quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Jogo do Empurra – Uma versão sobre o concurso de MT realizado pela UNEMAT


Discursos e mais discursos pipocam em todos os meios de comunicação e nos corredores da Instituição. São histórias e detalhes de um acontecimento bombástico que aconteceu essa semana. E, por fazer parte desse processo, de forma alguma poderia deixar de dar a minha opinião. Pontual e objetivo, destaco a minha visão sobre o processo sabendo que é apenas um ponto de vista sobre ele.
Passado três dias do acontecido agora que meu corpo volta ao normal depois de toda correria e trabalho para organizar as escolas em Rondonópolis onde fui enviado para trabalhar no concurso. Carregar carteiras para as escolas onde os candidatos iam fazer as provas, ouvir reclamações de fiscais sobre as dúvidas que tinham sobre o processo de trabalho são coisas simples que aconteceu.
Depois de passado tudo isso é lamentável vermos o Governo jogar a culpa sobre a UNEMAT e, mais lamentável ainda, perceber que a Instituição aceita numa boa a culpa. Não que não tenha culpa nesse processo porque tem. Existe uma centralização de poder dentro da UNEMAT e falta de confiança nos próprios funcionários. A culpa é também de quem deixa as coisas tudo para a última hora.
Sou concursado desde 2005 e atuo em diversas áreas da UNEMAT e mesmo assim só fui informado de que iria trabalhar no concurso dois dias antes. Isso é incoerência de quem administra. Precisávamos estar a par de todo processo pelo menos um mês antes. Na última hora percebeu que não era um vestibular de 10 a 15 mil candidatos e sim um mega concurso com 274 mil candidatos.
Em Rondonópolis eram cerca de 40 escolas e fomos em 11 mortais para cuidar de tudo isso. Trabalhar com pessoas que, em sua maioria, não tinham experiência nesse tipo de trabalho. Agora é fácil jogar a culpa nos fiscais. Alguém tem que ser culpado. É desumana a pressão de conferir inúmeras salas de um estabelecimento, avisar candidatos sobre materiais que não podem adentrar esse estabelecimento, conferir dados de candidatos que estavam em outros locais, enfim, uma série de problemas que poderiam ser esclarecidos caso houvesse uma maior distribuição das tarefas. Em Rondonópolis fomos sem ter veículos para nos transportar de um local ao outro e tivemos que nos virar.
Casos como esse não pode mais acontecer. Temos que aprender sobre os erros e mudar um pouco essa visão de centralização. A UNEMAT é de todos, professores, técnicos administrativos e acadêmicos. Creio que a UNEMAT tem capacidade para realizar esse concurso mas se todos participarem. Se apenas um grupinho ficarem tomando frente em todas as ações e deixar para repassar aos outros só nos últimos dias a chance de outro fiasco acontecer é imenso.
A conta quem vai pagar é a população.
O Governo pensou que poderia sair bem dessa e, se não ajudar, vai sair é muito mal.
O povo não é besta e sabe discernir as coisas.

Texto: Odair

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Um ano após aprovação da lei, Cáceres é outra cidade



Pode-se notar nas ruas da cidade de Cáceres, antigo corredor de drogas no Brasil que, após a aprovação da lei que libera as drogas, a cidade está totalmente diferente do que era antes. É possível notar facilmente as pessoas trabalhando normalmente e não se vê mais um número grande de pessoas ociosas pelos bares da cidade. Alias, o número de bares até diminuiu consideravelmente. “Aqui perto de casa era dia e noite uma bagunça” diz um senhor morador do bairro Rodeio “Acho que as pessoas faziam o tráfico e vinham comemorar aqui no bar ao lado, ficavam direto jogando truco e bebendo cerveja, agora isso acabou”.

Até um ano atrás as drogas eram consideradas ilícitas e isso favorecia o tráfico delas uma vez que Cáceres faz divisa com a Bolívia em uma extensão que era difícil controlar a entrada dos entorpecentes. Com a aprovação da lei que libera o uso de drogas, maconha, cocaína, entre outras, a população pode encontrar elas em qualquer drogaria o que facilitou para os usuários e baixou consideravelmente o preço das drogas. “No começo eu fiquei assustado com isso” Comenta um comerciante do ramo de drogarias “Era bastantes pessoas que viam comprar drogas aqui, agora isso acabou, raramente aparece pessoas querendo algum tipo de drogas e o preço delas caiu bastante”.

O índice de criminalidade também caiu muito segundo dados da própria secretaria de segurança do município. “Dados estatísticos comprovam que os crimes de assassinatos praticamente zeraram no município” Afirma a secretária de segurança do município. “Mas, o que mais chama a atenção é para os furtos e roubos que praticamente não existe mais”. Segundo a própria secretária, isso é devido à liberação das drogas. “Antigamente os usuários precisavam roubar e furtar para ter dinheiro para comprar as drogas ou trocar os objetos roubados por uma trouxinha que sustentasse o seu vicio, agora isso acabou, ele encontra a droga na farmácia mais próxima de sua casa e ai acabou a graça”.

