sábado, 27 de outubro de 2012

Profanação



A redoma de vidro quebrou-se facilmente ao tocar o chão duro e escorregadio da sala escura e gélida naquela manhã chuvosa de fevereiro. Há muito tempo guardada dentro do vidro a imagem santa da menina rompeu um silencio sepulcral que a envolvera durante longos meses ali. Se pudesses prever o futuro com certeza não trilharia aquele caminho a partir daquela fatídica manhã sombria. Mas, não temos o dom de adivinhar o futuro e nem de reescrevê-lo. Da forma que está traçado ele cumprirá sua função de sacudir a mente humana e transformá-la em seu súdito.

Uma força sobre humana a empurrou para fora e aplausos soaram como se aquilo fosse uma boa coisa acontecendo. Mal sabiam os presentes que o destino tinha lhe traçado caminhos espinhosos e que sangue correria de suas veias incessantemente. Fagulhas de sofrimento e dor a faria chorar todas as noites. Nem mesmo o brilho das estrelas poderia ser apreciado pelos seus olhos inocentes e singelos.

Envolta em mistérios ela começou sua caminhada e logo descobriu que as situações da vida a deixaria sempre inconformada. Seu modo de pensar, suas atitudes sempre iam à contramão de seus semelhantes. E isso a fez sofrer cotidianamente. Silenciosa e solitária buscava uma forma de não profanar seus ideais.

Mas aquilo foi uma profanação. Taparam sua boca. Amordaçaram suas idéias e apagaram suas esperanças. Tudo que ela havia planejado para sua vida foi sorrateiramente tirado dela. Até o seu sorriso foi levado pelo vento da maldade e ela se viu mais uma vez prisioneira de seu cruel destino.

Quantas primaveras já se passaram. Quantos fevereiros em sua vida sofrida ainda vão se apresentar? Será ela capaz de suportar tamanho sofrimento em sua longa caminhada? Os poucos momentos de alegria que esporadicamente surgem em sua vida são subitamente dissipados pelos longos momentos de frustrações, decepções e ilusões que a cerca constantemente.

Seus olhos já não conseguem esconder suas angustias e deixam-se revelar nas lágrimas que insistem em rolar na sua face já cansada da vida. Algumas pessoas são destinadas a sofrerem mais que outras. E isso não é uma escolha.

Se fosse hoje aqueles aplausos não seriam ouvidos e sim o triste lamento por uma vida que carrega em si uma sina cruel de existir para sofrer. Nem mesmo a liberdade de escolha lhe é garantida e confiável. Sabe que tens a obrigação de trilhar esse caminho. Só não sabe como vai conseguir. No entanto, pela sua força e coragem tem superado cada dia mal e no sorriso das crianças que a admira vai vencendo essa tristeza.

Ela segue o seu destino como se ainda estivesse presa na redoma de vidro. Na verdade, ela ainda é prisioneira da redoma de vidro. Suas palavras, seus atos são como se não pudesse fazer muita coisa para mudar o mundo. Chora por ver a miséria de vidas ao seu redor que preferem caminhar sem expectativas e sem sentido. Gostaria de ajudá-los, mas eles mesmos não querem ajuda nenhuma e sim continuar sua existência dessa forma.

Texto: Odair

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Você tornou o meu amanhecer mais lindo



A brisa do amanhecer
Sopra o vento do amor em meu rosto
Sinto do seu perfume o gosto
Maravilhoso que encontrei no seu viver.

Sou a melodia do amor eterno
Que encontrei em seu lindo olhar
A beleza pura do luar
Que inspira um sentimento terno.

Você tornou o meu amanhecer mais lindo
Quando me mostrou seu lindo sorriso
Sua presença ao meu lado é o que preciso
Para que eu viva sempre sorrindo.

Sua presença sempre tão marcante
É o sonho que sempre desejei
Sua boca linda que beijei
Sempre foi tão apaixonante.

Minhas noites já não são sentidas
Desde que você se tornou o meu sol
Ouço sua voz como um rouxinol
E sinto ser curada minhas feridas.

Sou a imagem da paixão
Que espalho pelo ar
É muito bom poder te amar
E aquecer meu coração.

Quero que esse amor tenha futuro
E que esse futuro seja feliz
Você é a musa que sempre quis
Para me sentir tão seguro.

Poema: Odair

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sacudindo o mofo da rotina



Acostumamo-nos com as coisas. Temos medo das mudanças e acomodamo-nos passivamente. A vida passa lentamente, às vezes, rapidamente e não notamos o que acontece a nossa volta. Uma folha que cai lentamente de uma árvore qualquer. Um cão que ladra ferozmente pela ameaça que tenta repelir. Uma criança que chora desejando o seio da genitora. Acomodamos-nos com a vida corriqueira. Com o choro sentido de pessoas desoladas. Com as falsas gargalhadas de gente que se acham no direito de zombar de todo mundo. Gente que caminha como se o mundo os pertencesse. São parasitas de um mundo utópico que se arrasta para a solidão.

É preciso parar e refletir sobre o que fazemos de nossa vida. Onde estamos direcionando os nossos ideais e para onde conduzimos nossos passos.

Chega um momento na vida em que precisamos sacudir o mofo da rotina e provocar uma revolução nas estruturas de nossas vidas. Combater o marasmo que sorrateiramente apossa de nossas energias e as suga como sanguessugas destrutivas. Transformar as incertezas em objetivos traçados para uma nova realidade. Acreditar que é possível caminhar novos horizontes e alcançar novos objetivos.

O mofo é ruim. Ele nos tira o sentido da vida. Esconde-nos e não nos deixa viver. Neste momento abalo o mofo da rotina.

