segunda-feira, 17 de maio de 2010

A Ilha do Medo



Poucos filmes tem a capacidade de nos cativar e prender a atenção desde o seu ínicio. A ilha do medo é um desses filmes que traduzem a expectativa de um suspense. A trama é bem convincente e prende a atenção para os detalhes. Fica a indagação: É real ou fictício? Interessante. Valeu aqui o meu deslumbramento pelo filme.

Texto: Odair

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O Mágico de Oz


Hoje assisti o filme O mágico de Oz. Tenho lembranças da minha infância quando adorava assistir TV.
Tinha uma pequena fagulha de lembrança desse clássico do cinema. E as leituras agora são diferentes. O olhar é mais critico, perplexo até com o desenrolar dos acontecimentos no filme.
A primeira coisa que me chamou a atenção foi o excelente enredo do filme e as terminologias. A dublagem me fez reviver a minha infância. Aquelas vozes são inconfundíveis.
A história em si deve ter me cativado mais quando criança. Só uma pergunta me confundiu: Dorothy caminhou tanto e descobre, no final, que o mágico não tem poder.
Quantas pessoas caminham hoje em dia em busca de um mágico e, tal como Dorothy, descobre que os mágicos não tem como solucionar os seus problemas.

Texto: Odair

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O Sonhador



"Se um sonho cair e se quebrar em mil partes, não tenha medo de pegar uma delas e começar novamente.”

-- Flavia Weedn

Quando pequeno pensava que era muito sonhador.
Ficava horas e horas imaginando coisas.
Viajando pelo mundo e sonhando de olhos abertos.
Porque deixamos que os sonhos se vão.
Por que não lutamos por ele?
As perguntas continuam a martelar minha mente confusa ultimamente.
Não posso deixar que destruam a minha felicidade.
Preciso resistir e viver.
A vida é uma sucessão de erros e acertos.
No entanto, quando queremos acertar, notamos que erramos feio...
A caminhada exige muito esforço e não podemos parar por alguma coisa que nos impeça de continuar a jornada.
Um dos meus sonhos acaba de cair e quebrar...
No entanto, dos pedaços que recolhi devo continuar minha caminhada.
E é isso que estou fazendo de cabeça erguida!
Acordamos no meio da noite e compreendemos que o sonho acabou.
A realidade é mais dolorida que o sonho.
É preciso coragem para seguir o caminho que apresenta-nos nesse dia.
Ergo-me das cinzas, sacudo a poeira e sigo em frente.
E, então, percebo que a realidade é outra.
O sonho que tinha estava na direção errada.
A realidade é bem mais fascinante.
E eu queria ter continuado a sonhar.
Recomeço. Novas experiências. Novas aventuras. Novos sonhos. Tudo novo.
Fascinante!
O que nos mata é o medo da mudança.
Depois que perdemos esse medo, notamos que as coisas novas são sempre mais saborosas, mais delicadas, mais encantadoras.
Além disso, temos experiências e não vamos errar da mesma forma que a primeira vez.
O caminho é longo. Desconhecido.
No entanto, só de pensar na força de seus olhos, sinto minhas forças se renovarem.
Quero apenas viver!

Texto: Odair

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Metamorfose


A leitura é uma das melhores coisas que pode influenciar a vida do ser humano. Não são poucas as experiências de livros que nos mostram alguma visão diferente daquilo que costumamos pensar. Eis alguns que sugiro como forma de libertação para o conhecimento.

"Quando Gregor Samsa despertou uma manhã na sua cama de sonhos inquietos, viu-se metamorfoseado num monstruoso inseto".
É deste modo que Kafka inicia a história de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante "obrigado" que deixou de ter vida própria para suportar financeiramente todas as despesas de casa. Numa manhã, ao acordar para o trabalho, Gregor vê que se transformou num inseto horrível com um "dorso duro e inúmeras patas". A princípio, as suas preocupações passam por pensamentos práticos relacionados com a sua metamorfose. Depois, as preocupações passam para um estado mais psicológico e até mesmo sentimental. Gregor sente-se magoado pela repulsa dos pais perante a sua metamorfose. Apenas a irmã se digna a levar-lhe a alimentação, mas mesmo assim a repulsa e o medo também começam a se manifestar. A metamorfose de Gregor vai além da modificação física. É sobretudo uma alteração de comportamentos, atitudes, sentimentos e opiniões.
Vale a pena ler.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dando Valor



Hoje recebi um texto que achei importante compartilhar com meus leitores. Boa Reflexão!

O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:

- Sr. Bilac estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal?

Olavo Bilac apanhou o papel escreveu:

“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortadas por cristalinas e marejantes águam de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda”.

Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.

- Nem pense mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!

Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros. Valorize o que você tem os amigos que estão perto de você, o emprego que Deus lhe deu, o conhecimento que você adquiriu, a sua saúde, o sorriso do seu filho. Esses são os seus verdadeiros tesouros!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

As razões de me tornar um criminoso



Minha vida era tranqüila até aquele dia. Passado-se trinta e cinco anos de construção de uma vida, de labuta para conseguir construir um projeto de futuro. Com muito trabalho consegui construir uma bela casa para os meus filhos, comprar um carro novo e ter uma boa conta bancaria.

No entanto, um fatídico dia e tudo vieram abaixo. Meu vizinho, sem que eu soubesse, envolveu-se em processos ilícitos e usou os meus documentos para realização de tal façanha. A justiça caiu sobre mim como as aves de rapina caem sobre suas presas e confiscaram meus bens. Do dia para a noite tudo aquilo que tinha foi levado. Meus filhos já não tinham uma casa, não tinham dinheiro e não tinham o apoio da sociedade.

