terça-feira, 8 de junho de 2021

Moça com Brinco de Pérola - Trabalho de Artes com aluno(a)s do Colégio Q.I

O quadro Meisje met de parel (Moça com brinco de pérola, em português do Brasil, e Rapariga com o brinco de pérola, em português de Portugal ) foi pintado pelo artista holandês Johannes Vermeer no ano de 1665. 
 
O clássico quadro realista tornou-se uma obra-prima e transcendeu o universo da pintura ganhando uma adaptação literária e cinematográfica. 
 
Aluno(a)s da 2ª e 3ª Série E.M do Colégio Q.I em Cáceres realizaram uma pesquisa sobre a tela e assistiram o filme "Moça com Brinco de Pérola". Depois foi solicitado a eles que fizessem um mosaíco/montagem como trabalho avaliativo. Segue-se as produções! 
 
Aulas: Artes 2ª e 3ª Série 
Professor: Odair José.
 
Beatriz Valario
 
Bianca Oliveira Dias
 
Caio Pinheiro
 
Ellen Lima
 
Gabriel Jaivona
 
Gabrieli Santana Ricaldes
 
Giovanna Camy
 
Gustavo Henrique
Isabella Macedo
 
Kauan Garcia
 
Luis Flávio
Maria Eduarda Pansani
 
Sofia Joane

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Somos livres para escolher um filme quando vamos ao cinema ou o filme já foi previamente escolhido para nós?


    Pergunta feita aos alunos da 2ª Série do E.M:
 
    Somos livres para escolher um filme quando vamos ao cinema ou o filme já foi previamente escolhido para nós? 
 
    - Nós escolhemos de acordo com as opções que foram escolhidas previamente para nós. Assim, nossa capacidade de escolha é delimitada por terceiros, não proibida, apenas feita de acordo com padrões preestabelecidos. Dessa forma, nossa liberdade é limitada por pessoas com maior liberdade, que são limitadas por superiores, e assim segue. Se somos livres limitadamente, nossa liberdade é ilusória. 
 
Ellen Caroliny Alves de Lima 
 
    - Se o filme está em exibição no cinema, então outra pessoa decidiu colocar aquele filme em exibição, e essa pessoa apenas fez isso por causa que esse é o trabalho dela. Aqui podemos ver claramente como a teoria de Espinosa funciona, segundo o filósofo, não sabemos o motivo dos nossos desejos e as nossas escolhas são condicionadas pelo meio ambiente, a natureza, a realidade e até as escolhas de outras pessoas. Mas quando vamos ao cinema e decidimos ver um filme, que já tinha sido selecionado por outra pessoa, estamos também realizando os nossos desejos, ninguém vai ao cinema para assistir um filme que não gosta, então eu me pergunto, porque assistimos aquele filme? Porque, assim como Espinosa diz, estamos sendo influenciados pelo mundo ao nosso redor, e essa influencia é a causa de nossas necessidades e desejos. 
 
Isabella Pavão Macedo 
 
Orientador: Prof. Odair José.
Aula: Filosofia

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Artistas mulheres e seus lugares de representação, criação e fala

 
Trabalhos realizados pela turma do 1 ano E.M da Escola Q.I. 
 
Qual é o lugar das mulheres na arte? 
 
Você já percebeu que grande parte das obras de arte do passado representa nus femininos? E que, ao mesmo tempo, são raras as obras de artistas mulheres em exposições de museus? Quais são os espaços de produção e representação ocupados por mulheres no campo da arte no passado? Por que esta questão é tão atual para artistas mulheres e para as mulheres em geral? Como o trabalho de artistas mulheres pode contribuir para ampliar seu espaço e protagonismo na sociedade como um todo? 
 
Os alunos e alunas fizeram uma colagem para falar sobre o assunto. Segue o trabalho de alguns!
 