Alguém me disse uma vez que "Nada muda enquanto não mudamos por dentro”. Isso pode parecer que não está relacionado, mas para mim parece que está. Se mudarmos por dentro, então podemos continuar no mesmo emprego, com o mesmo carro, vivendo na mesma casa, com a mesma mulher e nunca a vida será uma rotina. Afinal, a vida de criança só não é uma rotina, pois elas estão a crescer e a vida de adulto torna-se uma rotina quando ele pensa que já não tem mais para crescer.

Texto: Odair

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O preço da política



“O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior”. Platão. (c. 428-347 a.C).

O termo política é derivado do grego antigo e se refere a todos os procedimentos relativos à pólis, ou à cidade-estado. Assim, pode se referir tanto a Estado, quanto à sociedade, comunidade e definições que se referem à vida humana.

Segundo a autora Hannah Arendt, filósofa alemã (1906-1975), política "trata-se da convivência entre diferentes", pois a política "baseia-se na pluralidade dos homens", assim, se a pluralidade implica na coexistência de diferenças, a igualdade a ser alcançada através desse exercício de interesses, quase sempre conflitantes, é a liberdade e não a justiça, pois a liberdade distingue "o convívio dos homens na pólis de todas as outras formas de convívio humano bem conhecidas pelos gregos".

Segundo Nicolau Maquiavel, em O Príncipe, política é a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o próprio governo.

Na epígrafe que utilizei no inicio do meu texto, Platão já visualizava a situação política da qual quero tecer alguns comentários. Logicamente que a teoria é uma coisa e na prática, quase sempre é outra. Ouvimos todos os dias na mídia fatos e atos políticos que nos fazem enojar. Boa parte da população procura nem dar mais ouvidos a tanta sujeira envolvidas no meio político. No entanto, essa atitude é prejudicial a nossa vida em sociedade.

A nossa participação na política é fundamental para termos esperança de uma sociedade melhor. De acordo com o filósofo acima citado, a nossa omissão de participar da política tem um preço a ser pago. E, sabemos muito bem, que esse preço é alto. Em um dia elegemos os políticos que vão criar leis, executar ações que definirão nossas vidas, no mínimo por quatro anos. Acontece que, por não nos preocuparmos em quem votar, políticos inexperientes, inescrupulosos, ignorantes e incompetentes são eleitos para governar nossas vidas.

O que pretendo problematizar nesse artigo é a omissão que encontramos na nossa população na hora de eleger seus representantes. Grande parte dos brasileiros, por exemplo, passam meses assistindo BBB, analisando a vida dos participantes do programa e votando nos destinos dos mesmos. No período eleitoral, por outro lado, não conseguem passar cinco minutos vendo as propostas dos candidatos. Muitos até mesmo nem sabem em quem votar no dia da eleição e vão até a urna e escolhe aleatoriamente o seu candidato.

Não é só o Horário Eleitoral que vai definir as nossas escolhas do melhor representante para os cargos eletivos. É necessária uma profunda pesquisa da contribuição desse candidato, suas atitudes sociais, seus planos e propostas de gestão, entre outras coisas. Mesmo fazendo isso não temos total garantia de que eles vão fazer o correto. Necessário se faz um acompanhamento do que esse parlamentar tem feito durante seu mandato. Nesse sentido, se você escolheu seu candidato e ele foi eleito, você o acompanha e pode cobrar o que ele prometeu em campanha.

O grande problema que encontramos nos nossos dias é que boa parte do eleitorado acabam “vendendo” ou trocando seu voto por coisas superficiais achando que está sendo “esperto” fazendo isso. No entanto, isso causa o caos políticos que vivenciamos nos dias presentes.

O voto é um direito de todos os seres humanos que vivem em regime democrático, que consiste em escolher individualmente o candidato que assumirá a representação de toda a sociedade. A conscientização da população para o voto justo e incorruptível é uma boa maneira de diminuir a quantidade de pessoas subornadas e compradas ilegalmente que acabam prejudicando nossa vida.

Está na hora de mudar o cenário político do Brasil. Falando especificamente da nossa cidade, Cáceres, já se passou dessa hora. Uma cidade bicentenária que sofre a mais de 200 anos com os descasos políticos, sejam eles indicados ou eleitos. As elites oligárquicas que se mantém no poder municipal há décadas já mostraram que não tem interesse em melhorar a qualidade de vida de seus munícipes. Não temos saneamento básico, não temos asfalto, não temos infraestrutura, entre outras coisas. Isso precisa mudar.

Para finalizar esse texto, afirmo que essa mudança começa com cada um de nós. As “forças” políticas do município estão se mobilizando para a “batalha” pelo poder municipal. É “cobra engolindo cobra” a todo instante. E nós? Qual vai ser nossa mobilização para que os maus políticos não se perpetuem no poder? Uma conscientização eleitoral. Não venda seu voto. Escolha uma melhor opção. Se não fizer isso, o preço a pagar vai ser caro.

Texto: Odair

terça-feira, 27 de março de 2012

A Fonte da Donzela - Um ensaio



A vida do ser humano, ao longo de toda história da humanidade, é cercada de perguntas e questionamentos sobre sua existência. A Filosofia e a ciência tentam, de formas diversificadas, responderem as questões que perpassam as mentes em todos os povos e lugares do planeta. Fé e Razão se contrapõem em diferentes vertentes mas se preocupam em dar uma explicação lógica para os anseios da humanidade. Esse questionamento existencial é tema recorrente nos filmes dirigidos por Ingmar Bergman.

Em A Fonte da Donzela, não é diferente. Um dos filmes mais cultos da história do cinema e de uma beleza espetacular traz a história de uma família cristã que tem sua filha “virgem” estuprada por pastores de cabras.

