quarta-feira, 30 de junho de 2010

Se...



Se você não pode ser um pinheiro no topo da colina, seja um arbusto no vale, mas seja o melhor arbusto à margem do regato.

Se não puder ser um ramo, seja um pouco de relva, e dê alegria a algum caminho.

Se não puder ser um almíscar, seja então, apenas uma tília, mas a tília mais viva do lago!

Não podemos ser todos capitães, temos que ser tripulação.

Há alguma coisa para todos nós aqui.

Há grandes obras e outras menores a realizar. E é a próxima tarefa que devemos empreender.

Se você não puder ser uma estrada, seja apenas uma senda.

Se não puder ser o sol, seja satélite.

Não é pelo tamanho que terá êxito ou fracasso.

Mas seja o melhor do que quer que seja!


"Douglas Maloch"

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Fúria de Titãs



Porque nos tiram o prazer das viagens fantásticas que fazíamos quando criança?

Roubaram-me os sonhos da imaginação que perdurou durante anos do mitológico mundo grego em minhas lembranças. Era criança na saudosa Lambari D'Oeste quando passou o filme Fúria de Titãs. Na época eu não tinha televisão porque meu pai era protestante e não podia ter TV em casa. Eu, fanático pela telinha, ficava nas casas dos vizinhos assistindo tudo quanto era programa que passava.

Lembro-me como se fosse hoje o dia em que passou esse filme. Assisti da porta da casa de um senhor idoso que morava na subida que tem naquela cidade. Se não me engano o filme passou no Supercine e acabou tarde. Passei dias imaginando aquela aventura. Fantástica. Ali nasceu o interesse pelas mitologias gregas, medusa, minotauro, cavalos com asas, etc e tal.

Anos se passaram e quando já estava na faculdade me lembrei desse filme. Procurei-o na internet pra baixar mas nunca consegui. assisti algum trecho no youtube mas sem legenda. Até ver as noticias de sua refilmagem. Aguardei ansioso a estréia aqui na minha cidade.

Que decepção ao ir ao cinema. Toda aquela magia que senti no primeiro filme a mais de 20 anos passado cairam por terra ao ver essa nova versão. Usaram muita tecnologia e o filme ficou irreal. Perdeu a graça e eu sai decepcionado com tudo isso.

Creio que a nova geração deve adorar o filme e, alguns podem até se encantar com a aventura de Perseu. No entanto, para mim, foi a mesma coisa de me acordar de um sonho bom.

Texto: Odair

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Os poetas não morrem (Homenagem à Saramago)



O mundo fica vazio
Com a voz silenciada pelo tempo
O talento que se vai
No alvorecer de um novo dia.
Não mais teremos aquelas palavras
Que transforma o raciocínio
Que transporta ao mundo imaginário
Das leituras.
Mas os poetas não morrem
Eles se transformam
Deixam-nos a esperança
Em textos tão sentimentais
Que o tempo não apaga.
Essa é a lembrança
Que guardamos deste imortal
Que deixou-nos neste dia.

Texto: Odair

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Porque quero que a Argentina ganhe essa Copa.


Neste artigo pretendo abordar as minhas conjecturas com relação à Copa do Mundo de Futebol que será disputada em solo africano pela primeira vez.

Em primeiro lugar quero salientar que sou brasileiro com muito orgulho e que amo a minha pátria. No entanto, chega dessa paranóia que os brasileiros inventam toda época de copa do mundo. Esquecem que os juros estão altos, que existem crises nos lares, etc, etc e tal. Tudo isso porque a Seleção vai estar em campo e são 190 milhões em ação, salve a seleção!

Em segundo lugar torço para que o Brasil possa chegar até as semifinais porque ai, com certeza, teremos pelo menos mais dois pontos facultativos no Estado. Eita vida boa! Mas só até ai. De preferência que seja eliminado pela Argentina ou Itália. Não concordo com a Seleção medíocre que o Dunga arrumou. Só tem volante na Seleção. Uma piada. O que gostaria mesmo era que o Brasil perdesse para a Coréia do Norte na estréia, seria uma zebra e tanto, depois empatasse com a Costa do Marfim e por fim, empatasse com Portugal. Bay bay Brasil. Já imaginou? Isso seria ruim só pelos pontos facultativos que perderíamos, mas seria excelente para a próxima Copa do Mundo que vai ser realizada exatamente em solo tupiniquim.

Em terceiro lugar justifico a minha escolha para que a Argentina seja a campeã. Poderia torcer pela Espanha, Itália ou Holanda, mas não quero que os europeus que, durante anos sugaram o continente africano conseguissem ganhar mais alguma coisa por lá. Isso não seria justo! Quem sabe a Costa do Marfim, a Nigéria ou mesmo Gana poderia erguer a taça. Nossa! Isso seria muito bom, mas não creio em milagres dessa natureza. Quem sabe, então, Chile, México, Paraguai, Uruguai e Estados Unidos que, no meu ponto de vista, não tem muitas chances assim de faturar o caneco. Resta-nos, então, a Argentina.

