terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Homens Medíocres


"Os homens medíocres cumprem um importante papel nos grandes acontecimentos unicamente porque não se encontram lá.”

Talleyrand-Périgord, Charles

Acompanhando durante alguns dias o aglomerado de pessoas a perambular pelas ruas de nossa cidade deparei-me com a necessidade de analisar uma questão que, para mim, é bastante pertinente neste momento: a mediocridade humana.
Já escrevi alguns textos sobre o que penso a esse respeito, no entanto, é salutar expor as minhas idéias a esse acatamento.
São pessoas que vivem dias e noites nos bares e botecos da cidade. Não pensam em trabalhar e, muito menos em estudar. Levam a vida só na farra e na gandaia e não tem expectativas de dias melhores.
Passam pela vida.
Existem, mas não sabem o que é viver.
Reclamam do governo, maldizem os acontecimentos, mas não fazem nada para mudar a situação.
Fiquei indignado com isso até que me veio à resposta. Sim! Eles são importantes! Os homens medíocres são importantes.
Sem eles não teríamos os gênios, os pensadores, os intelectuais. Sem eles ninguém me notaria ou daria importância para o que escrevo.
Então me dirigi até um deles e o abracei. Eles não entenderam nada. Mas como iam entender? São medíocres!

Texto: Odair

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O Haiti não é aqui ...


Nuvens de poeira cobrem as vidas
Sufocadas pela dor.
Crianças sem seus pais,
Sem amparo e sem futuro convivem
Com aves e animais pelas ruas sujas.
Um dos lugares mais pobres do mundo
É castigado por um dos maiores terremotos.
Porque isso aconteceu?

O Haiti não é aqui.
Então porque me preocupar?
O choro só é verdadeiro quando sentimos a dor.
No Haiti habitam seres humanos
Que merecem um pouco de paz
Que precisam de ajuda
Que precisam de um pouco de humanidade.
Quantas toneladas de alimentos são desperdiçadas
Nos paises ricos?
No Haiti um grão de arroz faz muita falta.
A fome que já era uma constante nesse país
Aumenta cada dia após o terremoto.
Porque alguns lugares são mais castigados que outros?

O Haiti não é aqui
Mas, faz parte do mesmo planeta onde vivemos.
Vamos ajudar o Haiti.
O que estiver ao alcance de suas mãos faça por esse povo.
Não adianta só ficarmos vendo as imagens pela televisão
Ou pior, delas nos ocultarmos.
Precisamos ter a consciência
De que é no nosso mundo que isso aconteceu.

Texto: Odair

Além dos Limites


Só se vêem [...] roubo e mais roubo, adultério e mais adultério; ultrapassam todos os limites! (Os 4.2)

O profeta estaria inventando? Estaria exagerando? Teria ficado louco? É verdade mesmo que só se viam maldição, mentira e assassinatos, roubo e mais roubo, adultério e mais adultério, que o derramamento de sangue era constante e que seus contemporâneos ultrapassavam todos os limites?

Como foi possível acontecer tudo isso naquela época (mais de 700 anos a.C.), numa faixa de terra pequena e no meio de um povo que conhecia de cor os Dez Mandamentos e que havia sido chamado e treinado para ser “uma luz para os gentios” (Is 49.6)?
Como foi possível chegar a este ponto de deterioração moral numa época em que não havia televisão, internet, revistas e filmes de violência e pornografia, tráfico de drogas e turismo sexual?

A verdade é que a humanidade não muda, é sempre a mesma, ultrapassando “todos os limites”, repetidas vezes. “Não há nada novo debaixo do sol” (Ec 1.9), nem nas eclosões do caos moral e espiritual.

Não ultrapassarei os limites que Deus tem me imposto, por sua misericórdia!

Retirado de "Refeições Diárias com os Profetas Menores" (Editora Ultimato, 2004).

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Lu ... Tipo ... Assim ...


Tipo dengosa.
Um dengo cativante que mexe com o coração.
Que comove a alma de quem a conhece.

Tipo misteriosa.
Um mistério que encanta e fascina
Na esperança de desvendar o seu enigma.

Tipo criança.
Que chora quando não lhe dão o quer
Mas que sorri com a alma
E dá o que tem de melhor:
Um coração sincero.

Tipo mulher.
Que tem a sua sedução
Que tem a sua sensualidade
Mas, nunca, de forma alguma,
Deixa-se levar pela emoção.

Tipo anjo.
Que nos vigia a cada momento
Que nos mostra a sua bondade
E nos protege das ingratidões.

Tipo sereia.
Que grita
Que canta
Mas se transforma.

Tipo princesa.
Que tens seus súditos aos pés
Que atrai até si os olhares
E revela o coração alegre que tens.

Enfim...

Tipo alguém que não conseguimos esquecer.
Quem me dera ter palavras
Para expressar o meu amor por você.

Quero que sejas feliz.
Saudade imensa de você.
Felicidades!

* Dedicado a minha querida irmã Lucimar que faz aniversário hoje. Te amo maninha.

Odair José
Poeta e Escritor Cacerense.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Predestinação


Desde criança Henrique tivera a natureza “ruim” como era considerado por quem o conhecia. Fora expulso varias vezes de várias escolas. Brigava todo dia. Dessa forma ele cresceu na pequena cidade do interior. Depois de adulto mudou-se para a capital e começou a se envolver com o crime. Roubos, assaltos, drogas e prostituição. Até chegar no fundo do poço. Foi baleado em um assalto e, no hospital, depois de várias cirurgias, recebeu a noticia de que seus dias estavam contados. Sua morte era iminente.