 
Aluna: Daiane Lamon

Aluna: Vandete Maria

Aluna: Maria Eduarda Velozo

Aluna: Luiza Chaves

Aluna: Luara Martins

Aluna: Karla Cuyati

Aluno: João Gabriel

Aluna: Emilly Guimarães
Aluno: Davi Kilo
 
Orientação: Prof. Odair José.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Eu, os livros e a leitura (II)

    A primeira lista foi difícil fazer e, cada vez mais, torna-se complexa a arte de elencar os livros que fizeram meu mundo de leitura ser tão fundamental na minha vida. No entanto, está sendo uma tarefa prazerosa, uma vez que está me ajudando a aproximar-me de livros que faz tempo não lia. Além disso, tem motivado algumas pessoas a procurar os títulos que tenho apresentado o que, para mim é uma alegria muito grande. A leitura nos abre caminhos para um mundo fantástico, um universo maravilhoso de conhecimento e descoberta. Desta feita escolhi outras dez obras (não necessariamente em ordem de importância) que me chamaram a atenção e um bônus.        
 
    01) “O Peregrino Maldito”. Este livro foi um achado. Literalmente. Achei-o no lixo e peguei para folhear. O que encontrei não tem explicação. De uma profundidade tremenda que me levou a fazer diversas reflexões, tanto poéticas como filosóficas. Apresenta exortações, pensamentos, e palavras de alento para todas as ocasiões. O livro te tira da zona de comodismo e lhe faz refletir sobre a vida sob uma ótica inovadora.       
 
    02) “Panorama do Pensamento Cristão”. Leio muita Filosofia e História. Precisa de um contraponto para que não caísse nas armadilhas das “vãs filosofias”. Portanto, necessitava de um respaldo para minhas leituras. Encontrei neste livro de magnífica abordagem sobre a fé cristã. O que uma mente influenciada pelo Evangelho pode produzir para a sociedade? Diversos autores analisam o pensamento cristão através dos séculos e a sua contribuição para a formação do pensamento ocidental. A ciência, a natureza humana, o trabalho, o lazer, a ética, a cultura, a política, enfim, cada ramo do conhecimento humano, não estão imunes à ação do Evangelho e são analisados neste livro.        
 
    03) “Assim Falou Zaratustra”. Como afirmei acima, gosto muito de ler Filosofia e nada mais profundo na Filosofia do que Nietzsche. Após dez anos de isolamento na montanha, Zaratustra decide voltar ao convívio dos homens, a fim de passar adiante o fruto de sua contemplação e anunciar a vinda do Übermensch, ou super-homem. A tarefa do profeta, contudo, será tortuosa, pois poucos são os eleitos e muitos os seus inimigos. Assim falou Zaratustra é um romance filosófico em que Nietzsche toma o nome do sábio persa criador do Zoroastrismo para esmiuçar algumas das questões fundamentais de sua obra, tais como a autossuperação e a necessidade de se libertar de qualquer força que iniba ou limite a vida e a vontade do indivíduo. Nietzsche é tão influente como controverso. Sua crítica à moral e aos valores judaico-cristãos ― um dos aspectos mais marcantes de sua obra ― não raro desperta a hostilidade de leitores e estudiosos. Contudo, suas contribuições marcaram o pensamento ocidental e são leitura obrigatória para qualquer interessado em filosofia.       
 
    04) “Livro do Desassossego”. A poesia é a paixão da minha alma e neste livro encontrei uma profundidade imensurável da expressão poética que existe no universo da literatura. O narrador principal (mas não exclusivo) das centenas de fragmentos que compõem este livro é o "semi-heterônimo" Bernardo Soares. Ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa, ele escreve sem encadeamento narrativo claro, sem fatos propriamente ditos e sem uma noção de tempo definida. Ainda assim, foi nesta obra que Fernando Pessoa mais se aproximou do gênero romance. Os temas não deixam de ser adequados a um diário íntimo: a elucidação de estados psíquicos, a descrição das coisas, através dos efeitos que elas exercem sobre a mente, reflexões e devaneios sobre a paixão, a moral, o conhecimento. "Dono do mundo em mim, como de terras que não posso trazer comigo", escreve o narrador. Seu tom é sempre o de uma intimidade que não encontrará nunca o ponto de repouso.       
 