É preciso que a Argentina ganhe essa Copa. É bom para o Brasil na próxima Copa fazer a final com a própria Argentina e que não repita outro maracanaço. Maradona, então, será melhor que o Pelé. Afinal, vai ganhar uma copa como jogador e uma como técnico. Coisa que o Pelé não fez ainda. O que gosto nessa seleção argentina, assim como a espanhola, é o número de atacantes e gosto do futebol do Messi e do Tevez. E dá-lhe, Argentina!

Neste sentido, o objetivo da minha argumentação é fundamentar a minha torcida, mesmo que em alguns momentos veladamente (meu filho nem pode sonhar com isso), para que a Argentina levante esse caneco. Essa é minha torcida! Se isso acontecer, gostaria de ver os comerciais da Skol depois.

Texto: Odair

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Morte anunciada


"O dia da morte é melhor que o dia do nascimento." (Bíblia)

Ao me deitar ontem a noite comecei a pensar nessa frase que se encontra na Bíblia. Na noite anterior, sábado, tinha planejado sair para uma festa e me divertir. Mas, não me sentia muito bem. Então recebi uma ligação de uma amiga que me pedia um favor. A avó dela tinha sido internada na UTI e ela queria que eu fosse no domingo de manhã buscar o avô que se encontrava no sitio para visitar a avó no hospital. Sabedor que teria que levantar-me cedo no domingo para realizar tal tarefa decidi ir dormir cedo e desisti da idéia de ir para a festa.

A cena que encontrei naquele sítio, o velhinho de mais de 90 anos, curvado pelas lutas da longa vida que tivera me fez pensar sobre minha vida. Dificilmente acredito que possa chegar nesse patamar de longevidade. Preciso fazer exercícios. Pensei comigo. Com dificuldade para caminhar, Pai Velho, como ouvi o pessoal o chamar sentiu uma dificuldade enorme em ser conduzido para a cidade. Era fácil notar que ele sofria muito com essa situação. O que ele queria era ficar no sossego de seu cantinho alimentando as galinhas com seus pintinhos e os cachorros.

Com muita dificuldade conseguimos levá-lo até o hospital para visitar a esposa. Fiquei imaginando quanto tempo os dois compartilharam momentos felizes durante o longo caminho que trilharam juntos. Quantas alegrias, quantas tristezas, enfim, quanto tempo juntos. Vi o sofrimento no semblante daquele senhor que me deixou perturbado.

Infelizmente, logo após a visita a senhora veio a óbito e descansou, enfim, dessa vida sofrida. Os filhos choravam áquela que, com certeza, tinha sido um baluarte na vida deles. Ao conduzir eles de volta ao sítio ouvia o choro silencioso de Pai Velho e sua filha. Senti-me um tanto confuso quanto a isso.

Deitei-me cedo no domingo. Estava cansado. Então me veio na memória os acontecimentos desse dia e a frase acima. Então perguntei-me ao Criador. Como entender que o dia da morte é melhor que o dia do nascimento?

A vida tem certos caminhos no qual trilhamos que nos fazem refletir. Qual é a nossa função nas engrenagens da vida? Qual o motivo da minha caminhada nesta longa jornada? Já vivi 36 anos de minha vida e o que tenho feito até hoje? Quanto tempo ainda me resta? Conseguirei chegar aos 90 anos? E se chegar, o que devo fazer até lá?

Já dizia alguém que “quando morremos, deixamos atrás de nós tudo o que possuímos e levamos tudo o que somos”. Neste sentido, o importante, penso eu, é fazermos o que cremos ser útil e essencial para realizarmos coisas dignas de nosso caráter e virtude para deixarmos à nossa posteridade.

Pensar sobre a possibilidade da morte é viver. Pois, é isso que nos motivará a sermos melhores e mais fecundos no que fazemos no dia-a-dia.

Para concluir meus pensamentos nesse dia deixo uma frase que considero muito especial para reflexão: "A última cena é sempre trágica, pouco importa quão felizes tenham sido as outras: um pouco de terra é jogada por cima de nossa cabeça e é o fim para todo o sempre." (Blaise Pascal).

Texto: Odair

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Tempo...



Tentando encontrar um tema para compartilhar com meus leitores encontrei esse texto para uma breve reflexão:

“O tempo é nosso grande mestre, que ameniza nossas dores, cuida das nossas feridas e cura as cicatrizes, da incompreensão, do desamor, da falsidade, das derrotas temporárias, dos que se aproximam de nós apenas em benefício próprio. Só o tempo nos mostra os verdadeiros amigos.”

Que cada um reflita sobre a sua vida.

Extraido: http://www.tudomaisumpouco.com/Textos/Frases%20Reflexivas.html

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O amor nos tempos do cólera


O que é o amor?
Por quanto tempo suportamos esperar por alguém a quem se ama?
O amor resiste ao tempo?
Conseguiríamos esperar por mais de meio século um amor que sabemos estar nos braços de outro vivendo uma vida a qual desejaríamos que fosse a nossa?
O que pode dar conforto a uma esperança de um amor como este?