Um drama ambientado na Idade Média, mas que, de forma bem clara, traduzem sentimentos e fatos corriqueiros do século XXI. Basta dar um clique nos noticiários de hoje em dia para vermos cenas de violência nas grandes e pequenas cidades. Relatos de cruéis assassinatos, estupros e crimes hediondos fazem parte do cotidiano das pessoas. E, em boa parte deles, há o eterno questionamento de onde está Deus nessas horas. Parece que as grandes tragédias acontecem justamente naquelas famílias mais devotas. O sofrimento bate a porta daqueles que são íntegros. Um pai de família que tem sua filha violentada quando retorna da escola ou que tem seu filho morto por um atropelamento quando retorna do trabalho.

Uma obra prima de Bergman que nos faz pensar a questão da dualidade do Bem e do Mal. Nos faz pensar porque as tragédias acontecem e qual seria a nossa reação se acontecesse conosco. No filme, o pai de família ao saber da morte da filha e ter em seu recinto os assassinos da mesma não titubeia. Faz um ritual de penitencia bem elaborado e mata um por um dos estupradores da filha. Até mesmo um menino que era inocente de praticar o ato. Talvez o mesmo tenha morrido por não revelar a verdade. A vingança é cruel assim como o estupro e assassinato da jovem.

A dualidade dos deuses apresentado no filme também nos apresenta algo para refletir. A diferente abordagem do Deus que servimos. Onde está o Bem? A desafiadora pergunta com os braços erguidos ao céu: onde estavas que não interviste nessa crueldade? Se somos devotos porque acontece o Mal em nossa família?

Por fim, o filme tem diversas possibilidades de reflexão. Cada vez que o assistimos temos uma nova descoberta. Um novo olhar pode ser visualizado e novas reflexões discutidas. Essa é a grande sacada desse filme sensacional.

Texto: Odair

sexta-feira, 16 de março de 2012

Um Crime de Paixão



Neste sábado temos a segunda apresentação no IV Curso de Extensão em História e Cinema. Na oportunidade estaremos apresentando o filme Um Crime de Paixão e vamos discutir questões relacionadas a Idade Média e o pensamento Medieval.

Sinopse

Na Inglaterra, em plena Idade Média, um monge (Paul Bettany) quebra seu voto de castidade e é alvo da ira do bispo local. Tomado por culpa e remorso, ele foge e, na estrada, testemunha o assassinato de um ator, integrante de uma trupe ambulante. O monge passa a ocupar o lugar da vítima, e o grupo continua viajando de cidade em cidade. Até chegar a um vilarejo no qual uma mulher surda-muda (Marián Aguilera) está sendo acusada de bruxaria e é condenada pela morte de um jovem. Ao decidirem encenar o crime, os atores descobrem que a jovem é inocente. Chegou a hora de o monge se redimir de seus pecados através do próprio sacrifício. Com um clima sombrio e uma história forte, o filme promete segurar a tensão do começo ao fim, além de contar com boas atuações de seu elenco de respeito, que inclui Willem Dafoe (A Sombra do Vampiro) e Paul Bettany (O Mestre dos Mares) nos papéis principais. Juntam-se a eles rostos conhecidos de produções européias de sucesso, como Vincent Cassel (Irreversível), Ewen Bremner (Trainspoting) e Brian Cox (Tróia).

Aguardamos a presença de todos os inscritos no Projeto.

Att. Odair.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher - Uma homenagem ao dia Internacional da Mulher



Quão preciosa é a nossa vista
Exuberante, bela e sedutora.
Luz que ilumina nossa alma
Na vida és sempre batalhadora.

Não existem palavras que possam
Enaltecer o seu sublime ser
Pois, você é a razão da minha vida
É o motivo por qual amo viver.

Seu olhar misterioso e encantador
Seu sorriso lindo e sedutor
Transformam as tristezas da vida
Em alegrias da nossa lida.

Como não sentir felicidade
Depois de ver o seu lindo olhar
Ou não matar toda saudade
Depois de seu sorriso contemplar?

Mulher, tu és especial
Suspira por ti meu coração
E, nessas palavras, minha homenagem
A quem sempre nos acende a paixão.

Poema: Odair

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A magia do cinema



Tudo começa com uma dúvida. Que filme vou trabalhar? Essa tem sido a minha dúvida ao selecionar os filmes para exibição no Curso de Extensão em História e Cinema. Isso acontece porque minhas convicções de filmes extrapolam as exigências que se fazem para debates de filmes. Uma série de clichês que são cobrados por aqueles que se auto denominam conhecedores do cinema. Isso não acontece comigo porque eu misturo as coisas. O que importa é que o filme tenha conteúdo. E só por falar em conteúdo já é um problema. O que considero como conteúdo em um filme pode não causar o mesmo efeito nos participantes do Curso.

Mas, essa é a magia do cinema. As histórias contidas nos filmes são capazes de produzir efeitos inesperados. Fiquei vários dias pensando na história de “O curioso caso de Benjamin Button”, fui ao cinema cerca de 13 vezes assistir “Tróia”, fiquei durante uma semana inteirinha assistindo “Lost” e me apaixonei com a história de “Bravura Indômita” ao assistir a primeira versão. Além disso, com que palavras falar de “Lolita”, “O sétimo Selo” e “Perdas e danos”. Bem, isso são apenas alguns exemplos do que seria a minha vida sem o cinema. Essa magia me contagia a cada nova abordagem. Engraçado que até meu filho de dez anos já sabe dezenas de filmes e adora me acompanhar ao cinema para ver os lançamentos.