    05) “Paraíso Perdido”. Ah! A literatura mundial e seus clássicos. Este magnífico livro chamou a minha atenção pelo título e foi uma paixão eterna. Um dos maiores poemas épicos da literatura ocidental - de uma tradição que inclui a Ilíada e a Odisseia de Homero, a Eneida de Virgílio e a Divina Comédia de Dante -, o Paraíso perdido foi publicado originalmente em 1667, na Inglaterra, em um período especialmente turbulento daquela nação. Seu autor, John Milton (1608-1674), foi um dos grandes intelectuais de seu tempo e destemido apoiador da Revolução Puritana inglesa, que depôs e executou o rei Carlos I e proclamou a República em 1649.       
 
    06) “Elogio da Loucura”. Este é um daqueles livros que tenho como livro de cabeceira. Sempre o estou lendo. Amo de coração. Erasmo de Rotterdam ou Desiderius Erasmus Roterodamus, nasceu em 27 de outubro de 1466 (em Rotterdam) e morreu em 12 de julho de 1536 (na Basiléia) foi um humanista e teólogo. Seu pai foi um padre de nome Gerard e sua mãe Margarete. Era filho ilegítimo mas seus pais cuidaram bem dele até que morreram prematuramente devido à peste negra. Sua educação foi exemplar, a melhor que um jovem poderia ter e ficou a cargo de diversos mosteiros. Várias vantagens lhe foram oferecidas através do mundo acadêmico. Recusou todas, preferindo a incerteza. Tinha suficiente reservas originadas de sua atividade literária independente. Elogio da Loucura é a sua obra mais conhecida, que foi dedicada ao seu amigo Sir Thomas More. É um ensaio escrito em 1509 e publicado em 1511. Este livro é considerado um dos mais influentes livros da civilização ocidental e um dos catalisadores da Reforma Protestante.       
 
    07) “Grandes Sermões do Mundo”. Um livro fantástico e com grandes sermões que fazem a gente refletir sobre a nossa vida. São 25 sermões dos maiores pregadores que já proclamaram o Evangelho, com um esboço biográfico de cada um. Veja como pregadores magistrais argumentavam com pecadores, incentivavam os justos e elevavam louvores sublimes ao Senhor. As principais mensagens de Jesus Cristo, Crisóstomo, Agostinho, Tomás de Aquino, Martinho Lutero, Calvino, Jonathan Edwards, Wesley, Whitefeld, Finney, Spurgeon e muitos mais.       
 
    08) “Cem Anos de Solidão”. Esse livro dispensa qualquer comentário. O livro mais importante de Gabriel García Márquez. Em Cem anos de solidão, um dos maiores clássicos da literatura, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía - a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX.Em nenhum outro livro García Márquez empenhou-se tanto para alcançar o tom com que sua avó materna lhe contava os episódios mais fantásticos sem alterar um só traço do rosto. Assim, ao mesmo tempo em que a incrível e triste história dos Buendía pode ser entendida como uma autêntica enciclopédia do imaginário, ela é narrada de modo a parecer que tudo faz parte da mais banal das realidades.Gabo, apelido de Gabriel García Márquez, costumava dizer que todo grande escritor está sempre escrevendo o mesmo livro. “E qual seria o seu?”, perguntaram-lhe. “O livro da solidão”, foi a resposta. Apesar disso, ele não considerava Cem anos sua melhor obra (gostava demais de O outono do patriarca). O que importa? O certo é que nenhum outro romance resume tão completamente o formidável talento deste contador de histórias de solitários - que se espalham e se espalharão por muito mais de cem anos pelas Macondos de todo o mundo.Cem anos de solidão é uma obra grandiosa e atemporal, sobre a qual é possível construir diversos paralelos com a nossa própria existência.        
 
    09) “O Coração do Homem”. Seu gênio para o Bem e para o Mal. É um livro de reflexão essencial para entendermos como a vida é em suas mais complexas nuances. Hoje convivemos no dia a dia com uma série  de  manifestações de agressões. Algumas delas são necessárias à sobrevivência do ser humano e outras permitem os necessários ajustes para a manutenção do equilíbrio social. Essas diferentes formas de violência foram percebidas por Erich Fromm e sua abordagem, baseada nas motivações inconscientes continua merecendo atenção.       
 
