quarta-feira, 30 de julho de 2014

Planeta dos Macacos - O Confronto



Alguns meses antes da Copa começar, enquanto ainda tínhamos esperança de um bom futebol na (lateral direita da) seleção brasileira, Daniel Alves comeu uma banana que havia sido atirada contra ele em mais um ato de racismo em campos europeus. Ao fazer isso, o jogador do Barcelona deu sinal verde a uma campanha que defendia sermos todos macacos. Choveu manifestação de apoio, hashtags nas redes sociais e até camisetas foram vendidas. Mas quando veio a público que tudo não passou de uma ação viral criada dentro de uma agência de publicidade o povo começou a se manifestar contra. De repente, ninguém mais queria ser macaco. A comoção inicial virou raiva.

A situação toda tem irônicos paralelos com Planeta dos Macacos - O Confronto (Dawn Of the Planet of the Apes, 2013). Quando o novo filme da franquia começa ficamos sabendo que dez anos se passaram e um vírus criado em laboratorio praticamente dizimou a humanidade, que agora tem raiva dos símios. Por outro lado, vemos agora os macacos agindo em sociedade, caçando, aprendendo com os mais velhos, cuidando uns dos outros. No comando de tudo isso está Cesar (Andy Serkis), mais maduro, com alguns pelos brancos e rugas da experiência que viveu junto com seus pares desde que o vimos sumir pelas florestas vizinhas a San Francisco no ótimo reboot da série.

Percebe que o preconceito está lá? Que o ódio sem sentido faz humanos agirem sem pensar e assim colocar em risco sua própria existência e também a de todo o planeta? Neste novo filme, os roteiristas Mark Bomback, Rick Jaffa e Amanda Silver aprofundam ainda mais o tema, sem jamais se esquecerem que se trata de um blockbuster feito para faturar muito no verão do hemisfério norte, um grande filme feito para ser lançado no meio do ano e agradar ao máximo de gente possível. E eles conseguem! Muito também graças ao diretor Matt Reeves, que já havia provado em Cloverfield - Monstro (2008) e Deixe-Me Entrar (2010), que sabe contar uma história cheia de tensão e computação gráfica.

Aliás, o trabalho da equipe técnica de Planeta dos Macacos - O Confronto é tão impressionante que na maior parte do filme você vai ficar se perguntando se aqueles macacos são realmente criados por computadores, tamanho é o grau de realismo atingido. E quando a temporada de prêmios voltar, novamente trará com ela a discussão sobre a validade ou não de se ter uma mais do que justa indicação de Melhor Ator para Andy Serkis. O britânico, que se tornou um dos maiores especialistas em captura de movimento, dá mais um show em cena. É possível captar no seu olhar e nas duas ações todas as emoções que estamos acostumados a ver em um ser humano, da alegria e tristeza ao ódio e desesperança.

Voltando à discussão inicial, sobre sermos ou não todos macacos, o filme mostra que há nos dois grupos de primatas semelhanças o suficiente para colocar todos nós no mesmo galho. Claro que alguns humanos que estão lendo este texto podem se irritar e ficar com raiva da comparação, afinal, foram anos de evolução até chegarmos onde estamos. Mas daí vem a pergunta: e tantos estudos fizeram a humanidade aprender a agir de forma mais inteligente, evitar guerras, trabalhar em conjunto visando um bem comum?

Fonte: Marcelo Forlani
http://omelete.uol.com.br/planeta-dos-macacos/cinema/planeta-dos-macacos-o-confronto-critica/#.U9k6SthqEdU

terça-feira, 22 de julho de 2014

A Fonte da Donzela



A vida do ser humano, ao longo de toda história da humanidade, é cercada de perguntas e questionamentos sobre sua existência. A Filosofia e a ciência tentam, de formas diversificadas, responderem as questões que perpassam as mentes em todos os povos e lugares do planeta. Fé e Razão se contrapõem em diferentes vertentes mas se preocupam em dar uma explicação lógica para os anseios da humanidade. Esse questionamento existencial é tema recorrente nos filmes dirigidos por Ingmar Bergman.

Em A Fonte da Donzela, não é diferente. Um dos filmes mais cultos da história do cinema e de uma beleza espetacular traz a história de uma família cristã que tem sua filha “virgem” estuprada por pastores de cabras.

Um drama ambientado na Idade Média, mas que, de forma bem clara, traduzem sentimentos e fatos corriqueiros do século XXI. Basta dar um clique nos noticiários de hoje em dia para vermos cenas de violência nas grandes e pequenas cidades. Relatos de cruéis assassinatos, estupros e crimes hediondos fazem parte do cotidiano das pessoas. E, em boa parte deles, há o eterno questionamento de onde está Deus nessas horas. Parece que as grandes tragédias acontecem justamente naquelas famílias mais devotas. O sofrimento bate a porta daqueles que são íntegros. Um pai de família que tem sua filha violentada quando retorna da escola ou que tem seu filho morto por um atropelamento quando retorna do trabalho.

Uma obra prima de Bergman que nos faz pensar a questão da dualidade do Bem e do Mal. Nos faz pensar porque as tragédias acontecem e qual seria a nossa reação se acontecesse conosco. No filme, o pai de família ao saber da morte da filha e ter em seu recinto os assassinos da mesma não titubeia. Faz um ritual de penitencia bem elaborado e mata um por um dos estupradores da filha. Até mesmo um menino que era inocente de praticar o ato. Talvez o mesmo tenha morrido por não revelar a verdade. A vingança é cruel assim como o estupro e assassinato da jovem.

A dualidade dos deuses apresentado no filme também nos apresenta algo para refletir. A diferente abordagem do Deus que servimos. Onde está o Bem? A desafiadora pergunta com os braços erguidos ao céu: onde estavas que não inter viste nessa crueldade? Se somos devotos porque acontece o Mal em nossa família?

Por fim, o filme tem diversas possibilidades de reflexão. Cada vez que o assistimos temos uma nova descoberta. Um novo olhar pode ser visualizado e novas reflexões discutidas. Essa é a grande sacada desse filme sensacional.

Texto: Odair

sábado, 19 de julho de 2014

INVENÇÕES QUE MUDARAM A HISTÓRIA DA TECNOLOGIA



Trabalho realizado pelo grupo Invenções que mudaram a História da Tecnologia da 3ª Série do Ensino Médio – CNEC, Sinop, MT, na Feira do Conhecimento, sob orientação do Prof. Odair.

Componentes:
GABRIELA GHIRALDI
JULIA TRUGILLO
LETICIA PONTELLO


Resumo do Trabalho:
O trabalho abordou as invenções tecnológicas que mudaram o mundo entre os anos de 1950 á 2014. O tema foi dividido em décadas (1950 – 1960 – 1970 – 1980 – 1990 – 2000 – 2010) e atualidades para o período entre 2010 - 2014, pois a década de 20 ainda não foi completada. Em cada década foi abordado uma invenção apenas, dentre as mais importantes. E o período entre 2010-2014 que é incompleto, foi abordado sobre atualidades, invenções atuais que possuem um papel bastante efetivo na sociedade e algumas invenções que se espera do futuro.
Outro ponto que foi incluso em nosso projeto é a utilização da lousa digital, um instrumento que somente a escola CNEC possui em todas as salas do ensino médio. Mostramos como a lousa sendo uma tecnologia de ponta, colocamos alguns jogos interativos para que as pessoas que estiveram visitando o nosso trabalho pudessem interagir e notasse o quanto já se evoluiu de 1950 até os dias de hoje.


O trabalho foi bacana. Fiquei emocionado em rever tecnologias que usava na minha adolescência, como a fita K7, por exemplo, e que hoje já está ultrapassado. Disco de vinil entre outros. Um trabalho para recordar o passado recente e projetar o futuro que está diante de nós. Parabéns, meninas, pelo esforço e dedicação.

Prof. Odair

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Revolta da Vacina



Trabalho realizado pelo grupo REVOLTA DA VACINA da 2ª Série do Ensino Médio – CNEC, Sinop, MT, na Feira do Conhecimento, sob orientação do Prof. Odair e Profª. Claudia Braz. 

Componentes:
Gilmar Pasqualotto Junior
Leonardo Carvalho
Lucas Hartmann
Lucas Pinheiro
Michel Kinzkowski
Vagner Henrique Martins

Resumo do Trabalho:

Por meio deste trabalho os componentes do grupo procuraram apresentar e explicar o contexto histórico e biológico sobre a revolta da vacina e seus vírus, a varíola, febre amarela e peste bubônica. Uma das mais terríveis revoltas populares da República Velha, a revolta da vacina além de ter seu lado positivo, também acarretou varias mortes e insatisfação do povo. Um dos principais personagens desta revolta foi Oswaldo Cruz, médico e sanitarista da época, tal fato ocorreu entre os dias 10 e 18 de novembro de 1904, na cidade do Rio de Janeiro. Os componentes do grupo fizeram uma maquete do Rio de Janeiro da época e apresentaram os dados biológicos dos malefícios dos vírus. Um trabalho que chamou a atenção dos visitantes da Feira do Conhecimento.

Att. Prof. Odair

terça-feira, 15 de julho de 2014

Guerra do Vietnã




Trabalho realizado pelo grupo GUERRA DO VIETNÃ da 3ª Série do Ensino Médio – CNEC, Sinop, MT, na Feira do Conhecimento, sob orientação do Prof. Odair.