Mas nem todos concordam com isso. Um antigo empresário da cidade comenta que está tendo dificuldade para manter o seu negócio. “Está difícil, tenho que ralar muito para manter o meu empreendimento. Antes eu trabalhava tranqüilo. Uma viagem que fazia para São Paulo eu faturava dinheiro para aplicar no comércio durante meses. Agora ninguém quer comprar mais drogas”. Reclama.

O livre arbítrio é um dado interessante. Quando as coisas são proibidas geram o interesse de pessoas que querem burlar essa proibição e prejudica as outras pessoas. Antes da liberação das drogas, o tráfico financiava o armamento, a pirataria e a vagabundagem, sem contar os aproveitadores. Agora, quem quiser consumir uma droga, seja ela maconha, cocaína ou qualquer outra, sabe que o único prejudicado é ele mesmo. Têm-se o livre arbítrio em fazer a sua escolha sabendo que a punição para quem comete algum crime estando “noiado” é severa e sem fiança.

Texto: Odair

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sonhos Revisitados


Um olhar distante realçava a agonia de quem viveu muito tempo
E que, apesar da longa jornada,
Sabia que o destino ainda reservava uma grande surpresa.

Tinha contemplado muitas coisas extraordinárias durante o seu viver
Umas boas e outras nem tanto assim,
Mas continuava a perceber que alguma coisa faltava acontecer.

Durante o dia contemplava o nascer do sol e imaginava o despertar da história
Em cada flor a desabrochar
Acompanhava o pôr-do-sol no entardecer de sua vida.

Mas a vida do ser humano é sempre cheia de detalhes
E, na vida desse guerreiro mais um acontecimento ainda estava por vir.

Numa bela tarde de calor
Seus olhos cansados avistam uma linda jovem de cabelos compridos
Que caminha em sua direção em passos decididos e relutante ao mesmo tempo.
Sem esconder a ansiedade de vê-lo de perto.

Em poucas palavras relata sua trajetória de vida e dos sonhos perdidos no tempo.
“Sou fruto de uma semente que deixou há muito tempo”
E, no desconhecido mundo de suas aventuras, procura saber onde foi.
Mesmo sabendo que falta pouco tempo para saber.

Tinha em sua vida um grande rebento que edificou com carinho e muito trabalho
Mas, não se lembrava daquela filha que aquela menina descrevia como sendo sua mãe
O que fazia dele um avô de alguém que ele jamais sonhara existir.

Lembrou que há muitos anos passados ele tinha conhecido uma moça
Semelhança idêntica aquela ali diante de seus olhos cansados
E, em uma noite, seus corpos se uniram em um amor louco e imprudente.

Nas suas lembranças de garoto com as mulheres
Amores sempre viam e iam da mesma forma
Como nuvens que se formam nas tardes de verão.

Carente de afeto e solta pelo mundo cruel
A jovem menina pede um auxilio ao ancião
Na esperança de dias melhores.

Na primavera do tempo de vida
Surge a crucial decisão a tomar no centro de suas considerações.
Sabedor que a família não aceitará uma intrusa e bastarda como herdeira.
Mas, os olhos meigos da menina o convencem de sua legitima natureza.

Sabe que não pode deixar que a primavera morra
E seus sonhos precisam ser revisitados
Decide amparar à meiga e singela flor em seus braços.
Na certeza de cumprir com sua missão nessa existência.

No final desse dia
O olhar profundo revela um agradecimento ao Criador
Por proporcionar um momento sublime de lembranças singelas
E de contemplar tão lindos olhos de um amor que há muito aconteceu.

Poema: Odair

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

36


36 é o número de anos que completo hoje...
Um lapso de vida em meio a vastidão do universo.
Momentos que são eternos
Pois traduzem sentimentos de uma vida abençoada.
Agradeço a Deus pela vida que me deu
Pois no Livro dEle
Os meus dias estão registrados antes mesmo do meu nascimento.
Cada segundo que vivo
É pela grande misericórdia de um Deus soberano
Que soube me amar e cuidar
Mesmo eu não sendo merecedor desse cuidado.
Agradeço de coração pelos amigos que tenho
Pela familia maravilhosa
Pelo conhecimento que me proporcionou adquirir
E, por fim, por todas as coisas boas que aconteceram nesses 36 anos.
Creio que dias maravilhosos ainda estão por vir
E, confiando nessa Graça Maravilhosa
Sigo na esperança de uma vida sob o cuidado de um Deus que me ama.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Deus! Onde Estás?


"É possível encon¬trar cidades sem muralhas, sem ginásios, sem leis, sem moe¬das, sem cultura literária; mas um povo sem Deus, sem orações, sem juramentos, sem ritos religiosos, sem sacrifícios, jamais foi encontrado". (Plutarco 45-125 d.C – Moralista e Historiador Grego).