Essas indagações perpassaram a minha mente enquanto assistia o magnífico filme “O amor nos tempos do cólera”, adaptação do livro de Gabriel Garcia Marques. Simplesmente fantástico. Um daqueles filmes que seduz, fascina e intriga ao mesmo tempo. Recomendo aos meus leitores.

Texto: Odair

sábado, 22 de maio de 2010

Sarah - 12 anos!!! Parabéns!!!


Dificilmente acreditamos que nossos filhos crescem.
Nunca consigo acertar as roupas e calçados dessa menina...
Ela cresce e, para mim é sempre aquele anjinho que vi nascer a alguns anos lá em Campo Grande.
Mas o tempo passa.
Minha princesa completa hoje 12 anos.
Está na adolescência.
Cada dia mais linda.
Tenho o imenso orgulho de ser seu pai.
Sei que nem sempre tenho estado presente em seus momentos de incertezas e, agora mais ainda irá precisar disso.
No entanto, quero que saiba que faço tudo na vida para que você e o Samuel possam ter um futuro melhor.
Tenho o imenso prazer de saber que você está ao meu lado, que irá crescer e ser uma excelente profissional na área que escolher.
Tenho fé em Deus que Ele, na sua infinita graça, irá conduzir os seus passos na direção certa.
Desejo toda felicidade para você.
Que Deus possa te iluminar sempre.
Bjos... Te amo muito!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

É inconcebível agarrar Deus com os sentidos?


Cavaleiro:
- Eu quero conhecimento.

Morte:
- Você quer garantias?

Cavaleiro:
- Chame isso como você quiser. Será que é tão cruelmente inconcebível agarrar Deus com os sentidos? Por que Ele deve se esconder em um nevoeiro de meias promessas e milagres invisíveis?

Morte não responde.

Cavaleiro:
- Eu quero conhecimento, não fé ou suposições, mas conhecimento. Eu quero que Deus estenda a mão para mim, deixe-se revelar e fale comigo.

Morte:
- Mas Ele permanece em silêncio.

Cavaleiro:
- Eu o chamo na escuridão, mas ninguém parece estar lá.

Morte:
- Talvez não há ninguém lá.



Obs: Diálogo do filme O Sétimo Selo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A Ilha do Medo



Poucos filmes tem a capacidade de nos cativar e prender a atenção desde o seu ínicio. A ilha do medo é um desses filmes que traduzem a expectativa de um suspense. A trama é bem convincente e prende a atenção para os detalhes. Fica a indagação: É real ou fictício? Interessante. Valeu aqui o meu deslumbramento pelo filme.

Texto: Odair

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O Mágico de Oz


Hoje assisti o filme O mágico de Oz. Tenho lembranças da minha infância quando adorava assistir TV.
Tinha uma pequena fagulha de lembrança desse clássico do cinema. E as leituras agora são diferentes. O olhar é mais critico, perplexo até com o desenrolar dos acontecimentos no filme.
A primeira coisa que me chamou a atenção foi o excelente enredo do filme e as terminologias. A dublagem me fez reviver a minha infância. Aquelas vozes são inconfundíveis.
A história em si deve ter me cativado mais quando criança. Só uma pergunta me confundiu: Dorothy caminhou tanto e descobre, no final, que o mágico não tem poder.
Quantas pessoas caminham hoje em dia em busca de um mágico e, tal como Dorothy, descobre que os mágicos não tem como solucionar os seus problemas.

Texto: Odair

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O Sonhador



"Se um sonho cair e se quebrar em mil partes, não tenha medo de pegar uma delas e começar novamente.”

-- Flavia Weedn

Quando pequeno pensava que era muito sonhador.
Ficava horas e horas imaginando coisas.
Viajando pelo mundo e sonhando de olhos abertos.
Porque deixamos que os sonhos se vão.
Por que não lutamos por ele?
As perguntas continuam a martelar minha mente confusa ultimamente.
Não posso deixar que destruam a minha felicidade.
Preciso resistir e viver.
A vida é uma sucessão de erros e acertos.
No entanto, quando queremos acertar, notamos que erramos feio...
A caminhada exige muito esforço e não podemos parar por alguma coisa que nos impeça de continuar a jornada.
Um dos meus sonhos acaba de cair e quebrar...
No entanto, dos pedaços que recolhi devo continuar minha caminhada.
E é isso que estou fazendo de cabeça erguida!
Acordamos no meio da noite e compreendemos que o sonho acabou.
A realidade é mais dolorida que o sonho.
É preciso coragem para seguir o caminho que apresenta-nos nesse dia.
Ergo-me das cinzas, sacudo a poeira e sigo em frente.
E, então, percebo que a realidade é outra.
O sonho que tinha estava na direção errada.
A realidade é bem mais fascinante.
E eu queria ter continuado a sonhar.
Recomeço. Novas experiências. Novas aventuras. Novos sonhos. Tudo novo.
Fascinante!
O que nos mata é o medo da mudança.
Depois que perdemos esse medo, notamos que as coisas novas são sempre mais saborosas, mais delicadas, mais encantadoras.
Além disso, temos experiências e não vamos errar da mesma forma que a primeira vez.
O caminho é longo. Desconhecido.
No entanto, só de pensar na força de seus olhos, sinto minhas forças se renovarem.
Quero apenas viver!