    10) “O Mundo de Sofia”. Qualquer leitor de Filosofia que se preze tem que ler esse livro. Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões-postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo. Os postais são enviados do Líbano, por um major desconhecido, para uma certa Hilde Møller Knag, garota a quem Sofia também não conhece. O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste romance fascinante, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países. De capítulo em capítulo, de “lição” em “lição”, o leitor é convidado a percorrer toda a história da filosofia ocidental, ao mesmo tempo que se vê envolvido por um thriller que toma um rumo surpreendente.     
    Bônus) “Às Margens do Rio Paraguai”. Sou um poeta nascido às margens desse rio magnífico e importante para a nossa cidade, estado e país. Amo esse chão, esse lugar que está o meu coração. Por isso, eternizo, através de poemas, a beleza que encontramos às margens do Rio Paraguai.       
 
Obs. Em breve a Terceira Lista!       
 
Texto: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Eu, os livros e a leitura (I)

     
    Por onde posso começar a falar de livros e leitura? Tarefa bastante hercúlea para se fazer. Todas as minhas escolhas será injusta. De cada dez livros escolhidos, outros dez ficarão de fora dessa lista. Portanto, minha missão é pontuar minhas leituras, livros que impactaram minha vida e que pode servir de sugestão para outros. 
    A leitura nos abre caminhos para um mundo fantástico, um universo maravilhoso de conhecimento e descoberta. 
    Estarei selecionando dez obras (não necessariamente em ordem de importância) que me chamaram a atenção e um bônus. 
 
    01) “O Altar Supremo: a história do sacrifício humano”. Livro que constitui um extraordinário e fascinante estudo sobre sacrifícios. É uma instigante história de aventura e, também, uma significativa contribuição ao estudo antropológico da religião em seu aspecto mais trevoso e violento. Foi um livro que comprei em um sebo por preço irrisório, mas que tem, para mim um valor imensurável. 
 
    02) “História Secreta do Mundo”. Fui atraído pela sinopse do livro. E SE AQUILO QUE NOS CONTARAM FOR APENAS UMA PARTE DA HISTÓRIA? Diz-se que a História é escrita pelos vencedores, mas… e se a História - ou o que conhecemos dela - tiver sido escrita pelas mãos erradas? E se aquilo que nos contaram for apenas uma parte? A partir dessa premissa, mergulhei nesta leitura que é fascinante. 
 
    03) “Lolita”. Polêmico, irônico e tocante, este romance narra o amor obsessivo de Humbert Humbert, um cínico intelectual de meia-idade, por Dolores Haze, Lolita, 12 anos, uma ninfeta que inflama suas loucuras e seus desejos mais agudos. Através da voz de Humbert Humbert, o leitor nunca sabe ao certo quem é a caça, quem é o caçador. A obra-prima de Nabokov é um livro para poucos! 
 
    04) “1984”. Poucos livros tem a capacidade de tocar tão profundamente como esse. Publicada originalmente em 1949, a distopia futurista 1984 é um dos romances mais influentes do século XX, um inquestionável clássico moderno. Lançada poucos meses antes da morte do autor, é uma obra magistral que ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário. 
 
    05) “A Divina Comédia”. Essa obra-prima da literatura universal dispensa comentários. Texto fundador da língua italiana, súmula da cosmovisão de toda uma época, monumento poético de rigor e beleza, obra magna da literatura universal. É fato que a "Comédia" merece esses e muitos outros adjetivos de louvor, incluindo o "divina" que Boccaccio lhe deu já no século XIV. Mas também é certo que, como bom clássico, este livro reserva a cada novo leitor a prazerosa surpresa de renascer revigorado, como vem fazendo de geração em geração há quase setecentos anos. Uma longa jornada dantesca através do Inferno, Purgatório e Paraíso. 
 