Componentes:
ANDRÉ SANTOS DE OLIVEIRA 
GABRIEL DELA JUSTINA 
GUILHERME DINIZ ABREU 
LUCAS CARDOSO CARVALHO

Guerra do Vietnã (ou Vietname, ou Vietnam, ou ainda, segundo os vietnamitas, Guerra Americana) foi um conflito armado ocorrido no Sudeste Asiático entre 1955 e 30 de abril de 1975. A guerra colocou em confronto, de um lado, a República do Vietnã (Vietnã do Sul) e os Estados Unidos, com participação efetiva, porém secundária, da Coreia do Sul, da Austrália e da Nova Zelândia; e, de outro, a República Democrática do Vietnã (Vietnã do Norte) e a Frente Nacional para a Libertação do Vietname (FNL). A China, a Coreia do Norte e, principalmente, a União Soviética prestaram apoio logístico ao Vietnã do Norte, mas não se envolveram efetivamente no conflito. Em 1965, os Estados Unidos enviaram tropas para sustentar o governo do Vietnã do Sul, que se mostrava incapaz de debelar o movimento insurgente de nacionalistas e comunistas, que se haviam juntado na Frente Nacional para a Libertação do Vietname (FNL). Entretanto, apesar de seu imenso poder militar e econômico, os norte-americanos falharam em seus objetivos, sendo obrigados a se retirarem do país em 1973 e dois anos depois o Vietnã foi reunificado sob governo socialista, tornando-se oficialmente, em 1976, a República Socialista do Vietnã.

Resumo:
Os componentes do grupo se organizaram com caracterização de soldados vietnamitas de forma que apresentaram aos visitantes da feira uma excelente reprodução dos eventos que caracterizaram a Guerra do Vietnã. Todos os visitantes elogiaram o excelente trabalho desenvolvido pelo grupo.

Prof. Odair

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Guerra do Golfo



Trabalho realizado pelo grupo GUERRA DO GOLFO da 3ª Série do Ensino Médio – CNEC, Sinop, MT, na Feira do Conhecimento, sob orientação do Prof. Odair. 

Componentes:
ARTUR MENDES 
GUSTAVO CARVALHO 
KAUANA SBRUZZ 
MARCOS JOÃO 
VINÍCIUS GAIESKY 

A Guerra do Golfo, também chamada Primeira Guerra do Golfo (em relação à Guerra do Iraque, também chamada Segunda Guerra do Golfo), foi um conflito militar iniciado a 2 de agosto de 1990 na região do Golfo Pérsico, com a invasão do Kuwait por tropas do Iraque. Esta guerra envolveu uma coalização de forças de países ocidentais liderados pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha e países do Médio Oriente, como a Arábia Saudita e o Egito, contra o Iraque. Foi marcada pelo início da correspondência jornalística nas linhas de frente do combate ao vivo, com a primazia da rede americana CNN. A guerra também ganhou a alcunha de Guerra do Video Game após a conhecida difusão diária de imagens a bordo de aviões-bombardeiro americanos durante a Operação Tempestade no Deserto.

Resumo:
Os componentes do grupo se propuseram apresentar o ocorrido durante a guerra do golfo com o intuito de demostrar o desenrolar da guerra. Apresentando as causas do por que o EUA atacou o Iraque, o que ocorreu durante a tempestade do deserto que foi a primeira guerra televisionada ao vivo, a operação denominada a “mãe de todas batalhas” que envolveu meio milhão de soldados do EUA para reconquistar novamente o Kuwait na entrada de Iraque, o armamento usado e invasão do Iraque em 2003. Como complemento o trabalho contara com uma maquete representando um campo de batalha e uma representação de uma bazooka utilizada na época. Caracterizados como soldados os componentes do grupo fizeram, também, uma maquete com os poços de petróleo e soldados para exemplificar o conflito. Parabéns a todos os componentes pelo excelente trabalho.

Prof. Odair

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Henry Ford



Trabalho realizado pelo grupo HENRY FORD da 2ª Série do Ensino Médio – CNEC, Sinop, MT, na Feira do Conhecimento, sob orientação do Prof. Odair e Profª. Jordana. 

Componentes
JOÃO RICARDO BASSO 
HEITOR PEPERARIO 
CLAÚDIO GAUVANI MOURA JUNIOR
GABRIEL GUIMARÃES
GABRIEL GALLERT SANTOS  


Henry Ford (Springwells, 30 de julho de 1863 — Dearborn, 7 de abril de 1947) foi um empreendedor estadunidense, fundador da Ford Motor Company, autor dos livros "Minha filosofia de indústria" e "Minha vida e minha obra", e o primeiro empresário a aplicar a montagem em série de forma a produzir em massa automóveis em menos tempo2 e a um menor custo.3 A introdução de seu modelo Ford T revolucionou os transportes e a indústria dos Estados Unidos.4 Ford foi um inventor prolífico e registrou 161 patentes nos Estados Unidos.5 Como único dono da Ford Company, ele se tornou um dos homens mais ricos e conhecidos do mundo.6 No dia 16 de junho de 1903, dia da fundação da Ford Motor Company, foi investido um capital de US$150 000 (em valores da época), de doze sócios, sendo que US$28 000 foram investidos pelo próprio Ford, com então 40 anos na época.

Resumo:
O trabalho teve como objetivo fazer uma apresentação das conquistas de Henry Ford que além de um grande construtor tornou-se também um dos grandes transformadores do mundo. Nesse contexto, os componentes do grupo apresentaram as invenções e contribuições de Henry Ford para o desenvolvimento da indústria automobilística que mudou a face do planeta. Através da apresentação de imagens e miniaturas de carros da Ford eles apresentaram aos visitantes da Feira a biografia e as grandes conquistas de um dos maiores construtores do mundo.

Agradecemos o empenho e dedicação do grupo para que o trabalho ficasse bom e ficamos felizes pelo desempenho na Feira do Conhecimento.

Att. Prof. Odair e Profª. Jordana.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

11 DE SETEMBRO: WORLD TRADE CENTER




Trabalho realizado pelo grupo 11 DE SETEMBRO: WORLD TRADE CENTER da 3ª Série do Ensino Médio – CNEC, Sinop, MT, na Feira do Conhecimento, sob orientação do Prof. Odair.

Componentes:
ALISSON DE SOUZA
BRUNNA WEIS
JOÃO FILLA
RAFAEL PERON

Coloque Deus no início que ele cuidará do fim.
João Filla

Resumo:
Este trabalho apresenta o terror que atacou dois dos mais emblemáticos pilares do poder político e financeiro dos Estados Unidos, provocando comoção, pavor e pânico em todo o mundo. As duas torres gêmeas do World Trade Center, que se destacavam no cenário de Manhattan e de toda Nova Iorque e significavam a riqueza, o dinheiro e a força econômica dos Estados Unidos, desabaram depois de dois ataques com aviões domésticos sequestrados por terroristas. O outro ataque foi desferido contra o Pentágono, símbolo da segurança, da soberba e do poder americano, destruindo parte da famosa construção de Washington.

Os componentes do grupo construiram as duas torres e uma delas tinha até o avião colidido. Os visitantes da feira ficaram encantados com a apresentação e conhecimento do grupo sobre o assunto. Parabéns a todos os componentes que se comprometeram para que o trabalho ficasse bom.

Prof. Odair

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Revolução Industrial



Trabalho realizado pelo grupo Revolução Industrial da 1ª Série do Ensino Médio – CNEC, Sinop, MT, na Feira do Conhecimento, sob orientação do Prof. Odair.

Componentes:
Aline M. D. Rodrigues 
Stefhany E. F. Corrêa 
Camila M. M. Garcia 
Kauan V. Laurindo 
Lucas C. Puntel 
Lucas F. Friedrich

Revolução Industrial foi a transição para novos processos de manufatura no período entre 1760 a algum momento entre 1820 e 1840. Esta transformação incluiu a transição de métodos de produção artesanais para a produção por máquinas, a fabricação de novos produtos químicos, novos processos de produção de ferro, maior eficiência da energia da água, o uso crescente da energia a vapor e o desenvolvimento das máquinas-ferramentas, além da substituição da madeira e de outros biocombustíveis pelo carvão. A revolução teve início na Inglaterra e em poucas décadas se espalhou para a Europa Ocidental e os Estados Unidos.

Os componentes do grupo apresentaram imagens das primeiras fábricas, explicaram o Capitalismo Comercial, Industrial e Financeiro e as consequências das indústrias para os dias atuais. Fizeram uma maquete e uma fábrica que saia fumaça de suas chaminés o que foi um barato e chamou a atenção dos visitantes da feira. Uma boa apresentação de trabalho sobre um tema muito interessante. Parabéns a toda turma pelo empenho e dedicação.

Prof. Odair

terça-feira, 8 de julho de 2014

II Guerra Mundial




Trabalho realizado pelo grupo II Guerra Mundial da 2ª Série do Ensino Médio – CNEC, Sinop, MT, na Feira do Conhecimento, sob orientação do Prof. Odair.

Componentes:
Denner Torsi; 
Lucas Coletto; 
Lucas Biato; 
Paulo G. Galvão; 
Valter Giroldo.

Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo — incluindo todas as grandes potências — organizadas em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo. Foi a guerra mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de militares mobilizados. Em estado de "guerra total", os principais envolvidos dedicaram toda sua capacidade econômica, industrial e científica a serviço dos esforços de guerra, deixando de lado a distinção entre recursos civis e militares. Marcado por um número significante de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 a mais de 70 milhões de mortes.

Os componentes do Grupo fizeram uma minuciosa pesquisa sobre o assunto e elaboraram um dossiê sobre uma das batalhas do conflito. Construíram uma maquete que representava o confronto direto entre as tropas aliadas e as tropas do eixo. Usaram, também, um mapa da batalha para que o público pudesse compreender bem a razão da batalha. No dia da apresentação eles estavam caracterizados como personagens diretos do conflito o que possibilitou uma boa explicação para o público visitante. Uma apresentação digna de um grupo comprometido com a realização do trabalho proposto. Quem foi visitar a feira deparou-se, entre outros, com Hitler, Mengele e Cia.

Enquanto professor sinto-me honrado em trabalhar com turma tão comprometida e eficaz como essa. Foi uma honra participar de uma aula de História como a apresentada na Feira.

Att. Prof. Odair

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Guerra Fria



Trabalho apresentado na Feira do Conhecimento - CNEC -Sinop, MT - pelos alunos Giordano, Gabriel Zuanazzi, Antonio Junior e Bruno Miron.

