quarta-feira, 16 de abril de 2014

Noé: Uma análise do filme à luz da Bíblia



Veio ainda a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, quando uma terra pecar contra mim, se rebelando gravemente, então estenderei a minha mão contra ela, e lhe quebrarei o sustento do pão, e enviarei contra ela fome, e cortarei dela homens e animais. Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles pela sua justiça livrariam apenas as suas almas, diz o Senhor DEUS. Ezequiel 14:12-14. (Grifo meu).

Quero, de forma bem sucinta, fazer uma análise do filme Noé que estava ansioso para assistir. Não posso dizer que sai do cinema desapontado com o que vi porque já imaginava que fosse ser daquela forma ou pior. Mas, confesso que não acreditei que pudessem descaracterizar uma história bíblica daquela forma. Tudo bem que o objetivo de Hollywood é vender, comercializar seus produtos para um mundo capitalista e sem escrúpulo. Mas, dai ser tão incoerente assim extrapola todos os limites.

O Noé do filme é totalmente diferente do Noé Bíblico. Esse último é um homem justo, temente a Deus e que tem em suas mãos uma grande responsabilidade. O primeiro é um assassino, rancoroso e, pior de tudo, confuso. Na verdade, parece-me que precisa de um tratamento psicológico. Horrível. O problema que vejo em tudo isso é que o filme contribui negativamente para popularizar uma imagem distorcida do que é o homem que Deus escolheu para construir a arca.

Nem é necessário abordar as incoerência contidas no filme como os gigantes de pedra, a gravidez na arca e os poderes mágicos do personagem Matusalém. Isso faz parte da ficção. Um exagero sem medidas para um filme considerado bíblico. Poderia estar bem situado em outros tipos de filmes. A Bíblia fala que antes e depois do dilúvio existiram gigantes na terra, mas de forma alguma eram gigantes de pedras. Outro fator para se observar é que os únicos seres caídos do céu eram os seguidores de Lúcifer e, estes jamais ajudariam Noé a construir a arca. Na Bíblia não fala como e quem ajudou Noé a construir aquela enorme construção, mas, com certeza, não foram gigantes de pedras depois transformados em anjos de luz indo para o céu. Isso é invenção cinematográfica sem fundamento bíblico.

O filme, no geral, descaracteriza o personagem bíblico e apresenta um Noé muito confuso. A Bíblia diz que Deus não é Deus de confusão. Com certeza o Noé bíblico sabia os desígnios de Deus e seguiu a risca sua orientação. No Noé do filme vemos uma pessoa sem sentimento e egoísta. Nem mesmo a família dele sabia o que ele estava fazendo. O Noé bíblico é um homem que segue a direção de Deus e faz exatamente o que Ele descreve sendo, assim, entendido pelos seus. O Noé bíblico passa confiança a sua família.

Minha indignação maior foi com as pessoas que entraram na arca. Quanta inverdade o filme apresenta. Na Bíblia encontramos Deus falando com Noé: Mas contigo estabelecerei a minha aliança; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos contigo. Gênesis 6:18. Oito pessoas na lista bem detalhada. O Apóstolo Pedro confirma: Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água; 1 Pedro 3:20. A Bíblia é bem taxativa de quem entrou com Noé. No filme entra Noé, sua esposa, os três filhos e uma filha adotiva. Ridículo. E o mais ridículo de tudo que o filme apresenta é a forma em que Tubalcaim entra na arca. Isso mesmo, Tubalcaim! No filme o indivíduo entra pela lateral da arca e se esconde em meio aos animais e para piorar a situação ainda tenta induzir Cam a matar o próprio pai. Pior ainda, mata alguns animais. Só não me levantei do cinema porque já tinha pago meia entrada e queria assistir até o final para tecer minha análise com consciência do que tinha visto.

Tem mais uma série de inverdades em todo o filme. A pele de cobra que é repassado de pai para filho, as mágicas de Matusalém, a gravidez da filha adotiva de Noé, enfim. Coisas que não faz sentido estarmos problematizando aqui porque não é nosso objetivo. São inverdades construídas e que cauterizam as mentes mundanas. Mas, é preciso alertar alguns. A Bíblia diz que o mundo jaz no maligno e que o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos para que não resplandecessem a luz. Mas, a Bíblia também nos orienta a defender a nossa fé e estar preparado para isso. Esse texto é uma defesa da fé que tenho.

O filme, com certeza vai levar muitas pessoas ao cinema. Muitas dessas pessoas não leram e nem tem o hábito de ler a Bíblia e podem acabar acreditando que Noé era daquele jeito. Prezado amigo que estás a ler essa mensagem. O Noé bíblico foi um homem justo e temente a Deus. Um dos heróis da fé e herdeiro da justiça. Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé. Hebreus 11:7.

Devemos tomar muito cuidado porque nesses últimos dias há uma força maligna tentando nos afastar da verdade revelada na Bíblia. De forma sútil o Diabo tem transformado a verdade de Deus em mentira. A mesma estratégia que ele utilizou no jardim do Edém para enganar os primeiros da criação ele utiliza hoje. Através do cinema ele tenta mostrar um Noé desfigurado e sem as caracteríticas de um homem de Deus. Paulo escrevendo a Timóteo nos alertou sobre isso. Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; 1 Timóteo 4:1-2. Não podemos dar ouvidos a espíritos enganadores e acreditar nas mentiras de homens que só falam mentiras.

A passagem bíblica que abre esse texto fala-nos de um juízo de Deus para a nação que se desviar dos caminhos de Deus e que, nem mesmo Noé, Daniel e Jó, mesmo que intercedessem por ela não a poderia salvar. Esses três homens estão no patamar maior da justiça de Deus. São homens íntegros ao Senhor. Noé é um deles neste seletíssimo grupo. De maneira nenhuma podemos deixar que mentiras desfaçam o que Noé representa para o povo de Deus. Quanto ao que se retirou e ao que se acrescentou da história bíblica de Noé para se produzir o filme a Bíblia diz: que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro. Apocalipse 22:18-19. Cada um deverá prestar contas do que faz aqui na terra.

Parafraseando um amigo internauta recomendo que assistam esse filme da mesma forma que assistem qualquer um outro filme, isto é, com sabedoria e discernimento. Que Deus em Cristo nos abençoe!

Texto: Odair

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Revolução Puritana - Resumo 2º Ano EM - CNEC



No início dos anos 1600, a Inglaterra apresentava-se como um país em desenvolvimento e expansão. Nos reinados do século anterior, de Henrique 8º e Elizabeth 1ª, o território foi unificado, a nobreza foi colocada sob controle, a ingerência da Igreja católica fora afastada pela criação da Igreja anglicana. Desse modo, os britânicos já disputavam com os espanhóis os domínios coloniais na América Central e Caribe.

No entanto, Elizabeth 1ª, da dinastia Tudor, não deixou descendentes e subiu ao trono, em 1603, Jaime 1º, da dinastia escocesa Stuart, unindo as coroas da Inglaterra, da Irlanda e da Escócia. O rei, entretanto, pretendia governar sem o Parlamento, a quem cabia o poder de direito, de acordo com a Carta Magna de 1215. No entanto, o rei podia convocá-lo somente quando julgasse necessário e, assim, exercia o poder de fato.

Sua justificativa para exercer o poder absoluto baseava-se na teoria da origem divina do poder real (absolutismo). Nesse sentido, Jaime 1º ressalta os aspectos católicos do anglicanismo que corroboram essa teoria. Quanto ao Parlamento (Câmara dos Comuns), que reunia a burguesia urbana e os produtores rurais progressistas - setores de crescente importância econômica ignorados pela Coroa -, aderiu em sua maioria ao puritanismo, uma seita calvinista (protestante).

O rei versus o Parlamento

Foram constantes o confronto entre o rei e o Parlamento, em especial no que se refere aos impostos criados pela Coroa, havendo ainda questões sob a forma de ocupação da Irlanda e as perseguições religiosas. Destas últimas resultou o início da emigração para a América do Norte.

Em 1625, Jaime 1º foi sucedido por seu filho Carlos 1º que, com a Inglaterra envolvida em guerras externas, viu-se forçado a convocar um Parlamento que já lhe era de antemão hostil. Este, em troca de seu apoio, exigiu o controle da política financeira, o comando do exército, bem como a regularidade na convocação do Parlamento.

Em retaliação, o rei dissolveu o Parlamento e passou a governar com o apoio da Câmara Estrelada (tribunal formado por nobres de sua confiança). Além disso, reprimiu os dissidentes - em especial religiosos - o que aumentou a emigração para a América. Para submeter a todos, promovendo uma união religiosa, procurou impor o anglicanismo também à Escócia. Os escoceses se rebelaram e invadiram o norte da Inglaterra.

A Revolução Puritana

A crise forçou o rei a convocar o Parlamento em 1640. Este destituiu a Câmara estrelada, despojou o rei de sua autoridade e aprovou uma lei que tornava obrigatória a sua convocação a cada três anos, independentemente de determinação do monarca. No ano seguinte, uma revolta na Irlanda católica foi o estopim da Revolução Inglesa.

O Parlamento se recusou a entregar o comando do exército destinado à reconquista da Irlanda a Carlos 1º. Este não se conformou em perder o comando das forças armadas: com um grupo de apoiadores, invadiu o Parlamento e tentou prender os líderes da oposição. Não conseguiu. Foi forçado a se retirar de Londres e refugiou-se em Oxford, onde reuniu um exército de 20 mil homens, formado por uma parte da burguesia financeira, que temia qualquer desordem, e por aristocratas que ainda usufruíam dos benefícios feudais.

Os "cabeças redondas" e a República

Teve início uma guerra civil que iria durar de 1642 até 1645. No Parlamento, surgiu um líder político e militar que se destacaria na história da Grã-Bretanha e que ainda hoje desperta paixões e polêmicas no país: Oliver Cromwell. Originário dos grupos de produtores reais progressistas, puritano, homem de personalidade forte e carismática, Cromwell organizou o exército do parlamento segundo um novo modelo ("New Model Army").

Tratava-se de uma organização mais democrática, em que a ascensão se dava por mérito e os soldados participavam de comitês que tomavam decisões. Eram os chamados "cabeças redondas", devido ao modelo de elmo que usavam. No rastro do Novo Exército, surgiu também um partido, os niveladores ("levellers"), pequenos proprietários que defendiam a república, o direito de voto e de representação no Parlamento a todos os homens livres, o fim dos monopólios reais, isto é, o livre comércio, a separação entre a Igreja e o Estado.