Quando conclui a minha faculdade de História e abordei, em minha monografia, o cinema na sala de aula eu tinha uma preocupação de como eram abordados os filmes no recinto escolar. Essa preocupação só tem aumentado com o passar dos tempos. Isso acontece porque é muito complexo o entendimento de um filme. Nossos adolescentes gostam de filmes de terror, na escola não se pode passar esse tipo de filme. As abordagens são complexas e precisa de muito estudo para compreender algumas das visões propostas pelo cinema. A grande preocupação levantada durante as pesquisas de campo para elaboração do projeto final foi com relação de como eram apresentados os filmes em sala de aula. Filmes eram passados para “encher linguiça”, “sessão pipoca” e com filmes fora dos contextos estudados em sala. Essa não deve ser a proposta da escola e nem do professor.

No próximo sábado tem início a quarta edição do Curso em História e Cinema. Desta feita, intitulado “Viagem pela História”. Isso porque os dez filmes selecionados “Rei Arthur”, “Um Crime de Paixão”, “A Fonte da Donzela”, “A Missão”, “Desmundo”, “Aguirre, a Cólera dos Deuses”, “O Último dos Moicanos”, “Dias de Glória”, “Círculo de Fogo” e “Tempos de Paz”, pretendem provocar nos participantes uma nova leitura (ou releitura) dos fatos históricos que os filmes se propuseram a relatar. Não é nossa intenção desconstruir os discursos embutidos, mas problematizar os olhares e dar novas possibilidades de discussão para nossas convicções. Diferentes leituras podem ser inferidas das edições anteriores.

Na primeira edição, só para citar um exemplo, li cerca de trinta comentários do filme “Colateral” e foram trinta abordagens diferentes. Uma história vista por olhares diferentes. Alguns observaram o lado sociológico do filme, outros a violência psicológica que o mesmo apresenta e, ainda outros, a dualidade da vida nos simples gestos de estarmos no lugar errado na hora errada. O importante destas observações é que aprendemos algo novo em cada leitura. Me surpreendeu, na segunda edição, os comentários do filme “Três enterros” e, na terceira edição, onde abordamos os temas transversais, a repercussão do filme “O Lenhador” que apresenta a luta de um pedófilo contra sua própria natureza e os preconceitos dos outros.

Esse é apenas um ensaio de toda discussão que levantamos durante as apresentações dos filmes. Esperamos estar contribuindo para o crescimento intelectual de cada participante do Curso e demostrando o que o cinema e os bons filmes podem oferecer de aprendizado. As relações humanas e o nosso cotidiano são abordados pelo cinema. A arte imita a vida e vice versa. E assim caminha a humanidade.

Por fim, vale lembrar aqui uma propaganda interessante que passa nos canais Telecine. Um velhinho que sempre teve medo de ir ao cinema e olha por entre os tijolos do muro o imponente cinema. Antes de morrer o velhinho vê passar diante de seus olhos toda sua vida. O “Filme” da sua vida, enfim, o apresenta o cinema. Eis a magia do cinema.

Texto: Odair

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Essa tal liberdade



Hoje estava pensando nessa tal liberdade.
Daí me veio a mente os diversos questionamentos que ouço todos os dias a minha volta.
Um dos mais paradoxal diz respeito ao amor: enquanto uns dizem saber o que é ele outros afirmam, categoricamente, não saber explicá-lo.
Na verdade é difícil expressar algo que não vemos.
As pessoas não entendem o que é estar preso a um sentimento onde, por mais que você não queira, não consegue se livrar.
Liberdade é quando você pode sonhar e realizar aquele sonho.
Mas, daí entra outra questão pertinente: ora, um sonho já se explica automaticamente...sonho é sonho.
O que se realiza não é sonho é realidade.
Pois bem, voltando a liberdade.
Nas encruzilhadas da vida, cansados de tanto caminhar pela longa estrada, de repente nos deparamos com o olhar de uma pessoa que acaba de chegar ali naquele exato momento.
O que eu procuro é a mesma coisa que ela procura.
Não existe palavras, apenas a troca de um olhar e isso é suficiente para desestabilizar todo um planejamento.
A partir daquele momento já não podemos andar mais sozinho, a liberdade se foi...somos prisioneiros.
Que coisa mais complicada.
Acontece que, por passar situações semelhantes, as pessoas querem dar palpites dizendo que sabe o que estamos passando...sabe nada.
Nem a outra pessoa sabe.
Só nós sabemos o que realmente passamos (ou também não sabemos coisa alguma).
A agonia de querer ser livre e fazer o que bem queremos.
Mas não temos nem a liberdade de escolher no que pensar.
Outra coisa fundamental nessa questão é o "pré-julgamento" que os externos fazem da nossa situação.
Observam o nosso semblante e, no ato, dizem saber o que estamos sentindo: "Nossa, você viu o passarinho verde? Está tão feliz!". Ou: "Poxa vida, por quem você está apaixonado?"
Caramba, quem disse que estou apaixonado?
Pode ser que esteja feliz por que passo por um momento bom de minha vida onde consigo escrever o que gosto.
Adoro falar de sentimento...adoro escrever sobre o mundo, sobre as divagações de um coração anelante pelo prazer de ver as letras surgindo como se fossem automáticas... Sim, é isso!
A liberdade que tanto almejo é aquela de poder dizer, sentir e escrever o que quero sem ter que lidar com esse "pré-julgamento" ridículo que prejudica uma alma livre como a minha.
Notaram o paradoxo?
Eu falo de alma livre e questiono a liberdade de expressão.