Reduzido à indigência e no desespero dessa situação cometi o crime. Aquele infeliz que tirou tudo que construí na vida, meus sonhos e meu futuro, agora jaz sob sete palmos de terra. Não tenho mais nada, não tenho família, não tenho paz e nem expectativa de futuro. O Estado conseguiu fazer um novo criminoso.

Texto: Odair

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Preciso me inserir nessa sujeira?



Porque ficar estático diante da falta de criatividade dos acadêmicos que se acham no direito de sujar outras pessoas? O círculo vicioso que percorrem os ideais de quem foi atingido (ou tingido) quando entrou na universidade impõe o desejo de fazer com o próximo o que foi feito com ele.

Quero considerar alguns pontos diante do que acho ser uma grande falta de sensibilidade da pequena parcela de “intelectuais” que adentram as nossas universidades e que pode ser contemplada nessas duas semanas aqui nos corredores da UNEMAT.

Primeiro é uma indagação no sentido do aproveitamento intelectual que os aplicadores de trotes adquirem quando fazem isso. Fico pensando no quanto eles aprendem de um semestre para o outro. Em vez de inovarem nos trotes, simplesmente vemos uma cópia barata de outros trotes. Em vez de progredirem eles regridem.

Segundo é como as leis ai impostas conseguem ser burladas e as punições ficam só na falácia. Talvez porque os próprios legisladores se divertem vendo os trotes.

Terceiro é a incompreensão de como alguns calouros esperam ansiosamente pela lata de tinta ou pela oportunidade de ir para as ruas pedir dinheiro. Para alguns, se isso não acontecer é como se eles não estivessem na universidade. Uma mediocridade só.

Por fim, quero salientar o sentimento de incapacidade diante de tais eventos. Cordão humano, tinta e coleta de dinheiro nos semáforos não representam à cultura de futuros advogados, médicos, enfermeiras, etc. Creio que dentre a pequena parcela da população que conseguem entrar na universidade existem um número bem mais reduzido de pessoas que serão brilhantes. Enfim, como já questionei várias vezes aqui neste espaço. Ela está presente até mesmo na UNEMAT: quem é ela? A MEDIOCRIDADE.

Texto: Odair

segunda-feira, 15 de março de 2010

Não são as doutrinas que mudam...



Hoje meu amigo Gimerson fez um post no blog dele que me chamou a atenção. Pensei muito e acabei concluindo que preciso comentar um pouco sobre o assunto. Doutrinas. Sem querer atingir essa ou aquela denominação pretendo, apenas, fazer uma breve abordagem sobre o assunto no qual sempre tive muito interesse.
No post do referido colega ele questiona o porque de algumas proibição em uma determinada época e a mudança com o passar do tempo. De fato, ai está uma coisa que presenciei durante minha caminhada. Morria de raiva quando meu pai me proibia de assistir televisão quando era pequeno. Eu gostava tanto da "maldita" telinha que passava horas e horas pendurado na janela da casa de nossos vizinhos para ver as imagens que saltitavam diante dos olhos.
Meu pai havia convertido e seguia fielmente as doutrinas da igreja que, naquela época e lugar, sofria de um tal "não pode isso, não pode aquilo". Vendo hoje, e com as leituras de História Medieval, é fácil detectar que o pessoal vivia em pleno século XIII.
Um dos fatos que lamento até hoje foi um dia em que voltava do rio onde tinha ido tomar um banho e no caminho resolvi cortar caminho. Para isso tive que passar no meio do campinho. Infelizmente um "irmão" daqueles bem radical mesmo me viu saindo do campo. Bastou isso para que eu pudesse ter que enfrentar a "inquisição". Engraçado. Era pecado jogar bola, mas não fazer fofoca.
Pois é, mas voltando as doutrinas. Os homens ficam presos a rituais e dogmas que fazem mais mal a saúde espiritual do que seguir, de fato, os ensinamentos bíblicos.
No entanto, no meu entendimento, não são as doutrinas que mudam e sim os homens que elaboram essas doutrinas. E isso eu estou deixando bem claro, as doutrinas de homens. Eles estabelecem que isso não pode e aquilo é prejudicial. Mas, com o passar dos tempos as idéias se transformam e mudam. Mas, e as pessoas que foram condenadas por desobedecerem as "infames" doutrinas? Exemplifico: durante algum tempo era proibido ouvir rádio, depois assistir TV e, por fim, acessar a internet. Pior ainda, não usar sabonete porque o dito cujo era o "perfume do diabo".
Outra vez, incrível isso, eu estava sentado em um banco perto de um açougue na pequena cidade onde morava e ao lado do açougue eles tinham aberto um cinema. Então tinha um cartaz enorme pregado na parede e, talvez por ingenuidade, sei lá, eu nem tinha notado isso. Só sei que quando cheguei na igreja fui interrogado porque tinham me "visto" no cinema.
Então, meu amigo, hoje é fácil ver diferentes "irmãos" indo ao cinema, todos (ou pelo menos a grande maioria) tem TV em casa e aqueles que podem tem acesso a internet. E tudo é normal. Quem mudou? As doutrinas ou os homens?
O que sei é que hoje a TV já não tem tanta importância assim para mim. Creio que o que me fascinava era a proibição.
Só para reflexão, lembro-me de um sermão que comparava as pinturas nas cavernas vistas por Ezequiel as imagens de TV dos dias atuais. Entende-se literalmente ou simbolicamente? Eis que são as perguntas que movem o mundo e não as respostas.
Um abraço a todos!