    06) “O Conde de Monte Cristo”. Essa história foi impactante na minha vida de leitor. Um dos maiores clássicos da literatura francesa há mais de 150 anos, “O conde de Monte Cristo” gira em torno de Edmond Dantè, que é preso por um crime que não cometeu. Ao sair da prisão, Edmond vai à busca de vingança contra seus inimigos. Uma trama repleta de reviravoltas dignas de um jogo de xadrez. 
 
    07) “Frankenstein”. Um clássico nunca morre. Considerada a primeira obra de ficção científica da história, fazendo sucesso arrebatador desde 1818 até os dias de hoje, Frankenstein deu vida ao gênero do terror e influenciou diversas gerações desde então. Ao mesmo tempo, suscitou entre seus leitores a questão que reside no imaginário da humanidade desde suas origens: quão humano pode ser um monstro e quão monstro pode ser um humano? o livro narra a história de victor frankenstein, um estudante de ciências naturais empenhado em descobrir o mistério da criação e que acaba por construir um ser humano – ou monstro? – em seu laboratório. 
 
    08) “As Catacumbas de Roma”. Um livro com uma mensagem impactante. Uma obra que mostra a pureza e o vigor dos primeiros seguidores de Cristo, os quais mesmo coagidos, foram fiéis até a morte. Para mim, uma lição muito importante do que é fé. 
 
    09) “Bíblia Sagrada”. Não poderia deixar de falar da maior obra, para mim, da literatura universal. Um conjunto de livros que mudou a minha vida para sempre. Leio-a todos os dias e tenho diversas dela em diferentes estudos. Dispensa comentários! 
 
    10) “As Crônicas de Nárnia”. Viagens ao fim do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal - o que mais um leitor poderia querer de um livro? O livro de C. S. Lewis é uma fantástica viagem ao mundo da imaginação. Para mim, um dos maiores escritores de todos os tempos. 
 
    Bônus) “O Homem Que Queimou a Bíblia”. Não poderia deixar de falar de um dos meus livros. Escrito a partir de muita leitura e com o coração. O Homem Que Queimou a Bíblia é um conjunto de relatos e mensagens que precisa ser lido. Sou grato a Deus por ter me dado capacidade de escrevê-lo. 
 
    Obs. Em breve a Segunda Lista! 
 
    Texto: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Dom Quixote - Uma história moderna

Por Ellen Caroliny Alves de Lima 
 
    Quixote estudou a ideologia do Coaching incansavelmente durante três longos anos. Era uma válvula de escape para sua falta de sucesso: fingir que sabia como prosperar e levar outras pessoas a acreditar no mesmo. A esposa não aguentara sua obsessão pela Teoria da Justiça Econômica (coisa que ele mesmo havia inventado, e consistia basicamente na velha meritocracia) e o deixara. A filha não queira mais vê-lo, alegando que um pai ausente não merece respeito. Com a família inteira contra suas desilusões, seu amigo Sancho era o único que havia restado.
 
    Todos os dias, em suas discussões cotidianas, na empresa de celulares em que trabalhavam, Quixote apresentava uma ideia utópica e dizia que sabia como derrotar o sistema. Sancho o ouvia, algumas vezes até concordava, mas o puxava para a realidade. "O sistema está aqui desde muito antes de existirmos, meu chapa" Sancho dizia, com cuidado para não magoar o fracassado amigo. "E é por isso mesmo que podemos derrotá-lo! Imagine, nunca antes estivemos tão conscientes de nossa própria situação precária. Podemos causar uma revolução!" Quixote insistia, dia após dia. Sancho o lembrava: "De certo, Quixote, mas onde estão os revolucionários? Mortos! Estão todos mortos". O coach fingia ouvir, mas continuava seus projetos secretamente. 
 
    Numa manhã nublada, Quixote decidiu agir. Juntou seus manuscritos e levou até uma editora. Mãos trêmulas, boca seca, caminhava em passos largos até o escritório do editor. Em uma semana, em cinco diferentes empresas, recebeu cinco "nãos". E lá se foi Quixote para o boteco, injuriado, lamentando-se a qualquer um que passasse. Era sua tragédia, sua aventura mal acabada. O amigo Sancho o encontrou. Precisavam estar na empresa às cinco no outro dia. Então Quixote percebeu o óbvio: estava preso no sistema que ele mesmo havia criado, iludindo-se, para fugir do sistema mundial. 
 