Texto: Odair

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Metamorfose


A leitura é uma das melhores coisas que pode influenciar a vida do ser humano. Não são poucas as experiências de livros que nos mostram alguma visão diferente daquilo que costumamos pensar. Eis alguns que sugiro como forma de libertação para o conhecimento.

"Quando Gregor Samsa despertou uma manhã na sua cama de sonhos inquietos, viu-se metamorfoseado num monstruoso inseto".
É deste modo que Kafka inicia a história de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante "obrigado" que deixou de ter vida própria para suportar financeiramente todas as despesas de casa. Numa manhã, ao acordar para o trabalho, Gregor vê que se transformou num inseto horrível com um "dorso duro e inúmeras patas". A princípio, as suas preocupações passam por pensamentos práticos relacionados com a sua metamorfose. Depois, as preocupações passam para um estado mais psicológico e até mesmo sentimental. Gregor sente-se magoado pela repulsa dos pais perante a sua metamorfose. Apenas a irmã se digna a levar-lhe a alimentação, mas mesmo assim a repulsa e o medo também começam a se manifestar. A metamorfose de Gregor vai além da modificação física. É sobretudo uma alteração de comportamentos, atitudes, sentimentos e opiniões.
Vale a pena ler.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dando Valor



Hoje recebi um texto que achei importante compartilhar com meus leitores. Boa Reflexão!

O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:

- Sr. Bilac estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal?

Olavo Bilac apanhou o papel escreveu:

“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortadas por cristalinas e marejantes águam de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda”.

Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.

- Nem pense mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!

Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros. Valorize o que você tem os amigos que estão perto de você, o emprego que Deus lhe deu, o conhecimento que você adquiriu, a sua saúde, o sorriso do seu filho. Esses são os seus verdadeiros tesouros!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

As razões de me tornar um criminoso



Minha vida era tranqüila até aquele dia. Passado-se trinta e cinco anos de construção de uma vida, de labuta para conseguir construir um projeto de futuro. Com muito trabalho consegui construir uma bela casa para os meus filhos, comprar um carro novo e ter uma boa conta bancaria.

No entanto, um fatídico dia e tudo vieram abaixo. Meu vizinho, sem que eu soubesse, envolveu-se em processos ilícitos e usou os meus documentos para realização de tal façanha. A justiça caiu sobre mim como as aves de rapina caem sobre suas presas e confiscaram meus bens. Do dia para a noite tudo aquilo que tinha foi levado. Meus filhos já não tinham uma casa, não tinham dinheiro e não tinham o apoio da sociedade.

Reduzido à indigência e no desespero dessa situação cometi o crime. Aquele infeliz que tirou tudo que construí na vida, meus sonhos e meu futuro, agora jaz sob sete palmos de terra. Não tenho mais nada, não tenho família, não tenho paz e nem expectativa de futuro. O Estado conseguiu fazer um novo criminoso.

Texto: Odair

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Preciso me inserir nessa sujeira?



Porque ficar estático diante da falta de criatividade dos acadêmicos que se acham no direito de sujar outras pessoas? O círculo vicioso que percorrem os ideais de quem foi atingido (ou tingido) quando entrou na universidade impõe o desejo de fazer com o próximo o que foi feito com ele.

Quero considerar alguns pontos diante do que acho ser uma grande falta de sensibilidade da pequena parcela de “intelectuais” que adentram as nossas universidades e que pode ser contemplada nessas duas semanas aqui nos corredores da UNEMAT.

Primeiro é uma indagação no sentido do aproveitamento intelectual que os aplicadores de trotes adquirem quando fazem isso. Fico pensando no quanto eles aprendem de um semestre para o outro. Em vez de inovarem nos trotes, simplesmente vemos uma cópia barata de outros trotes. Em vez de progredirem eles regridem.

Segundo é como as leis ai impostas conseguem ser burladas e as punições ficam só na falácia. Talvez porque os próprios legisladores se divertem vendo os trotes.

Terceiro é a incompreensão de como alguns calouros esperam ansiosamente pela lata de tinta ou pela oportunidade de ir para as ruas pedir dinheiro. Para alguns, se isso não acontecer é como se eles não estivessem na universidade. Uma mediocridade só.

Por fim, quero salientar o sentimento de incapacidade diante de tais eventos. Cordão humano, tinta e coleta de dinheiro nos semáforos não representam à cultura de futuros advogados, médicos, enfermeiras, etc. Creio que dentre a pequena parcela da população que conseguem entrar na universidade existem um número bem mais reduzido de pessoas que serão brilhantes. Enfim, como já questionei várias vezes aqui neste espaço. Ela está presente até mesmo na UNEMAT: quem é ela? A MEDIOCRIDADE.