Em 1645, Carlos 1º foi preso. Setores do Parlamento, porém, assustados com as pretensões dos niveladores, que tentavam tomar o controle do exército, resolveram se unir ao rei. Este, porém, aproveitou a situação para fugir para a Escócia, em cujo Parlamento acreditava obter proteção. Ledo engano: foi entregue aos ingleses, que o decapitaram, proclamando a República, em 19 de maio de 1649.

República de Cromwell

A República, na Inglaterra, esteve longe de ser democrática. Apoiado pelo exército, Cromwell se impôs sobre o Conselho de Estado (poder Executivo) e o Parlamento. Não atendeu as pretensões dos niveladores e os derrotou. Em 1653, sob o título de Lorde Protetor, transformou-se em ditador vitalício e hereditário.

Sob a ditadura cromwelliana, as estruturas feudais ainda existentes na Inglaterra foram eliminadas. As terras dos partidários do rei e da Igreja anglicana foram confiscadas e vendidas aos produtores rurais. Legalizou-se a propriedade absoluta da terra e o cercamento dos campos para produzir para o mercado. O liberalismo econômico entrava em vigor na prática.

 Ao mesmo tempo, Cromwell deu impulso ao desenvolvimento comercial e marítimo da Inglaterra, manteve a conquista da Irlanda e da Escócia e ampliou o império colonial inglês nas Américas, conquistando praticamente a hegemonia inglesa sobre os mares. No entanto, após a morte de Cromwell, em 1658, seu filho não conseguir se manter à frente do governo, pois não dispunha da mesma autoridade sobre o exército.

Outros Conteúdos:
Expansão Territorial Brasileira.
Mineração.

Obs. Ler a apostila.

Fonte: www.educacao.uol.com.br

Grécia Antiga - Resumo 1º Ano EM - CNEC




Há mais de quatro mil anos, uma região excessivamente acidentada da Península Balcânica passou a abrigar vários povos de descendência indo-europeia. Aqueus, eólios e jônios foram as primeiras populações a formarem cidades autônomas que viviam do desenvolvimento da economia agrícola e do comércio marítimo com as várias outras regiões do Mar Mediterrâneo. Mal sabiam estes povos que eles seriam os responsáveis pelo desenvolvimento da civilização grega. Ao longo de sua trajetória, os gregos (também chamados de helenos) elaboraram práticas políticas, conceitos estéticos e outros preceitos que ainda se encontram vivos no interior das sociedades ocidentais contemporâneas. Para entendermos esse rico legado, estabelecemos uma divisão fundamental do passado desse importante povo.

No Período Pré-Homérico (XX – XII a.C.), temos o processo de ocupação da Grécia e a formação dos primeiros grandes centros urbanos da região. Nessa época, vale destacar a ascensão da civilização creto-micênica que se desenvolveu graças ao seu movimentado comércio marítimo. Ao fim dessa época, as invasões dóricas foram responsáveis pelo esfacelamento dessa civilização e o retorno às pequenas comunidades agrícolas subsistentes.

Logo em seguida, no Período Homérico (XI – VIII a.C.), as comunidades gentílicas transformam-se nos mais importantes núcleos sociais e econômicos de toda a Grécia. Em cada genos, uma família desenvolvia atividades agrícolas de maneira coletiva e dividiam igualmente as riquezas oriundas de sua força de trabalho. Com o passar do tempo, as limitações das técnicas agrícolas e o incremento populacional ocasionou a dissolução dos genos.

Entre os séculos VIII e VI a.C., na Fase Arcaica da Grécia Antiga, os genos perderam espaço para uma pequena elite de proprietários de terra. Tendo poder sobre os terrenos mais férteis, as elites de cada região se organizaram em conglomerados demográficos e políticos cada vez maiores. É aqui que temos o nascimento das primeiras cidades-Estado da Grécia Antiga. Paralelamente, os gregos excluídos nesse processo de apropriação das terras passaram a ocupar outras regiões do Mediterrâneo.

No período Clássico, que vai do século V até o IV a.C., a autonomia política das várias cidades-Estado era visivelmente confrontada com o aparecimento de grandes conflitos. Inicialmente, os persas tentaram invadir o território grego ao dispor de um enorme exército. Contudo, a união militar das cidades-Estado possibilitou a vitória dos gregos. Logo depois, as próprias cidades da Grécia Antiga decidiram lutar entre si para saber quem imperaria na Península Balcânica. O desgaste causado por tantas guerras acabou fazendo de toda a Grécia um alvo fácil para qualquer nação militarmente preparada.

A partir do século IV a.C., os macedônios empreenderam as investidas militares que determinaram o fim da autonomia política dos gregos. Esses eventos marcaram o Período Helenístico, que termina no século II a.C., quando os romanos conquistam o território grego.

Expansão do povo grego (diáspora) Por volta dos séculos VII a.C e V a.C. acontecem várias migrações de povos gregos a vários pontos do Mar Mediterrâneo, como consequência do grande crescimento populacional, dos conflitos internos e da necessidade de novos territórios para a prática da agricultura.

Na região da Trácia, os gregos fundam colônias, na parte sul da Península Itálica e na região da Ásia Menor (Turquia atual). Os conflitos e desentendimentos entre as colônias da Ásia Menor e o Império Persa ocasiona as famosas Guerras Médicas (492 a.C. a 448 a.C.), onde os gregos saem vitoriosos. Esparta e Atenas envolvem-se na Guerra do Peloponeso (431 a.C. a 404 a.C.), vencida por Esparta. No ano de 359 a.C., as pólis gregas são dominadas e controladas pelos Macedônios.

Sociedade Espartana

Em Esparta a sociedade era estamental, ou seja, dividida em camadas sociais onde havia pouca mobilidade. A sociedade estava composta da seguinte forma: Esparcíatas: eram os cidadãos de Esparta. Filhos de mães e pais espartanos, haviam recebido a educação espartana. Esta camada social era composta por políticos, integrantes do exército e ricos proprietários de terras. Só os esparcíatas tinham direitos políticos. Periecos: eram pequenos comerciantes e artesãos. Moravam na periferia da cidade e não possuíam direitos políticos. Não recebiam educação, porém tinham que combater no exército, quando convocados. Eram obrigados a pagar impostos. Hilotas: levavam uma vida miserável, pois eram obrigados a trabalhar quase de graça nas terras dos esparcíatas. Não tinham direitos políticos e eram alvos de humilhações e massacres. Chegaram a organizar várias revoltas sociais em Esparta, combatidas com extrema violência pelo exército.

Educação Espartana

O princípio da educação espartana era formar bons soldados para abastecer o exército da polis. Com sete anos de idade o menino esparcíata era enviado pelos pais ao exército. Começava a vida de preparação militar com muitos exercícios físicos e treinamento. Com 30 anos ele se tornava um oficial e ganhava os direitos políticos. A menina espartana também passava por treinamento militar e muita atividade física para ficar saudável e gerar filhos fortes para o exército.

Atenas - História e características sociais, políticas e econômicas 

Por ser uma cidade bem sucedida e comercial, Atenas despertou a cobiça de muitas cidades gregas. Esparta se uniu a outras cidades gregas para atacar Atenas. A Guerra do Peloponeso (431 a 404 a.C.) durou 27 anos e Esparta venceu, tomando a capital grega para si, que, a propósito, continuou riquíssima culturalmente.

Atenas destacou-se muito pela preocupação com o desenvolvimento artístico e cultural de seu povo, desenvolvendo uma civilização de forte brilho intelectual. Na arquitetura, destacam-se os lindos templos erguidos em homenagens aos deuses, principalmente a deusa Atena, protetora da cidade. A democracia ateniense privilegiava apenas seus cidadãos (homens livres, nascidos em Atenas e maiores de idade) com o direito de participar ativamente da Assembleia e também de fazer a magistratura. No caso dos estrangeiros, estes, além de não terem os mesmos direitos, eram obrigados a pagar impostos e prestar serviços militares.

Ver todo conteúdo na apostila. Pg. 40 a 55.

Fontes: www.suapesquisa.com
www.brasilescola.com

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Revolta da Vacina, da Chibata e Contestado - 8ª Série - CNEC




Revolta da Vacina 

O que foi 
A Revolta da Vacina foi uma revolta popular ocorrida na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 10 e 16 de novembro de 1904. Ocorreram vários conflitos urbanos violentos entre populares e forças do governo (policiais e militares).

Causas principais
- A principal causa foi a campanha de vacinação obrigatória contra a varíola, realizada pelo governo brasileiro e comandada pelo médico sanitarista Dr. Oswaldo Cruz. A grande maioria da população, formada por pessoas pobres e desinformadas, não conheciam o funcionamento de uma vacina e seus efeitos positivos. Logo, não queriam tomar a vacina.
- O clima de descontentamento popular com outras medidas tomadas pelo governo federal, que afetaram principalmente as pessoas mais pobres. Entre estas medidas, podemos destacar a reforma urbana da cidade do Rio de Janeiro (então capital do Brasil), que desalojou milhares de pessoas para que cortiços e habitações populares fossem colocados abaixo para a construção de avenidas, jardins e edifícios mais modernos.

O que aconteceu durante a revolta 
- Muitas pessoas se negavam a receber a visita dos agentes públicos que deviam aplicar a vacina, reagindo, muitas vezes, com violência.
- Prédios públicos e lojas foram atacados e depredados;
- Trilhos foram retirados e bondes (principal sistema de transporte da época) foram virados.

Reação do governo e consequências 
- O governo federal suspendeu temporariamente a vacinação obrigatória.
- O governo federal decretou estado de sítio na cidade (suspensão temporária de direitos e garantias constitucionais).
- Com força policial, a revolta foi controlada com várias pessoas presas e deportadas para o estado do Acre. Houve também cerca de 30 mortes e 100 feridos durante os conflitos entre populares e forças do governo.
- Controlada a situação, a campanha de vacinação obrigatória teve prosseguimento. Em pouco tempo, a epidemia de varíola foi erradicada da cidade do Rio de Janeiro.

Revolta da Chibata

 Introdução 
 A Revolta da Chibata foi um importante movimento social ocorrido, no início do século XX, na cidade do Rio de Janeiro. Começou no dia 22 de novembro de 1910.
Neste período, os marinheiros brasileiros eram punidos com castigos físicos. As faltas graves eram punidas com 25 chibatadas (chicotadas). Esta situação gerou uma intensa revolta entre os marinheiros.