Texto: Odair

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ironia



No primeiro dia o sistema criou a escola.
Que todos tivessem o mesmo pensamento
Sobre o passado, o presente e o futuro...
No segundo dia o sistema criou o orçamento global.
Uma pequena fatia estava reservada para a educação.
Que esta não se atrevesse a dizer o que era importante...
No terceiro dia o sistema criou a centralização escolar.
Afastava, assim, o perigo da criação de órgãos de representação e participação...
No quarto dia o sistema criou a TV, a revista em quadrinhos, a música estrangeira, a pornô-chanchada e outras coisas mais.
Completava-se, desta forma, a educação popular...
No quinto dia o sistema criou os instrumentos pedagógicos:
Nota, presença, merenda escolar, jogos...
Era a forma de segurar o estudante na escola.
No sexto dia o sistema caprichou e criou o professor.
“Façamos o professor à nossa imagem e semelhança.
Que ele domine os alunos,
Que ele viva correndo de uma escola para a outra
Que ele não procure se organizar,
Que ele, sempre, viva só e com medo!”
No sétimo dia o sistema descansou.
Viu que tudo estava muito bom.

Autor desconhecido

domingo, 1 de janeiro de 2012

Desejos de Ano Novo



Nesse novo ano que começa hoje
Quero ser diferente
Quero me entregar mais aos sonhos
E ser bem mais diligente.

Desejo ser bem mais atento
As vozes que saem do coração
Que chegam em nossas vidas
Vindo da mais singela emoção.

Desejo me entregar ao amor
Que sempre nos dá inspiração
E viver uma vida de alegria
Mesmo em meio a frustração.

Desejo que as pessoas vivam
Na intensidade do amor
Pois, com amor tudo se resolve
Mesmo a mais profunda dor.

Desejo que o ano seja de vitórias
Após as duras lutas da vida
Aos bravos que não se entregam
À ilusão que surgem na lida.

Os sonhos tem que ser cultivado
Na busca da realização
Que o Ano Novo possa ser de vitórias
Para as pessoas de bom coração.

Poema: Odair

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Sonhos de Fim de Ano



No apagar das luzes
De um ano que se finda
Nasce dentro de nós
A esperança que resta ainda.

Os sonhos de Fim de Ano
Renovam-se no alvorecer
Do Ano vindouro
Que joga suas luzes no nosso viver.

Promessas que não cumprimos
Voltam a fazer parte dos nossos anseios
E a esperança de fazer tudo certo
É a chama que, de sonhos, nos deixam cheios.

Do ano que se finda
Resta a nós a simplicidade
Do que aprendemos nas lutas
E do que nos deixará saudade.

Do ano que se inicia
Teremos a oportunidade
De fazer tudo certo
E alcançarmos a felicidade.

Poema: Odair

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O Natal de Stone Halls



Aconteceu em uma pequena cidade do Mato Grosso
No final dos anos oitenta
Circulava pela pequena praça da vila
Uma criança que tinha uma vista atenta.

Na noite anterior, véspera de Natal,
Tinha observado as pessoas em festa
Que passava por ele em meio burburinho
Sem saber que em seu estômago nada resta.

Há poucos dias passados sua mãe tinha ido embora
Deixando que ele pudesse sobreviver
Sem a proteção que só uma mãe pode dar
Em um mundo difícil de crescer.

O pai tinha que trabalhar para sustentá-lo
E com ele não podia, naquele dia, estar.
Enquanto as pessoas festejavam
Para ele não sobrava nem um olhar.

O cheiro suave das carnes sendo assada
Em suas narinas chegavam
Deixando sua fome mais apertada
E uma tristeza que seus pensamentos solapavam.

Não sabia por que passava por aquilo
Pois era uma criança que desejava a felicidade
Que tanto propagavam nesses dias
Mas que, para ele, só existia a saudade.

Com os olhos fundos de tristeza
Olhava para as casas cheias de gente
Sentia-se sozinho naquele universo
E sabia que, para eles, era indiferente.

Em sua cabecinha ficava uma inquirição
Que parecia resposta não ter
Por que falavam tanto em espírito natalino
Se ninguém importava com o seu sofrer?

Poema: Odair

sábado, 19 de novembro de 2011

Final do III Curso de Extensão em História e Cinema

Terminou no dia 05 de novembro a 3ª Edição do Curso de Extensão em História e Cinema. Cada vez mais consolidado como uma opção de aprendizado para acadêmicos de História, Geografia, Pedagogia, Direito e outros da UNEMAT. O Curso trabalhou a questão transversal nos filmes apresentados esse semestre e contou com a participação ativa de educadores e acadêmicos. Parabéns a todos.










Texto: Odair.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mais lições dos filmes dos anos 80


21. Se tem algo estranho na vizinhança, você sabe quem chamar.
22. Às vezes, fantasmas são monstros comilões, verdes e cheios de gosma.
23. Outras vezes, eles só caminham na água e multiplicam comida.
24. Ou ainda podem ser o amor da sua vida.
25. Toda vez que você sente um arrepio, um fantasma pode estar te encoxando.
26. De vez em quando, os mortos não estão tão mortos quanto parecem.
27. Certos cadáveres demoram bastante para apodrecer.
28. E certas pessoas são bem fáceis de enganar.
29. Todo mundo conhece Ferris Bueller.
30. O diretor da escola provavelmente te odeia, não que isso mude alguma coisa.
31. Enganar os pais consiste basicamente em fingir uma dor de estômago, fazer gemidos e resmungos e lamber as palmas das mãos.
32. A vida passa muito depressa. Se não paramos para curti-la, ela escapa por nossas mãos.
33. Tom Hanks já foi mais legal. E mais magro.
34. A diferença entre os brinquedos de crianças e adultos é o preço.
35. Ternos brancos são muito legais.
36. Tome cuidado com o que deseja.
37. É o coração que sustenta a juventude que nunca morrerá.
38. Em outras vezes, são alienígenas que sustentam a juventude mesmo.
39. Nunca ache que águas termais são uma fraude.
40. Às vezes, os alienígenas não querem matar ninguém nem conquistar o mundo.
41. Nessas mesmas vezes, esses alienígenas só querem voltar pra casa.
42. Os custos de ligação pra fora do planeta são um absurdo.
43. Alienígenas já vêm com pointers embutidos nos dedos (deve ser útil também no escuro).
44. ETs são enrugados e meio corcundas, mais ou menos como a sua avó.
45. Os adultos sempre querem arruinar a diversão das crianças.
46. Gordinhos sempre têm um apelo cômico e merecem apelidos.
47. Nunca deixe seu filho cair.
48. CHHOCOLLAAATE!
49. Sempre confie em mapas do tesouro.
50. Cuidado com as armadilhas no caminho.