Texto: Odair

segunda-feira, 15 de março de 2010

Não são as doutrinas que mudam...



Hoje meu amigo Gimerson fez um post no blog dele que me chamou a atenção. Pensei muito e acabei concluindo que preciso comentar um pouco sobre o assunto. Doutrinas. Sem querer atingir essa ou aquela denominação pretendo, apenas, fazer uma breve abordagem sobre o assunto no qual sempre tive muito interesse.
No post do referido colega ele questiona o porque de algumas proibição em uma determinada época e a mudança com o passar do tempo. De fato, ai está uma coisa que presenciei durante minha caminhada. Morria de raiva quando meu pai me proibia de assistir televisão quando era pequeno. Eu gostava tanto da "maldita" telinha que passava horas e horas pendurado na janela da casa de nossos vizinhos para ver as imagens que saltitavam diante dos olhos.
Meu pai havia convertido e seguia fielmente as doutrinas da igreja que, naquela época e lugar, sofria de um tal "não pode isso, não pode aquilo". Vendo hoje, e com as leituras de História Medieval, é fácil detectar que o pessoal vivia em pleno século XIII.
Um dos fatos que lamento até hoje foi um dia em que voltava do rio onde tinha ido tomar um banho e no caminho resolvi cortar caminho. Para isso tive que passar no meio do campinho. Infelizmente um "irmão" daqueles bem radical mesmo me viu saindo do campo. Bastou isso para que eu pudesse ter que enfrentar a "inquisição". Engraçado. Era pecado jogar bola, mas não fazer fofoca.
Pois é, mas voltando as doutrinas. Os homens ficam presos a rituais e dogmas que fazem mais mal a saúde espiritual do que seguir, de fato, os ensinamentos bíblicos.
No entanto, no meu entendimento, não são as doutrinas que mudam e sim os homens que elaboram essas doutrinas. E isso eu estou deixando bem claro, as doutrinas de homens. Eles estabelecem que isso não pode e aquilo é prejudicial. Mas, com o passar dos tempos as idéias se transformam e mudam. Mas, e as pessoas que foram condenadas por desobedecerem as "infames" doutrinas? Exemplifico: durante algum tempo era proibido ouvir rádio, depois assistir TV e, por fim, acessar a internet. Pior ainda, não usar sabonete porque o dito cujo era o "perfume do diabo".
Outra vez, incrível isso, eu estava sentado em um banco perto de um açougue na pequena cidade onde morava e ao lado do açougue eles tinham aberto um cinema. Então tinha um cartaz enorme pregado na parede e, talvez por ingenuidade, sei lá, eu nem tinha notado isso. Só sei que quando cheguei na igreja fui interrogado porque tinham me "visto" no cinema.
Então, meu amigo, hoje é fácil ver diferentes "irmãos" indo ao cinema, todos (ou pelo menos a grande maioria) tem TV em casa e aqueles que podem tem acesso a internet. E tudo é normal. Quem mudou? As doutrinas ou os homens?
O que sei é que hoje a TV já não tem tanta importância assim para mim. Creio que o que me fascinava era a proibição.
Só para reflexão, lembro-me de um sermão que comparava as pinturas nas cavernas vistas por Ezequiel as imagens de TV dos dias atuais. Entende-se literalmente ou simbolicamente? Eis que são as perguntas que movem o mundo e não as respostas.
Um abraço a todos!

Link do blog do meu amigo http://digoeunaoosenhor.blogspot.com

Texto: Odair

sábado, 13 de março de 2010

Vidas que se cruzam na eternidade



Não conseguia, por mais que tentasse, esconder a ansiedade. Não a via a muito tempo. Na verdade nem lembrava mais como ela era. Aquela beldade que conhecera no festival de praia e que o levara a loucura nos tres dias daquele final de semana. Havia esquecido seu compromisso com a pessoa que sempre amou. A consciência pesara na época. Sentiu um remorso pela loucura que fizera e havia jurado a si mesmo que nunca mais deixaria que uma situação daquela o controlasse. Ledo engano. A quem ele queria enganar? Sabia que era o tipo de coisa que jamais podia cumprir.

Olhou para o relógio mais uma vez. Olhou o celular. Pensou em ligar para ela. Será que havia desistido do encontro? Uma angústia tomava conta de seu ser. Uma mistura de ansiedade e desepero. Corria risco. Muita coisa estava em jogo. Por um instante pensou no que estava para fazer. Como podia ter coragem disso? Que espécie de pessoa era ele? Dúvidas e mais dúvidas solapavam sua mente embriagada pela paixão desesperada. Aqueles olhos negros o desafiavam. O seduzia a arriscar tudo que tinha. Poderia ser um prazer momentâneo. Mas o que é a vida a não ser momentos de felicidades?