Um breve olhar na literatura mundial em busca de resposta para o ateísmo resulta em respostas claras e objetivas de que a existência de Deus é um fato explícito e patente aos olhos de quem quer que seja.
O ateísmo, defendidos por alguns, de fato não existe. Os homens que negam a simples existência de um criador não conseguem defender essa idéia e ela acaba sendo refutada por quem deseja de fato saber a verdade sobre um Deus Criador.
As palavras de Plutarco, escrita no inicio da era cristã pode ser usada hoje com certeza de que é possível encontrar muitas coisas sem uma estrutura qualquer, só não é possível encontrar uma mente humana que não tenha esperança em um Deus maior.

Texto: Odair

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Grande Elefante Branco Cacerense


Domingo passado fui até o Facão (região turística de Cáceres) passar um dia diferente no sítio e esquecer um pouco a agitação da cidade. Até ai tudo normal, qualquer pessoa pode fazer isso. Na volta observei o Portal Temático na entrada da cidade e não pude deixar de pensar no desperdício de dinheiro público ou, pelo menos, mal aplicado.
Lembrei-me do elefante branco. No antigo reino do Sião, hoje atual Tailândia, era costume o soberano presentear os cortesões em desgraça com um elefante branco, animal sagrado, que não podia ser posto para trabalhar. E como se tratava de presente real, o súdito era obrigado a tratar o animal com todo carinho. Devia dar-lhe o melhor alimento e enfeitá-lo com tecidos e fios de seda, pois o monarca fazia visitas surpresa ao proprietário do elefante para ver como ele estava sendo cuidado. E ai de quem recusasse o presente.
De forma semelhante, o povo cacerense recebeu esse presente das autoridades e tem que conviver com esse elefante. É certo que aquilo parece mais com uma aranha gigante, no entanto, não deixa de ser um mal investimento para uma cidade que tem mais da metade de suas ruas sem asfalto.
A pergunta que permanece sem resposta é a seguinte: que tamanho é a mentalidade de nossos legisladores e operadores do poder executivo. Mais uma vez me reporto a antiga Ponte Branca, símbolo de uma Cáceres antiga e inesquecível, que foi impiedosamente destruida.
Enquanto destroem o patrimôneo que poderia ser explorado para o turismo, constroem obras faraônicas de que a sociedade não precisa.

Texto: Odair
Imagem: Odair

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Crimes de Fronteira


Na região da Grande Cáceres é um tanto complexo as questões envolvendo os crimes de fronteira. Evasão de divisas, Golpes de financiamento e o tão famigerado Tráfico de drogas são os principais crimes de fronteira utilizados nessa região e os que as policias civil, militar e federal vem combatendo.

Em uma abordagem bastante esclarecedora esse foi um dos destaques da XIII Semana Jurídica que aconteceu na semana passada aqui em Cáceres. O Dr. Rogers Elizandro, Delegado de Polícia Civil abordou, entre outras coisas, a questão de como é produzida e distribuida a cocaína boliviana (diga-se de passagem, a pior cocaína dos produtores sul-americanos e cosumida pelos brasileiros).

Entre os destaques dessa abordagem podemos destacar os maiores produtores de cocaína: a Colômbia produz cerca de 50% da droga e o mercado consumidor é os EUA. Em segundo lugar vem a cocaína peruana, cerca de 32% e o mercado consumidor é a Europa. Depois vem a cocaína boliviana e o principal mercado consumidor é o Brasil. Até ai tudo normal. O que assusta é que, nos últimos anos, a droga colombiana e a peruana sofreu uma queda enquanto a boliviana cresceu cerca de 6%. É um dado alarmante.
Por outro lado podemos visualizar o apoio do governo brasileiro a Evo Morales (conhecido por ser um dos maiores produtores de coca da bolivia) o que dificulta o combate que a própria polícia faz na fronteira. Outro detalhe interessante é a questão que a própria polícia enfrenta em seio meio a corrupção e desvio de comportamento. Os maus policiais acabam prejudicando o trabalho de combate ao tráfico de drogas.

A palestra serviu de informação que nos mostrou de forma precisa como é o trabalho da polícia e como é dificultoso trabalhar no combate aos crimes de fronteira com uma infra-estrutura policial bastante deficitária. O apelo aqui é que o governo brasileiro em vez de apoiar Evo Morales na costrução de estradas que facilitará ainda mais a entrada das drogas em nosso país invista mais recursos e armamento para os nossos policiais.

Texto: Odair.
Foto: Odair. Eu e o Delegado de Polícia Civil Dr. Rogers Elizandro

sábado, 10 de outubro de 2009

Bicicleta pra quê te quero...

Parado por meia hora no centro de Cáceres, com a câmera na mão foi possível visualizar porque a cidade é conhecida como a cidade das bicicletas. As imagens abaixo retrata essa exclusividade da cidade.



Texto: Odair
Fotos: Odair
Montagem: Odair

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Que Religião é Essa?