Link do blog do meu amigo http://digoeunaoosenhor.blogspot.com

Texto: Odair

sábado, 13 de março de 2010

Vidas que se cruzam na eternidade



Não conseguia, por mais que tentasse, esconder a ansiedade. Não a via a muito tempo. Na verdade nem lembrava mais como ela era. Aquela beldade que conhecera no festival de praia e que o levara a loucura nos tres dias daquele final de semana. Havia esquecido seu compromisso com a pessoa que sempre amou. A consciência pesara na época. Sentiu um remorso pela loucura que fizera e havia jurado a si mesmo que nunca mais deixaria que uma situação daquela o controlasse. Ledo engano. A quem ele queria enganar? Sabia que era o tipo de coisa que jamais podia cumprir.

Olhou para o relógio mais uma vez. Olhou o celular. Pensou em ligar para ela. Será que havia desistido do encontro? Uma angústia tomava conta de seu ser. Uma mistura de ansiedade e desepero. Corria risco. Muita coisa estava em jogo. Por um instante pensou no que estava para fazer. Como podia ter coragem disso? Que espécie de pessoa era ele? Dúvidas e mais dúvidas solapavam sua mente embriagada pela paixão desesperada. Aqueles olhos negros o desafiavam. O seduzia a arriscar tudo que tinha. Poderia ser um prazer momentâneo. Mas o que é a vida a não ser momentos de felicidades?

O semblante sobrecarregado pela culpa fazia com que ela perdesse um pouco sua beleza. Era fácil perceber o medo e a tristeza naqueles olhos que agora ele contemplava a sua frente. Ela havia mudado. Não era mais aquela menina que conhecera correndo nas areias límpidas da praia. Era uma mulher castigada pela vida. O cansaço e as decepções estavam estampada em seu rosto. Estava muito elegante. Bem vestida e suas curvas ainda provocavam o desejo nos homens com toda certeza. Mas a sua maior virtude, sua beleza interior, essa ele não contemplou.

Por algum tempo ficou a visualizar aquela figura em sua frente. Ela demonstrava uma insegurança de quem já tivera inúmeras decepções na vida. Não acreditava que um dia pudesse ser feliz. Dependia de alguém para recuperar a esperança de dias melhores. Ele não queria mentir. Sabia que não tinha o direito de mentir para ela. Precisava ser franco. Era preso a outra situação e tinha toda uma vida pela frente. Queria, no entanto, apertá-la em seus braços e oferecer um pouco de carinho e atenção. Podia ouvir ela chorar. Gostaria de vê-la sorrir. Sonhos de uma tarde de verão que se esvai como as nuvens carregadas pelo vento.

Vidas que se cruzam na eternidade e que não podem ser unidas pelo destino. Sonhos que se desfazem pela circunstâncias da vida. Ela estava tão perto e ao mesmo tempo tão distante. Nada era como antes. Não podia oferecer, por mais que quisesse, o ombro para ela reclinar sua cabeça. Nem mesmo seus lábios puderam se tocar. Apenas os olhos penetravam a alma e invadia o coração. Tinham tudo e nada ao mesmo tempo. Uma dor. Uma solidão terrível dominava sua mente. Por que a encontrara naquele dia? Por que não passara o resto da vida sem a ver outra vez?

Deixou-se levar sorrateiramente. Afastou-se em passos curtos e inseguros. Sabia que era a última vez que a veria. Não podia salvar ela e nem a si mesmo. O destino havia sido terrivelmente cruel com ambos. Aqueles olhos teriam que ser apagados de sua memória e que as lembranças de tempos idos pudessem ofuscar essa fatídica noite. Ao afastar-se dela, não deixou-se levar pela emoção e pela súplica que ela fazia. Queria poder viver com ela o amor que nutria em seu coração. Mas, simplesmente não podia. Seus braços ficaram estendidos até que ele sumisse na noite escura. Era o adeus de uma alma que suplicava por um amor que não podia acontecer. Era o fim de um começo que não existiu.

Texto: Odair

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lua de Fel



As complixidades de um relacionamento; a compreensão de que sempre há um dia após o outro; a busca por escapar da rotina que sempre acompanha os casais e suas consequências... essas são algumas das indagações que encontramos nesse filme. Um filme que provoca, que não tem nada de previsível, um filme excelente... só indicado para mentes brilhantes...

Texto: Odair

Sinopse:
Nigel (Hugh Grant) e Fiona (Kristin Scott Thomas) são um casal de ingleses que, ao fazerem um cruzeiro, conhecem Mimi (Emmanuelle Seigner), uma francesa casada com Oscar (Peter Coyote), um americano que vive preso a uma cadeira de rodas. Ao notar o interesse que Nigel sente por Mimi, Oscar conta como eles se conheceram e como se amaram loucamente até esta paixão doentia se transformar em um ritual de humilhação.

terça-feira, 2 de março de 2010

Ser fiel é coisa de homem inteligente



Depois de muito tempo uma coisa certa que demoraram muito a descobrir. O homem, sempre tão inteligente e ainda não havia percebido isso. A fidelidade é coisa de pessoas cultas e inteligentes. Aquela idéia de que ter muitas mulheres o tornaria um “garanhão” já não é tão forte assim (na verdade isso sempre foi uma falsa idéia).

Os cientistas ingleses anunciaram ontem o que qualquer homem sensato já havia percebido: trair é prejudicial a saúde. Quem trai é o que mais perde na relação. No mundo capitalista e moderno a estabilidade é a melhor coisa a fazer. Um relacionamento instável acaba trazendo prejuízos incalculável a todos os envolvidos.