Guerra Fria é a designação atribuída ao período histórico de disputas estratégicas e conflitos indiretos entre os Estados Unidos e a União Soviética, compreendendo o período entre o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção da União Soviética (1991), um conflito de ordem política, militar, tecnológica, econômica, social e ideológica entre as duas nações e suas zonas de influência.

Os alunos em comento fizeram uma apresentação em forma de diálogo em que cada um deles representavam um dos personagens da Guerra Fria.
JFK (Gabriel);
Robert Mcnamara, Secretário de Defesa Norte-Americano (Bruno);
Gorbachev (Antonio) e
Fidel Castro (Giordano) realizaram um teatro sobre os acontecimentos da Guerra Fria dividido em quatro atos.

O público ficou satisfeito com a apresentação do grupo uma vez que apresentaram domínio do conteúdo e explicaram importantes acontecimentos do período em que estivemos a beira da destruição total do planeta.

Parabéns aos integrantes do grupo e todo apoio dado pela Coordenação da Escola para o êxito desse trabalho.

Prof. Odair.

sábado, 21 de junho de 2014

Império Bizantino e Islamismo



Resumo para o 1º Ano - CNEC - Sinop, MT

Introdução

No século IV o Império Romano dava sinais claros da queda de seu poder no ocidente, principalmente em função da invasão dos bárbaros (povos germânicos) através de suas fronteiras. Diante disso, o Imperador Constantino transferiu a capital do Império Romano para a cidade oriental de Bizâncio, que passou a ser chamada de Constantinopla. Esta mudança, ao mesmo tempo em que significava a queda do poder no ocidente, tinha o seu lado positivo, pois a localização de Constantinopla, entre o mar Negro e o mar Mármara, facilitava muito o comércio na região, fato que favoreceu enormemente a restauração da cidade, transformando-a em uma Nova Roma.

Reinado de Justiniano

O auge deste império foi atingido durante o reinado do imperador Justiniano (527-565), que visava reconquistar o poder que o Império Romano havia perdido no ocidente. Com este objetivo, ele buscou uma relação pacífica com os persas, retomou o norte da África, a Itália e a Espanha. Durante seu governo, Justiniano recuperou grande parte daquele que foi o Império Romano do Ocidente.

Religião

A religião foi fundamental para a manutenção do Império Bizantino, pois as doutrinas dirigidas a esta sociedade eram as mesmas da sociedade romana. O cristianismo ocupava um lugar de destaque na vida dos bizantinos e podia ser observado, inclusive, nas mais diferentes manifestações artísticas. As catedrais e os mosaicos bizantino estão entre as obras de arte e arquitetura mais belos do mundo. Os monges, além de ganhar muito dinheiro com a venda de ícones, também tinham forte poder de manipulação sobre sociedade. Entretanto, incomodado com este poder, o governo proibiu a veneração de imagens, a não ser a de Jesus Cristo, e decretou pena de morte a todos aqueles que as adorassem. Esta guerra contra as imagens ficou conhecida como A Questão Iconoclasta.

 Sociedade bizantina

A sociedade bizantina era totalmente hierarquizada. No topo da sociedade encontrava-se o imperador e sua família. Logo abaixo vinha a nobreza formada pelos assessores do rei. Abaixo destes estava o alto clero. A elite era composta por ricos fazendeiros, comerciantes e donos de oficinas artesanais. Uma camada média da sociedade era formada por pequenos agricultores, trabalhadores das oficinas de artesanato e pelo baixo claro. Grande parte da população era formada por pobres camponeses que trabalhavam muito, ganhavam pouco e pagavam altas taxas de impostos.

Crise e Tomada de Constantinopla

Após a morte de Justiniano, o Império Bizantino ficou a mercê de diversas invasões, e, a partir daí, deu-se início a queda de Constantinopla. Com seu enfraquecimento, o império foi divido entre diferentes realezas feudais. Constantinopla teve sua queda definitiva no ano de 1453, após ser tomada pelos turcos.

Atualidade

Atualmente, Constantinopla é conhecida como Istambul e pertence à Turquia. Apesar de um passado turbulento, seu centro histórico encanta e impressiona muitos turistas devido à riquíssima variedade cultural que dá mostras dos diferentes povos e culturas que por lá passaram.

Islamismo 


Introdução

A religião muçulmana tem crescido nos últimos anos (atualmente é a segunda maior do mundo) e está presente em todos os continentes. Porém, a maior parte de seguidores do islamismo encontra-se nos países árabes do Oriente Médio e do norte da África. Assim como as religiões cristãs, a religião muçulmana é monoteísta, ou seja, crê na existência de apenas um deus, Alá ou Allah (palavra para designar Deus em árabe). Criada pelo profeta Maomé, a doutrina muçulmana encontra-se no livro sagrado, o Alcorão ou Corão. Foi fundada na região da atual Arábia Saudita.

Vida do profeta Maomé

Muhammad (Maomé) era da tribo de coraich e nasceu na cidade de Meca no ano de 570. Filho de uma família de comerciantes, passou parte da juventude viajando com os pais e conhecendo diferentes culturas e religiões. Aos 40 anos de idade, de acordo com a tradição, recebeu a visita do anjo Gabriel que lhe transmitiu a existência de um único Deus. A partir deste momento, começa sua fase de pregação da doutrina monoteísta, porém encontra grande resistência e oposição. As tribos árabes seguiam até então uma religião politeísta, com a existência de vários deuses tribais. Maomé começou a ser perseguido e teve que emigrar para a cidade de Medina no ano de 622. Este acontecimento é conhecido como Hégira e marca o início do calendário muçulmano. Em Medina, Maomé é bem acolhido e reconhecido como líder religioso. Consegue unificar e estabelecer a paz entre as tribos árabes e implanta a religião monoteísta. Ao retornar para Meca, consegue implantar a religião muçulmana que passa a ser aceita e começa a se expandir pela península Arábica. Reconhecido como líder religioso e profeta, faleceu no ano de 632. Porém, a religião continuou crescendo após sua morte.

Livros Sagrados e doutrinas religiosas

O Alcorão ou Corão é um livro sagrado que reúne as revelações que o profeta Maomé recebeu do anjo Gabriel. Este livro é dividido em 114 capítulos (suras). Entre tantos ensinamentos contidos, destacam-se: onipotência de Deus (Alá), importância de praticar a bondade, generosidade e justiça no relacionamento social. O Alcorão também registra tradições religiosas, passagens do Antigo Testamento judaico e cristão. Os muçulmanos acreditam na vida após a morte e no Juízo Final, com a ressurreição de todos os mortos. A outra fonte religiosa dos muçulmanos é a Suna que reúne os dizeres e feitos do profeta Maomé.

Preceitos religiosos

A Sharia define as práticas de vida dos muçulmanos, com relação ao comportamento, atitudes e alimentação. De acordo com a Sharia, todo muçulmano deve seguir cinco princípios:
 - Aceitar Deus como único e Muhammad (Maomé) como seu profeta;
- Dar esmola (Zakat) de no mínimo 2,5% de seus rendimentos para os necessitados;
- Fazer a peregrinação à cidade de Meca pelo menos uma vez na vida, desde que para isso possua recursos;
- Realização diária das orações;
- Jejuar no mês de Ramadã com objetivo de desenvolver a paciência e a reflexão.

Locais sagrados

Para os muçulmanos, existem três locais sagrados: A cidade de Meca, onde fica a pedra negra, também conhecida como Caaba. A cidade de Medina, local onde Maomé construiu a primeira Mesquita (templo religioso dos muçulmanos). A cidade de Jerusalém, cidade onde o profeta subiu ao céu e foi ao paraíso para encontrar com Moisés e Jesus.

Divisões do Islamismo

Os seguidores da religião muçulmana se dividem em dois grupos principais : sunitas e xiitas. Aproximadamente 85% dos muçulmanos do mundo fazem parte do grupo sunita. De acordo com os sunitas, a autoridade espiritual pertence a toda comunidade. Os xiitas também possuem sua própria interpretação da Sharia.

Questões da Prova: 

(UFJF-MG) O islamismo, religião fundada por Maomé e de grande importância na unidade árabe, tem como fundamento:
a) o monoteísmo, influência do cristianismo e do judaísmo, observado por Maomé entre povos que seguiam essas religiões.
b) o culto dos santos e profetas através de imagens e ídolos.
c) o politeísmo, isto é, a crença em muitos deuses, dos quais o principal é Alá.
d) o princípio da aceitação dos desígnios de Alá em vida e a negação de uma vida pós-morte.
e) a concepção do islamismo vinculado exclusivamente aos árabes, não podendo ser professado pelos povos inferiores.

 (FGV-SP) A hégira, um dos eventos mais importantes do islamismo e que marca o início do calendário islâmico, corresponde:
a) à entrada triunfal de Maomé em Meca em 630.
b) ao casamento de Maomé com uma rica viúva, dona de camelos.
c) à fuga de Maomé e seus seguidores de Meca para Medina.
d) à revelação de Maomé que lhe foi transmitida pelo arcanjo Gabriel.
e) ao grande incêndio da Caaba em Meca em 615.

Obs. Estudar ainda Os Reinos Bárbaros.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Santo Agostinho





Resumo para a Avaliação de Filosofia do 3º Ano EM - CNEC, Sinop - MT 

Introdução

Aurélio Agostinho, o Santo Agostinho de Hipona foi um importante bispo cristão e teólogo. Nasceu na região norte da África em 354 e morreu em 430. Era filho de mãe que seguia o cristianismo, porém seu pai era pagão. Logo, em sua formação, teve importante influência do maniqueísmo (sistema religioso que une elementos cristãos e pagãos).