"Esta religião dos mortos parece ter sido a mais antiga entre os homens. Antes de conceber e de adorar Indra ou Zeus, o homem adorou os seus mortos; teve medo deles e dirigiu-lhes preces. Parece ser essa a origem do sentimento religioso. Foi talvez diante da morte que o homem, pela primeira vez, teve a idéia do sobrenatural e quis abarcar mais do que seus olhos humanos podiam lhe mostrar. A morte foi pois o seu primeiro mistério, colocando-o no caminho de outros mistérios. Elevou o seu pensamento do visível para o invisível, do transitório para o eterno, do humano para o divino".

A Cidade Antiga. Fustel de Coulanges.

Diante de uma infinidade de perguntas tais como de onde surgiu a religião e para que o homem tem que adorar alguma coisa, esse livro é uma indicação de respostas para algumas das perguntas sobre adoração e origem do culto.
Indico com muita propriedade a leitura dessa obra magnífica desse historiador.

Texto: Odair

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Cáceres 231 anos


Uma das mais belas e impávidas cidades do Brasil, com uma história incrível (mal contada, é certo), às margens do Rio Paraguai. Eis uma síntese do que é a cidade de Cáceres. Cheia de atrativos diversos e gente hospitaleira. Uma cidade mal administrada ao longo do tempo e que, mesmo assim, se mantêm em constante transformação.
Nasci e cresci aqui neste chão (para mim sagrado) e me preocupo com o seu desenvolvimento. Faço um apelo aos habitantes desse pequeno paraíso para que vejam e combatam as "sanguessugas" que surgem de 4 em 4 anos com promessas e ilusões enquanto a cidade permanece no descaso. Sai de um grupo político tradicional e caem em outro grupo que não se preocupa com a população em geral.
O povo, em sua maioria, estão se divertindo nos bares e bailes da vida (é dificil encontrar outra cidade onde a sua população faça festa 24 horas por dia 7 dias por semana e 31 dias por mês) não se preocupa com os ocupantes dos cargos públicos. Os ditos "representantes" da população.
Tem muita gente boa nessa cidade. Muita mesma. Gente que trabalha em prol da melhoria de vida dos menos favorecidos e gente que diverte. O cacerense é abençoado por Deus e tem que valorizar esse pedaço de chão.
Nesse dia especial deixo aqui minha singela homenagem a essa que é a melhor cidade do mundo para se viver. Existe um descaso com a cidade, isso é fato, mas está na hora de cada um de nós olharmos com atenção e escolhermos pessoas interessadas em transformar esse paraíso histórico em orgulho para todos cacerenses. Não podemos esperar mais 231 anos para que isso aconteça. A mudança começa agora!

Texto: Odair.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

ANTÍGONA


Nas portas de Tebas cairam
Os dois irmãos em uma luta fraticida
Pelo trono tebano lutavam
E por ele perderam a vida.

Eteócles não cumpriu seu trato
De após um ano dar o trono ao irmão
Polinice se refugiou em Argos
E a Tebas veio lutar com razão.

Cumprindo a maldição de seu pai
Os dois morreram ao fio da espada
O sangue jorrou no portão de Tebas
E dessa vida nem um levou nada.

Creonte, o tio dos dois, assumiu o trono
E a Eteócles enterrou com honra
Promulgando um edital contra Polinice
Que o lançava nas profundezas em desonra.

Desafiando ao edito do rei
Em uma prova de amor fraternal
Antígona, irmã de Polinice, resolveu sepultá-lo
Mesmo sabendo das consequências do edito real.

Avisado pelo adivinho Tirésias
De que estava errado em seu julgamento
Creonte condenou Antígona
Sem ligar para o seu sofrimento.

Condenada a ser emparedada
Para aos poucos morrer
Antígona resolveu suicidar-se
Para que não pudesse sofrer.

Ao ver a amada morta
Hêmon, filho do rei Creonte
Também suicida-se de forma cruel
Preferindo não mais ver o horizonte.

Mas, como uma trágedia é pouco
A mulher de Creonte, mãe de Hêmon, Euridice
Em desespero fatal tira sua própria vida
Não dando ouvido a crendice.

No auge de sua arrogância
Creonte rompe a barreira do Direito Natural
Enfrente, então, a revolta dos deuses
E sofre uma consequência infernal.

Não cabe a nós julgá-lo pelo seu destino
Do julgamento final de sua decisão
E sim tirar lições dessa tragédia
Para o futuro de nossa imaginação.

Poema: Odair

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

As Invasões Bárbaras


Hoje assisti no Juriscine (um projeto do professor Juliano), um daqueles filmes que nos fazem pensar. E por ser um filme bastante inteligente recomendo aos meus leitores que o assistam para terem as suas próprias conclusões.

As Invasões Bárbaras é daqueles filmes que possibilitam uma série de leituras. Por exemplo: o antiamericanismo, a eutanasia, a globalização, corrupção, sindicatos, saúde pública, religiosidade, holocausto indígena entre outros temas interessantes.