Falando do meu ponto de vista (no que posso ser facilmente criticado) creio que uma mulher já dá um trabalho danado, imagine ter que aturar mais de uma e, pior ainda, ter que gastar o seu dinheiro (e tempo) com outras. Isso, de fato é ultrapassado. Coisa de pessoas medíocres.

Segundo a pesquisa foi descoberto que o homem inteligente pensa muito nas consequências de uma traição e, antes de cometer tal ato, analisa os prós e contras do que pode ocorrer após a consumação do ato. Se realmente analisarmos isso é fácil detectarmos que, às vezes, um prazer momentâneo e passageiro pode por uma vida construida com muito trabalho por terra. E o homem inteligente vai considerar isso. Aquela idéia de que agimos pelo instinto não cabe na concepção de uma pessoa que pensa no bem-estar de sua família.

Estamos vivendo uma fase da humanidade em que as mulheres (com algumas exceções) são movidas pela ganância e pelo consumismo. Só pensam em se embelezar e estar irresistiveis (prontas para arrasar). Nada contra isso. Afinal, quem não quer uma mulher bonita e cheirosa. Mas, o grande problema ai é que alguém tem que pagar a conta. E quem é que vai pagar isso? O marido, o namorado, o amante, etc. (Excluo aqui as mulheres independentes que trabalham e ganham o seu sustento sem depender do macho).

No entanto, essas são uma pequena minoria em nosso sistema. Boa parte das fêmeas, as “feme fatale”, são interesseiras. Que o digam os fardados e engravatados. Marinheiros, bombeiros, pilotos, advogados, médicos entre outros são as preferências delas. Porque será?

Nesse sentido, cabe ao homem inteligente e culto avaliar a situação e não se deixar seduzir por um olhar maléfico e sedutor e, principalmente, por um belo par de coxas que insistem em ficar a mostra. Isso é uma armadilha. Pensa na sua estabilidade.

Texto: Odair

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Caverna


Entrei nela porque vi ali um lugar de refúgio. Eu estava no meu limite. Cansado mesmo. Encostei-me na sua borda e ageitei meu corpo para descansar e melhor me adaptar ao lugar. Soltei a respiração que era bastante ofegante naquele momento.

Deixei que meu corpo se acostumasse com o ambiente. Pareceu-me seguro. Uma leve brisa adentrava aquele espaço e refrigerava minha vida. O calor lá fora era abrasador.

Eu tinha sede e tinha fome. Mas, naquele momento o que mais queria mesmo era descansar um pouco e me esconder.

O medo dominava minha vida. A tristeza de não ser compreendido. De amar as pessoas erradas e apostar minhas fichas em quem não deu valor. As lembranças me torturavam.
Não queria lembrar. No entanto, isso não era possível. Como um filme, as imagens passavam diante de mim. Ilusão, tristeza e decepção. Tudo que acreditava estava acabado para mim.

O choro, incontido, dominava minha mente e as lágrimas, incontroláveis, rolaram de meus olhos.

Quero morrer! Foi meu grito naquele momento.

Um silêncio. As batidas do meu coração era a única coisa que podia ouvir.
De forma nenhuma! Uma voz ecoou dentro de mim. Você não pode desistir agora. Muitas pessoas acreditam em você e algumas têm em você a esperança de dias melhores. Continue sua caminhada. Saia dessa caverna.

Texto: Odair

sábado, 13 de fevereiro de 2010

SONIA


“Não se contente em trilhar um caminho estabelecido. Ao contrário vá para onde não há caminho algum e deixe seu rastro”. Johnnie Walker

Minha querida irmã. Quisera eu ter o dom das palavras para poder expressar todo sentimento de admiração e carinho que sinto por ti. Mas, sou limitado e, por mais que tentasse, nunca conseguiria passar para o papel esse sublime sentimento. Contudo, quero tecer algumas considerações que sinto ser fundamental nesse dia tão especial para você e todos que te amam.

Em primeiro lugar quero parabenizá-la pelo seu aniversário e desejar muitos anos de vida. Voc é daquelas pessoas que vem ao mundo com a missão de transformar as pessoas e dar-lhes esperança quando tudo parece perdido. Então, por isso e pelo amor que Deus tem por você, tenho certeza que você terá muitos anos de felicidades.

Em segundo lugar quero salientar que não foi facil encontrar uma frase que dissesse algo a seu respeito. Poderia escrever-lhe uma poesia (até pensei nisso), mas no momento o que me veio foi um texto. Na verdade gostaria de expressar nesse texto o quanto eu admiro você. A sua luta, as dificuldades por onde passou e, creio, ainda passa. Mas você é um espelho que reflete em nós a coragem de continuar.

A frase acima reflete bem o significado de sua passagem neste mundo e o que você representa para mim. Minha admiração vem desde pequeno. Fomos separados (pelo destino, se ele existe mesmo) e cada um teve que trilhar caminhos diferentes e áridos por sinal. Mas você nunca deixou-se abater pelas circunstâncias da vida. Com garra e coragem enfrentou cada desafio e sempre com um sorriso nos lábios.

Os esforços para constituir uma família e a preservar ultrapassa fronteiras e influência pessoas que vivem em outros lugares. Talvez nem você saiba dessa importância, mas ela existe e é forte. Sua capacidade de ajudar as pessoas e não medir esforços para que cada um possa conseguir aquilo que quer é fundamental para compreendermos o quanto você é importante. Quando todos poderiam apostar que seríamos fracassados, eis você para mostrar o contrário. Uma pessoa fabulosa e encantadora.