O semblante sobrecarregado pela culpa fazia com que ela perdesse um pouco sua beleza. Era fácil perceber o medo e a tristeza naqueles olhos que agora ele contemplava a sua frente. Ela havia mudado. Não era mais aquela menina que conhecera correndo nas areias límpidas da praia. Era uma mulher castigada pela vida. O cansaço e as decepções estavam estampada em seu rosto. Estava muito elegante. Bem vestida e suas curvas ainda provocavam o desejo nos homens com toda certeza. Mas a sua maior virtude, sua beleza interior, essa ele não contemplou.

Por algum tempo ficou a visualizar aquela figura em sua frente. Ela demonstrava uma insegurança de quem já tivera inúmeras decepções na vida. Não acreditava que um dia pudesse ser feliz. Dependia de alguém para recuperar a esperança de dias melhores. Ele não queria mentir. Sabia que não tinha o direito de mentir para ela. Precisava ser franco. Era preso a outra situação e tinha toda uma vida pela frente. Queria, no entanto, apertá-la em seus braços e oferecer um pouco de carinho e atenção. Podia ouvir ela chorar. Gostaria de vê-la sorrir. Sonhos de uma tarde de verão que se esvai como as nuvens carregadas pelo vento.

Vidas que se cruzam na eternidade e que não podem ser unidas pelo destino. Sonhos que se desfazem pela circunstâncias da vida. Ela estava tão perto e ao mesmo tempo tão distante. Nada era como antes. Não podia oferecer, por mais que quisesse, o ombro para ela reclinar sua cabeça. Nem mesmo seus lábios puderam se tocar. Apenas os olhos penetravam a alma e invadia o coração. Tinham tudo e nada ao mesmo tempo. Uma dor. Uma solidão terrível dominava sua mente. Por que a encontrara naquele dia? Por que não passara o resto da vida sem a ver outra vez?

Deixou-se levar sorrateiramente. Afastou-se em passos curtos e inseguros. Sabia que era a última vez que a veria. Não podia salvar ela e nem a si mesmo. O destino havia sido terrivelmente cruel com ambos. Aqueles olhos teriam que ser apagados de sua memória e que as lembranças de tempos idos pudessem ofuscar essa fatídica noite. Ao afastar-se dela, não deixou-se levar pela emoção e pela súplica que ela fazia. Queria poder viver com ela o amor que nutria em seu coração. Mas, simplesmente não podia. Seus braços ficaram estendidos até que ele sumisse na noite escura. Era o adeus de uma alma que suplicava por um amor que não podia acontecer. Era o fim de um começo que não existiu.

Texto: Odair

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lua de Fel



As complixidades de um relacionamento; a compreensão de que sempre há um dia após o outro; a busca por escapar da rotina que sempre acompanha os casais e suas consequências... essas são algumas das indagações que encontramos nesse filme. Um filme que provoca, que não tem nada de previsível, um filme excelente... só indicado para mentes brilhantes...

Texto: Odair

Sinopse:
Nigel (Hugh Grant) e Fiona (Kristin Scott Thomas) são um casal de ingleses que, ao fazerem um cruzeiro, conhecem Mimi (Emmanuelle Seigner), uma francesa casada com Oscar (Peter Coyote), um americano que vive preso a uma cadeira de rodas. Ao notar o interesse que Nigel sente por Mimi, Oscar conta como eles se conheceram e como se amaram loucamente até esta paixão doentia se transformar em um ritual de humilhação.

terça-feira, 2 de março de 2010

Ser fiel é coisa de homem inteligente



Depois de muito tempo uma coisa certa que demoraram muito a descobrir. O homem, sempre tão inteligente e ainda não havia percebido isso. A fidelidade é coisa de pessoas cultas e inteligentes. Aquela idéia de que ter muitas mulheres o tornaria um “garanhão” já não é tão forte assim (na verdade isso sempre foi uma falsa idéia).

Os cientistas ingleses anunciaram ontem o que qualquer homem sensato já havia percebido: trair é prejudicial a saúde. Quem trai é o que mais perde na relação. No mundo capitalista e moderno a estabilidade é a melhor coisa a fazer. Um relacionamento instável acaba trazendo prejuízos incalculável a todos os envolvidos.

Falando do meu ponto de vista (no que posso ser facilmente criticado) creio que uma mulher já dá um trabalho danado, imagine ter que aturar mais de uma e, pior ainda, ter que gastar o seu dinheiro (e tempo) com outras. Isso, de fato é ultrapassado. Coisa de pessoas medíocres.

Segundo a pesquisa foi descoberto que o homem inteligente pensa muito nas consequências de uma traição e, antes de cometer tal ato, analisa os prós e contras do que pode ocorrer após a consumação do ato. Se realmente analisarmos isso é fácil detectarmos que, às vezes, um prazer momentâneo e passageiro pode por uma vida construida com muito trabalho por terra. E o homem inteligente vai considerar isso. Aquela idéia de que agimos pelo instinto não cabe na concepção de uma pessoa que pensa no bem-estar de sua família.