Biografia

Santo Agostinho ensinou retórica nas cidades italianas de Roma e Milão. Nesta última cidade teve contato com o neoplatonismo cristão.
Viveu num monastério por um tempo. Em 395, passou a ser bispo, atuando em Hipona (cidade do norte do continente africano). Escreveu diversos sermões importantes. Em “A Cidade de Deus”, Santo Agostinho combate às heresias e a paganismo. Na obra “Confissões” fez uma descrição de sua vida antes da conversão ao cristianismo.
Santo Agostinho analisava a vida levando em consideração a psicologia e o conhecimento da natureza. Porém, o conhecimento e as idéias eram de origem divina.
Para o bispo, nada era mais importante do que a fé em Jesus e em Deus. A Bíblia, por exemplo, deveria ser analisada, levando-se em conta os conhecimentos naturais de cada época. Defendia também a predestinação, conceito teológico que afirma que a vida de todas as pessoas é traçada anteriormente por Deus.
As obras de Santo Agostinho influenciaram muito o pensamento teológico da Igreja Católica na Idade Média.
Morreu em 28 de agosto (dia suposto) de 420, durante um ataque dos vândalos (povo bárbaro germânico) ao norte da África.
Santo Agostinho é considerado o santo protetor dos teólogos, impressores e cervejeiros. Seu dia é 28 de agosto, dia de sua suposta morte.

Algumas obras de Santo Agostinho:
 - Da Doutrina Cristã (397-426)
- Confissões (397-398)
- A Cidade de Deus (413-426)
- Da Trindade (400-416)
- Retratações
- De Magistro
 - Conhecendo a si mesmo

 Frases e Pensamentos de Santo Agostinho: 

"Se dois amigos pedirem para você julgar uma disputa, não aceite, pois você irá perder um amigo. Porém, se dois estranhos pedirem a mesma coisa, aceite, pois você irá ganhar um amigo."

"Milagres não são contrários à natureza, mas apenas contrários ao que entendemos sobre a natureza."

"Certamente estamos na mesma categoria das bestas; toda ação da vida animal diz respeito a buscar o prazer e evitar a dor."

"Se você acredita no que lhe agrada nos evangelhos e rejeita o que não gosta, não é nos evangelhos que você crê, mas em você."

"Ter fé é acreditar nas coisas que você não vê; a recompensa por essa fé é ver aquilo em que você acredita."

"A pessoa que tem caridade no coração tem sempre qualquer coisa para dar."

"A confissão das más ações é o passo inicial para a prática de boas ações."

"A verdadeira medida do amor é não ter medida."

"Orgulho não é grandeza, mas inchaço. E o que está inchado parece grande, mas não é sadio."

Fonte: www.suapesquisa.com

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Brasil! Ame-o ou deixe-o!



Era uma tarde típica de Brasil. Um sol radiante brilhava no horizonte. Uma euforia tomava conta das ruas, dos bares, dos clubes e das casas. Difícil o local no país onde não houvesse alguém diante da TV. Grandes, de LED em HD, mas também pequenas, algumas ainda em preto e branco. Olhos atentos, coração pulsando acelerado (em alguns casos, quase saindo pela boca) e esperança depositada na seleção canarinho. O verde e amarelo tomava conta de todas os lugares. Imagens de satélite mostravam um imenso país pintado com as cores da seleção. Uma confiança muito grande no hexacampeonato de futebol. Não poderia haver adversário melhor na final! Nossos hermanos. A Argentina de Lionel Messi e companhia contra os comandados de Felipão liderados em campo pela genialidade de Neymar.

Durante a execução do Hino Nacional houve uma comoção generalizada. Dentro do Maracanã lotado, nas casas luxuosas das capitais e nas mais humildes choupanas do interior do sertão ouvia-se o acompanhar do Hino e o tremular das bandeiras. É indescritível os acontecimentos quando a bola rola. Os corações palpitam dentro do peito a cada toque na bola. Até os poucos manifestantes que protestavam próximos do estádio se curvam diante da magia do futebol. Brasil! Brasil! Era o grito que se ouvia a plenos pulmões.

Parecia fácil. No fim do primeiro tempo a seleção brasileira ganha da Argentina por 2 a 0. Tudo é festa no país do carnaval. Alguns até já falam em duas semanas de feriado nacional para comemorar a façanha. A empolgação é geral. Ninguém mais lembra que deveria ter sido construído escolas e hospitais em vez de estádios. Ninguém mais lembra que milhões de reais foram desviados dos cofres públicos nas obras da copa e quem vai pagar essa conta é o brasileiro. Ninguém mais lembra que as obras de mobilidade, os centros de treinamentos, os aeroportos não ficaram prontos e, talvez, nunca ficará. O que importa isso? Importante é o Brasil ser hexa.

O improvável acontece. O raio não cai duas vezes no mesmo lugar, pelo menos é isso que todos pensam. A Argentina empata o jogo no segundo tempo e o jogo ainda não acabou. Faltam menos de cinco minutos para o apito final. Se der empate vamos ter uma prorrogação e, persistindo o empate, vamos decidir nos pênaltis. Alguns comentaristas já lembram 1950. Era o Uruguai. Não pode ser. Isso não! De novo não! O brasileiro não merece isso.

Quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Uma falha incrível do zagueiro do Brasil e a bola sobra para o atacante argentino fuzilar sem dó nem piedade. Há um silêncio sepulcral no Brasil inteiro. Galvão Bueno fica mudo. O grito de é Hexa! É Hexa! É entalado na garganta dele. Parece que tudo vai desabar. Nem mesmo a torcida argentina acredita no que seus olhos contemplam. É inacreditável. O placar do Maracanã mostra Brasil 2 X 3 Argentina. Durante alguns segundos que mais parecem uma eternidade todos ficam atônitos. Há um pavor geral no Brasil. Narradores silenciosos, comentaristas sem palavras, torcida boquiaberta. Não é possível. O silêncio é interrompido pelo apito final do árbitro. Final de Copa do Mundo Fifa 2014 no Brasil. A Argentina é tricampeã do mundo!


Tudo bem. Eu explico. Logicamente que a história acima não passa de fruto da minha imaginação. No entanto, gostaria muito que fosse assim. Não que eu não goste do Brasil e da seleção. Muito pelo contrário. Eu sou brasileiro e amo o meu país, assim como a minha seleção. Amo a minha pátria. Mas não posso me conformar com o que acontece a minha volta. Vai ter protesto durante a copa do mundo? Com certeza sim. Mas os protestos não são capazes de sufocar um órgão tão poderoso e inescrupuloso como a Fifa e a mídia que a defende. Quem mais vai lucrar com a Copa do Mundo? Além dos políticos e grandes corporações que já embolsaram os seus milhões com o superfaturamento das obras, a Fifa é a grande beneficiaria da realização da Copa do Mundo.

Nos anos 1950 o brasileiro ainda não era tão fanático por futebol como é nos dias atuais. Mesmo assim, a derrota para o Uruguai causou comoção no país inteiro e, até hoje, procuram os responsáveis pela tragédia. Nos ano 1970 o governo militar usou a seleção como trunfo para esconder as mazelas e torturas que sufocavam a nação brasileira. Como faziam os imperadores romanos no Coliseu dando pão e circo para os seus súditos na esperança de que o povo esquecesse os descasos, da mesma forma vemos isso acontecer no Brasil em pleno século XXI. Tudo bem que a dominação ideológica hoje é bem mais sútil e devastadora do que naquela época.

Sou brasileiro, mas penso que seria uma boa se o Brasil não ganhasse essa copa. Não que isso vá resolver os problemas emergenciais como saúde, educação e segurança para não citar as outras áreas, mas, pelo menos, no meu entendimento, abriria um pouco os olhos de muita gente. Logo após a Copa do Mundo, vamos ter menos de três meses para decidir o futuro do nosso país através do voto. A hora da manifestação, então, é chegada. A hora do protesto que faz a diferença. Chega de pão e circo. Chega desses espetáculos para enganar a massa. Acorda Brasil!

Porque no meu sonho o Brasil perde para a Argentina? Por que, no meu ponto de vista, nenhuma derrota seria tão impactante no coração do brasileiro do que perder a final para a Argentina. E, as maiores reflexões acontecem nos momentos de maiores dores. Um golpe para curar outro golpe. Brasil, ame-o ou deixe-o! Hoje já são mais de 190 milhões em ação. Pra frente Brasil, salve a Seleção!

Termino esse texto sabendo que muitas críticas virão e que nem todos concordarão com meu ponto de vista. Ainda bem que moramos em um país onde existe a liberdade de expressão. E, pode ser que nada aconteça do previsto por mim aqui neste espaço. Pode ser que o Brasil vença, pois tem seleção para isso, (apesar de haver boatos que o troféu já está comprado para o Brasil) e os brasileiros façam a festa pelo país inteiro. Pode ser que se comovam com isso e votem com consciência nas eleições em outubro. Pode ser que o montante arrecadado com os jogos sejam revertidos para a educação e a saúde com construções de escolas e hospitais para atender a população que mais precisa. Pode ser.

Texto: Odair

sexta-feira, 16 de maio de 2014

As últimas folhas



A ventania despojou às árvores
E suas folhas,
As últimas, vieram ao chão.
Os galhos secos revelam a tristeza
De uma terra, verde outrora,
Onde os pássaros buscavam refúgio
E brincavam entre os galhos.
Já não se ouve seu cantar
Nestas terras desoladas.
Só o ronco dos tratores
A plantar.
O verde da soja
O branco do algodão
São as cores de Mato Grosso.
Mas, as últimas folhas das árvores
São levadas pelo vento.
Ao longe
Ouve-se o ronco do motor
E logo,
O vegetal lenhoso virá ao chão.