Bianca era uma garota obediente. Desde criança fora educada nos principios cristãos e educada para uma vida de devoção. Cresceu ouvindo sobre ética e moral e sempre obedecera as doutrinas da igreja onde fazia parte. Muitas vezes deixou de ir em festas porque era considerada errada. Diversas oportunidades de fazer outras coisas ela não aceitava porque eram “incorretas” diante da moral que sempre aprendera a obedecer e viver. Casou com um jovem da igreja e viveu durante um bom tempo dentro dos padrões de conduta religioso e moral. Mas sempre foi tratada com falta de atenção e em segundo plano pelo marido que dava mais atenção a igreja do que a ela. Até que um dia ela foi “seduzida” por um outro homem e caiu na tentação. Dias depois sofreu um acidente e veio a óbito no local.

No hospital, Henrique ouviu um pastor ler a Bíblia para ele e, comovido, aceitou a palavra e se converteu. Dias depois veio a óbito. Cantaram no velório dele. Uma alma que foi salva pela Graça de Deus.

Bianca não pode ser velada na igreja onde sempre pertenceu porque os dogmas da mesma proibia fazer velorio de quem tinha sido excluída da igreja. Nas rodinhas o que mais se comentavam era do “deslize” da menina que sempre obedeceu as doutrinas, mas que não resistiu até o fim e foi levada pelo demônio.

Essas histórias são apenas ilustrações do que é a Predestinação de acordo com a ideologia calvinista e que, boa parte dos cristãos de hoje, seguem objetivamente. Alguns de forma clara e convicta de que é assim mesmo que funciona. Outros nem tão convictos mas que acabam acreditando que é dessa forma. Ou seja, para essas pessoas existem a predestinação. A pessoa já nasce com o destino traçado. Se é para ser salvo pode ser o maior marginal durante toda sua vida que no final vai acontecer alguma coisa e ele se arrepende e é salvo. Mas, se o seu destino é ser condenado, pode viver sua vida inteira santa que no final você vai cometer um pecado que te condenará ao inferno.

Não creio que seja dessa forma. Deus seria muito injusto se tratassem as pessoas como meros brinquedos. Creio sim que Deus sabe, na sua onisciência, tudo que vai acontecer com as pessoas, mas que existe o livre-arbítrio da pessoa e ele pode, sim, decidir pela sua vida. Creio que pessoas boas possam se tornar ruins no fim de sua vida assim como podem continuar sendo boas até o final. Também creio que pessoas ruins podem se regenerar durante a vida e, também, ser ruins até o fim. As oportunidades de serem boas estão patentes a todos.

Na minha compreensão as histórias acima podem ser melhor ilustrada na viagem de um navio. Vamos imaginar que Bianca entrou no navio no porto de origem rumo ao destino final. No meio do trajeto, no entanto, ela pula do navio e morre afogada. Henrique, por outro lado, nadava desesperadamente no mar até entrar no navio na última hora. O destino quis que fosse assim.

Dessa forma, finalizo minhas considerações afirmando que não creio ser dessa forma. Se assim fosse, seria muito injusto entrar na vida já com o destino traçado sem ter a chance de lutar pelo que queremos.


Odair José
Poeta e Escritor Cacerense

sábado, 9 de janeiro de 2010

Onde Estão Meus Amigos?


O tempo passa de forma fugaz
E, com ele, vai-se a felicidade
De dias cheios de emoção
Que nos deixam muita saudade.

Amizades construida com muita luta
Acabam no esquecimento da correria
Que os tempos modernos nos conduz
Sem nos deixar alegria.

Sonhos de longas horas de conversa
Compartilhada com amigos íntimos
Ficam gravados nas lembranças
De tudo maravilhoso que sentimos.

Onde estão meus amigos
Que construi uma amizade
Ao longo dos anos de vida
Mas, que não fazem parte dessa realidade?

Onde estão aqueles que ouviam
As histórias que eu contava
Que acreditavam no sonho
Que eu sempre acalentava?

Onde estão aqueles olhos
Que viam a minha imaginação
Que sabia de minhas dores
E alegravam meu coração?

Continuo a minha caminhada
Mas não contemplo esses amigos
Que sempre me ajudaram
A escapar dos perigos.

Tenho a esperança toda manhã
De, em alguma esquina encontrar
Amigos de verdade
Que possa me acompanhar.

Poema: Odair

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A Língua na Orelha...


Não sei bem se era meus olhos ou as luzes do bar estavam cada vez mais ofuscadas pela fumaça dos cigarros espalhados pelo amplo salão do bar. Minha cabeça começava a rodopiar. Ou eram as pessoas que rodopiavam? Uma ânsia de vomito se apoderou do meu estomago. Acho que foi o Martini ou a caipirinha que ingeri. Uma vontade louca de me deitar, mesmo que fosse ali naquela mesa de bar. Dessa forma não entendi muito bem o que ela queria. Nem mesmo sei como ela era. Não me lembro.

Na tarde daquele dia eu me deparei com uma ansiedade enorme de sair da rotina. Minha cabeça sempre foi voltada para os estudos. Talvez por pressão dos meus pais e por mim mesmo e meu objetivo de ser alguém na vida. Resolvi, então, que naquela noite iria fazer alguma coisa diferente do que estava acostumado a fazer sempre.

Levantava-me cedo para estudar. De manha a mente está desocupada e aberta as novas leituras. À tarde eu trabalhava em um serviço para complementar a renda do aluguel e apostilas da faculdade. À noite, quase sempre, ia para a biblioteca complementar os estudos. O resultado desse esforço era sempre estar entre os primeiros da turma. De certa forma tinha lá suas vantagens. Vez ou outra uma gostosinha da sala me procurava para ajudá-la nas atividades. Mas o medo de avançar além das atividades me impedia de ter sucesso com elas.