Em terceiro lugar quero afirmar que minha admiração por você vai além do que posso expressar. Todo apoio que você oferece a nossa irmã Lucinha e agora ao meu pai é impossível de retribuirmos em vida, mas tenho certeza que seu galardão é enorme no céu.

Por fim, deixo um conselho (afinal, sou o primogênito, rsrs) que você possa continuar seguindo o caminho que escolheste. Sendo essa pessoa amável e atenciosa que te transforma em uma figura insubstituível neste planeta. Como afirma a frase acima “Não se contente em trilhar um caminho estabelecido. Ao contrário, vá para onde não há caminho algum e deixe seu rastro”. É o que fez quando saiu aqui de Cáceres e o que deve continuar fazendo. Tenha certeza que já tens rastro construído por você.

No mais, saiba que te amo muito e desejo-te toda felicidade que merece!

Texto: Odair

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

ILÍADA


Um amigo do WAF escreveu um poema sobre a Ilíada que compartilho com meus leitores. Achei fantástica. Com autorização do mesmo transcrevo-a na íntegra.

ILÍADA
Oh meu amor, donde estás que não vejo?
Em que mundo, em que astro alcova o beijo,
- Por qual eu grito?
Desde a luz da lua até o candor d’aurora,
De meus áureos tempos e após o agora,
- Ainda sinto!

Qual viajante de paradeiro incerto,
Marujo ao mar e também no deserto,
- Viajei por ti!
Castigante sol por sobre o areal,
E no branco inverno co’aurora boreal,
- Sucumbi!

Lembrança. Única sombra que permanece,
Nos átrios do peito, que não te esquece,
- Delirante!
Morada sóbria que ao alvor arqueja,
Florete amargo no pulsar dardeja,
- O amante!

Não quero o solo da terra ingrata,
Nem mesmo os campos da formosa Esparta,
- Onde te amei!
Não quero os sóis do calor maldito,
Ruínas dos templos do antigo Egito,
- Donde aportei!

Folhas ao vento do bonsai cipreste,
Indochina e o grande Everest,
- No Oriente!
Flâmula do sol em um reino antigo,
Cidade proibida e o rei menino,
- Imponente!

Nem a Catedral, no badalar do sino,
Nem os cantos chorosos do beduíno,
- Me comovem!
Ruínas esparsas, cidades antigas,
Calor infernal nas dunas rijas,
- Que movem!

Como você, num trilhar calado,
Viaja nas brumas e no medo alado,
- Foges de mim!
Nem mesmo a selva e a infinita Savana,
No charco úmido e na atroz caravana,
- S’escondem assim!

Não mais suporto. Sucumbi como ele em Canaã.
Às portas do Céu, no sufocante afã,
- Foi-me a vida!
E o aroma, o toque na grinalda pura,
O beijo último da boca que procura,
- Minha Ilíada!

Poema: Betofelix

Link www.worldartfriends.com/modules/publisher/article.php?storyid=21731

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Cáceres e a Chuva


Outra vez vemos o caos estabelecido na nossa princesinha do Rio Paraguai. Depois de Doze horas seguidas de chuva vemos o prejuizo de diversas pessoas. Ruas alagadas, córregos transbordando e a cidade em polvorosa. Os críticos de plantão culpando essa ou aquela autoridade. Uma tragédia anunciada e consequência de uma cidade construída à séculos.
Dessa vez, para mim, foi diferente. Na chuva de 2006 perdi quase todos os meus móveis com as enchentes. Na dehoje dormi ouvindo o barulho da chuva e acordei tarde ouvindo o mesmo barulho. O fato é que agora moro em uma casa alta. Cada um de nós temos que tomar nossas atitudes. Se formos esperar pelas autoridades estamos na roça.

Texto: Odair

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Bastardos Inglórios


Nestes últimos dias tenho tirado um tempo especial para assistir alguns dos meus filmes que estão nos acervos a minha espera. Confesso que estava precisando desse tempo.
Alguns filmes tem a capacidade de mostrar uma visão diferente daquilo que estamos acostumado a olhar e isso acaba sendo bom para o nosso crescimento intelectual. Todo filme tem uma ideologia que mostra uma outra realidade. Assisti alguns filmes que há muito tempo queria assistir. Só não vou ter tempo de comentar todos eles, mas recomendo alguns deles: "A lenda do cavaleiro sem cabeça" de Tim Burton, com Johnny Depp, excelente filme; "Tempos Modernos" de Charles Chaplin, que dispensa comentários; "A guerra do fogo" e o intrigante "Irreversível", simplesmente chocante e cruel.
No entanto, o destaque é para "Bastardos Inglórios" de Quentin Tarantino. Um filme, no mínimo, meticuloso e singular. Uma obra prima. Claro que sou suspeito em falar dos filmes de Tarantino porque simplesmente considero o cara um gênio do cinema. Mas, Bastardos Inglórios é um filme sensacional. Imaginar Hitler sendo queimado vivo juntamente com seus maiores colaboradores é realmente uma cena surreal do cinema moderno.
A história do filme é bem construída e o enredo te deixa em suspense na medida que se desenrola os acontecimentos.
Realmente, um daqueles filmes que vale a pena assistir.
Texto: Odair

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Homens Medíocres


"Os homens medíocres cumprem um importante papel nos grandes acontecimentos unicamente porque não se encontram lá.”