Poema: Odair

sexta-feira, 9 de maio de 2014

A face da fome



Não posso deixar de falar
Mesmo sabendo que palavras não enchem barrigas.
A fome é causa de maior morte
Entre as crianças no mundo
E a falta de nutrição
Corrói os estômagos vazios.
As imagens causam comoção
Os lamentos provacam angústias
E mesmo assim elas continuam sem comer.
Fazem-se apelos mundiais
Para combater esse mal
Mas, as desigualdades sociais,
A cada dia aumenta esse abismo.
Os ricos exploradores ficam mais ricos
Os pobres explorados ficam mais pobres.
Ajudas humanitárias
Não são suficientes para suprir essa lacuna
E as almas inocentes não tem um pão com água
Para saciar o estômago vazio.
O ser humano na sua ambição
Explora as riquezas naturais
Provoca as mazelas sociais
E destrói tudo sem compaixão.
Não há palavras que possam expressar
A dor de um pai
Que não tem condição de dar o alimento
Ao filho que chora sem esperança.
O lamento incontido
De barrigas miseráveis
Ultrapassa os umbrais celestiais
E clamam a Deus por solução.
O ser humano destrói
A natureza que Deus criou
Para suprir seu egoismo
E provoca essa mazela social.
A ciência e a tecnologia
Não pode esse mal sanar
Porque o ser humano
Só pensa nele próprio.
Minhas palavras podem até não saciar essa fome
Mas pode tocar o coração de alguém
Que viveu a vida
Sem olhar para essa situação.
E que essas mãos que só destruiram
Possam oferecer um pouco de pão.
Vi pessoas hoje
No lixo jogando alimentos
Que poderiam saciar a fome de alguém.

Poema: Odair

terça-feira, 29 de abril de 2014

O Espetacular Homem Aranha



Escrevo esse texto nas vésperas da estréia de O Espetacular Homem Aranha 2 – A Ameaça de Electro. E escrevo esse texto não para falar do filme em si, mas para lembrar-me dos tempos em que passava horas lendo as aventuras do aracnídeo. Desde criança fui muito fã dos heróis em quadrinhos. Lia-os sempre e quase todos. No final dos anos 80 e inicio dos anos 90 eu, adolescente, tinha coleção de revistas. Em algumas épocas tinha que as esconder porque meu pai não gostava que as lessem. Em outras épocas eu podia as ter em centenas e espalhá-las pelo quarto.

De todos os heróis da Marvel, principalmente, o cabeça de teia, como dizia J. J. Jamenson, era o que mais me impressionava. As histórias eram lidas e relidas sempre na esperança da nova revista que pintaria nas bancas. Talvez seja pelo fato da variedade de inimigos que o escalador de paredes adquiria ao longo do tempo. Cada nova edição trazia um novo perigo e isso impressionava. Ainda guardo algumas como verdadeira relíquia e tem um preço elevadíssimo.

A expectativa com relação ao filme é grande. Como cinéfilo e um estudioso do cinema na sala de aula aguardo ansioso para ver a nova ameaça, isto é, o Electro. Lembro-me do Electro nas revistas. Roupa verde com longos raios amarelos a destacar a sua energia. Lembro-me, também, dos desenhos antigos onde o vilão contava o que estava planejando fazer. Muito hilário. Agora é ver o que o cinema pode trazer de novidades.

A expectativa se torna maior ainda depois de ver a bela produção, a meu ver, do Capitão América 2. Na minha opinião, o melhor filme de super-heróis depois de Batman, O Cavaleiro das Trevas. Mas, o que importa mesmo é a diversão. As análises fica para depois. Como qualquer super produção de Hollywood haverá os altos e baixos.

Até depois da estréia.

 Texto: Odair

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Noé: Uma análise do filme à luz da Bíblia



Veio ainda a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, quando uma terra pecar contra mim, se rebelando gravemente, então estenderei a minha mão contra ela, e lhe quebrarei o sustento do pão, e enviarei contra ela fome, e cortarei dela homens e animais. Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles pela sua justiça livrariam apenas as suas almas, diz o Senhor DEUS. Ezequiel 14:12-14. (Grifo meu).

Quero, de forma bem sucinta, fazer uma análise do filme Noé que estava ansioso para assistir. Não posso dizer que sai do cinema desapontado com o que vi porque já imaginava que fosse ser daquela forma ou pior. Mas, confesso que não acreditei que pudessem descaracterizar uma história bíblica daquela forma. Tudo bem que o objetivo de Hollywood é vender, comercializar seus produtos para um mundo capitalista e sem escrúpulo. Mas, dai ser tão incoerente assim extrapola todos os limites.

O Noé do filme é totalmente diferente do Noé Bíblico. Esse último é um homem justo, temente a Deus e que tem em suas mãos uma grande responsabilidade. O primeiro é um assassino, rancoroso e, pior de tudo, confuso. Na verdade, parece-me que precisa de um tratamento psicológico. Horrível. O problema que vejo em tudo isso é que o filme contribui negativamente para popularizar uma imagem distorcida do que é o homem que Deus escolheu para construir a arca.

Nem é necessário abordar as incoerência contidas no filme como os gigantes de pedra, a gravidez na arca e os poderes mágicos do personagem Matusalém. Isso faz parte da ficção. Um exagero sem medidas para um filme considerado bíblico. Poderia estar bem situado em outros tipos de filmes. A Bíblia fala que antes e depois do dilúvio existiram gigantes na terra, mas de forma alguma eram gigantes de pedras. Outro fator para se observar é que os únicos seres caídos do céu eram os seguidores de Lúcifer e, estes jamais ajudariam Noé a construir a arca. Na Bíblia não fala como e quem ajudou Noé a construir aquela enorme construção, mas, com certeza, não foram gigantes de pedras depois transformados em anjos de luz indo para o céu. Isso é invenção cinematográfica sem fundamento bíblico.

O filme, no geral, descaracteriza o personagem bíblico e apresenta um Noé muito confuso. A Bíblia diz que Deus não é Deus de confusão. Com certeza o Noé bíblico sabia os desígnios de Deus e seguiu a risca sua orientação. No Noé do filme vemos uma pessoa sem sentimento e egoísta. Nem mesmo a família dele sabia o que ele estava fazendo. O Noé bíblico é um homem que segue a direção de Deus e faz exatamente o que Ele descreve sendo, assim, entendido pelos seus. O Noé bíblico passa confiança a sua família.

Minha indignação maior foi com as pessoas que entraram na arca. Quanta inverdade o filme apresenta. Na Bíblia encontramos Deus falando com Noé: Mas contigo estabelecerei a minha aliança; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos contigo. Gênesis 6:18. Oito pessoas na lista bem detalhada. O Apóstolo Pedro confirma: Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água; 1 Pedro 3:20. A Bíblia é bem taxativa de quem entrou com Noé. No filme entra Noé, sua esposa, os três filhos e uma filha adotiva. Ridículo. E o mais ridículo de tudo que o filme apresenta é a forma em que Tubalcaim entra na arca. Isso mesmo, Tubalcaim! No filme o indivíduo entra pela lateral da arca e se esconde em meio aos animais e para piorar a situação ainda tenta induzir Cam a matar o próprio pai. Pior ainda, mata alguns animais. Só não me levantei do cinema porque já tinha pago meia entrada e queria assistir até o final para tecer minha análise com consciência do que tinha visto.

Tem mais uma série de inverdades em todo o filme. A pele de cobra que é repassado de pai para filho, as mágicas de Matusalém, a gravidez da filha adotiva de Noé, enfim. Coisas que não faz sentido estarmos problematizando aqui porque não é nosso objetivo. São inverdades construídas e que cauterizam as mentes mundanas. Mas, é preciso alertar alguns. A Bíblia diz que o mundo jaz no maligno e que o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos para que não resplandecessem a luz. Mas, a Bíblia também nos orienta a defender a nossa fé e estar preparado para isso. Esse texto é uma defesa da fé que tenho.

O filme, com certeza vai levar muitas pessoas ao cinema. Muitas dessas pessoas não leram e nem tem o hábito de ler a Bíblia e podem acabar acreditando que Noé era daquele jeito. Prezado amigo que estás a ler essa mensagem. O Noé bíblico foi um homem justo e temente a Deus. Um dos heróis da fé e herdeiro da justiça. Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé. Hebreus 11:7.

Devemos tomar muito cuidado porque nesses últimos dias há uma força maligna tentando nos afastar da verdade revelada na Bíblia. De forma sútil o Diabo tem transformado a verdade de Deus em mentira. A mesma estratégia que ele utilizou no jardim do Edém para enganar os primeiros da criação ele utiliza hoje. Através do cinema ele tenta mostrar um Noé desfigurado e sem as caracteríticas de um homem de Deus. Paulo escrevendo a Timóteo nos alertou sobre isso. Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; 1 Timóteo 4:1-2. Não podemos dar ouvidos a espíritos enganadores e acreditar nas mentiras de homens que só falam mentiras.

A passagem bíblica que abre esse texto fala-nos de um juízo de Deus para a nação que se desviar dos caminhos de Deus e que, nem mesmo Noé, Daniel e Jó, mesmo que intercedessem por ela não a poderia salvar. Esses três homens estão no patamar maior da justiça de Deus. São homens íntegros ao Senhor. Noé é um deles neste seletíssimo grupo. De maneira nenhuma podemos deixar que mentiras desfaçam o que Noé representa para o povo de Deus. Quanto ao que se retirou e ao que se acrescentou da história bíblica de Noé para se produzir o filme a Bíblia diz: que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro. Apocalipse 22:18-19. Cada um deverá prestar contas do que faz aqui na terra.

Parafraseando um amigo internauta recomendo que assistam esse filme da mesma forma que assistem qualquer um outro filme, isto é, com sabedoria e discernimento. Que Deus em Cristo nos abençoe!

Texto: Odair

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Revolução Puritana - Resumo 2º Ano EM - CNEC



No início dos anos 1600, a Inglaterra apresentava-se como um país em desenvolvimento e expansão. Nos reinados do século anterior, de Henrique 8º e Elizabeth 1ª, o território foi unificado, a nobreza foi colocada sob controle, a ingerência da Igreja católica fora afastada pela criação da Igreja anglicana. Desse modo, os britânicos já disputavam com os espanhóis os domínios coloniais na América Central e Caribe.

No entanto, Elizabeth 1ª, da dinastia Tudor, não deixou descendentes e subiu ao trono, em 1603, Jaime 1º, da dinastia escocesa Stuart, unindo as coroas da Inglaterra, da Irlanda e da Escócia. O rei, entretanto, pretendia governar sem o Parlamento, a quem cabia o poder de direito, de acordo com a Carta Magna de 1215. No entanto, o rei podia convocá-lo somente quando julgasse necessário e, assim, exercia o poder de fato.