Foi pensando em fazer algo diferente, mesmo que por um dia, que me impeliu a planejar fazer uma viagem diferente naquele dia. No crepúsculo daquele dia tomei um banho e sai. Literalmente atravessei a cidade e entrei em um movimentado bar. Comprei um maço de cigarros. Já que ia ser um fumante passivo resolvi experimentar como era ser um fumante ativo. Encostei-me no balcão e pedi uma bebida. Olhei as pessoas que jogavam sinuca e outras que conversavam e bebiam sentados nas mesas espalhadas pelo salão.

No fundo, um conjunto de jovens afinava os instrumentos musicais para tocar musica ao vivo mais tarde. Foi o que deduzi na hora. Observando esse detalhe nem reparei na bebida que me deram no balcão. Virei goela abaixo e aquilo entrou queimando. Senti uma vertigem e fechei os olhos forcadamente.

Após alguns minutos ali esperando que o efeito da bebida passasse me dirigi a uma mesa e sentei-me. Tentei me comportar como um desses caras que saem todas as noites para esses lugares, mas acho que meu comportamento me denunciava. Eu estava em um ambiente hostil a minha educação familiar. O jeito seria beber mais um pouco. Pedi a uma garçonete que me trouxesse uma caipirinha.

Olhei algumas mulheres naquele ambiente. A maioria quase sem roupas. Shorts e mini-saias bem curtas e blusas com decotes mostravam a vulgaridades delas. Tatuagens e pircings revelavam a banalidade do corpo. Essa minha visão nitidamente padronizada de conceitos cristãos poderia muito bem ser questionada se dissesse alguma coisa ali.
Enquanto fumava o segundo maço de cigarros e bebia a caipirinha percebi que meus olhos se turvavam naquela noite.

A mistura de sons me deixava confuso. Músicas, gritos e conversas provocavam uma incógnita no ambiente. Alguns casais já dançavam pelo salão afora enquanto outras pessoas chegavam cada vez mais, lotando o ambiente. Perdi-me nas horas e não tinha noção do tempo em que estava ali. Foi nesse instante que ela apareceu.

Sem um pingo de pudor ou reserva ela chegou me abraçando. Quase cai com o peso dela se atirando sobre mim. Não me lembro de tê-la visto, mais ela parecia me conhecer de algum lugar.

_ Você faz que curso mesmo?

_ Biologia – menti. Eu era estudante de direito, mas estava interessado nos procedimentos da Biologia que une um homem e uma mulher. Na verdade, queria muito ver como isso funcionava na prática.

_ Hum!

A língua dela entrou na minha orelha e virei à cabeça para o lado. Acho que ela queria beijar a minha boca e acabou errando. Minha cabeça não estava muito boa. A mistura de Martini e caipirinha não me fazia muito bem. E eu não era acostumado com bebidas. Muito menos com cigarros. Meu estomago estava embrulhando e uma vontade louca de vomitar me dominava.

_ Você teria coragem de deixar sua namorada sozinha em um bar como este?

A pergunta dela me deixou desorientado. Sei lá! Se tivesse uma namorada decente, com certeza, nem pisaria num ambiente daquele. Estaria em um cinema, na praça ou em um clube mais familiar.

_ O meu namorado me deixou aqui e saiu com os amigos para buscar outros colegas. O que faço enquanto ele não chega?

Dessa vez ela acertou. A língua dela adentrou a minha boca e uma mistura de êxtase tomou conta do meu corpo. Senti um calafrio subindo pela espinha. O beijo durou alguns segundos. Caímos no chão. O peso dela se apoiando em mim e minhas pernas bambas não sustentaram a situação. No tombo levamos algumas mesas e cadeiras. As pessoas olharam. Alguns riram, outros nos ajudaram a levantar. Meu estomago não resistiu. Vomitei no salão. Gritos de nojo puderam ser ouvidos longe e pessoas se afastando. Uma garçonete me ajudou ir até o banheiro.

Molhei a cabeça e pude sentir um pequeno alivio. Não sabia como era o rosto da mulher que me beijou. Não conseguia visualizar mais nada naquela noite. Não sei quem estava mais bêbado. Eu ou ela.

Texto: Odair

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Libertadores ... Esse ano é nossa!!!



Esse ano o Corinthians vai ganhar a Libertadores.
Sempre mantenho-me bastante de pé no chão com prognóstico de futuro. Mas, esse ano tudo indica que a Taça Libertadores vai parar na galeria de troféus do Parque São Jorge.
Senão vejamos:
1. Saiu em todos os sites de esportes e noticiarios as previsões dos pais de santos e videntes de plantão e todos eles afirmaram que o ano do Timão será sem brilho. Como sempre dá o inverso do que esses profetas dizem, creio que a Libertadores é nossa.

2. O Corinthians consegue montar um time experiente (contrário de velhos). Com jogadores que já ganharam a Libertadores e outros campeonatos importantes. Some-se a isso o retorno "Fenomenal" do Ronaldo em véspera de mais uma Copa do Mundo.

3. Essa Libertadores merece ser do Corinthians porque somente o Timão poderá realmente sacudir a América com esse título. Nenhuma outra equipe que disputará essa competição tem a grandeza do Timão.

4. Por fim, a torcida empolgada e o empenho dessa nação vai fazer com que a América, de fato, seja conquistada.

Obs. Só um questionamento: Como o datafolha me faz uma pesquisa justamente nos dias em que o Flamengo é Campeão Brasileiro. Ai eles falam que a torcida cresceu. Só tontos mesmos para acreditar numa coisa dessa. Se fosse o Bahia, o Inter, ou qualquer outro clube que tivesse sido campeão e vc faz a pesquisa logo após é lógico que a torcida desse time cresce um pouco.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Desejos de Ano Novo


Nesse novo ano que começa hoje
Quero ser diferente
Quero me entregar mais aos sonhos
E ser bem mais diligente.