Causas da revolta
O estopim da revolta ocorreu quando o marinheiro Marcelino Rodrigues foi castigado com 250 chibatadas, por ter ferido um colega da Marinha, dentro do encouraçado Minas Gerais. O navio de guerra estava indo para o Rio de Janeiro e a punição, que ocorreu na presença dos outros marinheiros, desencadeou a revolta.
O motim se agravou e os revoltosos chegaram a matar o comandante do navio e mais três oficiais. Já na Baia da Guanabara, os revoltosos conseguiram o apoio dos marinheiros do encouraçado São Paulo. O clima ficou tenso e perigoso.

Reivindicações
O líder da revolta, João Cândido (conhecido como o Almirante Negro), redigiu a carta reivindicando o fim dos castigos físicos, melhorias na alimentação e anistia para todos que participaram da revolta. Caso não fossem cumpridas as reivindicações, os revoltosos ameaçavam bombardear a cidade do Rio de Janeiro (então capital do Brasil).

Segunda revolta
Diante da grave situação, o presidente Hermes da Fonseca resolveu aceitar o ultimato dos revoltosos. Porém, após os marinheiros terem entregues as armas e embarcações, o presidente solicitou a expulsão de alguns revoltosos. A insatisfação retornou e, no começo de dezembro, os marinheiros fizeram outra revolta na Ilha das Cobras. Esta segunda revolta foi fortemente reprimida pelo governo, sendo que vários marinheiros foram presos em celas subterrâneas da Fortaleza da Ilha das Cobras. Neste local, onde as condições de vida eram desumanas, alguns prisioneiros faleceram. Outros revoltosos presos foram enviados para a Amazônia, onde deveriam prestar trabalhos forçados na produção de borracha.

O líder da revolta João Cândido foi expulso da Marinha e internado como louco no Hospital de Alienados. No ano de 1912, foi absolvido das acusações junto com outros marinheiros que participaram da revolta.

Conclusão:
podemos considerar a Revolta da Chibata como mais uma manifestação de insatisfação ocorrida no início da República. Embora pretendessem implantar um sistema político-econômico moderno no país, os republicanos trataram os problemas sociais como “casos de polícia”. Não havia negociação ou busca de soluções com entendimento. O governo quase sempre usou a força das armas para colocar fim às revoltas, greves e outras manifestações populares.

Guerra do Contestado

Introdução
A Guerra do Contestado foi um conflito armado que ocorreu na região Sul do Brasil, entre outubro de 1912 e agosto de 1916. O conflito envolveu cerca de 20 mil camponeses que enfrentaram forças militares dos poderes federal e estadual. Ganhou o nome de Guerra do Contestado, pois os conflitos ocorrem numa área de disputa territorial entre os estados do Parará e Santa Catarina.

Causas da Guerra
A estrada de ferro entre São Paulo e Rio Grande do Sul estava sendo construída por uma empresa norte-americana, com apoio dos coronéis (grandes proprietários rurais com força política) da região e do governo. Para a construção da estrada de ferro, milhares de família de camponeses perderam suas terras. Este fato, gerou muito desemprego entre os camponeses da região, que ficaram sem terras para trabalhar.
Outro motivo da revolta foi a compra de uma grande área da região por de um grupo de pessoas ligadas à empresa construtora da estrada de ferro. Esta propriedade foi adquirida para o estabelecimento de uma grande empresa madeireira, voltada para a exportação. Com isso, muitas famílias foram expulsas de suas terras.
O clima ficou mais tenso quando a estrada de ferro ficou pronta. Muitos trabalhadores que atuaram em sua construção tinham sido trazidos de diversas partes do Brasil e ficaram desempregados com o fim da obra. Eles permaneceram na região sem qualquer apoio por parte da empresa norte-americana ou do governo.

Participação do monge José Maria
Nesta época, as regiões mais pobres do Brasil eram terreno fértil para o aparecimento de lideranças religiosas de caráter messiânico. Na área do Contestado não foi diferente, pois, diante da crise e insatisfação popular, ganhou força a figura do beato José Maria. Este pregava a criação de um mundo novo, regido pelas leis de Deus, onde todos viveriam em paz, com prosperidade justiça e terras para trabalhar. José Maria conseguiu reunir milhares de seguidores, principalmente de camponeses sem terras.

Os conflitos
Os coronéis da região e os governos (federal e estadual) começaram a ficar preocupados com a liderança de José Maria e sua capacidade de atrair os camponeses. O governo passou a acusar o beato de ser um inimigo da República, que tinha como objetivo desestruturar o governo e a ordem da região. Com isso, policiais e soldados do exército foram enviados para o local, com o objetivo de desarticular o movimento.
Os soldados e policiais começaram a perseguir o beato e seus seguidores. Armados de espingardas de caça, facões e enxadas, os camponeses resistiram e enfrentaram as forças oficiais que estavam bem armadas. Nestes conflitos armados, entre 5 mil e 8 mil rebeldes, na maioria camponeses, morreram. As baixas do lado das tropas oficiais foram bem menores.

O fim da Guerra 
A guerra terminou somente em 1916, quando as tropas oficiais conseguiram prender Adeodato, que era um dos chefes do último reduto de rebeldes da revolta. Ele foi condenado a trinta anos de prisão. Conclusão A Guerra do Contestado mostra a forma com que os políticos e os governos tratavam as questões sociais no início da República. Os interesses financeiros de grandes empresas e proprietários rurais ficavam sempre acima das necessidades da população mais pobre. Não havia espaço para a tentativa de solucionar os conflitos com negociação. Quando havia organização daqueles que eram injustiçados, as forças oficiais, com apoio dos coronéis, combatiam os movimentos com repressão e força militar.

Bons estudos!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Ditadura Militar no Brasil - 3º Ano EM - CNEC




Ditadura Militar no Brasil 

Período: de 31 de março de 1964 (Golpe Militar que derrubou João Goulart) a 15 de janeiro de 1985 (eleição de Tancredo Neves).
Fatores que influenciaram (contexto histórico antes do Golpe):
- Instabilidade política durante o governo de João Goulart;
- Ocorrências de greves e manifestações políticas e sociais;
- Alto custo de vida enfrentado pela população;
- Promessa de João Goulart em fazer a Reforma de Base (mudanças radicais na agricultura, economia e educação);
- Medo da classe média de que o socialismo fosse implantado no Brasil;
- apoio da Igreja Católica, setores conservadores, classe média e até dos Estados Unidos aos militares brasileiros;
Principais características do regime militar no Brasil: 
- Cassação de direitos políticos de opositores;
- Repressão aos movimentos sociais e manifestações de oposição;
- Censura aos meios de comunicação;
- Censura aos artistas (músicos, atores, artistas plásticos); - Aproximação dos Estados Unidos;
- Controle dos sindicatos;
- Implantação do bipartidarismo: ARENA (governo) e MDB (oposição controlada);
- Enfrentamento militar dos movimentos de guerrilha contrários ao regime militar;
- Uso de métodos violentos, inclusive tortura, contra os opositores ao regime;
- “Milagre econômico”: forte crescimento da economia (entre 1969 a 1973) com altos investimentos em infraestrutura. Aumento da dívida externa.
Abertura Política e transição para a democracia:
- Teve início no governo Ernesto Geisel e continuou no de Figueiredo;
- Abertura lenda, gradual e segura, conforme prometido por Geisel;
- Significativa vitória do MDB nas eleições parlamentares de 1974;
- Fim do AI-5 e restauração do habeas-corpus em 1978;
- Em 1979 volta o sistema pluripartidário;
- Em 1984 ocorreu o Movimento das “Diretas Já”. Porém, a eleição ocorre de forma indireta com a eleição de Tancredo Neves.
Presidentes do período militar no Brasil:
CASTELO BRANCO (1964-1967)
COSTA E SILVA (1967-1969)
JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969)
MEDICI (1969-1974)
GEISEL (1974-1979)
FIGUEIREDO (1979-1985).

Sobre o Retorno Democrático Ler na apostila (pg 65 a 79) e Ver http://www.eduquenet.net/populismo.htm

Obs. Para o sucesso na prova leia e releia o conteúdo na apostila pg 65 a 94.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Maquiavel e Thomas Hobbes: Resumo 2º ano EM - CNEC




Maquiavel e o príncipe político: atenção à realidade (pg. 15 a 20)

Vida e obra 

Nicolau Maquiavel foi um importante historiador, diplomata, filósofo, estadista e político italiano da época do Renascimento. Nasceu na cidade italiana de Florença em 3 de maio de 1469 e morreu, na mesma cidade, em 21 de junho de 1527.

O Príncipe

Durante o período medieval, o poder político era concebido como presente divino. Os teólogos elaboraram suas teorias políticas baseados nas escrituras sagradas e no direito romano. No período do Renascimento, os clássicos gregos e latinos passaram a lastrear o pensamento político. Maquiavel, no entanto, elaborou uma teoria política totalmente inédita, fundamentada na prática e na experiência concreta.

"O Príncipe" sintetiza o pensamento político de Maquiavel. A obra foi escrita durante algumas semanas, em 1513, durante o exílio de Maquiavel, que tinha sido banido de Florença, acusado de conspirar contra o governo. Mas só foi publicada em 1532, cinco anos depois da morte do autor.

Como tinha sido diplomata e homem de estado, Maquiavel conhecia bem os mecanismos e os instrumentos de poder. O que temos em "O Príncipe" é uma análise lúcida e cortante do poder político, visto por dentro e de perto.

Os fins justificam os meios

A Europa passava então por grandes transformações. Uma nova classe social, a burguesia comercial, buscava espaço político junto à nobreza, ao mesmo tempo em que assistia a um movimento de centralização do poder que daria origem aos Estados absolutistas (Portugal, Espanha, França e Inglaterra).

Em "O Príncipe" (palavra que designa todos os governantes), a política não é vista mais através de um fundamento exterior a ela própria (como Deus, a razão ou a natureza), mas sim como uma atividade humana. O que move a política, segundo Maquiavel, é a luta pela conquista e pela manutenção do poder.

O pensamento político contemporâneo

"O Príncipe" tem um estilo elegante e direto. Suas partes são bem organizadas, tanto na apresentação quanto na distribuição dos temas. O procedimento principal do narrador é comparar experiências históricas com fatos contemporâneos, a fim de analisar as sociedades e a política. Em algumas passagens, o próprio autor se torna personagem das situações que descreve.