Estamos vivendo uma fase da humanidade em que as mulheres (com algumas exceções) são movidas pela ganância e pelo consumismo. Só pensam em se embelezar e estar irresistiveis (prontas para arrasar). Nada contra isso. Afinal, quem não quer uma mulher bonita e cheirosa. Mas, o grande problema ai é que alguém tem que pagar a conta. E quem é que vai pagar isso? O marido, o namorado, o amante, etc. (Excluo aqui as mulheres independentes que trabalham e ganham o seu sustento sem depender do macho).

No entanto, essas são uma pequena minoria em nosso sistema. Boa parte das fêmeas, as “feme fatale”, são interesseiras. Que o digam os fardados e engravatados. Marinheiros, bombeiros, pilotos, advogados, médicos entre outros são as preferências delas. Porque será?

Nesse sentido, cabe ao homem inteligente e culto avaliar a situação e não se deixar seduzir por um olhar maléfico e sedutor e, principalmente, por um belo par de coxas que insistem em ficar a mostra. Isso é uma armadilha. Pensa na sua estabilidade.

Texto: Odair

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Caverna


Entrei nela porque vi ali um lugar de refúgio. Eu estava no meu limite. Cansado mesmo. Encostei-me na sua borda e ageitei meu corpo para descansar e melhor me adaptar ao lugar. Soltei a respiração que era bastante ofegante naquele momento.

Deixei que meu corpo se acostumasse com o ambiente. Pareceu-me seguro. Uma leve brisa adentrava aquele espaço e refrigerava minha vida. O calor lá fora era abrasador.

Eu tinha sede e tinha fome. Mas, naquele momento o que mais queria mesmo era descansar um pouco e me esconder.

O medo dominava minha vida. A tristeza de não ser compreendido. De amar as pessoas erradas e apostar minhas fichas em quem não deu valor. As lembranças me torturavam.
Não queria lembrar. No entanto, isso não era possível. Como um filme, as imagens passavam diante de mim. Ilusão, tristeza e decepção. Tudo que acreditava estava acabado para mim.

O choro, incontido, dominava minha mente e as lágrimas, incontroláveis, rolaram de meus olhos.

Quero morrer! Foi meu grito naquele momento.

Um silêncio. As batidas do meu coração era a única coisa que podia ouvir.
De forma nenhuma! Uma voz ecoou dentro de mim. Você não pode desistir agora. Muitas pessoas acreditam em você e algumas têm em você a esperança de dias melhores. Continue sua caminhada. Saia dessa caverna.

Texto: Odair

sábado, 13 de fevereiro de 2010

SONIA


“Não se contente em trilhar um caminho estabelecido. Ao contrário vá para onde não há caminho algum e deixe seu rastro”. Johnnie Walker

Minha querida irmã. Quisera eu ter o dom das palavras para poder expressar todo sentimento de admiração e carinho que sinto por ti. Mas, sou limitado e, por mais que tentasse, nunca conseguiria passar para o papel esse sublime sentimento. Contudo, quero tecer algumas considerações que sinto ser fundamental nesse dia tão especial para você e todos que te amam.

Em primeiro lugar quero parabenizá-la pelo seu aniversário e desejar muitos anos de vida. Voc é daquelas pessoas que vem ao mundo com a missão de transformar as pessoas e dar-lhes esperança quando tudo parece perdido. Então, por isso e pelo amor que Deus tem por você, tenho certeza que você terá muitos anos de felicidades.

Em segundo lugar quero salientar que não foi facil encontrar uma frase que dissesse algo a seu respeito. Poderia escrever-lhe uma poesia (até pensei nisso), mas no momento o que me veio foi um texto. Na verdade gostaria de expressar nesse texto o quanto eu admiro você. A sua luta, as dificuldades por onde passou e, creio, ainda passa. Mas você é um espelho que reflete em nós a coragem de continuar.

A frase acima reflete bem o significado de sua passagem neste mundo e o que você representa para mim. Minha admiração vem desde pequeno. Fomos separados (pelo destino, se ele existe mesmo) e cada um teve que trilhar caminhos diferentes e áridos por sinal. Mas você nunca deixou-se abater pelas circunstâncias da vida. Com garra e coragem enfrentou cada desafio e sempre com um sorriso nos lábios.

Os esforços para constituir uma família e a preservar ultrapassa fronteiras e influência pessoas que vivem em outros lugares. Talvez nem você saiba dessa importância, mas ela existe e é forte. Sua capacidade de ajudar as pessoas e não medir esforços para que cada um possa conseguir aquilo que quer é fundamental para compreendermos o quanto você é importante. Quando todos poderiam apostar que seríamos fracassados, eis você para mostrar o contrário. Uma pessoa fabulosa e encantadora.

Em terceiro lugar quero afirmar que minha admiração por você vai além do que posso expressar. Todo apoio que você oferece a nossa irmã Lucinha e agora ao meu pai é impossível de retribuirmos em vida, mas tenho certeza que seu galardão é enorme no céu.