Desejo ser bem mais atento
As vozes que saem do coração
Que chegam em nossas vidas
Vindo da mais singela emoção.

Desejo me entregar ao amor
Que sempre nos dá inspiração
E viver uma vida de alegria
Mesmo em meio a frustração.

Desejo que as pessoas vivam
Na intensidade do amor
Pois, com amor tudo se resolve
Mesmo a mais profunda dor.

Desejo que o ano seja de vitórias
Após as duras lutas da vida
Aos bravos que não se entregam
À ilusão que surgem na lida.

Os sonhos tem que ser cultivado
Na busca da realização
Que o Ano Novo possa ser de vitórias
Para as pessoas de bom coração.

Poema: Odair

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Retrospectiva


"Podemos escolher recuar em direção à segurança ou avançar em direção ao crescimento. A opção pelo crescimento tem que ser feita repetidas vezes. E o medo tem que ser superado a cada momento." Abraham Maslow.

* O ano de 2009 foi excelente. Em todos os sentidos posso afirmar isso. Foi um ano de mudanças, de duras decisões, de muito trabalho e grandes oportunidades. Mas foi um ano de sucesso. Agradeço a Deus pela grande oportunidade que Ele me concedeu para ter um crescimento na minha vida.

* Sempre fazem reflexões de final de ano e promessas para o ano novo. Quero apenas transmitir minhas alegrias por ter um ano maravilhoso. É fato que vivi os meus piores dias e noites de toda minha vida. Por isso mesmo, agora depois que tudo passou, posso ver que aprendi muito com tudo isso. Meu crescimento é patente dentro de mim e eu sinto que foi uma grande lição que aprendi.

* O medo que nos acompanha nas mudanças foram superados e me mostrou que existem uma grande alegria quando você descobre coisas novas. O Curso de Direito é uma grande experiência em minha vida. E, a cada dia que passa sinto-me mais apaixonado pela História.

* Nunca produzi tantas poesias como esse ano. Sempre escrevia algumas durante os anos anteriores, mas nunca passava de meia duzia. Esse ano publiquei na internet mais de 150 delas. Os preparativos para o lançamento do livro estão bem adiantados e, se Deus quiser, no próximo ano será publicado.

* Não é apenas o fim de mais um ano. É, também, o fim da primeira década do século XXI. Não reparamos, mas o tempo voa e os dias passam muito rápido.

* Quero agradecer a todos que visitaram esse blog e depararam com as alegrias e frustrações de um mortal. Aos seguidores um forte abraço e o desejo sincero de um Ano Novo cheio de realizações. Não tenha medo das mudanças. Elas são necessárias para o crescimento.

Texto: Odair

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Coisas que acontecem em Mato Grosso


Figueirópolis D'Oeste, Lambari D'Oeste e Vale de São Domingos tem mais eleitor do que população...

Escrevi certa vez neste espaço sobre algumas cidades do Mato Grosso estar fora do que regula a legislação para criação de novos municípios. Encontrei hoje essa matéria que achei interessante.

O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso decidiu aprovar a realização da revisão do eleitorado em 21 municípios. De acordo com a decisão, os municípios atenderam cumulativamente aos requisitos dos três incisos do art. 92 da Lei n.º 9.504/1997 e possuem o eleitorado superior a 80% da respectiva população.

Os municípios que tem numero de eleitores perto do conjunto populacional são: Acorizal, Araguaiana, Araguainha, Campo Verde, Campos de Júlio, Cocalinho, Figueirópolis D?Oeste, Itaúba, Lambari D'Oeste, Nossa Senhora do Livramento, Nova Marilândia, Nova Santa Helena, Planalto da Serra, Ponte Branca, Rondolândia, São José do Povo, São José do Xingu, São Pedro da Cipa, Serra Nova Dourada, Torixoréu e Vale de São Domingos.

A realização da recontagem de eleitores, porém, depende de dotação orçamentária e não tem data para início, segundo resolução assinada pelo vice-presidente e corregedor eleitoral, desembargador Rui Ramos Ribeiro.

Fonte: www.jornaloeste.com.br

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Casos de canibalismo na história


# Os líderes tribais das Ilhas Fiji comiam a carne de pessoas consideradas especiais em sua comunidade. Para isso, utilizavam talheres próprios, que não podiam ser usados para consumir qualquer outro tipo de "alimento".

# A tribo Fore, da Papua Nova Guiné, consumia seus mortos em banquetes. Os homens ficavam com os músculos, enquanto as mulheres e crianças, com o cérebro. A tradição teve início no século 19 e durou até a chegada dos colonizadores na década de 1950.

# Os habitantes da Ilha de Páscoa gostavam bastante de carne humana. Os banquetes eram promovidos em lugares isolados e apenas os homens podiam participar.

# Em 1912, um grupo de haitianos mataram e comeram uma garota de 12 anos em uma cerimônia vodu.

# O alemão Fritz Harmann, conhecido como o "Vampiro de Hannover", foi condenado em 1924 pelo assassinato de 27 garotos. Ele fazia salsicha da carne dos meninos, não somente para consumo próprio, como também para venda.

# Em 1846, um grupo de 90 pessoas liderado por George Donner ficou preso em uma nevasca no alto de Serra Nevada, na Califórnia (EUA). Os sobreviventes tiveram que comer a carne de seus companheiros mortos para permanecerem vivos.