Os diálogos são ricos em argumentos sobre a importância da vida. E nos faz pensar o porque só valorizamos a vida na hora da morte. Minha dica é a seguinte: eis ai um filme que você deva assistir antes da morte!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Nietzsche


Se existe uma realidade na vida
Quem discute isso é a filosofia
Quem me dera ter o dom
De transformar essas idéias em poesia.

De todos os grandes mestres
Que aventaram ideais de existência
Sempre há o que mais nos chama a atenção
E atiça nossa inteligência.

Tenho procurado ler todos os filósofos
Do qual minha mente é capaz
Para procurar ter minhas definições
E dos temas atuais não me tornar fugaz.

No entanto, teço aqui minha homenagem
A um dos filósofos que seduz minha imaginação
Com idéias tão contraditórias
Que espalha medo a mais profunda razão.

Nietzsche revoluciona o modo de pensar
Transformando a realidade e a moral
Desconstruindo mitos enraizados
Na memória do povo em geral.

Não que o tenha como fonte de inspiração
Até porque não concordo com todo seu juízo
Mas considero sua inteligência fugaz
Em mostrar novos olhares sem prejuízo.

Qual é o nosso conhecimento de verdade
E de onde vem essa noção?
Questionar os dogmas estabelecidos
É dar liberdade ao coração.

Poema: Odair

Veja em
http://www.worldartfriends.com/modules/publisher/article.php?storyid=11832

sábado, 12 de setembro de 2009

Anjos do sol


O texto de hoje é uma recomendação. Assisti um filme ontem chamado Anjos do sol, uma produção nacional que retrata a questão da prostituição infantil. O filme chama a atenção para esse fato. E foi justamente ontem que li uma noticia sobre um estupro aqui em Cáceres que realmente deixa-nos estarrecido. Até que ponto chega o ser humano. O pai, aproveitando que a mãe tinha saido, estuprou a filha de 13 anos violentamente.

Sugiro que assistem o filme e façam uma reflexão. Podemos, sim, fazer alguma coisa para que isso diminua no nosso país.


Texto: Odair

sábado, 29 de agosto de 2009

Parasitas Sociais


Como sanguessugas eles vivem
De sugar o sangue de quem quer viver
Causando a destruição de vidas
Que só sabem o que é sofrer .

Morcegos de hábitos noturnos
Causam mazelas na sociedade
Tirando o pão da boca de crianças
Que tentam sobreviver nas ruas da cidade.

Parasitas sociais eleitos pelo povo
Mas que deles só sabem sugar
Com promessas mirabolantes
Conseguem ao poder chegar.

Uma vez no poder
Exercem com dureza a dominação
Atacando as funções de seus hospedeiros
Deixando-os miseráveis no chão.

Concietizemo-nos dessa realidade
E reivindiquemos um novo realismo
Com pessoas que façam políticas verdadeiras
Para exterminarmos de vez o parasitismo.


Odair...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Presságio - Algumas considerações a respeito do filme.


Ontem assisti ao filme Presságio. Desde o seu lançamento nos cinemas vinha planejando assísti-lo por duas razões. A primeira pelo fato de ser um filme com Nicolas Cage. Quase todos os filmes que o cara faz tem uma idéia interessante. A segunda, e talvez mais importante, pelo fato de ser um filme com tema do fim do mundo. Uma das teorias que mais me cativa.

Pois bem, o filme é bem produzido, tem um desenrolar legal e faz bastante sentido. A filosofia e o determinismo presente na história é bastante intrigante. Um belo discurso. Até agora fico vendo as pedrinhas flutuando.

Creio em profecias e não creio que pessoas possam alterar os desígnios estabelecidos. O novo jardim do éden no final não me soa legal. Seria como começar tudo de novo. Mas essa é uma opinião minha.

Recomendo a quem ainda não assistiu dar uma olhada.


Texto: Odair.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

E agora, ANIMAL?


Ao adentrar a floresta
Seus olhos contemplaram apenas
A lenha para o seu barraco.

Ao navegar pelos rios
Sua ganância só contemplou
O peixe para o caldo de domingo.

No cerrado alado
Desfizestes os densos arbustos
Para os pastos de suas reses.

Nos mares navegados
Acabastes com as baleias
E das focas fizestes esportes.

Agora o inverno congela
No verão do tempo
E o verão escaldante
Derrete o gelo no inverno.

Agora sofres com as enchentes
Rastejas diante dos tsunamis
E choras diante do calor abrasador.

Derrubastes as arvores da floresta
Poluístes os rios e sufocaram os peixes
Plantastes suas lavouras no cerrado
E extinguiram os peixes dos mares.

