domingo, 16 de agosto de 2026

Fragmentos de leitura

    A cultura sempre foi um temor para os ditadores. Livros não empunham espadas, mas derrubam correntes invisíveis. Cada página lida desperta uma consciência; cada ideia compreendida rompe um elo da servidão. Um povo que cultiva a leitura aprende a questionar, a discernir e a escolher o próprio caminho. Por isso, onde florescem os livros, murcham as tiranias. Um povo que lê jamais será verdadeiramente escravo. 
 
    A cultura é o maior pesadelo dos ditadores, porque um povo que lê aprende a pensar, e um povo que pensa jamais aceita viver de joelhos. 
 
    Os ditadores temem bibliotecas mais do que exércitos. Sabem que um livro aberto é uma janela para a liberdade, e que cada leitor descobre que as correntes do corpo podem aprisionar, mas as da mente só permanecem onde a ignorância reina. Um povo que lê transforma a história; um povo que ignora apenas a repete. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

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