# Uma história semelhante ocorreu em 1972. Um avião da Força Aérea do Uruguai, que transportava a seleção rúgbi, despencou na Cordilheira dos Andes. Apenas 16 pessoas se salvaram. O estoque de alimentos a bordo acabou rapidamente e o único meio encontrado pelo grupo para sobreviver foi recorrer aos corpos dos colegas mortos.

# Em 2001, a polícia alemã encontrou na cidade de Rotenburgo pedaços de um corpo no freezer do especialista em computação Armin Meiwes. Tratava-se de Bernd-Jurgen, que o procurou em resposta a um anúncio colocado por Meiwes em websites procurando por "jovens sarados entre 18 e 30 anos para abate".

# Em fevereiro de 2009, índios da etnia Kulina foram acusados de esquartejar e comer os restos de um rapaz de 19 anos em um ritual de canibalismo. O caso aconteceu na cidade de Envira, no Amazonas. Cerca de 2.500 membros da etnia Kulina vivem na região, próxima à fronteira com o Peru.

Fonte: http://guiadoscuriosos.ig.com.br

sábado, 12 de dezembro de 2009

O Minhocão Existe


Na bicentenária cidade cacerense
Às margens do Rio Paraguai,
Segundo as lendas regionais
Existe um minhocão sob a igreja matriz.

Almas passadas confessam
Que viram a serpente caudalosa
Habitando o espaço natural
Entre o rio e a igreja.

Habitantes do presente afirmam
Terem visto tal criatura
Deslizar pelo esgoto da cidade
Nesses dias tão chuvosos.

Talvez essa seja a explicação
Para o entupimento desses esgotos
O minhocão tem obstruido a passagem da água
E causado essa grande inundação.

Poema: Odair

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Um pepino é somente um pepino


Na maioria das vezes, um pepino é somente um pepino.” (Sigmund Freud)

Há alguns anos fui com um colega visitar umas pessoas em uma localidade chamada laranjeiras. É um local onde o governo distribui terras e existem vários sítios com moradores que antes eram sem-terras. Durante a nossa caminhada por vários sítios íamos comendo o que nos ofereciam. Desde um simples cafezinho até um suculento porco assado. Isso aconteceu numa sexta-feira. Quando retornávamos para casa na parte da tarde senti meu estomago ruim. Quando foi a noite eu passei muito mal. Durante dois dias fiquei sem poder ver comida em minha frente. Com o passar dos dias meu intestino voltou ao normal. Exceto pelo pepino. A partir daquele dia nunca mais comi pepino na minha vida. Creio que uma comida naquela localidade que tinha pepino foi à causadora da minha congestão. Até hoje sinto meu estomago embrulhar quando vejo pepino.

Bem, essa pequena historia é só para ilustrar meu argumento neste post que direciono a um amigo. Quantas vezes as pessoas nos dizem que tem um abacaxi para “descascar” ou um pepino para “resolver”. Deve ser por causa do que pode acontecer. Nossa vida é cheias de surpresas e, mesmo que haja um planejamento, sempre acontecem alguns imprevistos. Esses “pepinos” da vida são acontecimentos que podem causar-nos uma trágica derrota psicológica se não estivermos preparados para eles. O fundamental é compreendermos que, como diz o pai da psicanálise, “na maioria das vezes, um pepino é somente um pepino”. Nada de desespero. Nada como um dia após outro.

Na história temos a figura destacada de Carlos Magno. No entanto, a maioria das pessoas não sabe que Carlos Magno é filho de Pepino, o Breve que reinou sobre os francos de 751 a 768, isto é, por mais de 17 anos. Importante figura na história mundial pela consolidação de um exército forte. Mesmo não sendo um general, ele nunca perdeu uma batalha.

Por isso, meu amigo, tenha tranqüilidade. Esse pepino ai é fichinha por tudo aquilo que você representa nesta caminhada.

Texto: Odair

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2162

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Compreender um filme


Uma criança é instigada a aprender a ler assim que começa seu ciclo de vida na sociedade atual. Algumas mais cedo, outras nem tanto. Mas todas, no mundo de hoje, é levada a aprender a leitura.
Cantar é um dom que algumas pessoas tem e que cultivam durante suas vidas. Cantar, no entanto, é diferente de ler. Mas, assim como a leitura, exige uma disposição em aprender. Nesse sentido, a leitura e o cântico são consequências de um bom aprendizado.
Ver e compreender um filme pode ser comparado a esses dois modelos citados acima. Claro que ver é um ato passivo e todas as pessoas (com excessão dos cegos) podem ver um filme normalmente. Compreender o filme é a questão.
Para compreender é necessário, assim como a leitura e o canto, um aprendizado. Neste caso é o ato ativo da pessoa que assiste o filme. Todo filme, no mínimo, tem uma ideologia e o objetivo central é transmitir uma idéia ou um ponto de vista sobre determinado tema ou assunto. A verdade, mesmo que o filme tente isso, é relativa e não 100% confiável.
Compreender o filme, neste sentido, exige um esforço, uma dedicação e, o mais importante, um interesse. Dessa forma, o objetivo deste trabalho é exatamente desenvolver uma premissa de estudar alguns filmes e, de acordo com as conclusões, elaborar um trabalho sobre eles.