Sua justificativa para exercer o poder absoluto baseava-se na teoria da origem divina do poder real (absolutismo). Nesse sentido, Jaime 1º ressalta os aspectos católicos do anglicanismo que corroboram essa teoria. Quanto ao Parlamento (Câmara dos Comuns), que reunia a burguesia urbana e os produtores rurais progressistas - setores de crescente importância econômica ignorados pela Coroa -, aderiu em sua maioria ao puritanismo, uma seita calvinista (protestante).

O rei versus o Parlamento

Foram constantes o confronto entre o rei e o Parlamento, em especial no que se refere aos impostos criados pela Coroa, havendo ainda questões sob a forma de ocupação da Irlanda e as perseguições religiosas. Destas últimas resultou o início da emigração para a América do Norte.

Em 1625, Jaime 1º foi sucedido por seu filho Carlos 1º que, com a Inglaterra envolvida em guerras externas, viu-se forçado a convocar um Parlamento que já lhe era de antemão hostil. Este, em troca de seu apoio, exigiu o controle da política financeira, o comando do exército, bem como a regularidade na convocação do Parlamento.

Em retaliação, o rei dissolveu o Parlamento e passou a governar com o apoio da Câmara Estrelada (tribunal formado por nobres de sua confiança). Além disso, reprimiu os dissidentes - em especial religiosos - o que aumentou a emigração para a América. Para submeter a todos, promovendo uma união religiosa, procurou impor o anglicanismo também à Escócia. Os escoceses se rebelaram e invadiram o norte da Inglaterra.

A Revolução Puritana

A crise forçou o rei a convocar o Parlamento em 1640. Este destituiu a Câmara estrelada, despojou o rei de sua autoridade e aprovou uma lei que tornava obrigatória a sua convocação a cada três anos, independentemente de determinação do monarca. No ano seguinte, uma revolta na Irlanda católica foi o estopim da Revolução Inglesa.

O Parlamento se recusou a entregar o comando do exército destinado à reconquista da Irlanda a Carlos 1º. Este não se conformou em perder o comando das forças armadas: com um grupo de apoiadores, invadiu o Parlamento e tentou prender os líderes da oposição. Não conseguiu. Foi forçado a se retirar de Londres e refugiou-se em Oxford, onde reuniu um exército de 20 mil homens, formado por uma parte da burguesia financeira, que temia qualquer desordem, e por aristocratas que ainda usufruíam dos benefícios feudais.

Os "cabeças redondas" e a República

Teve início uma guerra civil que iria durar de 1642 até 1645. No Parlamento, surgiu um líder político e militar que se destacaria na história da Grã-Bretanha e que ainda hoje desperta paixões e polêmicas no país: Oliver Cromwell. Originário dos grupos de produtores reais progressistas, puritano, homem de personalidade forte e carismática, Cromwell organizou o exército do parlamento segundo um novo modelo ("New Model Army").

Tratava-se de uma organização mais democrática, em que a ascensão se dava por mérito e os soldados participavam de comitês que tomavam decisões. Eram os chamados "cabeças redondas", devido ao modelo de elmo que usavam. No rastro do Novo Exército, surgiu também um partido, os niveladores ("levellers"), pequenos proprietários que defendiam a república, o direito de voto e de representação no Parlamento a todos os homens livres, o fim dos monopólios reais, isto é, o livre comércio, a separação entre a Igreja e o Estado.

Em 1645, Carlos 1º foi preso. Setores do Parlamento, porém, assustados com as pretensões dos niveladores, que tentavam tomar o controle do exército, resolveram se unir ao rei. Este, porém, aproveitou a situação para fugir para a Escócia, em cujo Parlamento acreditava obter proteção. Ledo engano: foi entregue aos ingleses, que o decapitaram, proclamando a República, em 19 de maio de 1649.

República de Cromwell

A República, na Inglaterra, esteve longe de ser democrática. Apoiado pelo exército, Cromwell se impôs sobre o Conselho de Estado (poder Executivo) e o Parlamento. Não atendeu as pretensões dos niveladores e os derrotou. Em 1653, sob o título de Lorde Protetor, transformou-se em ditador vitalício e hereditário.

Sob a ditadura cromwelliana, as estruturas feudais ainda existentes na Inglaterra foram eliminadas. As terras dos partidários do rei e da Igreja anglicana foram confiscadas e vendidas aos produtores rurais. Legalizou-se a propriedade absoluta da terra e o cercamento dos campos para produzir para o mercado. O liberalismo econômico entrava em vigor na prática.

 Ao mesmo tempo, Cromwell deu impulso ao desenvolvimento comercial e marítimo da Inglaterra, manteve a conquista da Irlanda e da Escócia e ampliou o império colonial inglês nas Américas, conquistando praticamente a hegemonia inglesa sobre os mares. No entanto, após a morte de Cromwell, em 1658, seu filho não conseguir se manter à frente do governo, pois não dispunha da mesma autoridade sobre o exército.

Outros Conteúdos:
Expansão Territorial Brasileira.
Mineração.

Obs. Ler a apostila.

Fonte: www.educacao.uol.com.br

Grécia Antiga - Resumo 1º Ano EM - CNEC




Há mais de quatro mil anos, uma região excessivamente acidentada da Península Balcânica passou a abrigar vários povos de descendência indo-europeia. Aqueus, eólios e jônios foram as primeiras populações a formarem cidades autônomas que viviam do desenvolvimento da economia agrícola e do comércio marítimo com as várias outras regiões do Mar Mediterrâneo. Mal sabiam estes povos que eles seriam os responsáveis pelo desenvolvimento da civilização grega. Ao longo de sua trajetória, os gregos (também chamados de helenos) elaboraram práticas políticas, conceitos estéticos e outros preceitos que ainda se encontram vivos no interior das sociedades ocidentais contemporâneas. Para entendermos esse rico legado, estabelecemos uma divisão fundamental do passado desse importante povo.

No Período Pré-Homérico (XX – XII a.C.), temos o processo de ocupação da Grécia e a formação dos primeiros grandes centros urbanos da região. Nessa época, vale destacar a ascensão da civilização creto-micênica que se desenvolveu graças ao seu movimentado comércio marítimo. Ao fim dessa época, as invasões dóricas foram responsáveis pelo esfacelamento dessa civilização e o retorno às pequenas comunidades agrícolas subsistentes.

Logo em seguida, no Período Homérico (XI – VIII a.C.), as comunidades gentílicas transformam-se nos mais importantes núcleos sociais e econômicos de toda a Grécia. Em cada genos, uma família desenvolvia atividades agrícolas de maneira coletiva e dividiam igualmente as riquezas oriundas de sua força de trabalho. Com o passar do tempo, as limitações das técnicas agrícolas e o incremento populacional ocasionou a dissolução dos genos.

Entre os séculos VIII e VI a.C., na Fase Arcaica da Grécia Antiga, os genos perderam espaço para uma pequena elite de proprietários de terra. Tendo poder sobre os terrenos mais férteis, as elites de cada região se organizaram em conglomerados demográficos e políticos cada vez maiores. É aqui que temos o nascimento das primeiras cidades-Estado da Grécia Antiga. Paralelamente, os gregos excluídos nesse processo de apropriação das terras passaram a ocupar outras regiões do Mediterrâneo.

No período Clássico, que vai do século V até o IV a.C., a autonomia política das várias cidades-Estado era visivelmente confrontada com o aparecimento de grandes conflitos. Inicialmente, os persas tentaram invadir o território grego ao dispor de um enorme exército. Contudo, a união militar das cidades-Estado possibilitou a vitória dos gregos. Logo depois, as próprias cidades da Grécia Antiga decidiram lutar entre si para saber quem imperaria na Península Balcânica. O desgaste causado por tantas guerras acabou fazendo de toda a Grécia um alvo fácil para qualquer nação militarmente preparada.

A partir do século IV a.C., os macedônios empreenderam as investidas militares que determinaram o fim da autonomia política dos gregos. Esses eventos marcaram o Período Helenístico, que termina no século II a.C., quando os romanos conquistam o território grego.

Expansão do povo grego (diáspora) Por volta dos séculos VII a.C e V a.C. acontecem várias migrações de povos gregos a vários pontos do Mar Mediterrâneo, como consequência do grande crescimento populacional, dos conflitos internos e da necessidade de novos territórios para a prática da agricultura.

Na região da Trácia, os gregos fundam colônias, na parte sul da Península Itálica e na região da Ásia Menor (Turquia atual). Os conflitos e desentendimentos entre as colônias da Ásia Menor e o Império Persa ocasiona as famosas Guerras Médicas (492 a.C. a 448 a.C.), onde os gregos saem vitoriosos. Esparta e Atenas envolvem-se na Guerra do Peloponeso (431 a.C. a 404 a.C.), vencida por Esparta. No ano de 359 a.C., as pólis gregas são dominadas e controladas pelos Macedônios.

Sociedade Espartana

Em Esparta a sociedade era estamental, ou seja, dividida em camadas sociais onde havia pouca mobilidade. A sociedade estava composta da seguinte forma: Esparcíatas: eram os cidadãos de Esparta. Filhos de mães e pais espartanos, haviam recebido a educação espartana. Esta camada social era composta por políticos, integrantes do exército e ricos proprietários de terras. Só os esparcíatas tinham direitos políticos. Periecos: eram pequenos comerciantes e artesãos. Moravam na periferia da cidade e não possuíam direitos políticos. Não recebiam educação, porém tinham que combater no exército, quando convocados. Eram obrigados a pagar impostos. Hilotas: levavam uma vida miserável, pois eram obrigados a trabalhar quase de graça nas terras dos esparcíatas. Não tinham direitos políticos e eram alvos de humilhações e massacres. Chegaram a organizar várias revoltas sociais em Esparta, combatidas com extrema violência pelo exército.