Fonte: Acidez mental

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Lições dos filmes dos anos 80


Os filmes dos anos 80 nos deixaram uma série de lições importantes para reflexão.

1. Tudo que importa é a popularidade e você nunca será popular, a não ser que você seja uma loira gostosinha ou um jogador do time de futebol (americano).

2.Por uma coincidência cinematográfica, você provavelmente é vizinho da garota mais popular da escola e vocês vão se apaixonar através de uma situação inusitada (como você pagando pra que ela finja ser sua namorada, etc).

3.Você acabará ficando popular, mas descobrirá que não é isso que quer na vida, mesmo que signifique ser sempre convidado para festas e comer todas as garotas do colégio.

4. O cara mais popular da escola tem um carro e você não. Se tiver, seu carro será velho, caindo aos pedaços ou um assassino em série.

5. Não há Lei Seca que impeça certos carros de matar.

6. Melhor tomar cuidado com combustíveis adulterados.

7. Pior que um dono ciumento e obsessivo pelo carro, é um carro ciumento e obsessivo pelo dono.

8. Certas máquinas foram feitas para matar.

9. O futuro, algumas vezes, é um brutamontes com cara de mau.

10. Exterminadores vindos do futuro sempre conseguem matar todo mundo, menos quem deveriam.

11. O Google em breve mudará seu nome para Skynet.

12. Mandar seu pai para salvar sua mãe antes que você nasça (e eles se conheçam) dá um imenso paradoxo no espaço-tempo que só filmes sabem explicar.

13. Viajar para o passado e fazer sua mãe se apaixonar por você sempre dá vários problemas.

14. Einstein errou quando disse que era preciso chegar à velocidade da luz para viajar no tempo.

15. Doc Brown nunca, eu disse NUNCA, morre de verdade.

16. No futuro, todos os jovens andam com os bolsos para fora das calças.

17. Plutônio pode ser facilmente substituído pela lata de lixo da sua casa.

18. Às vezes, ficção científica são carros com portas que abrem para cima e luzes piscantes.

19. Outras vezes, ficção científica são raios de próton que nunca, eu disse NUNCA, podem ser cruzados.

20. A não ser no final do filme, é claro.

Em breve novas lições dos filmes dos anos 80.

Fonte: www.acidezmental.xpg.com.br

domingo, 4 de setembro de 2011

Obrigado por fumar



Obrigado por fumar é daqueles filmes que você nunca se satisfaz ao assisti-lo. Cada vez que você o assisti descobre coisas novas. O filme em comento foi tema de discussão no III Curso de Extensão em História e Cinema neste sábado e, pela repercussão e respostas dos participantes, provocou a reflexão da maioria. O filme é uma critica aberta ao modelo de sociedade que temos, isto é, uma sociedade moldada pelo controle da mídia.

As pessoas não têm idéias próprias, são manipuladas de forma aberta e subliminar em todos os momentos. Mesmo defendendo a indústria do tabaco, a idéia do ator principal é nos proporcionar oportunidades para questionar os valores e verdades impostas às pessoas de forma geral.

É possível perceber a dinâmica dos questionamentos ao modelo que vivemos. Precisamos aprender a arte da argumentação em vez da negociação para sobrevivermos a esse modelo catatônico de sociedade na qual estamos inseridos.

Como afirmou uma das participantes do filme: “Educação, respeito e escolha devem ser feitas por cada individuo assumindo, assim, a responsabilidade de suas escolhas”.

Texto: Odair

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Dia de Treinamento



Um dia pode passar rápido demais aos nossos olhos e acontecer tantas coisas que nem notamos as horas irem embora. Mas pode ser tão comprido e acontecer fatos que nos marcarão para o resto de nossas vidas. Quantas decisões precisamos tomar em um dia onde cada uma dessas decisões podem nos levar ao desconhecido e nos deixar em situações embaraçosas. Dúvidas podem acabar com nossos conceitos do certo e errado e nos fazer escolher o caminho menos dolorido a nossa frente. Difícil é manter a ética diante de situações que nos levam ao desespero.

Essa é basicamente a síntese do que vemos em duas horas de filme em Dia de Treinamento. As situações que o “novato” enfrenta durante um dia nas mãos do “experiente” é de fazer-nos refletir. Somos, no dia a dia da vida, novatos em algumas coisas e experientes em outras. A diferença está no que fazemos enquanto tal. Abusamos da autoridade quando somos os experientes e temos um “novato” na nossa mão para dirigir-lhe os passos? Por outro lado, quando somos os novatos até que ponto obedecemos cegamente o que os experientes querem nos impor a fazer?

O III Curso de Extensão tem essa proposta. Refletir sobre o cotidiano da nossa vida e no que somos nessa jornada. Lobo ou cordeiro.

Uma turma bastante diversificada fizeram um grande discurso sobre o que viram na tela. Desde a experiencia em assistir um filme para reflexão até a problematização das questões levantadas sobre o filme. O interessante é a diversificação de olhares sobre um mesmo acontecimento. As respostas nos deixam uma certeza. Cada um de nós vê um filme de forma diferente.

Os participantes do III Curso de Extensão em História e Cinema tem a possibilidade de desvendar coisas espetaculares nesses filmes. Que cada um possa descrever suas sensações sobre a película.