Texto: Odair

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A Onça e as ovelhas


Depois de tanta labuta para conseguir ter alguma coisa na vida tenho que me deparar com uma coisa dessas.
Só Deus sabe o quanto batalhei para conseguir comprar esse sítio e ter umas vaquinhas que me dão o leite e, com ele, um dinheirinho para comprar o alimento.
Seguindo conselhos de pessoas próximas e experientes decidi comprar umas ovelhas com a poupança que consegui juntar durante anos.
Fiquei tão contente ao ver as ovelhas correndo pelo aprisco. Senti uma verdadeira alegria ao imaginar que em breve estaria vendendo lã e comercializando a carne dos animais.
Mas notei que de uma hora para outra minhas ovelhas começaram a desaparecer. Procurei saber o que estava acontecendo e descobri que onças estão se alimentando dos meus animais. Até um bezerro que tinha foi vitima do felino em minhas terras.
O pior de tudo é que sei que não posso matar esses animais.
Primeiro porque já é um dos animais ameaçados de extinção e, por isso, protegido pela legislação. Segundo porque sei que, querendo ou não, fomos nós que invadimos o seu habitat e acabamos com a sua alimentação.
O que lamento em tudo isso é que como acontece sempre, o menor é sempre o prejudicado. Quem desmatou em larga escala foi o grande fazendeiro. Mas ele tem como proteger a sua propriedade e, mesmo assim, ainda manda matar as onças que se aventurar pelas suas terras. Eu não tenho como me defender.

Texto: Odair



http://www.jornaloeste.com.br/?pg=noticia&id=5535

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Espírito de Natal


Meu vizinho já colocou toda as parafernálias do Natal esse ano, árvore, luzes, sino, etc...um tom de orgulho quando colocava e ainda me perguntou se eu não ia colocar na minha. Disse que ainda não havia me decidido mas que nunca fui forçado a usar essas coisas.
No dia seguinte vi um senhor bater à sua porta. Estava bem sujo e com as roupas rasgadas, mas tinha em suas mãos uma enxada. Quando meu vizinho abriu a porta perguntou, em tom rude: O que você quer?
Moço - disse o senhor, gostaria de limpar seu lote. Estou precisando de um pouco de dinheiro. Estou com fome.
Mas eu não quero ninguém pra limpar lote não - respondeu meu vizinho. Estou ocupado agora. Tenho mais o que fazer.
Da minha janela, ao ver a cena, fiquei pensando: belo "espírito de Natal!".

Texto: Odair

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O “espírito natalino” é uma tremenda farsa


O Natal é uma invenção da cristandade e que se tornou o carro chefe do mundo capitalista. As pessoas só pensam em compras e festas e se esquecem do que acontece ao seu redor.
O "espírito natalino" é uma tremenda farsa. Pense. Porque algumas pessoas se comovem nessa época do ano e resolvem fazer coletas de cobertor, etc, e tal e, no resto do ano esquecem que as pessoas têm fome e passa frio? Então dirás: é melhor fazer isso uma vez no ano do que nunca fazer.
É um discurso passível de desconstrução. Quem lucra com o Natal? A Coca-Cola, a Sadia e Perdigão, as indústrias de Panetone, etc. E o pobre coitado que está lá na sarjeta sem um futuro? O que ele ganha com o Natal? Se der sorte, ganha uma cesta com bombons. Esse é o espírito natalino.
É lamentável que as pessoas consigam se deixar levar pelos discursos consumistas de um mundo capitalista e cruel que ativa a mente dos consumidores. Promoções de final de ano arrebatam os milhares de consumidores compulsivos e os destroem.
A mídia consegue passar um discurso de bondade e solidariedade que deveria existir nas pessoas o ano todo e não somente em uma data especifica. Mal começa o mês de dezembro e há uma avalanche de filmes “natalinos” e mensagens subliminares em busca das mentes ociosas e sedentárias diante do aparelho. Os índices econômicos informam que haverá um crescimento em porcentagens nas vendas de final de ano com relação ao ano anterior. As ruas estão cheias de pessoas em busca de comprar um presente para a família ou alguém especial.
Fazem festas em comemoração ao nascimento de Cristo sem mesmo saber a origem da festa de Natal que não tem nada haver uma coisa com a outra. É como o estouro de uma boiada. Não há como correr em sentido contrário ou seremos pisoteados.
Uma das coisas que Cristo mais combateu durante o seu ministério na Terra foi à hipocrisia. E, nunca se vê tanta hipocrisia como na época natalina.
Haja paciência!

Texto: Odair

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O REINO E A CPI



Era uma vez, em um reino distante, onde vivia uma comunidade de forma pacifica e ordeira sob o comando de um rei. O reino teve um crescimento significativo durante um bom período e ajudava muitas pessoas a melhorar de vida porque passavam a ter novas oportunidades com o conhecimento que adquiriam nesse reino.

Mas, dentro do reino, principalmente entre os grandes da nobreza, tinha os que eram contrários à política adotada pelo rei e sempre lutavam para vetar os seus projetos. Mesmo usufruindo da bonança da coorte, eles não ajudavam. Criticavam severamente e nunca fizeram um projeto para ajudar o reino. O lema era: que se dane esse rei!

Como na maioria dos reinos, esse também centralizava o poder de decisão em suas mãos, mesmo sabendo que existiam os conselhos e que esses deveriam ser ouvidos, e o cetro do poder penalizava quem saísse da linha. Havia os favorecidos. Aqueles que compactuavam com a ideologia de administração do rei.

Mesmo com as dificuldades advindas de ordem natural o reino caminhava para um final tranqüilo sob a gestão do rei até que resolveram fazer uma obra monumental confiando na boa vontade dos pequenos súditos.

O erro foi nesse mega empreendimento. Houve falhas e o mega monumento se transformou em mega frustração. Mesmo o rei afirmando que faria novamente e dessa vez faria certo para que as pessoas não fossem prejudicadas.