E agora, animal?
Texto: Odair

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Gênesis



A sala fria
A carteira solitária
A espera de você.
O sonho
O futuro a sorrir
Na espera de você.
O ar desligado
O silêncio
Esperando você falar.
O conhecimento
Os livros
Esperando seus olhos.
Então você rompe as barreiras
O vestibular
E chega até aqui.
O começo
O princípio da carreira
Que oferece sucesso.
Pessoas diferentes
Sonhos distintos
Caminhando juntos a partir de agora.
Que o tempo
Nos ajude a vencer
E a não nos esquecer
Que a vida deve ser compartilhada.
Ninguém é uma ilha
E o isolamento é prejudicial
Preciso de você
Assim como precisa de mim.
O sucesso é conquistado
Com companheirismo
Nos campos de batalha
Na qual iniciamos agora.
A sala já não está tão fria
Pois o calor de cada um
Dá-nos a idéia de vitória.
De sucesso!


Poema: Odair - Dedicado a turma 2009/2 de Direito da UNEMAT.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O Amor Vencendo a Discórdia



O exército grego diante dos muros de Tróia
A conseqüência de uma discórdia que aconteceu
Iniciada nas bodas de casamento
Do panteão grego entre Tétis e Peleu.

Não convidaste Éris, a deusa da discórdia,
Que a si mesmo considerava um tesouro.
Então ela jogou sobre a mesa da cerimônia,
Para provocar dissensão, a maça de ouro.

Quem é a mais bela
Atena, Afrodite ou Hera?
A discórdia entre ambas começou
No momento em que Éris, a maça apontou...

Páris escolhe Afrodite
Como sendo a mais bela flor.
Para compensar essa dádiva alcançada
Ela promete a ele um grande amor.

A mais linda das mulheres
Ao jovem príncipe troiano ela prometeu.
Helena mulher de Menelau, rei de Esparta,
Nos braços de Páris amanheceu.

O ego do ser humano
Essa história ilustra bem.
Discórdia, egoísmo e inveja
Não pode tomar conta de nós também.

Pensando nesse tema tão atual
Compartilho com Ana Laura, amiga de alegria.
A inversão da discórdia que causou tanto mal
No amor de uma linda poesia.



Obs: Este poema nasceu dos diálogos entre dois poetas...

Agradeço as idéias maravilhosas da Ana Laura.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Um demônio ameaçador agachado do lado de fora da porta


A sombra da árvore foi o lugar de descanso que encontrei neste momento crucial de minha vida. Como poderia imaginar que tudo aconteceria tão repentinamente. Será que não pensei que poderia me meter nessa confusão terrível. O que faltou na minha oferta? Porque a oferta dele foi aceita e a minha não?
- Onde esta o seu irmão?
- Como vou saber? Por acaso sou eu o tutor de meu irmão? Deve estar cuidando de suas ovelhas.
Meus olhos se fecham por um instante e antevejo a minha morte. Possivelmente um de meus irmãos vai querer vingar a morte dele. Porque não entendi que havia um demônio ameaçador agachado do lado de fora da porta? Ou será que sou o demônio?
Começo a compreender que a oferta não poderia ter sido feita de qualquer maneira. Deveria ter percebido que teria que ser uma oferta de sangue. Eu poderia ter trocado meus produtos por uma ovelha e tê-la oferecido como sacrifício. Não! Eu sou agricultor e Ele poderia muito bem ter aceitado a minha oferta. Escolhi as melhores frutas e verduras. Porque Ele não aceitou isso? Deve ser porque gostava mais mesmo dele do que de mim. Também, sempre fiz o que achava que tinha que fazer. Esse negócio de ficar obedecendo isso ou aquilo não é pra mim.
- O que você fez?
Droga de pergunta. O que eu fiz? Acho que fiz uma besteira sem tamanho na história. Porque ele não brigou comigo? Se tivesse reagido talvez eu não o tivesse matado. Lembro-me como foi.
Crescemos juntos. O que nos diferenciou foi o que escolhemos para as nossas vidas. Claro que fomos obrigados a trabalhar. Isso foi o castigo que meu pai conseguiu junto com minha mãe. Que herança! Pois bem, a partir do momento em que tínhamos que trabalhar, envolvi-me com a agricultura. Criei uma lavoura de inúmeras frutas e verduras. Ele optou por criar ovelhas. Tudo caminhava bem até aquele dia. O dia da oferta. Fui a minha propriedade e escolhi algumas frutas e verduras. Claro que não me preocupei em escolher, peguei as primeiras que encontrei e as ofereci. Até achei ridículo o trabalho que meu irmão teve ao ficar selecionando as ovelhas. Levou quase o dia todo escolhendo, olhando se não estava com algum defeito ou mancha. Pra que tudo isso? Perguntei-me.
Já era tarde do dia quando colocamos nossas ofertas no altar. Notei que a fumaça do altar dele subiu ao céu ao passo que a do meu altar ficou parada envolto do mesmo. Porque isso se o vento era o mesmo. Porque não agradaste da minha oferta? Isso me deixou injuriado. Fiquei muito magoado com essa situação.
_ Por que anda tão bravo?
Ainda me pergunta isso? Estou bravo com essa situação. O que ele fez de diferente? Por que não agradou da minha oferta? Por que a fumaça do meu altar não subiu ao céu? Isso me deixou irritado.
_ Por que o seu semblante está carregado?
Não consigo conter a minha ira. O meu coração não pensa em outra coisa que não seja um meio de tirar ele do meu caminho. Preciso fazer alguma coisa.
_ Não precisa ficar com raiva. Se você tivesse feito o que é certo, estaria sorrindo; mas você agiu mal, e por isso o pecado está na porta, a sua espera. A intenção dele é dominar você, mas cabe a você vencê-lo.
Dominar? Parece fácil. Mas não consigo controlar a raiva que tenho dessa situação. E isso precisa ter um fim. Foi pensando assim que o chamei para a minha lavoura. Enquanto caminhava com ele, mostrei-lhe algumas frutas e perguntei-lhe:
_ Por que você acha que Ele não agradou da minha oferta? Veja que frutas bonitas, e foi exatamente dessas que ofereci no altar.
_ Lembra das roupas que nossos pais fizeram assim que descobriram que estavam pelados no jardim?
_ Sim. O que elas têm haver com a nossa situação?
_ As roupas eram feitas de folhas e Ele as trocou por pele de um animal que foi sacrificado para aquele fim. Você poderia ter deduzido desse fato que o sacrifício deve conter o sangue. Isso deve ter algum significado que não sabemos agora.
Minha ira atingiu o ponto máximo. Segurava uma clava na mão e acertei a cabeça dele. Foi uma só e ele caiu estirado no chão. Uma poça de sangue logo se formou em volta da sua cabeça. Por uns instantes fiquei olhando aquele corpo ali estendido e uma mistura de alivio e revolta percorria meus pensamentos. Ali mesmo cavei um buraco e o enterrei.
_ Por que você fez isso?
Não tenho resposta para essa pergunta nem mesmo se eu quisesse. Fiz o que achei que tinha que ser feito. Acho que nasci para isso.
_ Da terra, o sangue do seu irmão está gritando, pedindo vingança. Por isso você será amaldiçoado e não poderá mais cultivar a terra. Pois, quando você matou o seu irmão, a terra abriu a boca e para beber o sangue dele. Quando você preparar a terra para plantar, ela não produzirá nada. Você vai andar pelo mundo sempre fugindo. Mesmo debaixo dessa árvore não encontro descanso. E o pior é que, com esse sinal, ninguém vai querer me matar.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sepultura Larga