Texto: Odair

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O Homem é um animal



Se conhecêssemos a nossa natureza humana
Saberíamos o qual incapazes somos.
Míseros humanos que carregam a soberba na frente do nariz.
Quanto mais estudamos descobrimos a nossa ignorância
Mas, não damos valor a isso,
Ou pelo menos, não aprendemos com isso.
Você pensa que tem o controle e, descobre, de forma trágica,
Que não é possível ter o controle de coisas que você não conhece.
Deveríamos ser mais humildes
Para reconhecer a nossa incompetência,
Mas não somos.
A soberba da vida corrompe o nosso âmago
E acreditamos que regemos o mundo.
Sem saber que a maldade ronda o nosso cotidiano.
E a dor da decepção por saber qual limitado você é deixa-nos confuso.
Quero sair dessa prisão.
Ser livre e voar os espaços da plenitude celestial.
O homem é um animal miserável
Que necessita urgentemente da misericórdia divina.
A alma é dilacerada com a descoberta da sua insignificância.
Pensamos na carreira prospera
E nos deparamos com as valas da decepção.
Choramos a ausência de quem nunca esteve presente
E, mesmo assim, sonhamos
Com a sua volta que nunca vai acontecer.
Os sonhos são castelos de areias
Que desfazem-se com as ondas do mar.
Restam os desejos que sobrepujam nossa alma sedenta de realizações.
Olhamos as vitrines e expomos as paixões que nos cegam.
Seria tão bom poder apenas ver o pôr-do-sol
E contentarmo-nos com sua beleza.
No entanto, não é isso que nos satisfazem.
O coração tem anseios de coisas que não nos farão bem.
As tristezas sufocam a alegria quando deveria ser o contrário.
O dia da morte é melhor que o dia do nascimento.
E viva o controle absoluto dos instintos animalesco.
O lobo uiva nas paragens mais escuras da noite
Seu grito ecoa no silêncio sepulcral de nossa existência falida.
O filho pródigo recorre as bolotas que o porcos comem
Para acalmar o seu estômago vazio.
Mas, a alma continua com fome.
O animal deita na relva.
Esta cansado da fadiga.
Passou o dia correndo atras da presa e não acalmou a sua fúria.
Somos o caos da criação.
E a solução é a misericórdia que está sendo oferecida.
Desçamos do pedestal onde nos colocamos
deixemos o trono da soberba e vivamos uma vida de humildade.
Quem sabe assim seremos resgatados.

Texto: Odair

sábado, 13 de agosto de 2011

Pai



Nascemos e crescemos por uma razão
Uma razão que dá forma a uma alma tão querida
Essa forma de vida precisa ser conduzida no caminho certo
Para que possa ser alguém na vida.

O caminho a ser seguido não é o mais fácil
Nem o menos espinhoso
Mas, com certeza o mais digno a ser seguido,
Para isso é preciso ser corajoso.

Ser pai é saber conduzir o filho no caminho justo
Apresentar-lhe a dualidade da nossa existência
E o ajudar a escolher o caminho da retidão
Mesmo que precise de muita experiência.

Se precisar caminhar ao lado do filho
Nos momentos mais difíceis, em suas mãos segurar,
Auxiliá-lo no momento de incertezas
O fará ser decisivo na escolha do seu caminhar.

O verdadeiro pai é aquele que cuida
Que dá carinho nas horas de dor e de alegria
Que cobra do filho aquilo que ele pode oferecer
Que o ensina a ser uma pessoa melhor a cada dia.

Pai é aquele que acorda no meio da madrugada
Para ver se o filho está coberto
Ou que nem consegue dormir
Pensando nesse filho que ainda não está ali perto.

Ser pai é um dom que Deus concede
E o filho é o presente mais presente que podemos ter;
Ser pai é ter motivo para sorrir
Toda vez que olhar para seu anjo e vê-lo crescer.

Poema: Odair
• Uma homenagem a todos os pais e, em especial, ao meu velho e querido Pai, Sr. Josuel.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O sonho



Quando os sonhos se vão sobra apenas o espectro do ser humano. A vida é a grandeza da existência e você deve valorizar o dom que tem. Sinta o frescor da manhã e o calor do dia. Sonhe e seja feliz! Essa é a maior virtude do ser humano!

Frase: Odair

domingo, 7 de agosto de 2011

III Curso de Extensão em História e Cinema: Transversalidade



A terceira edição do História e Cinema traz uma inovação que é trabalhar com temas transversais. Nas dez películas selecionadas para as exibições desse semestre os participantes vão estar diante de situações que envolvem o nosso cotidiano. O Curso propõe a discutir a questão da Ética em filmes como “Dia de treinamento”, “Obrigado por fumar” e “A Caixa”; a questão da Diversidade Cultural em filmes como “Um sonho possível” e “Babel”; a questão da pedofilia no enigmático “O Lenhador”; a questão do Trabalho e Consumo em filmes como “A fantástica fábrica de chocolate” e “O cheiro do ralo”; a questão do Meio Ambiente será abordada no filme “Wall-e” e, por fim, mas não menos importante, a questão dos ideais que movem o ser humano em sua existência no magnífico filme “Cinema, Aspirinas e Urubus”.

Segundo Amélia Hamze, A transversalidade diz respeito à possibilidade de se instituir, na prática educativa, uma analogia entre aprender conhecimentos teoricamente sistematizados (aprender sobre a realidade) e as questões da vida real (aprender na realidade e da realidade). A professora enfoca ainda que, Necessário se torna uma visão mais adequada e abrangente da realidade, que muitas vezes se nos apresenta de maneira fragmentada. Através dessa ênfase poderemos intervir na realidade para transformá-la.