Thomas Hobbes: “o homem é o lobo do próprio homem”. (pg. 20 a 23)

Thomas Hobbes foi um filósofo que nasceu (em Wesport 5/4/1588) e faleceu na Inglaterra (em Hardwick Hall, 4/12/1679). Hobbes ficou sob os cuidados do seu tio, visto que seu pai, um vigário, teve de ir embora depois de participar de uma briga na porta da igreja onde trabalhava. Estudou em Magdalen Hall de Oxford e, em 1608, foi trabalhar com a família Cavendish como mentor de um de seus filhos, a quem acompanhou pelas suas viagens pela França e Itália entre 1608 e 1610. Quando seu aluno morreu, em 1628, voltou à França, desta vez para se tutor do filho de Gervase Clifton.

O Leviatã 

No Leviatã Hobbes (1587-1666) parte do princípio de que os homens são egoístas e que o mundo não satisfaz todas as suas necessidades, defendo por isso que no Estado Natural, sem a existência da sociedade civil, há necessariamente competição entre os homens pela riqueza, segurança e glória. A luta que se segue é a «guerra de todos contra todos», na célebre formulação de Hobbes, em que por isso não pode haver comércio, indústria ou civilização, e em que a vida do homem é «solitária, pobre, suja, brutal e curta.» A luta ocorre porque cada homem persegue racionalmente os seus próprios interesses, sem que o resultado interesse a alguém.

Como é que se pode terminar com esta situação ? A solução não é apelar à moral e à justiça, já que no estado natural estas ideias não fazem sentido. O nosso raciocínio leva-nos a procurar a paz se for possível, e a utilizar todos os meios da guerra se a não conseguirmos. Então como é que a paz é conseguida. Somente por meio de um contrato social. Temos que aceitar abandonar a nossa capacidade de atacar os outros em troca do abandono pelos outros do direito de nos atacarem. Utilizando a razão para aumentar as nossas possibilidades de sobrevivência, encontrámos a solução.

Obs. Para o sucesso na prova leia e releia o conteúdo na apostila. Bons estudos!

Fontes: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/filosofia/maquiavel-a-politica-e-o-principe.htm
http://www.suapesquisa.com/biografias/maquiavel.htm http://www.arqnet.pt/portal/teoria/leviata.html

Os pré-socráticos - Resumo para o 1º ano EM - CNEC



Os Pré-Socráticos foram os primeiros Filósofos gregos que viveram entre os séculos VII a V a.C. Habitaram a cidade de Atenas antes dos sofistas e nomeadamente antes de Sócrates. Há semelhança de Sócrates conhecem-se apenas notícias e fragmentos das suas obras, que só chegaram até nós porque foram citados ou copiados em obras de Filósofos posteriores.

Estudar: Tales de Mileto; Anaximandro; Anaxímenes; Pitágoras; Parmênides; Zenão; Heráclito e Demóclito.

Os primeiros filósofos gregos dedicaram-se ao problema de determinar qual era o princípio material de que era constituída a natureza ordem. Foram chamados de naturalistas, pois procuravam responder a questões do tipo: O que é a natureza ou qual o fundamento último das coisas?

Foram considerados como pessoas desprendidas das preocupações materiais do dia a dia e que se dedicavam apaixonadamente à contemplação da natureza. Tinham então como principal objectivo viverem para contemplarem a natureza. Foram simultaneamente poetas e profetas, quer se trate de Anaximandro, de Parmênides, de Heraclito ou de Empédocles. Para estes Filósofos a aparência era manifestação do ser, que o aparecer era o desabrochar em plena luz do ser que se mostrava, e era por isso que ser e aparecer estavam tão intimamente ligados, pois o aparecer nunca tinha cortado a sua ligação com o ser. Se estes Filósofos tinham então como preocupação fundamental a natureza, Sócrates por seu lado interessava-se mais pelos problemas do ser humano e da sociedade, pois considerava que explicar a origem e a verdade das coisas através de objectos materiais era absurdo. Sócrates passou uma vida a ridicularizar aqueles que pensavam saber qualquer coisa que não fosse de natureza espiritual.

Algumas observações: 
O primeiro Filósogo grego conhecido foi Tales de Mileto que viveu por volta do ano 600 a.C. Tales na companhia de Anaximandro e Anaxímenes defendia que a água, o indefinido, e o ar eram o princípio ou origem de todas as coisas. Preocupavam-se em encontrar a unidade por detrás da multiplicidade dos objectos do universo, e o princípio de explicação da natureza a partir da própria natureza.

Heraclito acreditava na filosofia do devir, falava de um devir não puramente linear que seria a negação absoluta do ser, mas sim do devir que se desenrolava no interior de um círculo. Considerava haver um ciclo do devir que em tudo representava harmonia, com efeito na circunferência, o começo e o fim coincidem. Defendia que de um lado existia o Logos, que governava todas as coisas e, do outro, o devir que se desenrolava no interior de um círculo apertado por laços poderosos. Acreditava que era no interior de cada um de nós que se operavam as mudanças, dizia que a vida e a morte, a juventude, a velhice e o sono eram a mesma coisa, porque estes transformam-se naquelas e inversamente aquelas transformam-se nestes. Era um defensor da mudança dizia que não se podia penetrar duas vezes no mesmo rio.

Parmênides, foi o fundador da escola eleática. Defendia a imutabilidade e unicidade do ser, afirmando que a multiplicidade e a mudança eram apenas aparências. Zenão, que foi seu discípulo, viria a defender as teses de Parménides sobre a imutabilidade do real.

Obs. Para o sucesso na prova leia e releia o conteúdo da apostila nas páginas 13 a 25.

Bons estudos!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Noé



A história de Noé e sua arca é uma das mais comentadas do Antigo Testamento da Bíblia e já foi contada de várias formas. No Brasil, uma das versões foi feita por Vinícius de Morais, que criou poemas musicados para um especial da TV Globo nos anos 80. No cinema, há poucas versões, sendo que a principal é de 1966, como parte do filme “A Bíblia”, com John Huston. Agora, foi a vez de Darren Aronofsky (“Cisne Negro”) dar a sua versão muito pessoal da clássica trama em “Noé”, que estreia no Brasil nesta quinta-feira (3). Ele conta com tudo que uma superprodução de cerca de US$ 125 milhões pode oferecer.

O filme mostra a trajetória de Noé (Russell Crowe), retratado como um bom marido e pai, homem justo e honesto. Ele está no meio da perversão, causada especialmente pelos descendentes de Caim, o filho de Adão que se tornou o primeiro assassino do mundo ao matar o próprio irmão Abel.

Após uma mensagem de Deus, via sonhos, Noé descobre que a Terra será destruída por um grande dilúvio. Após conversar com seu pai, Matusalém (Anthony Hopkins), Noé se convence de que precisa construir uma arca para salvar sua esposa Nammeh (Jennifer Connelly) e seus filhos Shem (Douglas Booth), Cam (Logan Lerman) e Javé (Leo McHugh Carroll), além de Ila (Emma Watson), uma jovem que adotou. A construção da arca também chama a atenção de Tubal Cain (Ray Winstone), que parte com o seu exército para tentar dominar a embarcação e escapar da tragédia iminente.

O que faz “Noé” valer a pena é que Aronofsky não poupa esforços para fazer de seu filme o mais espetacular possível. A belíssima fotografia de Matthew Libatique destaca imagens arrebatadoras das locações na Islândia, onde boa parte do filme foi feita, assim como a impactante trilha sonora de Clint Mansell. Tudo isso reforça o tom épico da produção. O design de produção de Mark Friedberg se faz notar especialmente na criação da Arca, que foi construída com base no que estava escrito na Bíblia.

O resultado impressiona na tela grande. O único ponto negativo foi que, mesmo com trabalhando com uma equipe da Industrial Light And Magic (“Star Wars”), os efeitos especiais não tenham ficado tão bons. Um claro exemplo disso é visto nas cenas com os Guardiões (dublados por Nick Nolte e Frank Langella), que ficam pouco convincentes e evidenciam a computação gráfica, algo que poderia ter sido melhor elaborado. As relações entre personagens e suas motivações são bem elaboradas pelo roteiro de Aronofsky em parceria com Ari Handel. O texto procura mostrar que todos os participantes da trama, apesar dos elementos fantásticos, são seres humanos, com suas qualidades e fraquezas. Para uma produção que pretende conquistar o espectador apenas pelo apuro estético (e, obviamente, ganhar muito dinheiro com bilheteria), chega a ser surpreendente a preocupação de fazer as pessoas pensarem que ninguém é realmente um santo. Pena que, infelizmente, este cuidado não é observado quando olhamos para o vilão, que é só mau, apesar de ser bem defendido por Winstone.

Fonte: Célio Silva - G1 Rio.
Disponível em http://www.cnec.br/site/?p=15095

sexta-feira, 28 de março de 2014

Sócrates (resumo)



Resumo - Sócrates

Detalhes sobre a vida de Sócrates derivam de três fontes contemporâneas: os diálogos de Platão, as peças de Aristófanes e os diálogos de Xenofonte. E que não há evidência de que Sócrates tenha ele mesmo publicado alguma obra.

Seu pai era um escultor especialista em entalhar colunas nos templos, e Fenarete, uma parteira (ambos eram parentes de Aristides, o Justo). Durante sua infância, ajudou seu pai no ofício de escultor, porém, muitas vezes seus amigos o zombavam, pela sua incapacidade de trabalhar o mármore. Seu destino foi apontado, pelo próprio Oráculo de Delfos, como um grande educador, mas foi somente junto com a sua mãe que ele pôde descobrir sua verdadeira vocação.

A vocação:
Sócrates concluiu que, de certa forma, ele também era um parteiro. O conhecimento está dentro das pessoas (que são capazes de aprender por si mesmas). Porém, eu posso ajudar no nascimento deste conhecimento. Concluiu ele. Por isso, até hoje os ensinamentos de Sócrates são conhecidos por maiêutica (que significa parteira em grego).

A maiêutica funcionava a partir de dois momentos essenciais: um primeiro em que Sócrates levava os seus interlocutores a pôr em causa as suas próprias concepções e teorias acerca de algum assunto; e um segundo momento em que conduzia os interlocutores a uma nova perspectiva acerca do tema em abordagem. Daí que a maiêutica consistisse num autêntico parto de ideias, pois, mediante o questionamento dos seus interlocutores, Sócrates levava-os a colocar em causa os seus "preconceitos" acerca de determinado assunto, conduzindo-os a novas ideias acerca do tema em discussão, reconhecendo assim a sua ignorância e gerando novas ideias, mais próximas da verdade.