Por fim, deixo um conselho (afinal, sou o primogênito, rsrs) que você possa continuar seguindo o caminho que escolheste. Sendo essa pessoa amável e atenciosa que te transforma em uma figura insubstituível neste planeta. Como afirma a frase acima “Não se contente em trilhar um caminho estabelecido. Ao contrário, vá para onde não há caminho algum e deixe seu rastro”. É o que fez quando saiu aqui de Cáceres e o que deve continuar fazendo. Tenha certeza que já tens rastro construído por você.

No mais, saiba que te amo muito e desejo-te toda felicidade que merece!

Texto: Odair

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

ILÍADA


Um amigo do WAF escreveu um poema sobre a Ilíada que compartilho com meus leitores. Achei fantástica. Com autorização do mesmo transcrevo-a na íntegra.

ILÍADA
Oh meu amor, donde estás que não vejo?
Em que mundo, em que astro alcova o beijo,
- Por qual eu grito?
Desde a luz da lua até o candor d’aurora,
De meus áureos tempos e após o agora,
- Ainda sinto!

Qual viajante de paradeiro incerto,
Marujo ao mar e também no deserto,
- Viajei por ti!
Castigante sol por sobre o areal,
E no branco inverno co’aurora boreal,
- Sucumbi!

Lembrança. Única sombra que permanece,
Nos átrios do peito, que não te esquece,
- Delirante!
Morada sóbria que ao alvor arqueja,
Florete amargo no pulsar dardeja,
- O amante!

Não quero o solo da terra ingrata,
Nem mesmo os campos da formosa Esparta,
- Onde te amei!
Não quero os sóis do calor maldito,
Ruínas dos templos do antigo Egito,
- Donde aportei!

Folhas ao vento do bonsai cipreste,
Indochina e o grande Everest,
- No Oriente!
Flâmula do sol em um reino antigo,
Cidade proibida e o rei menino,
- Imponente!

Nem a Catedral, no badalar do sino,
Nem os cantos chorosos do beduíno,
- Me comovem!
Ruínas esparsas, cidades antigas,
Calor infernal nas dunas rijas,
- Que movem!

Como você, num trilhar calado,
Viaja nas brumas e no medo alado,
- Foges de mim!
Nem mesmo a selva e a infinita Savana,
No charco úmido e na atroz caravana,
- S’escondem assim!

Não mais suporto. Sucumbi como ele em Canaã.
Às portas do Céu, no sufocante afã,
- Foi-me a vida!
E o aroma, o toque na grinalda pura,
O beijo último da boca que procura,
- Minha Ilíada!

Poema: Betofelix

Link www.worldartfriends.com/modules/publisher/article.php?storyid=21731

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Cáceres e a Chuva


Outra vez vemos o caos estabelecido na nossa princesinha do Rio Paraguai. Depois de Doze horas seguidas de chuva vemos o prejuizo de diversas pessoas. Ruas alagadas, córregos transbordando e a cidade em polvorosa. Os críticos de plantão culpando essa ou aquela autoridade. Uma tragédia anunciada e consequência de uma cidade construída à séculos.
Dessa vez, para mim, foi diferente. Na chuva de 2006 perdi quase todos os meus móveis com as enchentes. Na dehoje dormi ouvindo o barulho da chuva e acordei tarde ouvindo o mesmo barulho. O fato é que agora moro em uma casa alta. Cada um de nós temos que tomar nossas atitudes. Se formos esperar pelas autoridades estamos na roça.

Texto: Odair

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Bastardos Inglórios


Nestes últimos dias tenho tirado um tempo especial para assistir alguns dos meus filmes que estão nos acervos a minha espera. Confesso que estava precisando desse tempo.
Alguns filmes tem a capacidade de mostrar uma visão diferente daquilo que estamos acostumado a olhar e isso acaba sendo bom para o nosso crescimento intelectual. Todo filme tem uma ideologia que mostra uma outra realidade. Assisti alguns filmes que há muito tempo queria assistir. Só não vou ter tempo de comentar todos eles, mas recomendo alguns deles: "A lenda do cavaleiro sem cabeça" de Tim Burton, com Johnny Depp, excelente filme; "Tempos Modernos" de Charles Chaplin, que dispensa comentários; "A guerra do fogo" e o intrigante "Irreversível", simplesmente chocante e cruel.
No entanto, o destaque é para "Bastardos Inglórios" de Quentin Tarantino. Um filme, no mínimo, meticuloso e singular. Uma obra prima. Claro que sou suspeito em falar dos filmes de Tarantino porque simplesmente considero o cara um gênio do cinema. Mas, Bastardos Inglórios é um filme sensacional. Imaginar Hitler sendo queimado vivo juntamente com seus maiores colaboradores é realmente uma cena surreal do cinema moderno.
A história do filme é bem construída e o enredo te deixa em suspense na medida que se desenrola os acontecimentos.
Realmente, um daqueles filmes que vale a pena assistir.
Texto: Odair