Talleyrand-Périgord, Charles

Acompanhando durante alguns dias o aglomerado de pessoas a perambular pelas ruas de nossa cidade deparei-me com a necessidade de analisar uma questão que, para mim, é bastante pertinente neste momento: a mediocridade humana.
Já escrevi alguns textos sobre o que penso a esse respeito, no entanto, é salutar expor as minhas idéias a esse acatamento.
São pessoas que vivem dias e noites nos bares e botecos da cidade. Não pensam em trabalhar e, muito menos em estudar. Levam a vida só na farra e na gandaia e não tem expectativas de dias melhores.
Passam pela vida.
Existem, mas não sabem o que é viver.
Reclamam do governo, maldizem os acontecimentos, mas não fazem nada para mudar a situação.
Fiquei indignado com isso até que me veio à resposta. Sim! Eles são importantes! Os homens medíocres são importantes.
Sem eles não teríamos os gênios, os pensadores, os intelectuais. Sem eles ninguém me notaria ou daria importância para o que escrevo.
Então me dirigi até um deles e o abracei. Eles não entenderam nada. Mas como iam entender? São medíocres!

Texto: Odair

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O Haiti não é aqui ...


Nuvens de poeira cobrem as vidas
Sufocadas pela dor.
Crianças sem seus pais,
Sem amparo e sem futuro convivem
Com aves e animais pelas ruas sujas.
Um dos lugares mais pobres do mundo
É castigado por um dos maiores terremotos.
Porque isso aconteceu?

O Haiti não é aqui.
Então porque me preocupar?
O choro só é verdadeiro quando sentimos a dor.
No Haiti habitam seres humanos
Que merecem um pouco de paz
Que precisam de ajuda
Que precisam de um pouco de humanidade.
Quantas toneladas de alimentos são desperdiçadas
Nos paises ricos?
No Haiti um grão de arroz faz muita falta.
A fome que já era uma constante nesse país
Aumenta cada dia após o terremoto.
Porque alguns lugares são mais castigados que outros?

O Haiti não é aqui
Mas, faz parte do mesmo planeta onde vivemos.
Vamos ajudar o Haiti.
O que estiver ao alcance de suas mãos faça por esse povo.
Não adianta só ficarmos vendo as imagens pela televisão
Ou pior, delas nos ocultarmos.
Precisamos ter a consciência
De que é no nosso mundo que isso aconteceu.

Texto: Odair

Além dos Limites


Só se vêem [...] roubo e mais roubo, adultério e mais adultério; ultrapassam todos os limites! (Os 4.2)

O profeta estaria inventando? Estaria exagerando? Teria ficado louco? É verdade mesmo que só se viam maldição, mentira e assassinatos, roubo e mais roubo, adultério e mais adultério, que o derramamento de sangue era constante e que seus contemporâneos ultrapassavam todos os limites?

Como foi possível acontecer tudo isso naquela época (mais de 700 anos a.C.), numa faixa de terra pequena e no meio de um povo que conhecia de cor os Dez Mandamentos e que havia sido chamado e treinado para ser “uma luz para os gentios” (Is 49.6)?
Como foi possível chegar a este ponto de deterioração moral numa época em que não havia televisão, internet, revistas e filmes de violência e pornografia, tráfico de drogas e turismo sexual?

A verdade é que a humanidade não muda, é sempre a mesma, ultrapassando “todos os limites”, repetidas vezes. “Não há nada novo debaixo do sol” (Ec 1.9), nem nas eclosões do caos moral e espiritual.

Não ultrapassarei os limites que Deus tem me imposto, por sua misericórdia!

Retirado de "Refeições Diárias com os Profetas Menores" (Editora Ultimato, 2004).

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Lu ... Tipo ... Assim ...


Tipo dengosa.
Um dengo cativante que mexe com o coração.
Que comove a alma de quem a conhece.

Tipo misteriosa.
Um mistério que encanta e fascina
Na esperança de desvendar o seu enigma.

Tipo criança.
Que chora quando não lhe dão o quer
Mas que sorri com a alma
E dá o que tem de melhor:
Um coração sincero.

Tipo mulher.
Que tem a sua sedução
Que tem a sua sensualidade
Mas, nunca, de forma alguma,
Deixa-se levar pela emoção.

Tipo anjo.
Que nos vigia a cada momento
Que nos mostra a sua bondade
E nos protege das ingratidões.

Tipo sereia.
Que grita
Que canta
Mas se transforma.

Tipo princesa.
Que tens seus súditos aos pés
Que atrai até si os olhares
E revela o coração alegre que tens.

Enfim...

Tipo alguém que não conseguimos esquecer.
Quem me dera ter palavras
Para expressar o meu amor por você.

Quero que sejas feliz.
Saudade imensa de você.
Felicidades!

* Dedicado a minha querida irmã Lucimar que faz aniversário hoje. Te amo maninha.

Odair José
Poeta e Escritor Cacerense.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Predestinação


Desde criança Henrique tivera a natureza “ruim” como era considerado por quem o conhecia. Fora expulso varias vezes de várias escolas. Brigava todo dia. Dessa forma ele cresceu na pequena cidade do interior. Depois de adulto mudou-se para a capital e começou a se envolver com o crime. Roubos, assaltos, drogas e prostituição. Até chegar no fundo do poço. Foi baleado em um assalto e, no hospital, depois de várias cirurgias, recebeu a noticia de que seus dias estavam contados. Sua morte era iminente.