Nesse sentido, o Curso de Extensão visa aprofundar a reflexão sobre temas do nosso cotidiano e problematizar em que contexto estamos inseridos.

O Curso terá inicio no dia 27 de agosto e previsão de encerramento no dia 26 de novembro. Serão 10 (dez) filmes apresentados aos sábados no período vespertino das 13:30 as 17:30 hs. O Curso tem carga horária de 40 hs com certificado e vagas limitadas. O Período de inscrição vai do dia 7 a 26 de agosto.

As inscrições podem ser feitas com Odair na secretaria do Departamento de História e/ou com a Mickaelly no 5º semestre de História.

sábado, 23 de julho de 2011

Filmes e série narram eventos da Guerra do Vietnã


APOCALYPSE NOW (EUA, 1979)

Veterano militar de operações especiais, o capitão Benjamin L. Willard (interpretado por Martin Sheen) passa por um momento difícil de sua vida, bebendo excessivamente, quando oficiais da inteligência, entre os quais o coronel Lucas (Harisson Ford), atribuem-lhe uma missão: procurar o coronel Walter E. Kurtz (Marlon Brando), ex-soldado exemplar que desertou do exército norte-americano e fugiu para a selva do Camboja. Com outros soldados, Willard presencia os horrores da Guerra do Vietnã enquanto segue pelo fictício rio Nung para cumprir sua tarefa. O filme é um clássico e foi eleito pela revista GRANDES GUERRA o melhor longa de guerra de todos os tempos.

Veja o artigo completo em

http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/saiba-mais/filmes-serie-narram-eventos-guerra-vietna-525364.shtml

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O cantar do galo



Este ensaio tem por objetivo problematizar uma questão fundamental em nossa existência. As frustrações do dia-a-dia. Não pretende ser um manual que explica como e porque isso acontece e, muito menos uma receita de como se livrar delas. Muito pelo contrário. É uma reflexão sobre algo que acontece com todos independente de credo, raça e status social.

Muitas vezes sofremos a dor de uma derrota, choramos pelos sonhos destruídos por um momento de fraqueza e ficamos decepcionados com nossas atitudes. Isso é normal quando se sabe o porquê sofremos tal desilusão. Contudo, é válido lembrar que somos vasos de barro sujeitos a queda e não podemos nos desesperar quando isso acontece em nossas vidas. Afinal, quem nunca errou? Admira-me observar como Jesus agia diante de pessoas frustradas consigo mesma. Ele agia com amor eterno mostrando que a sua missão era restaurar o ferido. Diferentemente do que costumamos fazer com nossos semelhantes e, muitas vezes, conosco mesmos.

Uma mulher apanhada em ato de adultério em uma civilização judaica com certeza era condenada a morte por apedrejamento, mas Jesus, além de não a acusar, ainda não permitiu que ninguém a acusasse mostrando-lhes que cada acusador daquela mulher também tinha pecado.

Pedro era um discípulo de Jesus que mais se gabava de ir com ele até a morte se esquecendo que era um vaso de barro sujeito a queda. Quando viu que havia negado o mestre, chorou amargamente. Será que podemos imaginar o que se passou na mente de Pedro? Muita tristeza, angústia e dor. Ao ressuscitar, Jesus manda um recado todo especial a Pedro mostrando que o havia perdoado.

Em nossa sociedade não se vê muito essa compaixão. Que se dane o próximo. Lançamos mãos dos açoites psicológicos e físicos na esperança de apagar nossas frustrações. No entanto, isso não é o certo a fazer e nem resolve absolutamente nada. Quando ouvimos o cantar do galo notamos que falhamos outra vez. Mas, é preciso levar em consideração que temos um amigo ao nosso lado disposto a nos auxiliar em nossas fraquezas e capaz de se lembrar do nosso nome na primeira oportunidade.

Texto: Odair

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Devaneios de um poeta



O momento marcante do encontro onde os nossos sonhos se cruzaram
Como se fossem em uma encruzilhada...
Você tão diferente, no pensamento, nas palavras!
Talvez seja isso que tenha nos unidos...
É, eu falando em união quando na verdade não sei exatamente o que seja isso!
Suas idéias tão distantes da minha realidade...
Sei lá que realidade seja essa!
Tudo bem se você me acha um louco, acho que na verdade eu seja!
Louco por você.
E eu que não pretendia falar em loucura,
Na verdade, o que queria mesmo era ter palavras para expressar o sentimento...
Que sentimento? Sei lá!
Não penso no amanhã...
Penso no hoje, por que hoje vejo o brilho do seu olhar.
Hoje ouço o seu sorriso, hoje sinto o pulsar do seu coração...
Cada batida!
O que nos reserva o futuro?
Acho loucura falar em futuro...
Se você é o meu presente!
Presente, futuro, passado...
Palavras tão simples que expressam longos acontecimentos!
Ah, aquele sorriso depois de um olhar...
Aquele silêncio antes do beijo...
Sabe como te imagino? Como te vejo?
Não existe noção de tempo para nós,
Ou pelo menos não deveria existir...
Não existe passado sem o seu encanto,
O presente não seria presente sem a sua presença,
Vejo o futuro no seu sorriso como uma eterna lembrança de um tempo tão lindo!
Talvez você não esteja entendendo nada
E seus olhos não conseguem encontrar o sentido das minhas palavras...
Essa é a sensação de um coração cheio de palavras que se perdem diante do brilho intenso de seu olhar!
Falar o que?
É certo o pensamento de que as melhores palavras são ditas no silêncio de um olhar.
No entanto, minha alma de poeta me leva a rascunhar-te essas singelas letras e as imagino encontrando guarida no lado esquerdo de seu seio.
O que imagino é a loucura de não somente pensar em ti...
Mas a loucura de nunca te esquecer!

Poema: Odair