram construídas nas margens de um rio com uma praça e uma igreja.

De forma livre os alunos tiveram a oportunidade de aprender na prática o que ouvem muito na teoria. Essa forma de ensinar possibilita um maior aprendizado. Segue as imagens dessa aula.

Texto: Prof. Odair José.





















 Professores Odair José e Elton Amorim












quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Falando Sobre a Música "Ouro de Tolo" de Raul Seixas


Hoje vamos falar um pouco sobre a música "Ouro de Tolo" do grande Raul Seixas.

Essa música foi lançada no disco "Krig-ha, Bandolo!" de 1973. Em 2009, foi escolhida pela revista Rolling Stone a 16ª melhor na lista das 100 maiores músicas brasileiras!

Essa música tem uma letra riquíssima! É claramente uma crítica a vida da classe média da década de 70. O nome da música faz referência as falsas promessas dos alquimistas da Idade Média, que juravam poder produzir ouro. Esse falso ouro era chamado de Ouro de Tolo.

Raul contesta muito a "vidinha" pacata do cidadão da classe média. Logo no começo da música ele diz:

"Eu devia estar contente / Porque eu tenho um emprego / Sou um dito cidadão respeitável / E ganho quatro mil cruzeiros por mês 

Eu devia agradecer ao Senhor / Por ter tido sucesso / Na vida como artista / Eu devia estar feliz / Porque consegui comprar um Corcel 73" 

Podemos perceber claramente que essa letra ainda é muito atual, pois a sociedade ainda é assim. Podemos ver que os "cidadãos respeitáveis" continuam agindo da mesma forma, sem se importar muito com o que acontece ao seu redor, mas ao mesmo tempo não conseguindo se sentir feliz por completo.

Eu mesmo já passei muitas vezes por isso. E hoje chego a conclusão: Como é tolo viver essas falsas ilusões de "sucesso" e de "ser bem sucedido" num emprego. Como é tolo ficar correndo atrás de dinheiro, sem mutias vezes parar pra pensar em algumas questões como: "Por que eu preciso ficar correndo atrás do dinheiro? O que isso vai me trazer? Eu estou feliz fazendo isso? Será que vou ficar feliz se conseguir isso?".

"Eu devia estar alegre / E satisfeito / Por morar em Ipanema / Depois de ter passado fome / Por dois anos / Aqui na Cidade Maravilhosa 

Ah! Eu devia estar sorrindo / E orgulhoso / Por ter finalmente vencido na vida / Mas eu acho isso uma grande piada / E um tanto quanto perigosa 

Eu devia estar contente / Por ter conseguido / Tudo o que eu quis / Mas confesso abestalhado / Que eu estou decepcionado" 

Percebam a crítica do Raul ao modo de vida de todo mundo. Vejam quando ele diz: "Eu devia estar sorrindo e orgulhoso por ter finalmente vencido na vida".

O que é "vencer na vida" para esse tipo de pessoa? Vencer na vida para ela, é morar em Ipanema. É ter o carro do ano. É ter um emprego. Mas veja que a pessoa não está feliz mesmo com tudo isso. Por que isso tudo faz parte de um mundo totalmente material, e nem sempre nossa felicidade plena está no mundo material.

Todos sonham em alcançar esses bens, mas as pessoas que chegam lá, nem sempre estão felizes. Eles percebem que tudo isso é muito vazio.

"E você ainda acredita / Que é um doutor / Padre ou policial / Que está contribuindo / Com sua parte / Para o nosso belo / Quadro social" 

Essa parte é muito boa. As pessoas que chegam nesse patamar, esperam que tudo possa satisfazê-las, incluindo doutores, policiais, padres...

"Eu é que não me sento / No trono de um apartamento / Com a boca escancarada / Cheia de dentes / Esperando a morte chegar" 

As vezes, esse é o ponto em que muitas pessoas da classe média chegam. Ficam esperando a morte chegar, sem mais esperanças de mudanças, solitárias e com um vazio gigantesco no peito.

Fonte: http://www.falafera.com/2014/03/falando-sobre-musica-ouro-de-tolo-de.html

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Curso de Extensão: Cinema, História e Educação


Curso de Extensão: Cinema, História e Educação

Coordenador: Odair José da Silva (PTES – UNEMAT) 

Período de realização: 12/03 a 25/06 de 2016

Objetivo do Curso: Desenvolver uma reflexão sobre a educação através do cinema. Os encontros serão realizados aos sábados no período vespertino (13:30 às 17:30 hs) na Sala de Turismo do Campus Universitário Jane Vanini.

Carga Horária: 40 hs (Certificado) 

Público alvo: Acadêmicos, professores e comunidade em geral.

Proposta (em elaboração).

Filmes: “Clube do Imperador”; “Sociedade dos Poetas Mortos”; “A Educação de Pequena Árvore”; “A Vida de David Gale”; “Escritores da Liberdade”; “Ao Mestre com Carinho”; “O Sétimo Selo”; “Gênio Indomável” (+ 2 a definir).

Palestras (a confirmar data e horário)
Prof. Dr. Aparecido de Assis;
Prof. Dr. Clementino Nogueira de Souza
Prof. Ms. Acir Montecchi
Cineasta Leandro Peska

Inscrições: 15 a 29/02/2016 no Departamento de Pedagogia

Vagas limitadas!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Qual o princípio de tudo?


Qual o princípio de tudo?

Alguma vez você já parou para pensar em como teria surgido a vida, como surgiu o homem e a natureza e qual a origem das coisas? Na Grécia Antiga, alguns homens, a partir da reflexão filosófica, se libertaram do pensamento mítica. Foi então o nascimento da filosofia.

Tais homens são chamados de filósofos da natureza, pois acreditavam que determinada substância básica estava por trás de todas as transformações observadas na natureza.

Foi na cidade de Mileto, situada na Jônia, litoral da Ásia Menor, às margens do Mar Egeu que nasceu a filosofia. Mileto era uma cidade que tinha o comércio muito bem desenvolvido e sofreu várias influências culturais. Foi em Mileto que viveram os três primeiros pensadores da história, a quem chamamos de “filósofos de Mileto”. São eles: Tales, Anaximandro e Anaxímenes.

Todos eles viveram entre os séculos VII e V a.C.

“A água é o princípio de todas as coisas.” 

O primeiro filósofo a buscar o principio de todas as coisas foi Tales de Mileto e para ele o princípio era a água. A explicação para tal conclusão é que a condensação da água dava origem à Terra e a sua rarefação dava origem ao ar e ao fogo. Do movimento cíclico da água adviriam todas as formas de vida.

“O princípio de tudo está no infinito.”

Para Anaximandro, contemporâneo de Tales, o princípio de todas as coisas, o elemento primordial, não poderia ser uma coisa determinada, como a água, a terra, o fogo ou o ar. Ele acreditava não ser possivel eleger uma única substância natural, como o principio de todos os seres existentes no universo. Daí o princípio primeiro deveria ser alguma coisa indeterminada, ou seja o “ápeiron”.

“O ar é o princípio primordial de todas as coisas.” 

O terceiro grande filósofo de Mileto foi Anaxímenes, para quem o princípio de todas as coisas é o ar. Pois é do ar que procedeu todos os outros elementos e, por consequência, todas as coisas existentes no Universo.

ATIVIDADE EXTRA:

Pesquisar quem foi Tales, Anaximandro e Anaxímenes. Fazer um breve resumo de 30 linhas trazer para paróxima aula.