Ouvi uma música antiga que gostaria de compartilhar com os leitores desse blog. A letra da música, apesar de ser antiga, reflete uma reflexão dos dias atuais.


A estrada da vida é um palco

Onde as cenas são todas reais

Muitos gozam e outros padecem

Resgatando seus erros fatais

São pessoas igual a criança

Que ainda não sabe o que faz

Que aquilo que não alcança

Quando alcança já não quer mais

Vejam bem quanto homem que casa

E ao lar ele nunca se apega

Abandona a esposa por outra

Mas acaba levando uma esfrega

Ele esquece que alguém tá de boca

Na esposa que ele venera

Pois mulher e alça de caixão

Quando um larga tem outro que pega

Também tem a mulher sem juízo

Que seu lar ela não considera

O amor, o respeito, a decência

Isso tudo pra ela já era

Ela esquece que todo marido

Quando ama, respeita e venera

A riqueza maior para ele

É o carinho da mulher sincera

Também tem o que só por preguiça

Um brilhante futuro empalha

Depois fica tramando da sorte

E dizendo que a vida é amarga

E se esquece que tem muita gente

Que trabalha qual burro de carga

Mas prefere uma vida apertada

Do que uma sepultura larga


Música de Sulino e Marrueiro.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O Viajante


Sou viajante neste mundo e não um hóspede dele.
Nesse sentido, a vida que caminho diz respeito ao que penso
e faço enquanto passo por esta vida.
O que levarei de tudo que vi e que ainda vou ver?
O que deixarei para a posteridade?
Como viajante não tenho parada fixa.
Minha caminhada não termina quando o sol se põe.
Ela continua durante a noite escura.
Mesmo naquelas em que o brilho da lua não aparece.
Viajante que contempla
O que o mundo estabelece como vida e sonhos.
Viajante que vive a magia do amor
Mesmo sem saber definí-lo.
Viajante que acaba de passar por este espaço

Mas que segue firme sua jornada!


Poema: Odair


Obs: Esses poemas estão expostos no site http://www.worldartfriends.com/

Obrigado pela visita.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Voando Alto


“A águia voa sozinha, os corvos voam em bando, o tolo tem necessidade de companhia, e o sábio necessidade de solidão”. (Friedrich Rückert)

A cada manhã que acordo nos últimos dias tenho sentido uma sensação de alivio e paz na minha alma. Algumas de minhas decisões mais íntimas foram cruciais para que eu alcançasse esse patamar. Durante anos fui prisioneiro de minha incapacidade de viver sozinho e isso era o que eu mais precisava. Afinal de contas eu sou um sábio, um pensador. Tenho a mente privilegiada e, para uma boa qualidade de meus escritos, eu necessito dessa paz interior e do silêncio para melhor me expressar.