Foi ai que ele apareceu. O sobrenatural de Almeida. Vindo da longínqua cidade onde fica o Vila Aurora e quis aparecer. Com discurso de prepotência conseguiu as 08 assinaturas para a criação da CPI e querem vasculhar o reino. O perfil de quem assinou é contestável por quem vive no reino. Esse grupo nunca ajudou. Nunca fez um projeto para ajudar o reino a seguir em frente. Mas, como estamos às vésperas de um ano eleitoral, querem aparecer.

O discurso de honestidade não cola porque os personagens são mais sujos que poleiro de pato. Como diz a frase: tira a lasca de madeira de seu olho para depois tirar o graveto do olho de seu irmão.

Texto: Odair José

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Rio Paraguai Pede Socorro



Bem próximo a cidade de Cáceres o Rio Paraguai sofre um assoreamento e pede socorro. O grito de alerta pode ser visto na foto acima. O local onde me encontro às margens do rio está apenas a pouco mais de 25 metros de onde passa a BR 070. É fácil constatar que o rio está desbarrancando e, em breve, se não for feito nada a respeito, ele poderá invadir a rodovia. Como dizem que uma imagem vale por mil palavras, fica ai o alerta. O que podemos fazer pelo Rio Paraguai?

Texto: Odair

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Pensamentos Sobre o Processo Histórico da Religião 1ª Parte


Não seria nada prudente questionar as avaliações feitas por grandes pensadores, ao longo dos tempos mais remotos da trajetória humana.
Contudo, vale ressaltar que a intenção é questionar as idéias que solapam as estruturas dos incultos e desavisados da nossa sociedade.
Sempre houve crendices nas mais inimagináveis situações e imagens de que se tem noticias e que podemos arquitetar, e até que ainda não imaginamos. No entanto, não se pode condenar esse ou aquele por acreditar em algo que eu não acredito. Cada um tem a sua forma de crer e pensar.
O que quero estar problematizando em meu discurso, e é um discurso passível de desconstrução, é a forma como usam a religião para enganar o próximo em beneficio de si mesmo.
A algum tempo O noticiário nacional registrou a prisão de um Deputado Federal com varias malas de dinheiro dizendo ser dinheiro de dízimo. Como dinheiro de dízimo se as notas estavam em seqüências? Mesmo se fosse, por que tirar de quem precisa e dar para quem não precisa?
Acredito que o dízimo é Bíblico, eu devolvo meu dízimo, só não concordo com a forma hipócritas que alguns charlatões fazem, denegrindo a imagem do verdadeiro Cristianismo. Essa questão é a espinha dorsal da Religião e, com certeza, é o que precisamos discutir.
Quando falo em discussão eu penso em esclarecimento, abertura de dialogo e compreensão dos assuntos religiosos.
Considero a Religião como a política, ou seja, cada um defende o seu lado sem fazer uma analise da outra. (Continua...)

Texto: Odair

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Jogo do Empurra – Uma versão sobre o concurso de MT realizado pela UNEMAT


Discursos e mais discursos pipocam em todos os meios de comunicação e nos corredores da Instituição. São histórias e detalhes de um acontecimento bombástico que aconteceu essa semana. E, por fazer parte desse processo, de forma alguma poderia deixar de dar a minha opinião. Pontual e objetivo, destaco a minha visão sobre o processo sabendo que é apenas um ponto de vista sobre ele.
Passado três dias do acontecido agora que meu corpo volta ao normal depois de toda correria e trabalho para organizar as escolas em Rondonópolis onde fui enviado para trabalhar no concurso. Carregar carteiras para as escolas onde os candidatos iam fazer as provas, ouvir reclamações de fiscais sobre as dúvidas que tinham sobre o processo de trabalho são coisas simples que aconteceu.
Depois de passado tudo isso é lamentável vermos o Governo jogar a culpa sobre a UNEMAT e, mais lamentável ainda, perceber que a Instituição aceita numa boa a culpa. Não que não tenha culpa nesse processo porque tem. Existe uma centralização de poder dentro da UNEMAT e falta de confiança nos próprios funcionários. A culpa é também de quem deixa as coisas tudo para a última hora.
Sou concursado desde 2005 e atuo em diversas áreas da UNEMAT e mesmo assim só fui informado de que iria trabalhar no concurso dois dias antes. Isso é incoerência de quem administra. Precisávamos estar a par de todo processo pelo menos um mês antes. Na última hora percebeu que não era um vestibular de 10 a 15 mil candidatos e sim um mega concurso com 274 mil candidatos.
Em Rondonópolis eram cerca de 40 escolas e fomos em 11 mortais para cuidar de tudo isso. Trabalhar com pessoas que, em sua maioria, não tinham experiência nesse tipo de trabalho. Agora é fácil jogar a culpa nos fiscais. Alguém tem que ser culpado. É desumana a pressão de conferir inúmeras salas de um estabelecimento, avisar candidatos sobre materiais que não podem adentrar esse estabelecimento, conferir dados de candidatos que estavam em outros locais, enfim, uma série de problemas que poderiam ser esclarecidos caso houvesse uma maior distribuição das tarefas. Em Rondonópolis fomos sem ter veículos para nos transportar de um local ao outro e tivemos que nos virar.
Casos como esse não pode mais acontecer. Temos que aprender sobre os erros e mudar um pouco essa visão de centralização. A UNEMAT é de todos, professores, técnicos administrativos e acadêmicos. Creio que a UNEMAT tem capacidade para realizar esse concurso mas se todos participarem. Se apenas um grupinho ficarem tomando frente em todas as ações e deixar para repassar aos outros só nos últimos dias a chance de outro fiasco acontecer é imenso.
A conta quem vai pagar é a população.
O Governo pensou que poderia sair bem dessa e, se não ajudar, vai sair é muito mal.
O povo não é besta e sabe discernir as coisas.