Sócrates defendia que se deve sempre dar mais ênfase à procura do que se não sabe, do que transmitir o que se julga saber, privilegiando a investigação permanente. Sócrates tinha o hábito de debater e dialogar com as pessoas de sua cidade. Ao contrário de seus predecessores, ele não fundou uma escola, preferindo também realizar seu trabalho em locais públicos (principalmente nas praças públicas e ginásios), agindo de forma descontraída e descompromissada, dialogando com todas as pessoas, o que fascinava jovens, mulheres e políticos de sua época.

Platão afirma que Sócrates não recebia pagamento por suas aulas. Sua pobreza era prova de que não era um sofista.

O julgamento e a execução de Sócrates são eventos centrais da obra de Platão (Apologia e Críton). Sócrates admitiu que poderia ter evitado sua condenação a morte, bebendo o veneno chamado cicuta, se tivesse desistido da vida justa. Mesmo depois de sua condenação, ele poderia ter evitado sua morte se tivesse escapado com a ajuda de amigos.

Platão considerou que Sócrates foi condenado por questões evidentemente políticas. Por seu lado, Xenofonte atribuiu a acusação a Sócrates a um fato de ordem pessoal, pelo desejo de vingança. O propósito não era a morte de Sócrates mas sim afastá-lo de Atenas e se isso não ocorreu deveu-se à teimosia de Sócrates.

Colaboração:
http://professorakaroline.blogspot.com.br

terça-feira, 25 de março de 2014

Vícios, desejos e virtudes



Vícios...

Você será avarento se conviver com homens mesquinhos e avarentos. Será vaidoso se conviver com homens arrogantes. Jamais se livrará da crueldade se compartilhar sua casa com um torturador. Alimentará sua luxúria confraternizando-se com os adúlteros. Se quer se livrar de seus vícios, mantenha-se afastado do exemplo dos viciados. Seneca.

Desejos...

Todos os homens buscam a felicidade. E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes. O desejo só dá o último passo com este fim. É isto que motiva as ações de todos os homens, mesmo dos que tiram a própria vida. Blaise Pascal.

Virtudes...

As três peneiras … Um homem procurou Sócrates e disse-lhe:
– Preciso contar-lhe algo. Você não imagina o que me contaram a respeito de… Nem chegou a terminar a frase, quando Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
– Espere um pouco. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras? Só passe algo para frente após passar pelo crivo das três peneiras.
Primeira: a verdade. O que vai contar é absolutamente verdadeiro?
Segunda: a bondade. O que vai contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
Terceira: a necessidade. Você acha mesmo necessário contar esse fato e passá-lo adiante? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém? Melhora alguma coisa?
Se não passar pelas três peneiras esqueça e enterre tudo. Será uma intriga a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia. Platão.

sábado, 22 de março de 2014

Meu velho e querido Pai!



Ser pai é saber conduzir o filho no caminho justo
Apresentar-lhe a dualidade da nossa existência
E o ajudar a escolher o caminho da retidão
Mesmo que precise de muita experiência.

Se precisar peregrinar ao lado do filho
Nos momentos mais difíceis, em suas mãos segurar,
Auxiliá-lo no momento de incertezas
O fará ser decisivo na escolha do seu caminhar.

O verdadeiro pai é aquele que cuida
Que dá carinho nas horas de dor e de alegria
Que cobra do filho aquilo que ele pode oferecer
Que o ensina a ser uma pessoa melhor a cada dia.

Pai é aquele que acorda no meio da madrugada
Para ver se o filho está coberto
Ou que nem consegue dormir
Pensando nesse filho que ainda não está ali perto.

Ser pai é um dom que Deus concede
E o filho é o presente mais presente que podemos ter;
Ser pai é ter motivo para sorrir
Toda vez que olhar para seu anjo e vê-lo crescer.


Homenagem ao meu pai.
Sr. Josuel Marins da Silva.
Muitas Felicidades nesse dia especial.
Amo-te muito por tudo que representa na minha vida!

Poema: Odair 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Celular: Um grito de socorro!



Em todos os lugares é possível vê-lo. Facilita a vida de quem o usa para todos os fins. Pagar contas, ver e-mails, avisar de um imprevisto e, até mesmo, passar tempo jogando. Este é o celular. Algo totalmente inimaginado a meio século atrás. Acredito que nem mesmo Graham Bell poderia imaginar que o telefone poderia, um dia, chegar a esse patamar de utilização. O celular pode ser considerado o maior símbolo do avanço tecnológico que o mundo alcançou neste último século.

Falar de suas funções básicas não é o objetivo desse artigo. Muito pelo contrário. Saber que é um aparelho essencial para o ser humano é questão de lógica. Dificilmente alguém, nos dias de hoje, consegue viver sem um celular. Ele é prático e ajuda a encurtar as distâncias entre as pessoas. No entanto, ao mesmo tempo que o aparelho possibilita essa aproximação ele distancia as pessoas. E é nesse sentido que escrevo essas palavras.

As inúmeras reclamações que ouço, quase que diariamente, no ambiente escolar sobre o distanciamento dos alunos e suas consequentes alienações sobre os conteúdos estudados me fizeram parar para pensar sobre o assunto. Na verdade, enfrentamos sérias dificuldades para que eles tenham atenção nos conteúdos. As mentes estão pensando nas novas mensagens que não param de chegar nos grupos sociais. As informações são muitas e as mentes já não suportam processá-las a contento. O tempo torna-se curto e, não raramente, encontramo-os cansados porque ficaram até altas horas presos a essas novas tecnologias. O interesse pela matéria em si já não faz sentido.

Boa parcela da população jovem está acorrentada pelas redes sociais. Presas em seus casulos elas estão ligadas no mundo inteiro e não sabem o que acontece a sua volta. Um total paradoxo da vida contemporânea. Existe uma dominação dos eletrônicos na vida cotidiana da sociedade moderna. Pensar é um sacrilégio. Alguns estão em profunda dependência dos aplicativos instalados em seus celulares que já não conseguem passar mais de meia hora sem o aparelho. Uma síndrome terrível atinge sua alma e os deixa em estado catatônico.

Há um aprisionamento das pessoas patente aos nossos olhos. Fones de ouvidos os fazem esquecer o mundo a sua volta porque estão conectados nos últimos lançamentos. É fácil vermos as pessoas transitando pelas ruas com os olhos fixos nas telas dos celulares e os fones em seus ouvidos. O mundo se tornou uma aldeia global com pequenas tribos em diferentes lugares. Na sala de aula, as preocupações dos alunos, e, em alguns casos, até mesmo de professores, são as trocas de mensagens. Os conteúdos explicados já não fazem sentido e as aulas tornam se maçantes na visão deles. Direto podemos ouvir deles as palavras aulas interativas. Mas, na verdade, é difícil fazermos uma aula interativa sendo que o que os interessa são as mensagens no celular. Talvez as aulas interativas seriam deixá-los a vontade para usar o celular.

O conhecimento é algo essencial para a vida. Mas adquirir conhecimento é uma tarefa árdua. Não é fácil interpretar os grandes clássicos que construíram nossa sociedade. Muito mais difícil é fazer com que grande parte dos nossos jovens venham a se interessar por eles. Então, vemos com angústia as terríveis respostas para perguntas simples. Elaborar uma avaliação torna-se uma incógnita uma vez que não temos a certeza das respostas. O que vemos no final é uma enxurrada de respostas sem nexo para questões que necessitam apenas um pouco de reflexão. Um verdadeiro show de horrores.

Quando olhamos para o significado da palavra alienação descobrimos vários significados. Quero usar o psicológico. “Estado da pessoa que, tendo sido educada em condições sociais determinadas, se submete cegamente aos valores e instituições dadas, perdendo assim a consciência de seus verdadeiros problemas”. Parece-me que a sociedade não percebe os malefícios causados por essa alienação. O que será do nosso futuro? Celular: um grito de socorro!

Texto: Odair

quarta-feira, 19 de março de 2014

Lições dos filmes bíblicos


 


Assistir um filme é uma arte. Assistimos filmes por diversão, passatempo, curiosidade, lazer e estudo. Aprendemos muito com os filmes, pois, cada filme tem em si uma ideologia que o permeia e nos faz sairmos do nosso sofá e irmos até o mundo em que o filme retrata. Muito se tem falado sobre o cinema e a cada dia novas teorias e críticas são feitas a sétima arte. Como amante de cinema e crítico de plantão quero tecer mais um comentário sobre lições que os filmes nos passam.

Estou revisitando os filmes bíblicos. Na minha adolescencia assisti a alguns filmes bíblicos e, talves pela idade, não gostava muito. Preferia os filmes de ação. Hoje, um pouco mais experiente e com uma leitura sobre cinema bem mais aguçada estou revisitando os filmes bíblicos. Contemplo neles algumas lições que repasso aos meus leitores neste espaço.

1. Nunca acredite fielmente no que diz o filme.

Isso mesmo. Por mais que o filme seja baseado em uma história real e tenta, a todo custo ser fiel ao relato bíblico, jamais é possível, de fato, retratar a verdade. Nós homens somos corruptíveis e suscetíveis a erros. Por mais que o filme tente ser fiel em seu propósito ele não conseguirá tal feito. Como diz Paulo “Examinai tudo. Retende o bem”. 1 Te 5:21.

2. Analise o contexto bíblico ao qual o filme retrata.

Uma crítica que faço diz respeito aos leitores de forma geral. Muitas vezes acontece da pessoa ter preguiça de ler o contexto bíblico e acreditar piamente na história que o filme conta. Isso pode ser prejudicial. Os filmes sempre tentam romantizar as histórias. Isso acontece porque o filme é comercial e necessita expor o seu produto. E, na maioria das vezes, as pessoas sempre adoram as histórias com romance e final feliz.

3. Seja sempre cauteloso com as ideologias embutidas nos filmes.

Esse é um cuidado essencial que devemos ter. No cinema sempre perpassa ideologias de grupos e sistemas que dominam esse mundo. E, quando atentamos para a recomendação bíblica de que o mundo jaz no maligno, todo cuidado é pouco para não sermos presas fáceis. Principalmente em épocas de grandes produções cinematográficas que Hollywood pretende lançar nos cinemas comerciais a começar com Noé.