Bianca era uma garota obediente. Desde criança fora educada nos principios cristãos e educada para uma vida de devoção. Cresceu ouvindo sobre ética e moral e sempre obedecera as doutrinas da igreja onde fazia parte. Muitas vezes deixou de ir em festas porque era considerada errada. Diversas oportunidades de fazer outras coisas ela não aceitava porque eram “incorretas” diante da moral que sempre aprendera a obedecer e viver. Casou com um jovem da igreja e viveu durante um bom tempo dentro dos padrões de conduta religioso e moral. Mas sempre foi tratada com falta de atenção e em segundo plano pelo marido que dava mais atenção a igreja do que a ela. Até que um dia ela foi “seduzida” por um outro homem e caiu na tentação. Dias depois sofreu um acidente e veio a óbito no local.

No hospital, Henrique ouviu um pastor ler a Bíblia para ele e, comovido, aceitou a palavra e se converteu. Dias depois veio a óbito. Cantaram no velório dele. Uma alma que foi salva pela Graça de Deus.

Bianca não pode ser velada na igreja onde sempre pertenceu porque os dogmas da mesma proibia fazer velorio de quem tinha sido excluída da igreja. Nas rodinhas o que mais se comentavam era do “deslize” da menina que sempre obedeceu as doutrinas, mas que não resistiu até o fim e foi levada pelo demônio.

Essas histórias são apenas ilustrações do que é a Predestinação de acordo com a ideologia calvinista e que, boa parte dos cristãos de hoje, seguem objetivamente. Alguns de forma clara e convicta de que é assim mesmo que funciona. Outros nem tão convictos mas que acabam acreditando que é dessa forma. Ou seja, para essas pessoas existem a predestinação. A pessoa já nasce com o destino traçado. Se é para ser salvo pode ser o maior marginal durante toda sua vida que no final vai acontecer alguma coisa e ele se arrepende e é salvo. Mas, se o seu destino é ser condenado, pode viver sua vida inteira santa que no final você vai cometer um pecado que te condenará ao inferno.

Não creio que seja dessa forma. Deus seria muito injusto se tratassem as pessoas como meros brinquedos. Creio sim que Deus sabe, na sua onisciência, tudo que vai acontecer com as pessoas, mas que existe o livre-arbítrio da pessoa e ele pode, sim, decidir pela sua vida. Creio que pessoas boas possam se tornar ruins no fim de sua vida assim como podem continuar sendo boas até o final. Também creio que pessoas ruins podem se regenerar durante a vida e, também, ser ruins até o fim. As oportunidades de serem boas estão patentes a todos.

Na minha compreensão as histórias acima podem ser melhor ilustrada na viagem de um navio. Vamos imaginar que Bianca entrou no navio no porto de origem rumo ao destino final. No meio do trajeto, no entanto, ela pula do navio e morre afogada. Henrique, por outro lado, nadava desesperadamente no mar até entrar no navio na última hora. O destino quis que fosse assim.

Dessa forma, finalizo minhas considerações afirmando que não creio ser dessa forma. Se assim fosse, seria muito injusto entrar na vida já com o destino traçado sem ter a chance de lutar pelo que queremos.


Odair José
Poeta e Escritor Cacerense

sábado, 9 de janeiro de 2010

Onde Estão Meus Amigos?


O tempo passa de forma fugaz
E, com ele, vai-se a felicidade
De dias cheios de emoção
Que nos deixam muita saudade.

Amizades construida com muita luta
Acabam no esquecimento da correria
Que os tempos modernos nos conduz
Sem nos deixar alegria.

Sonhos de longas horas de conversa
Compartilhada com amigos íntimos
Ficam gravados nas lembranças
De tudo maravilhoso que sentimos.

Onde estão meus amigos
Que construi uma amizade
Ao longo dos anos de vida
Mas, que não fazem parte dessa realidade?

Onde estão aqueles que ouviam
As histórias que eu contava
Que acreditavam no sonho
Que eu sempre acalentava?

Onde estão aqueles olhos
Que viam a minha imaginação
Que sabia de minhas dores
E alegravam meu coração?

Continuo a minha caminhada
Mas não contemplo esses amigos
Que sempre me ajudaram
A escapar dos perigos.

Tenho a esperança toda manhã
De, em alguma esquina encontrar
Amigos de verdade
Que possa me acompanhar.

Poema: Odair

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A Língua na Orelha...


Não sei bem se era meus olhos ou as luzes do bar estavam cada vez mais ofuscadas pela fumaça dos cigarros espalhados pelo amplo salão do bar. Minha cabeça começava a rodopiar. Ou eram as pessoas que rodopiavam? Uma ânsia de vomito se apoderou do meu estomago. Acho que foi o Martini ou a caipirinha que ingeri. Uma vontade louca de me deitar, mesmo que fosse ali naquela mesa de bar. Dessa forma não entendi muito bem o que ela queria. Nem mesmo sei como ela era. Não me lembro.

Na tarde daquele dia eu me deparei com uma ansiedade enorme de sair da rotina. Minha cabeça sempre foi voltada para os estudos. Talvez por pressão dos meus pais e por mim mesmo e meu objetivo de ser alguém na vida. Resolvi, então, que naquela noite iria fazer alguma coisa diferente do que estava acostumado a fazer sempre.

Levantava-me cedo para estudar. De manha a mente está desocupada e aberta as novas leituras. À tarde eu trabalhava em um serviço para complementar a renda do aluguel e apostilas da faculdade. À noite, quase sempre, ia para a biblioteca complementar os estudos. O resultado desse esforço era sempre estar entre os primeiros da turma. De certa forma tinha lá suas vantagens. Vez ou outra uma gostosinha da sala me procurava para ajudá-la nas atividades. Mas o medo de avançar além das atividades me impedia de ter sucesso com elas.