Educação Espartana

O princípio da educação espartana era formar bons soldados para abastecer o exército da polis. Com sete anos de idade o menino esparcíata era enviado pelos pais ao exército. Começava a vida de preparação militar com muitos exercícios físicos e treinamento. Com 30 anos ele se tornava um oficial e ganhava os direitos políticos. A menina espartana também passava por treinamento militar e muita atividade física para ficar saudável e gerar filhos fortes para o exército.

Atenas - História e características sociais, políticas e econômicas 

Por ser uma cidade bem sucedida e comercial, Atenas despertou a cobiça de muitas cidades gregas. Esparta se uniu a outras cidades gregas para atacar Atenas. A Guerra do Peloponeso (431 a 404 a.C.) durou 27 anos e Esparta venceu, tomando a capital grega para si, que, a propósito, continuou riquíssima culturalmente.

Atenas destacou-se muito pela preocupação com o desenvolvimento artístico e cultural de seu povo, desenvolvendo uma civilização de forte brilho intelectual. Na arquitetura, destacam-se os lindos templos erguidos em homenagens aos deuses, principalmente a deusa Atena, protetora da cidade. A democracia ateniense privilegiava apenas seus cidadãos (homens livres, nascidos em Atenas e maiores de idade) com o direito de participar ativamente da Assembleia e também de fazer a magistratura. No caso dos estrangeiros, estes, além de não terem os mesmos direitos, eram obrigados a pagar impostos e prestar serviços militares.

Ver todo conteúdo na apostila. Pg. 40 a 55.

Fontes: www.suapesquisa.com
www.brasilescola.com

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Revolta da Vacina, da Chibata e Contestado - 8ª Série - CNEC




Revolta da Vacina 

O que foi 
A Revolta da Vacina foi uma revolta popular ocorrida na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 10 e 16 de novembro de 1904. Ocorreram vários conflitos urbanos violentos entre populares e forças do governo (policiais e militares).

Causas principais
- A principal causa foi a campanha de vacinação obrigatória contra a varíola, realizada pelo governo brasileiro e comandada pelo médico sanitarista Dr. Oswaldo Cruz. A grande maioria da população, formada por pessoas pobres e desinformadas, não conheciam o funcionamento de uma vacina e seus efeitos positivos. Logo, não queriam tomar a vacina.
- O clima de descontentamento popular com outras medidas tomadas pelo governo federal, que afetaram principalmente as pessoas mais pobres. Entre estas medidas, podemos destacar a reforma urbana da cidade do Rio de Janeiro (então capital do Brasil), que desalojou milhares de pessoas para que cortiços e habitações populares fossem colocados abaixo para a construção de avenidas, jardins e edifícios mais modernos.

O que aconteceu durante a revolta 
- Muitas pessoas se negavam a receber a visita dos agentes públicos que deviam aplicar a vacina, reagindo, muitas vezes, com violência.
- Prédios públicos e lojas foram atacados e depredados;
- Trilhos foram retirados e bondes (principal sistema de transporte da época) foram virados.

Reação do governo e consequências 
- O governo federal suspendeu temporariamente a vacinação obrigatória.
- O governo federal decretou estado de sítio na cidade (suspensão temporária de direitos e garantias constitucionais).
- Com força policial, a revolta foi controlada com várias pessoas presas e deportadas para o estado do Acre. Houve também cerca de 30 mortes e 100 feridos durante os conflitos entre populares e forças do governo.
- Controlada a situação, a campanha de vacinação obrigatória teve prosseguimento. Em pouco tempo, a epidemia de varíola foi erradicada da cidade do Rio de Janeiro.

Revolta da Chibata

 Introdução 
 A Revolta da Chibata foi um importante movimento social ocorrido, no início do século XX, na cidade do Rio de Janeiro. Começou no dia 22 de novembro de 1910.
Neste período, os marinheiros brasileiros eram punidos com castigos físicos. As faltas graves eram punidas com 25 chibatadas (chicotadas). Esta situação gerou uma intensa revolta entre os marinheiros.

Causas da revolta
O estopim da revolta ocorreu quando o marinheiro Marcelino Rodrigues foi castigado com 250 chibatadas, por ter ferido um colega da Marinha, dentro do encouraçado Minas Gerais. O navio de guerra estava indo para o Rio de Janeiro e a punição, que ocorreu na presença dos outros marinheiros, desencadeou a revolta.
O motim se agravou e os revoltosos chegaram a matar o comandante do navio e mais três oficiais. Já na Baia da Guanabara, os revoltosos conseguiram o apoio dos marinheiros do encouraçado São Paulo. O clima ficou tenso e perigoso.

Reivindicações
O líder da revolta, João Cândido (conhecido como o Almirante Negro), redigiu a carta reivindicando o fim dos castigos físicos, melhorias na alimentação e anistia para todos que participaram da revolta. Caso não fossem cumpridas as reivindicações, os revoltosos ameaçavam bombardear a cidade do Rio de Janeiro (então capital do Brasil).

Segunda revolta
Diante da grave situação, o presidente Hermes da Fonseca resolveu aceitar o ultimato dos revoltosos. Porém, após os marinheiros terem entregues as armas e embarcações, o presidente solicitou a expulsão de alguns revoltosos. A insatisfação retornou e, no começo de dezembro, os marinheiros fizeram outra revolta na Ilha das Cobras. Esta segunda revolta foi fortemente reprimida pelo governo, sendo que vários marinheiros foram presos em celas subterrâneas da Fortaleza da Ilha das Cobras. Neste local, onde as condições de vida eram desumanas, alguns prisioneiros faleceram. Outros revoltosos presos foram enviados para a Amazônia, onde deveriam prestar trabalhos forçados na produção de borracha.

O líder da revolta João Cândido foi expulso da Marinha e internado como louco no Hospital de Alienados. No ano de 1912, foi absolvido das acusações junto com outros marinheiros que participaram da revolta.

Conclusão:
podemos considerar a Revolta da Chibata como mais uma manifestação de insatisfação ocorrida no início da República. Embora pretendessem implantar um sistema político-econômico moderno no país, os republicanos trataram os problemas sociais como “casos de polícia”. Não havia negociação ou busca de soluções com entendimento. O governo quase sempre usou a força das armas para colocar fim às revoltas, greves e outras manifestações populares.

Guerra do Contestado

Introdução
A Guerra do Contestado foi um conflito armado que ocorreu na região Sul do Brasil, entre outubro de 1912 e agosto de 1916. O conflito envolveu cerca de 20 mil camponeses que enfrentaram forças militares dos poderes federal e estadual. Ganhou o nome de Guerra do Contestado, pois os conflitos ocorrem numa área de disputa territorial entre os estados do Parará e Santa Catarina.

Causas da Guerra
A estrada de ferro entre São Paulo e Rio Grande do Sul estava sendo construída por uma empresa norte-americana, com apoio dos coronéis (grandes proprietários rurais com força política) da região e do governo. Para a construção da estrada de ferro, milhares de família de camponeses perderam suas terras. Este fato, gerou muito desemprego entre os camponeses da região, que ficaram sem terras para trabalhar.
Outro motivo da revolta foi a compra de uma grande área da região por de um grupo de pessoas ligadas à empresa construtora da estrada de ferro. Esta propriedade foi adquirida para o estabelecimento de uma grande empresa madeireira, voltada para a exportação. Com isso, muitas famílias foram expulsas de suas terras.
O clima ficou mais tenso quando a estrada de ferro ficou pronta. Muitos trabalhadores que atuaram em sua construção tinham sido trazidos de diversas partes do Brasil e ficaram desempregados com o fim da obra. Eles permaneceram na região sem qualquer apoio por parte da empresa norte-americana ou do governo.

Participação do monge José Maria
Nesta época, as regiões mais pobres do Brasil eram terreno fértil para o aparecimento de lideranças religiosas de caráter messiânico. Na área do Contestado não foi diferente, pois, diante da crise e insatisfação popular, ganhou força a figura do beato José Maria. Este pregava a criação de um mundo novo, regido pelas leis de Deus, onde todos viveriam em paz, com prosperidade justiça e terras para trabalhar. José Maria conseguiu reunir milhares de seguidores, principalmente de camponeses sem terras.

Os conflitos
Os coronéis da região e os governos (federal e estadual) começaram a ficar preocupados com a liderança de José Maria e sua capacidade de atrair os camponeses. O governo passou a acusar o beato de ser um inimigo da República, que tinha como objetivo desestruturar o governo e a ordem da região. Com isso, policiais e soldados do exército foram enviados para o local, com o objetivo de desarticular o movimento.
Os soldados e policiais começaram a perseguir o beato e seus seguidores. Armados de espingardas de caça, facões e enxadas, os camponeses resistiram e enfrentaram as forças oficiais que estavam bem armadas. Nestes conflitos armados, entre 5 mil e 8 mil rebeldes, na maioria camponeses, morreram. As baixas do lado das tropas oficiais foram bem menores.

O fim da Guerra 
A guerra terminou somente em 1916, quando as tropas oficiais conseguiram prender Adeodato, que era um dos chefes do último reduto de rebeldes da revolta. Ele foi condenado a trinta anos de prisão. Conclusão A Guerra do Contestado mostra a forma com que os políticos e os governos tratavam as questões sociais no início da República. Os interesses financeiros de grandes empresas e proprietários rurais ficavam sempre acima das necessidades da população mais pobre. Não havia espaço para a tentativa de solucionar os conflitos com negociação. Quando havia organização daqueles que eram injustiçados, as forças oficiais, com apoio dos coronéis, combatiam os movimentos com repressão e força militar.