4. O que vemos nem sempre é o que vemos.

Como afirmei no parágrafo anterior. Hollywood pretende lançar grandes produções cinematográficas com os personagens bíblicos. O primeiro da lista é Noé. Confesso que estou ansioso para ver. No entanto, por se tratar de megas produções que tem um custo gigantesco é bom estarmos atentos para as ideologias implantadas nos filmes. Nesse contexto é bom sabermos que o que vemos nem sempre é o que estamos vendo.

Considerações finais.

Os filmes bíblicos são excelentes formas de sabermos, mesmo que em alguns casos de forma bem rudimentar, como era as sociedades, as famílias e as vestimentas. Na medida do possível tomando as devidas precauções é possível identificarmos as formas de vidas que habitavam os povos do período bíblico. Sabendo tomar esses cuidados e nunca deixando de ler a Bíblia, os filmes bíblicos são ótimas ferramentas para uma boa noite na frente da telinha. Convenhamos, bem melhor que assistir aqueles filmes sem nenhum contexto cultural e elevo espiritual.

Texto: Odair

terça-feira, 18 de março de 2014

O que vê o meu olhar?



Eis que me deparo com uma indagação na mente. O que vês? Diante de mim está uma cadeira escolar onde uma folha branca repousa silenciosamente. Sobre a folha um pente está estendido. Em círculos estão os alunos que devem responder a pergunta básica sobre o que estão vendo.

Complexo.

Dificuldades surgem na medida em que o tempo passa. Não posso ser óbvio. Tenho que fugir do senso comum. Mas como isso é possível se o que está diante de mim é um pente sobre uma folha de papel em branco que está sobre uma mesa. Penso, logo existo! Então tenho que pensar. O papel em branco pode representar a mente vazia que herdamos ao nascer como afirma alguns. Mas, também, pode representar as ideias que são claras em minha mente.

No entanto, tudo isso não passa de conjecturas. O que importa mesmo é que preciso desenvolver um pensamento sobre algo. O pente pode representar a beleza. Afinal, para que serve o pente? Na verdade, muito mais do que deixar um cabelo mais bem visto pela sociedade. Mais o pente pode, também, representar o consumismo. A necessidade que o ser humano criou em ser dependentes das coisas. O pente pode representar qualquer outro objeto do qual o ser humano moderno não consegue se desvencilhar. Poderia ser, no lugar do pente, um celular.

Tudo bem. Mas, isso também são conjecturas. Pode ser que o pente que está sobre a folha pode até não existir e ser fruto da minha imaginação. Na verdade, tudo isso é vaidade. O certo é que a vida é superior as filosofias ufanistas que nos cercam no dia a dia. Vejo um grupo de pessoas que procuram uma resposta para algo que não é corriqueiro. Respostas para perguntas simples e ao mesmo tempo complexas.

Dificil dizer o que se trata tudo isso. Divagações? Sonhos? Ilusões? Preciso mesmo responder o que os meus olhos vêem? E, assim caminha a humanidade.

Texto: Odair

segunda-feira, 17 de março de 2014

Egito, Mesopotâmia e Hebreus




Resumo do conteúdo para a prova de História do 1º ano CNEC.

Obs. Leiam o conteúdo na apostila. 

Egito 

A importância do rio Nilo
Como a região é formada por um deserto (Saara), o rio Nilo ganhou uma extrema importância para os egípcios. O rio era utilizado como via de transporte (através de barcos) de mercadorias e pessoas. As águas do rio Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas épocas de cheias, favorecendo a agricultura.

Sociedade Egípcia
A sociedade egípcia estava dividida em várias camadas, sendo que o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na Terra. Sacerdotes, militares e escribas (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade. Esta era sustentada pelo trabalho e impostos pagos por camponeses, artesãos e pequenos comerciantes. Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas em guerras.Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida.

Escrita no Egito Antigo 
A escrita egípcia também foi algo importante para este povo, pois permitiu a divulgação de idéias, comunicação e controle de impostos. Existiam duas formas principais de escrita: a escrita demótica (mais simplificada e usada para assuntos do cotidiano) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida do faraó, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamado papiro, que era produzido a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para registrar os textos.

Economia 
A economia egípcia era baseada principalmente na agricultura que era realizada, principalmente, nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios também praticavam o comércio de mercadorias e o artesanato. Os trabalhadores rurais eram constantemente convocados pelo faraó para prestarem algum tipo de trabalho em obras públicas (canais de irrigação, pirâmides, templos, diques).

Religião no Egito Antigo: a vida após a morte
A religião egípcia era repleta de mitos e crenças interessantes. Acreditavam na existência de vários deuses (muitos deles com corpo formado por parte de ser humano e parte de animal sagrado) que interferiam na vida das pessoas. As oferendas e festas em homenagem aos deuses eram muito realizadas e tinham como objetivo agradar aos seres superiores, deixando-os felizes para que ajudassem nas guerras, colheitas e momentos da vida. Cada cidade possuía deus protetor e templos religiosos em sua homenagem.

Mumificação 
Como acreditavam na vida após a morte, mumificavam os cadáveres dos faraós colocando-os em pirâmides, com o objetivo de preservar o corpo. A vida após a morte seria definida, segundo crenças egípcias, pelo deus Osíris em seu tribunal de julgamento. O coração era pesado pelo deus da morte, que mandava para uma vida na escuridão aqueles cujo órgão estava pesado (que tiveram uma vida de atitudes ruins) e para uma outra vida boa aqueles de coração leve. Muitos animais também eram considerados sagrados pelos egípcios, de acordo com as características que apresentavam : chacal (esperteza noturna), gato (agilidade), carneiro (reprodução), jacaré (agilidade nos rios e pântanos), serpente (poder de ataque), águia (capacidade de voar), escaravelho (ligado a ressurreição).

Mesopotâmia 
Introdução 
A palavra mesopotâmia tem origem grega e significa " terra entre rios". Essa região localiza-se entre os rios Tigre e Eufrates no Oriente Médio, onde atualmente é o Iraque. Esta civilização é considerada uma das mais antigas da história.

Principais povos 
Vários povos antigos habitaram essa região entre os séculos V e I a.C. Entre estes povos, podemos destacar: babilônicos, assírios, sumérios, caldeus, amoritas e acádios.

Características comuns
No geral, eram povos politeístas, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. No que se refere à política, tinham uma forma de organização baseada na centralização de poder, onde apenas uma pessoa ( imperador ou rei ) comandava tudo. A economia destes povos era baseada na agricultura e no comércio nômade de caravanas.
Sumérios 
Este povo destacou-se na construção de um complexo sistema de controle da água dos rios. Construíram canais de irrigação, barragens e diques. A armazenagem da água era de fundamental importância para a sobrevivência das comunidades. Uma grande contribuição dos sumérios foi o desenvolvimento da escrita cuneiforme, por volta de 4000 a.C. Usavam placas de barro, onde cunhavam esta escrita. Muito do que sabemos hoje sobre este período da história, devemos as placas de argila com registros cotidianos, administrativos, econômicos e políticos da época. Os sumérios, excelentes arquitetos e construtores, desenvolveram os zigurates. Estas construções eram em formato de pirâmides e serviam como locais de armazenagem de produtos agrícolas e também como templos religiosos. Construíram várias cidades importantes como, por exemplo: Ur, Nipur, Lagash e Eridu.
Babilônios 
Este povo construiu suas cidades nas margens do rio Eufrates. Foram responsáveis por um dos primeiros códigos de leis que temos conhecimento. Baseando-se nas Leis de Talião ( " olho por olho, dente por dente " ), o imperador de legislador Hamurabi desenvolveu um conjunto de leis para poder organizar e controlar a sociedade. De acordo com o Código de Hamurabi, todo criminoso deveria ser punido de uma forma proporcional ao delito cometido. Os babilônios também desenvolveram um rico e preciso calendário, cujo objetivo principal era conhecer mais sobre as cheias do rio Eufrates e também obter melhores condições para o desenvolvimento da agricultura. Excelentes observadores dos astros e com grande conhecimento de astronomia, desenvolveram um preciso relógio de sol. Além de Hamurabi, um outro imperador que se tornou conhecido por sua administração foi Nabucodonosor II, responsável pela construção dos Jardins suspensos da Babilônia (que fez para satisfazer sua esposa) e a Torre de Babel (zigurate vertical de 90 metros de altura). Sob seu comando, os babilônios chegaram a conquistar o povo hebreu e a cidade de Jerusalém.
Assírios 
Este povo destacou-se pela organização e desenvolvimento de uma cultura militar. Encaravam a guerra como uma das principais formas de conquistar poder e desenvolver a sociedade. Eram extremamente cruéis com os povos inimigos que conquistavam. Impunham aos vencidos, castigos e crueldades como uma forma de manter respeito e espalhar o medo entre os outros povos. Com estas atitudes, tiveram que enfrentar uma série de revoltas populares nas regiões que conquistavam.
Caldeus
Os caldeus habitaram a região conhecida como Baixa Mesopotâmia no primeiro milênio antes de Cristo. Eram de origem semita. O imperador caldeu mais importante foi Nabucodonosor II. Após a morte deste imperador, o império babilônico foi conquistado pelos Persas.

Hebreus 
História do povo hebreu 

A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo. De acordo com as escrituras sagradas, por volta de 1800 AC, Abraão recebeu uma sinal de Deus para abandonar o politeísmo e para viver em Canaã ( atual Palestina). Isaque, filho de Abraão, tem um filho chamado Jacó. Este luta , num certo dia, com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Os doze filhos de Jacó dão origem as doze tribos que formavam o povo hebreu. Por volta de 1700 AC, o povo hebreu migra para o Egito, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente 400 anos. A libertação do povo hebreu ocorreu por volta de 1300 AC. A fuga do Egito foi comandada por Moisés, que recebeu as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai. Durante 40 anos ficaram peregrinando pelo deserto, até receberem um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida, Canaã.
Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi. Após o reinado de Salomão, filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos : Reino de Israel e Reino de Judá. Neste momento de separação, aparece a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo.
Em 721 começa a diáspora judaica com a invasão babilônica. O imperador da Babilônia, após invadir o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta grande parte da população judaica. No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém.
No século seguinte, destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica. Após estes episódios, os hebreus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião. Em 1948, o povo hebreu retoma o caráter de unidade após a criação do estado de Israel.