Foi pensando em fazer algo diferente, mesmo que por um dia, que me impeliu a planejar fazer uma viagem diferente naquele dia. No crepúsculo daquele dia tomei um banho e sai. Literalmente atravessei a cidade e entrei em um movimentado bar. Comprei um maço de cigarros. Já que ia ser um fumante passivo resolvi experimentar como era ser um fumante ativo. Encostei-me no balcão e pedi uma bebida. Olhei as pessoas que jogavam sinuca e outras que conversavam e bebiam sentados nas mesas espalhadas pelo salão.

No fundo, um conjunto de jovens afinava os instrumentos musicais para tocar musica ao vivo mais tarde. Foi o que deduzi na hora. Observando esse detalhe nem reparei na bebida que me deram no balcão. Virei goela abaixo e aquilo entrou queimando. Senti uma vertigem e fechei os olhos forcadamente.

Após alguns minutos ali esperando que o efeito da bebida passasse me dirigi a uma mesa e sentei-me. Tentei me comportar como um desses caras que saem todas as noites para esses lugares, mas acho que meu comportamento me denunciava. Eu estava em um ambiente hostil a minha educação familiar. O jeito seria beber mais um pouco. Pedi a uma garçonete que me trouxesse uma caipirinha.

Olhei algumas mulheres naquele ambiente. A maioria quase sem roupas. Shorts e mini-saias bem curtas e blusas com decotes mostravam a vulgaridades delas. Tatuagens e pircings revelavam a banalidade do corpo. Essa minha visão nitidamente padronizada de conceitos cristãos poderia muito bem ser questionada se dissesse alguma coisa ali.
Enquanto fumava o segundo maço de cigarros e bebia a caipirinha percebi que meus olhos se turvavam naquela noite.

A mistura de sons me deixava confuso. Músicas, gritos e conversas provocavam uma incógnita no ambiente. Alguns casais já dançavam pelo salão afora enquanto outras pessoas chegavam cada vez mais, lotando o ambiente. Perdi-me nas horas e não tinha noção do tempo em que estava ali. Foi nesse instante que ela apareceu.

Sem um pingo de pudor ou reserva ela chegou me abraçando. Quase cai com o peso dela se atirando sobre mim. Não me lembro de tê-la visto, mais ela parecia me conhecer de algum lugar.

_ Você faz que curso mesmo?

_ Biologia – menti. Eu era estudante de direito, mas estava interessado nos procedimentos da Biologia que une um homem e uma mulher. Na verdade, queria muito ver como isso funcionava na prática.

_ Hum!

A língua dela entrou na minha orelha e virei à cabeça para o lado. Acho que ela queria beijar a minha boca e acabou errando. Minha cabeça não estava muito boa. A mistura de Martini e caipirinha não me fazia muito bem. E eu não era acostumado com bebidas. Muito menos com cigarros. Meu estomago estava embrulhando e uma vontade louca de vomitar me dominava.

_ Você teria coragem de deixar sua namorada sozinha em um bar como este?

A pergunta dela me deixou desorientado. Sei lá! Se tivesse uma namorada decente, com certeza, nem pisaria num ambiente daquele. Estaria em um cinema, na praça ou em um clube mais familiar.

_ O meu namorado me deixou aqui e saiu com os amigos para buscar outros colegas. O que faço enquanto ele não chega?

Dessa vez ela acertou. A língua dela adentrou a minha boca e uma mistura de êxtase tomou conta do meu corpo. Senti um calafrio subindo pela espinha. O beijo durou alguns segundos. Caímos no chão. O peso dela se apoiando em mim e minhas pernas bambas não sustentaram a situação. No tombo levamos algumas mesas e cadeiras. As pessoas olharam. Alguns riram, outros nos ajudaram a levantar. Meu estomago não resistiu. Vomitei no salão. Gritos de nojo puderam ser ouvidos longe e pessoas se afastando. Uma garçonete me ajudou ir até o banheiro.

Molhei a cabeça e pude sentir um pequeno alivio. Não sabia como era o rosto da mulher que me beijou. Não conseguia visualizar mais nada naquela noite. Não sei quem estava mais bêbado. Eu ou ela.

Texto: Odair

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Libertadores ... Esse ano é nossa!!!



Esse ano o Corinthians vai ganhar a Libertadores.
Sempre mantenho-me bastante de pé no chão com prognóstico de futuro. Mas, esse ano tudo indica que a Taça Libertadores vai parar na galeria de troféus do Parque São Jorge.
Senão vejamos:
1. Saiu em todos os sites de esportes e noticiarios as previsões dos pais de santos e videntes de plantão e todos eles afirmaram que o ano do Timão será sem brilho. Como sempre dá o inverso do que esses profetas dizem, creio que a Libertadores é nossa.

2. O Corinthians consegue montar um time experiente (contrário de velhos). Com jogadores que já ganharam a Libertadores e outros campeonatos importantes. Some-se a isso o retorno "Fenomenal" do Ronaldo em véspera de mais uma Copa do Mundo.

3. Essa Libertadores merece ser do Corinthians porque somente o Timão poderá realmente sacudir a América com esse título. Nenhuma outra equipe que disputará essa competição tem a grandeza do Timão.

4. Por fim, a torcida empolgada e o empenho dessa nação vai fazer com que a América, de fato, seja conquistada.

Obs. Só um questionamento: Como o datafolha me faz uma pesquisa justamente nos dias em que o Flamengo é Campeão Brasileiro. Ai eles falam que a torcida cresceu. Só tontos mesmos para acreditar numa coisa dessa. Se fosse o Bahia, o Inter, ou qualquer outro clube que tivesse sido campeão e vc faz a pesquisa logo após é lógico que a torcida desse time cresce um pouco.