Bons estudos!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Ditadura Militar no Brasil - 3º Ano EM - CNEC




Ditadura Militar no Brasil 

Período: de 31 de março de 1964 (Golpe Militar que derrubou João Goulart) a 15 de janeiro de 1985 (eleição de Tancredo Neves).
Fatores que influenciaram (contexto histórico antes do Golpe):
- Instabilidade política durante o governo de João Goulart;
- Ocorrências de greves e manifestações políticas e sociais;
- Alto custo de vida enfrentado pela população;
- Promessa de João Goulart em fazer a Reforma de Base (mudanças radicais na agricultura, economia e educação);
- Medo da classe média de que o socialismo fosse implantado no Brasil;
- apoio da Igreja Católica, setores conservadores, classe média e até dos Estados Unidos aos militares brasileiros;
Principais características do regime militar no Brasil: 
- Cassação de direitos políticos de opositores;
- Repressão aos movimentos sociais e manifestações de oposição;
- Censura aos meios de comunicação;
- Censura aos artistas (músicos, atores, artistas plásticos); - Aproximação dos Estados Unidos;
- Controle dos sindicatos;
- Implantação do bipartidarismo: ARENA (governo) e MDB (oposição controlada);
- Enfrentamento militar dos movimentos de guerrilha contrários ao regime militar;
- Uso de métodos violentos, inclusive tortura, contra os opositores ao regime;
- “Milagre econômico”: forte crescimento da economia (entre 1969 a 1973) com altos investimentos em infraestrutura. Aumento da dívida externa.
Abertura Política e transição para a democracia:
- Teve início no governo Ernesto Geisel e continuou no de Figueiredo;
- Abertura lenda, gradual e segura, conforme prometido por Geisel;
- Significativa vitória do MDB nas eleições parlamentares de 1974;
- Fim do AI-5 e restauração do habeas-corpus em 1978;
- Em 1979 volta o sistema pluripartidário;
- Em 1984 ocorreu o Movimento das “Diretas Já”. Porém, a eleição ocorre de forma indireta com a eleição de Tancredo Neves.
Presidentes do período militar no Brasil:
CASTELO BRANCO (1964-1967)
COSTA E SILVA (1967-1969)
JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969)
MEDICI (1969-1974)
GEISEL (1974-1979)
FIGUEIREDO (1979-1985).

Sobre o Retorno Democrático Ler na apostila (pg 65 a 79) e Ver http://www.eduquenet.net/populismo.htm

Obs. Para o sucesso na prova leia e releia o conteúdo na apostila pg 65 a 94.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Maquiavel e Thomas Hobbes: Resumo 2º ano EM - CNEC




Maquiavel e o príncipe político: atenção à realidade (pg. 15 a 20)

Vida e obra 

Nicolau Maquiavel foi um importante historiador, diplomata, filósofo, estadista e político italiano da época do Renascimento. Nasceu na cidade italiana de Florença em 3 de maio de 1469 e morreu, na mesma cidade, em 21 de junho de 1527.

O Príncipe

Durante o período medieval, o poder político era concebido como presente divino. Os teólogos elaboraram suas teorias políticas baseados nas escrituras sagradas e no direito romano. No período do Renascimento, os clássicos gregos e latinos passaram a lastrear o pensamento político. Maquiavel, no entanto, elaborou uma teoria política totalmente inédita, fundamentada na prática e na experiência concreta.

"O Príncipe" sintetiza o pensamento político de Maquiavel. A obra foi escrita durante algumas semanas, em 1513, durante o exílio de Maquiavel, que tinha sido banido de Florença, acusado de conspirar contra o governo. Mas só foi publicada em 1532, cinco anos depois da morte do autor.

Como tinha sido diplomata e homem de estado, Maquiavel conhecia bem os mecanismos e os instrumentos de poder. O que temos em "O Príncipe" é uma análise lúcida e cortante do poder político, visto por dentro e de perto.

Os fins justificam os meios

A Europa passava então por grandes transformações. Uma nova classe social, a burguesia comercial, buscava espaço político junto à nobreza, ao mesmo tempo em que assistia a um movimento de centralização do poder que daria origem aos Estados absolutistas (Portugal, Espanha, França e Inglaterra).

Em "O Príncipe" (palavra que designa todos os governantes), a política não é vista mais através de um fundamento exterior a ela própria (como Deus, a razão ou a natureza), mas sim como uma atividade humana. O que move a política, segundo Maquiavel, é a luta pela conquista e pela manutenção do poder.

O pensamento político contemporâneo

"O Príncipe" tem um estilo elegante e direto. Suas partes são bem organizadas, tanto na apresentação quanto na distribuição dos temas. O procedimento principal do narrador é comparar experiências históricas com fatos contemporâneos, a fim de analisar as sociedades e a política. Em algumas passagens, o próprio autor se torna personagem das situações que descreve.




Thomas Hobbes: “o homem é o lobo do próprio homem”. (pg. 20 a 23)

Thomas Hobbes foi um filósofo que nasceu (em Wesport 5/4/1588) e faleceu na Inglaterra (em Hardwick Hall, 4/12/1679). Hobbes ficou sob os cuidados do seu tio, visto que seu pai, um vigário, teve de ir embora depois de participar de uma briga na porta da igreja onde trabalhava. Estudou em Magdalen Hall de Oxford e, em 1608, foi trabalhar com a família Cavendish como mentor de um de seus filhos, a quem acompanhou pelas suas viagens pela França e Itália entre 1608 e 1610. Quando seu aluno morreu, em 1628, voltou à França, desta vez para se tutor do filho de Gervase Clifton.

O Leviatã 

No Leviatã Hobbes (1587-1666) parte do princípio de que os homens são egoístas e que o mundo não satisfaz todas as suas necessidades, defendo por isso que no Estado Natural, sem a existência da sociedade civil, há necessariamente competição entre os homens pela riqueza, segurança e glória. A luta que se segue é a «guerra de todos contra todos», na célebre formulação de Hobbes, em que por isso não pode haver comércio, indústria ou civilização, e em que a vida do homem é «solitária, pobre, suja, brutal e curta.» A luta ocorre porque cada homem persegue racionalmente os seus próprios interesses, sem que o resultado interesse a alguém.

Como é que se pode terminar com esta situação ? A solução não é apelar à moral e à justiça, já que no estado natural estas ideias não fazem sentido. O nosso raciocínio leva-nos a procurar a paz se for possível, e a utilizar todos os meios da guerra se a não conseguirmos. Então como é que a paz é conseguida. Somente por meio de um contrato social. Temos que aceitar abandonar a nossa capacidade de atacar os outros em troca do abandono pelos outros do direito de nos atacarem. Utilizando a razão para aumentar as nossas possibilidades de sobrevivência, encontrámos a solução.

Obs. Para o sucesso na prova leia e releia o conteúdo na apostila. Bons estudos!

Fontes: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/filosofia/maquiavel-a-politica-e-o-principe.htm
http://www.suapesquisa.com/biografias/maquiavel.htm http://www.arqnet.pt/portal/teoria/leviata.html

Os pré-socráticos - Resumo para o 1º ano EM - CNEC



Os Pré-Socráticos foram os primeiros Filósofos gregos que viveram entre os séculos VII a V a.C. Habitaram a cidade de Atenas antes dos sofistas e nomeadamente antes de Sócrates. Há semelhança de Sócrates conhecem-se apenas notícias e fragmentos das suas obras, que só chegaram até nós porque foram citados ou copiados em obras de Filósofos posteriores.

Estudar: Tales de Mileto; Anaximandro; Anaxímenes; Pitágoras; Parmênides; Zenão; Heráclito e Demóclito.

Os primeiros filósofos gregos dedicaram-se ao problema de determinar qual era o princípio material de que era constituída a natureza ordem. Foram chamados de naturalistas, pois procuravam responder a questões do tipo: O que é a natureza ou qual o fundamento último das coisas?

Foram considerados como pessoas desprendidas das preocupações materiais do dia a dia e que se dedicavam apaixonadamente à contemplação da natureza. Tinham então como principal objectivo viverem para contemplarem a natureza. Foram simultaneamente poetas e profetas, quer se trate de Anaximandro, de Parmênides, de Heraclito ou de Empédocles. Para estes Filósofos a aparência era manifestação do ser, que o aparecer era o desabrochar em plena luz do ser que se mostrava, e era por isso que ser e aparecer estavam tão intimamente ligados, pois o aparecer nunca tinha cortado a sua ligação com o ser. Se estes Filósofos tinham então como preocupação fundamental a natureza, Sócrates por seu lado interessava-se mais pelos problemas do ser humano e da sociedade, pois considerava que explicar a origem e a verdade das coisas através de objectos materiais era absurdo. Sócrates passou uma vida a ridicularizar aqueles que pensavam saber qualquer coisa que não fosse de natureza espiritual.

Algumas observações: 
O primeiro Filósogo grego conhecido foi Tales de Mileto que viveu por volta do ano 600 a.C. Tales na companhia de Anaximandro e Anaxímenes defendia que a água, o indefinido, e o ar eram o princípio ou origem de todas as coisas. Preocupavam-se em encontrar a unidade por detrás da multiplicidade dos objectos do universo, e o princípio de explicação da natureza a partir da própria natureza.

Heraclito acreditava na filosofia do devir, falava de um devir não puramente linear que seria a negação absoluta do ser, mas sim do devir que se desenrolava no interior de um círculo. Considerava haver um ciclo do devir que em tudo representava harmonia, com efeito na circunferência, o começo e o fim coincidem. Defendia que de um lado existia o Logos, que governava todas as coisas e, do outro, o devir que se desenrolava no interior de um círculo apertado por laços poderosos. Acreditava que era no interior de cada um de nós que se operavam as mudanças, dizia que a vida e a morte, a juventude, a velhice e o sono eram a mesma coisa, porque estes transformam-se naquelas e inversamente aquelas transformam-se nestes. Era um defensor da mudança dizia que não se podia penetrar duas vezes no mesmo rio.

Parmênides, foi o fundador da escola eleática. Defendia a imutabilidade e unicidade do ser, afirmando que a multiplicidade e a mudança eram apenas aparências. Zenão, que foi seu discípulo, viria a defender as teses de Parménides sobre a imutabilidade do real.

Obs. Para o sucesso na prova leia e releia o conteúdo da apostila nas páginas 13 a 25.

Bons estudos!