Fonte: www.suapesquisa.com

domingo, 16 de março de 2014

Brasil Colônia - Resumo



Resumo para a prova de História do 2º ano - CNEC 

Ciclo do pau-brasil (1500 a 1530)

- Chegada dos portugueses ao Brasil em 22 de abril de 1500.
- Portugueses começam a extrair o pau-Brasil da região litorânea, usando mão-de-obra indígena. A madeira era comercializada na Europa.
- Os portugueses construíram feitorias no litoral para servirem de armazéns de madeira.
- Nesta fase os portugueses não se fixaram, vinham apenas para explorar a pau-Brasil e retornavam.
- Época marcada por ataques estrangeiros (ingleses, franceses e holandeses) à costa brasileira.

Ciclo do açúcar (1530 até século XVII) 

 - Em 1530 chega ao Brasil a expedição de Martim Afonso de Souza com objetivo de dar início a colonização do Brasil e iniciar o cultivo da cana-de-açúcar.
- A região Nordeste é escolhida para o cultivo da cana-de-açúcar em função do solo e clima favoráveis.
 - Em 1534 a Coroa portuguesa cria o sistema de Capitanias Hereditárias para dividir o território brasileiro, facilitando a administração. O sistema fracassou e foi extinto em 1759.
- Em 1549 foi criado pela coroa portuguesa o Governo-Geral, que era uma representação do rei português no Brasil, com a função de administrar a colônia.
- A capital do Brasil é estabelecida em Salvador. A região nordeste torna-se a mais próspera do Brasil em função da economia impulsionada pela produção e comércio do açúcar.
- Nos engenhos de açúcar do Nordeste é usada a mão-de-obra escrava de origem africana.
- Invasão holandesa no Brasil entre os anos de 1630 e 1654, com a administração de Maurício de Nassau.
- Nos séculos XVI e XVII, os bandeirantes começam a explorar o interior do Brasil em busca de índios, escravos fugitivos e metais preciosos. Com isso, ampliam as fronteiras do Brasil além do Tratado de Tordesilhas.

Ciclo do ouro (século XVIII)

- Em meados do século XVIII começam a serem descobertas as primeiras minas de ouro na região de Minas Gerais. - O centro econômico desloca-se para a região Sudeste.
- A mão-de-obra nas minas, assim como nos engenhos, continua sendo a escrava de origem africana.
- A Coroa Portuguesa cria uma série de impostos e taxas para lucrar com a exploração do ouro no Brasil. Entre os principais impostos estava o quinto.
- Grande crescimento das cidades na região das minas, com grande urbanização, geração de empregos e desenvolvimento econômico.
- A capital é transferida para a cidade do Rio de Janeiro.
- No campo artístico destaque para o Barroco Mineiro e seu principal representante: Aleijadinho.

Fonte: http://www.historiadobrasil.net/colonia/

Questão:
7 - Dentre as primeiras medidas tomadas pela Coroa Portuguesa para a ocupação do Brasil, após 1530, não podemos incluir:
a) envio da expedição de Martim Afonso de Souza.
b) a decisão de desenvolver a produção de açúcar.
c) a criação do sistema de capitanias hereditárias.
d) a expulsão dos holandeses.
e) a tentativa de transferir para particulares o custo da defesa e da colonização.

Leiam a apostila e bons estudos!

sexta-feira, 14 de março de 2014

Guerra de Canudos



Situação do Nordeste no final do século XIX (contexto histórico)

- Fome – desemprego e baixíssimo rendimento das famílias deixavam muitos sem ter o que comer;
- Seca – a região do agreste ficava muitos meses e até anos sem receber chuvas. Este fator dificultava a agricultura e matava o gado.
- Falta de apoio político – os governantes e políticos da região não davam a mínima atenção para as populações carentes;
- Violência – era comum a existência de grupos armados que trabalhavam para latifundiários. Estes espalhavam a violência pela região.
- Desemprego – grande parte da população pobre estava sem emprego em função da seca e da falta de oportunidades em outras áreas da economia.
- Fanatismo religioso: era comum a existência de beatos que arrebanhavam seguidores prometendo uma vida melhor. Dados da Guerra de Canudos:
- Período: de novembro de 1896 a outubro de 1897.
- Local: interior do sertão da Bahia
- Envolvidos: de um lado os habitantes do Arraial de Canudos (jagunços, sertanejos pobres e miseráveis, fanáticos religiosos) liderados pelo beato Antônio Conselheiro. Do outro lado as tropas do governo da Bahia com apoio de militares enviados pelo governo federal.

Causas da Guerra: 

O governo da Bahia, com apoio dos latifundiários, não concordavam com o fato dos habitantes de Canudos não pagarem impostos e viverem sem seguir as leis estabelecidas. Afirmavam também que Antônio Conselheiro defendia a volta da Monarquia.

Por outro lado, Antônio Conselheiro defendia o fim da cobrança dos impostos e era contrário ao casamento civil. Ele afirma ser um enviado de Deus que deveria liderar o movimento contra as diferenças e injustiças sociais. Era também um crítico do sistema republicano, como ele funcionava no período.

Os conflitos militares 

Nas três primeiras tentativas das tropas governistas em combater o arraial de Canudos nenhuma foi bem sucedida. Os sertanejos e jagunços se armaram e resistiram com força contra os militares. Na quarta tentativa, o governo da Bahia solicitou apoio das tropas federais. Militares de várias regiões do Brasil, usando armas pesadas, foram enviados para o sertão baiano. Massacraram os habitantes do arraial de Canudos de forma brutal e até injusta. Crianças, mulheres e idosos foram mortos sem piedade. Antônio Conselheiro foi assassinado em 22 de setembro de 1897.

Significado do conflito 

A Guerra de canudos significou a luta e resistência das populações marginalizadas do sertão nordestino no final do século XIX. Embora derrotados, mostraram que não aceitavam a situação de injustiça social que reinava na região.

Fonte: www.suapesquisa.com

quarta-feira, 12 de março de 2014

República Velha



República Velha (1889-1930) 

- Proclamação da República em 15 de novembro de 1889. A monarquia é derrubada.
- Marechal Deodoro da Fonseca assume como primeiro presidente da República.
- Poder econômico e político nas mãos das oligarquias paulista e mineira.
- Após a renúncia de Deodoro em 1891, assume a presidência outro militar: Floriano Peixoto.
- Primeira Constituição Republicana Brasileira é promulgada em 1891: voto aberto, presidencialismo, manutenção de interesses das elites agrárias, exclusão das mulheres e dos analfabetos do direito de voto.
- Política do Café-com-Leite: alternância no poder de presidentes mineiros e paulistas.
- Região Sudeste é privilegiada nos investimentos federais, principalmente os setores agrícola e pecuário.
- O café é o principal produto brasileiro de exportação.
- Aumento da imigração europeia (italiana, alemã, espanhola) para servir de mão-de-obra nas lavouras de café do interior paulista.

Política dos Governadores 
Troca de favores políticos entre presidente da República e governadores para a manutenção do poder e garantia de governabilidade.

O coronelismo 
Poder político e econômico concentrado nas mãos dos coronéis (grandes latifundiários), que usavam o voto de cabresto, violência e fraudes para obter vantagens eleitorais para si e seus candidatos.

Golpe de 1930
Após a vitória de Júlio Prestes, políticos da Aliança Liberal afirmam que as eleições foram fraudulentas. Com a liderança de Getúlio Vargas, aplicam um golpe e colocam fim a República Velha. Vargas torna-se presidente da República.

Principais conflitos e revoltas durante a República Velha 
- Revolução Federalista: 1893-1895
- Guerra de Canudos: 1893-1897
- Revolta da Vacina: 1904
- Revolta da Chibata: 1910
- Guerra do Contestado: 1912-1916
- Greves Operárias: 1917-1919
- Revolução de 1930: 1930

Uma pincelada sobre a Era Vargas
A Era Vargas foi um período de modernização da Nação brasileira, mas também foi um período conturbado pela:

Revolução Constitucionalista de 1932.
Constituição de 1934.
Criação da Ação Integralista Brasileira (AIB) e Aliança Nacional Libertadora (ANL).
Política econômica e administrativa do Estado Novo. Política paternalista varguista.
Transformação social e política trabalhista com a criação da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
Criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão responsável pela censura do período.
Constituição de 1937.
Consequência da Segunda Guerra Mundial.
Decadência do Estado Novo.

Questão: 

Sobre a Revolta de Canudos, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) O seu principal líder foi Antônio Conselheiro.
B) Os sertanejos de Canudos lutavam contra a injustiça e a miséria persistente na região.
C) Caracterizou-se como um movimento de caráter messiânico. D) A Guerra de Canudos foi tema do livro “Os Sertões”, do escritor Euclides da Cunha.
E) Os revoltosos de Canudos receberam apoio incondicional dos coronéis da região.

Agora é só estudar.

sábado, 8 de março de 2014

A Felicidade - Uma Análise em Aristóteles e um Salmista



Um pobre moribundo arrojado pela sarjeta poderia ver a beleza nos olhos de um transeunte e contemplar a oportunidade de dias melhores. Seria o fulgor de uma luz que desponta no mais longínquo horizonte. Um fio de esperança para uma felicidade há tanto tempo desejada. Felicidade esta que permeia os olhos lacrimejantes de uma criança há tanto tempo doente que recebe a noticia da cura de seu mal. A vida pode ser um contraste. Na verdade, a vida é um contraste.

Os antigos filósofos procuravam interpretar o mundo e o que os moviam a buscar respostas era justamente o espanto diante de coisas até então desconhecidas. O que traz felicidade ao ser humano? O prazer, a riqueza ou a honra? Podemos perceber no prazer um paradoxo. De um lado está o libertino, isto é, aquele que vive do extremo do prazer. Do outro lado encontramos o insensível, isto é, aquele que não sente prazer em nada. Dentro de instante as pessoas mudam de aparência e os que cantavam e dançavam agora choram por algum motivo banal. De outro lado aqueles que choravam por alguma angústia agora sorriem do amanhecer brilhante em suas vidas.

Riqueza? De que adianta em situações em que o dinheiro não consegue dar a paz que o coração tanto almeja? Vidas e lares destruídos pelas drogas que solapam a sociedade moderna. As aparências de pessoas em seus pujantes veículos de luxo disfarçam os frangalhos das almas chorosas e sem esperança. Não raramente encontramos pessoas vivendo em casas humildes e sempre com um sorriso no rosto que revela uma alma tranqüila e livre do stress do dia-a-dia contemporâneo. Como isso é possível?