Acontece que acabamos caindo na rotina do dia-a-dia e esquecemos que temos uma vida para viver. Então comecei a pensar: afinal de contas quem sou eu: uma revigorante águia ou um simples corvo tolo?


A águia nos dá um exemplo bastante interessante. Vive nas alturas e isso faz com que elas enxerguem melhor e mais longe. Isso possibilita que elas tenham uma visão da vida acima dos demais pássaros da natureza. Por outro lado, os corvos só andam em bandos e representa os tolos que precisam de companhia para estar jogando conversa fora. Quem são os cultos dessa vida: os que estudam para chegar alcançar um patamar de vida melhor ou aqueles que passam horas nas mesas de bar jogando conversa fora?

Qual é o futuro mais cômodo lá na frente? É só parar e perceber o que essa vida passageira oferece.


O que dizer então daqueles que abandonam uma expectativa de vida futura para viver sem perspectiva de futuro? Não é possível entender e não é minha intenção julgar as decisões de outrem. Cada um faz da vida o que bem entender.

Quanto a mim vou seguindo a minha jornada. Às vezes incompreendido e esnobado, mas sei do que sou capaz. As criticas apenas me ajudam a crescer cada vez mais porque sei que só atiram pedras na árvore que tem frutos.


A solidão tem me ajudado a colocar meus textos reflexivos em dias e tem me possibilitado ajudar outras pessoas que passam por situação semelhante. Isso é um dom que Deus me deu e sei que o chamado dEle para minha vida é especial. As adversidades dos últimos dias me fizeram entender o propósito dEle na minha vida.


Assim como a águia pretendo voar o mais alto possível e viver uma vida de sentidos e valores. Para isso nasci e para isso vou viver.

Quanto a você que me lê nesse momento a minha indagação para ti é a seguinte: o que você pretende ser: uma águia e ter vôos altos ou ser um tolo corvo e ficar na companhia de gente vazia e sem futuro?

Responda pra você mesmo.


Texto: Odair José.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Um exemplo de vida


"O homem nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo” ·
Jean-Paul Sartre

Então parei e me perguntei: o que estou fazendo de mim mesmo? Qual a expectativa tenho do meu futuro? E descobri, depois de longas noites de reflexão, que minha vida é importantíssima para ser interrompida por um deslize natural da vida. Se fizer da minha vida uma fonte de conhecimento e passar esse conhecimento para pessoas que merecem aprender alguma coisa já fiz boa parte do que a vida me proporcionou. Quero deixar para a posteridade e para os meus filhos, coisas que os farão terem orgulho do pai que tiveram, do amigo e do companheiro.
Naturalmente que nem todas as manhãs são iguais. Tem dias e dias. Dias que amanhece com um sol radiante e ficamos felizes por isso. Mas, tem dias que o sol não aparece e nem por isso devemos desanimar. A vida segue o seu rumo e não podemos deixar que o desânimo ou uma frustração venha interromper a nossa trajetória.

Quando José se viu diante da oferta da mulher de Potifar poderia muito bem ter aproveitado a ocasião e se deleitado na sensualidade que provavelmente ela tinha. Mas seria algo passageiro. Como ele optou por manter a sua integridade e caráter, teve que passar um bom tempo na cadeia. No entanto, hoje ele é visto e lembrado como um exemplo de caráter e perseverança. Se tivesse ficado com a mulher naquele dia, hoje ele estaria na galeria de mais um devasso e pederasta.

Não é fácil mantermos um padrão elevado em meio uma sociedade tão corrompida como a nossa, mas é necessário que isso aconteça. Tenho minha formação própria de que é preciso ter uma visão diferenciada no mundo moderno de hoje. Por isso, caminho com os olhos abertos em direção a fazer da minha vida um exemplo para as gerações posteriores.


Texto: Odair José.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Regresso


Um dia bati asas e voei.
Distante do lar
Procurei viver minha vida.
Os sonhos de liberdade
Os anseios de felicidade
Motivaram-me a sair.
Entreguei-me a vida boemia,
Vivi os amores
As ilusões e os calores do mundo.
Vaguei sem rumo
A esperança se foi
E perdido fiquei.
A saudade de casa
Do abraço carinhoso do pai
O calor da família
Fazia-me lembrar do quanto era feliz.
Agora, abandonado na sarjeta,
Sem rumo na vida
Olho para a casa do pai.
Como voltar?
Com os passos trôpegos e indecisos
Ponho-me a caminhar.
Mesmo que seja tratado como um servo
A vida em casa será melhor do que essa que vivo.
O dia do regresso chegou.
Os olhos de meu pai se enchem de lágrimas.
Para minha surpresa
Ele me abraça e diz:
_ Que bom ver você de volta!

Poema: Odair.