Trabalho de Arte do 1º ano E.M. 
 
Prof. Odair José.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Entrevista com alunos do 3º ano sobre "Manipulação da mídia"


Prof. Odair José: 
 
"É comum, atualmente, ouvir críticas sobre a pouca profundidade dos programas de televisão ou sobre os excessos consumistas das pessoas. Muitas vezes, considera-se que há uma ligação entre esses fenômenos, pois os meios de comunicação incentivariam, principalmente pela propaganda, o consumo exacerbado, criando novas necessidades. Pode haver, em nossa sociedade, um meio de viver sem ser afetado pela propaganda e pelo consumismo? Justifique sua resposta". 
 
Infelizmente, no mundo atual, é praticamente impossível viver sem ser afetado por algum tipo de propaganda ou notícia, pois a todo momento e em todo lugar tem algo que é desse meio de influência. Por estarmos conectados a todo momento, cada clik pode vir algo a chamar a atenção, fazendo com que isso afete as pessoas. O consumismo acaba nos consumindo a cada dia. (Allif Atala). 
 
Poderia, porém será algo bem complicado principalmente na sociedade contemporânea, pois muito da história mundial já foi influenciada pela mídia e pelo capitalismo, portanto uma iniciativa de mudança agora seria pra daqui uns 50 anos para dar certo. Pensando nesse longo período muitas pessoas iriam passar dificuldades, além de que pode nem dar certo a ideia de sair da influência da propaganda e consumista, pois as pessoas já estão habituadas a isso. (Arthur Marconis). 
 
No contexto atual é notório que o consumismo está totalmente ligado ao desenvolvimento da sociedade, pois é atrás dela que o capital circula e dessa forma fazer com que haja uma estabilidade financeira. Mas é aí que está o problema. Se quanto mais compramos, porque ainda há fatores de problema financeiros?. Logo o consumismo atualmente não é algo benéfico, além de trazer diversos tipo consequências, tais com: a poluição ( por conta das indústrias) , o desmatamento ( na maioria das vezes para fazer um objeto é necessário a retirada de matéria prima da natureza) e entre outras consequências. (Emilly Campos). 
 
Acho que não, só se se isolar de qualquer meio de comunicação e também das pessoas, uma vez que elas mesmo difundem essas propagandas e alentam o consumismo, ex: uma vez que um novo modelo de celular se torna tendência, aqueles a sua volta que o adquiriram vão ficar mostrando esse ótimo produto, que eles acreditam ser ótimo uma vez que o compraram pois se mostrava assim nas propagandas, então naturalmente querem mostrar esse produto aos que estão ao redor por puro status, assim o consumismo vai consumindo as pessoas mesmo que tentem evadi-lo. (Gabrielle Dias). 
 
Acredito que não. Até mesmo em áreas remotas e de difícil acesso é possível encontrar algum tipo de propaganda. O ser humano está cada vez mais alienado, alguns mais que outros, mas todos alienados, comprando itens que não querem de verdade, tornando-se plástico, pessoas superficiais que, pela propagação de um padrão inventado, mudam toda e qualquer característica que as fazem um ser único para tornar-se mais um. (Nicole Leite). 
 
É pouco provável conseguir isso, já que basicamente a sociedade toda já está inclusa nesse sistema, desativar as notificações, pular propagandas e questionar os fatos e notícias apresentados pela mídia são as formas mas comuns para não ser tão influenciado porém esse tipo de comportamento é má visto pelas outras pessoas que muitas vezes sabem que estão sendo manipuladas e simplesmente aceitam esse fato e se deixam ser influenciadas, por esse motivo as pessoas estão tão inseridas nessa visão fechada de mundo que acabam querem excluir quem pensa diferente é por esse motivo que quando aparece alguém dizendo "você está sendo controlado" "não acredite na verdade" geralmente apenas a ignoram ou dão risada pois já estão a tanto tempo dentro da caverna que acham que os outros estão loucos, quem vive sem ser manipulado vive fora da caverna. (Victoria Dias).