Texto: Odair

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Um ano após aprovação da lei, Cáceres é outra cidade



Pode-se notar nas ruas da cidade de Cáceres, antigo corredor de drogas no Brasil que, após a aprovação da lei que libera as drogas, a cidade está totalmente diferente do que era antes. É possível notar facilmente as pessoas trabalhando normalmente e não se vê mais um número grande de pessoas ociosas pelos bares da cidade. Alias, o número de bares até diminuiu consideravelmente. “Aqui perto de casa era dia e noite uma bagunça” diz um senhor morador do bairro Rodeio “Acho que as pessoas faziam o tráfico e vinham comemorar aqui no bar ao lado, ficavam direto jogando truco e bebendo cerveja, agora isso acabou”.

Até um ano atrás as drogas eram consideradas ilícitas e isso favorecia o tráfico delas uma vez que Cáceres faz divisa com a Bolívia em uma extensão que era difícil controlar a entrada dos entorpecentes. Com a aprovação da lei que libera o uso de drogas, maconha, cocaína, entre outras, a população pode encontrar elas em qualquer drogaria o que facilitou para os usuários e baixou consideravelmente o preço das drogas. “No começo eu fiquei assustado com isso” Comenta um comerciante do ramo de drogarias “Era bastantes pessoas que viam comprar drogas aqui, agora isso acabou, raramente aparece pessoas querendo algum tipo de drogas e o preço delas caiu bastante”.

O índice de criminalidade também caiu muito segundo dados da própria secretaria de segurança do município. “Dados estatísticos comprovam que os crimes de assassinatos praticamente zeraram no município” Afirma a secretária de segurança do município. “Mas, o que mais chama a atenção é para os furtos e roubos que praticamente não existe mais”. Segundo a própria secretária, isso é devido à liberação das drogas. “Antigamente os usuários precisavam roubar e furtar para ter dinheiro para comprar as drogas ou trocar os objetos roubados por uma trouxinha que sustentasse o seu vicio, agora isso acabou, ele encontra a droga na farmácia mais próxima de sua casa e ai acabou a graça”.

Mas nem todos concordam com isso. Um antigo empresário da cidade comenta que está tendo dificuldade para manter o seu negócio. “Está difícil, tenho que ralar muito para manter o meu empreendimento. Antes eu trabalhava tranqüilo. Uma viagem que fazia para São Paulo eu faturava dinheiro para aplicar no comércio durante meses. Agora ninguém quer comprar mais drogas”. Reclama.

O livre arbítrio é um dado interessante. Quando as coisas são proibidas geram o interesse de pessoas que querem burlar essa proibição e prejudica as outras pessoas. Antes da liberação das drogas, o tráfico financiava o armamento, a pirataria e a vagabundagem, sem contar os aproveitadores. Agora, quem quiser consumir uma droga, seja ela maconha, cocaína ou qualquer outra, sabe que o único prejudicado é ele mesmo. Têm-se o livre arbítrio em fazer a sua escolha sabendo que a punição para quem comete algum crime estando “noiado” é severa e sem fiança.

Texto: Odair

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sonhos Revisitados


Um olhar distante realçava a agonia de quem viveu muito tempo
E que, apesar da longa jornada,
Sabia que o destino ainda reservava uma grande surpresa.

Tinha contemplado muitas coisas extraordinárias durante o seu viver
Umas boas e outras nem tanto assim,
Mas continuava a perceber que alguma coisa faltava acontecer.

Durante o dia contemplava o nascer do sol e imaginava o despertar da história
Em cada flor a desabrochar
Acompanhava o pôr-do-sol no entardecer de sua vida.

Mas a vida do ser humano é sempre cheia de detalhes
E, na vida desse guerreiro mais um acontecimento ainda estava por vir.

Numa bela tarde de calor
Seus olhos cansados avistam uma linda jovem de cabelos compridos
Que caminha em sua direção em passos decididos e relutante ao mesmo tempo.
Sem esconder a ansiedade de vê-lo de perto.

Em poucas palavras relata sua trajetória de vida e dos sonhos perdidos no tempo.
“Sou fruto de uma semente que deixou há muito tempo”
E, no desconhecido mundo de suas aventuras, procura saber onde foi.
Mesmo sabendo que falta pouco tempo para saber.

Tinha em sua vida um grande rebento que edificou com carinho e muito trabalho
Mas, não se lembrava daquela filha que aquela menina descrevia como sendo sua mãe
O que fazia dele um avô de alguém que ele jamais sonhara existir.

Lembrou que há muitos anos passados ele tinha conhecido uma moça
Semelhança idêntica aquela ali diante de seus olhos cansados
E, em uma noite, seus corpos se uniram em um amor louco e imprudente.

Nas suas lembranças de garoto com as mulheres
Amores sempre viam e iam da mesma forma
Como nuvens que se formam nas tardes de verão.

Carente de afeto e solta pelo mundo cruel
A jovem menina pede um auxilio ao ancião
Na esperança de dias melhores.

Na primavera do tempo de vida
Surge a crucial decisão a tomar no centro de suas considerações.
Sabedor que a família não aceitará uma intrusa e bastarda como herdeira.
Mas, os olhos meigos da menina o convencem de sua legitima natureza.

Sabe que não pode deixar que a primavera morra
E seus sonhos precisam ser revisitados
Decide amparar à meiga e singela flor em seus braços.
Na certeza de cumprir com sua missão nessa existência.

No final desse dia
O olhar profundo revela um agradecimento ao Criador
Por proporcionar um momento sublime de lembranças singelas
E de contemplar tão lindos olhos de um amor que há muito aconteceu.

Poema: Odair