Honra. O que é um ato honroso? Em uma sociedade que boa parte não pensa mais no próximo como pensar em honra? Uma das definições de honra pode ser encontrada no Dr. Samuel Johnson. Segundo ele, um dos sentidos para honra seria “nobreza de alma, magnanimidade, e um desprezo a maldade”. Quanto contraste com as palavras de Morrissey ex-vocalista do The Smiths que declarou recentemente dizendo que “o suicídio é um ato honroso e de grande autocontrole”.

O bem que todos os homens buscam, de acordo com Aristóteles, é a felicidade. No entanto, para o filósofo a felicidade, porém, não é um sentimento que aparece, instala-se e vai embora; ao contrário, é obra de uma vida inteira. Sabemos, no entanto, e os céticos de plantão podem até me questionar, que a felicidade não é algo encontrado nas prateleiras de supermercado ou vitrines de shoppings. Nem algo palpável que se pode guardar e usar a hora que quiser. Então, onde encontrar a felicidade?

Deixando a filosofia humana de lado podemos encontrar a resposta em Deus. Ele diz através de um salmista anônimo no Salmo 1º que é bem-aventurado (feliz) o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores e nem se assenta na roda dos escarnecedores. Esse é o primeiro passo. Três ordenamentos explícitos e não fáceis de cumprir. Em seguida, Ele nos mostra o segredo da felicidade dizendo que o homem para ser feliz tem prazer na lei do Senhor, isto é, em seus mandamentos, e neles medita de dia e de noite. Seguindo esses passos não será necessário ter estantes cheias de livros de auto-ajuda.

Como sempre, há aqueles que questionam tudo e todos e podem até desdenhar dessas palavras. Eis ai a maravilha do livre arbítrio e a liberdade de discordar. No entanto, as experiências humanas não deixam dúvidas de que existem pessoas felizes vivendo entre nós. Se isto é possível então existe a felicidade. Conheço um homem que há mais de trinta anos é uma pessoa feliz. Inabalável em sua fé ele não deixa que nada, nem ninguém o afastem do ideal que delineou para sua vida. O mundo pode estar desabando a sua volta e ele sempre tem uma palavra de conforto e confiança. Ao olhar para ele posso compreender porque Aristóteles teve tanta dificuldade em definir a felicidade.

Texto: Odair

sexta-feira, 7 de março de 2014

Uma História de Cáceres



Uma das histórias de Cáceres aconteceu nos anos 70 na Rua dos Coqueiros. Conta-nos os registros que um menino nasceu sob as frondosas folhas de uma mangueira e foi amamentado por uma mãe de leite porque, por algum motivo, a mãe verdadeira não tinha leite para sustentá-lo. Cáceres é uma cidade bicentenária e carrega em si inúmeras histórias que, se contadas e registradas, poderia preencher diversas estantes de livros. A Rua dos Coqueiros era cascalhada e cheia de buracos naquela época como ainda é em diversas outras ruas da cidade nos dias atuais. No entanto, era nessa rua que nasceu e, anos depois, se tornou adulto esse plebeu morador que despertou para vida nessa humilde rua.

Ao olhar para aquele menino recém-nascido, poucas pessoas, creio eu, acreditaria que algum dia ele fosse ser alguma coisa. As pessoas dessa época viviam uma vida feliz e sem as preocupações que tomam conta da sociedade moderna. Mas, observando retroativamente para esse fato que remonta há quarenta anos, podemos vislumbrar um cidadão cacerense que dedica sua vida em desenvolver idéias e ações que transformem a sociedade. O lema ajudar e não atrapalhar é que perpassa a vida daquele menino que hoje é um homem feito.

Hoje a Rua dos Coqueiros é asfaltada. Tem uma pracinha na parte do fundo do Estádio Geraldão e outra na parte da frente, inclusive com aparelhos de ginásticas para a população. Ao olhar para as transformações que aconteceram nessa rua podemos constatar que o tempo sempre está em movimento. A sociedade existe antes do nosso nascer e continuara depois de nossa partida, já dizia Charon. Isso é uma lição de vida.

É possível observar nos meios de comunicação uma critica explicita sobre as deficiências da cidade. Na verdade, não há como negar que a cidade tem, e muitas, deficiências. Mas, não podemos deixar de considerar algumas questões que são cruciais para entendermos uma cidade como Cáceres. Primeiro a questão do tempo. Cáceres foi gerada em uma época onde não se preocupava em fazer um planejamento de cidade. Foi estabelecida como uma vila que serviria para estabelecer uma alternativa para as distantes cidades de Cuiabá e Vila Bela da Santíssima Trindade no longínquo Mato Grosso. O Rio Paraguai serviria como meio de navegação e encurtaria as distancias até Corumbá e outras vilas da região do Prata. Eis um contexto que muitos se esquecem (ou até mesmo desconhecem) quando preferem falar mal da cidade. Nessa época, as vilas nasciam nas margens dos rios e a preocupação básica desses primeiros habitantes eram construir uma praça e uma igreja. Não se pensava em saneamento, estrutura e coisas do planejamento atual. Logicamente que, sendo dessa forma a cidade cresceu e hoje tem as dificuldades que todos conhecemos.

Outra questão fundamental para tentarmos entender esse processo diz respeito aos administradores que passaram pelo governo da cidade. Desde os primeiros, podemos observar que a preocupação é com o imediatismo. Isto é, preciso resolver as questões emergenciais. Ao fazer isso, jogam-se os maiores problemas para serem resolvidos futuramente. Acontece que ninguém está disposto a resolver problemas que não resultam em votos. Nesse sentido, passa ano e entra ano, passa governante e entra governante e a situação vai sendo empurrada com a barriga. Depois de mais de duzentos anos a cidade já não comporta mais tanta incompetência administrativa. Mas, a culpa é só dos governantes? Quando eles eram indicados até que poderíamos culpá-los pelo descaso com a coisa pública. Mas, e hoje?

Podemos inferir diversos problemas que assolam a cidade. Falta de apoio político, descaso administrativo, abandono público, enfim. Mas, de uma coisa não podemos esquecer. Cáceres tem história. Uma história bonita. Não se deve, nem de longe, comparar as cidades recentes de Mato Grosso que crescem com planejamento e estrutura e que apresenta um Mato Grosso em ascensão com a princesinha do Rio Paraguai. As outras têm desenvolvimento, tem crescimento, tem planejamento. No entanto, Cáceres tem história. A forma em que se conta essa história é o que importa. Mas alguém pode questionar: não se vive só de história. De fato. No entanto, pode-se muito bem aproveitar esse fator histórico e transformar a cidade. Onde está à valorização daqueles que valoriza a cidade? Sanguessugas e parasitas vivem a custa do sangue cacerense e são bem tratados enquanto os verdadeiros filhos da terra são deixados de lado.

As imagens recentes de um belo pôr-do-sol às margens do Rio Paraguai caudaloso corre o mundo. São imagens que remonta as maiores obras primas da natureza e revela uma fascinante beleza que perpassa mais de duzentos anos. É preciso saber reconhecer que a cidade tem o seu encanto. Precisamos bater no peito e nos orgulharmos do lugar onde nascemos e vivemos. Além disso, é necessário cobrarmos das autoridades um cuidado maior do nosso patrimônio. E, muito mais do que isso, sabermos escolhermos os nossos futuros administradores e legisladores. Qual o valor que uma pessoa de fora vai dar à história de Cáceres? Pense nisso na hora de exercer o seu próximo voto.

Texto: Odair
Fotos: Joe

terça-feira, 4 de março de 2014

Desconhecido (???)



Nas aulas de Filosofia foi proposto aos alunos que falassem sobre o desconhecido e na avaliação, exigido um texto sobre esse tal desconhecido. A seguir as três melhores definições (em minha opinião) sobre o tema.
(Prof. Odair)

Como vamos falar de algo desconhecido? Como vamos lidar com algo desconhecido? Para podermos lidar com o desconhecido temos que torná-lo em algo conhecido para que possamos, dessa forma, lidar com ele. Mas, nem sempre o desconhecido pode se tornar conhecido. Na verdade, o conhecido e o desconhecido andam juntos e, as vezes, separados. Outras vezes fingimos que não conhecemos o desconhecido. Muitas vezes o desconhecido está dentro de nós. Isso porque ninguém conhece ninguém. Sabemos sim as consequências que possamos ter com os desconhecidos. Nós somos desconhecidos. Pensamos que somos conhecidos, mas ninguém nunca descobriu o que se passa na mente de outras pessoas. Então desconhecemos. Podemos até pensar que podemos nos dominar. Fisicamente até pode ser possível, mas psicologicamente não nos dominamos. Uma coisa engraçada. Pensamos que sabemos e não sabemos nada. Isso é conhecer o desconhecido? Nem todas as coisas têm respostas. Lidamos com o desconhecido a todo o momento e, às vezes, não percebemos isso. O desconhecido nos faz pensar que sem ele não haveria sentido, pois não o entendemos por se tratar de algo abstrato. E a pessoa só aprende quando descobre e descobrir é desvendar o desconhecido.

Antonio Marcos – 3º Ano – CNEC


O Filósofo é uma pessoa tão encabulada com a existência do ser humano que a todo o momento vai à busca do desconhecido. Procura ir atrás de novas teorias e práticas para provar algo que ninguém nunca imaginou que fosse existir. Não é sem importância que muitos são chamados de “loucos”. O seu modo de raciocínio é tão profundo que é preciso muita atenção e dedicação para entender o assunto tratado em questão.

Tamires Pansera – 3º Ano – CNEC 

O que é isso? De acordo com o que todos nós aprendemos na escola isto são pontos de interrogação. No entanto, são apenas ideias, conhecimento que todos nós possuímos e se retirarmos este conhecimento que possuímos não haveria como dizer que isto são três pontos de interrogação. Tudo o que possuímos hoje em dia de conhecimento é o que nós achamos que esteja certo e que diante daquilo, nós sempre sabemos que para isso existe apenas uma resposta. [...] não podemos ter certeza de nada. Sempre teremos apenas ideias de que algo possa ser ou não uma certeza. A única certeza que podemos ter é de que existimos. Isso porque pensamos. Tudo o que está fora de você, tudo o que você vê, sente, cheira, ouve ou experimenta não passa de sensações que você acha que existe. Mas, até delas mesmo temos que duvidar.

Gustavo A. Carvalho – 3º Ano - CNEC