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Efeito borboleta - Análises!

 
Faça uma análise sobre o filme respondendo as seguintes questões: Será que os acontecimentos de nossa vida ocorrem por acaso? Ou há algum tipo de ordem no universo que os determina? Poderíamos mudar as situações ruins que acontecem na nossa vida?
Prof. Odair José.
 
"Eu acredito que nada o que acontece na nossa vida é por acaso, tudo tem um propósito, acredito que Deus tem um propósito para cada um, seja para nos ensinar ou surpreender, Deus coloca aquelas pessoas na nossa vida por alguma razão, talvez elas nos fazem felizes ou tristes, não sabemos, não temos como saber, mas independente de qual é a sua “missão” a gente aprende alguma coisa, amadurecemos um pouco mais, talvez aquela amizade de anos acabe, amizade que não era tóxica acaba se tornando tóxica, amizades e amores acabam, as pessoas seguem caminhos diferentes, e tá tudo bem, um passo de cada vez, vida que segue, não temos como mudar isso, não escolhemos quem vai passar ou não pela nossa vida, quem vai nos magoar ou não, nunca estamos preparados totalmente, e independente do que passarmos vamos sair ainda mais fortes, passamos por determinadas situações que sentimos o nosso mundo vai desabar, ficamos sem força para lutar, nos sentimos sozinhos, há dias mais difíceis, que perdemos a esperança, a motivação, já tivemos a nossa fé testada várias vezes, cansamos de estar sempre sozinhas quando precisamos de apoio, não estamos ilesos da dor, do sofrimento, da perda, não escolhemos passar por essas situações, muitas vezes culpamos a Deus por estar passando por aquela situação, mas não paramos pra pensar que Deus não nos coloca em situações que Ele acha que não somos capazes de superá-las. Nada acontece por acaso, em tudo Deus tem um propósito".
 
Graziela Aparecida de Oliveira Silva - 9º Ano!
 

"Nós não temos controle sobre os acontecimentos da vida, é impossível mudar o passado e prever o futuro. Você pode ter boas atitudes, é seu dever andar pelo caminho do bem, é sua obrigação respeitar as leis, mas não temos o comando da vida alheia e não dominamos a natureza. No filme, ainda que as intenções do personagem fossem boas, ele entrou em um ciclo de obsessão por mudanças, o que o levou à loucura concluindo que o seu fim traria a felicidade de todos e principalmente da menina que gostava. De fato, isso ocorre, porém não é dessa forma que a vida funciona. No momento do nosso nascimento sempre teremos um propósito, ainda que nossa jornada seja curta. Nossos acontecimentos não ocorrem por acaso, tudo está predestinado a alguma resposta. Momentos constrangedores, situações complicadas, perdas, sofrimentos e decepções estão ligadas à formação de um indivíduo. Esses acontecimentos o farão aprender lições que ele nunca teria aprendido se não tivesse passado por aquilo. A dor que ele tem ao se decepcionar com algo ou alguém é momentânea, pois ele sempre aprenderá algo com aquilo. E isso será recompensador no futuro".
 
Mariana Pardini Araújo - 9º Ano! 

Aula de Filosofia
Escola Q.I
Cáceres, MT

quinta-feira, 9 de julho de 2020

O Elogio da Loucura (Frases)



Vergonha e medo 

"Duas coisas, sobretudo, impedem que o homem saiba ao certo o que deve fazer: uma é a vergonha, que cega a inteligência e arrefece a coragem; a outra é o medo, que, indicando o perigo, obriga a preferir a inércia a ação." 

Verdade e mentira 

"O espírito do homem é feito de maneira que lhe agrada muito mais a mentira do que a verdade. Fazei a experiência: ide à igreja, quando aí estão a pregar. Se o pregador trata de assuntos sérios, o auditório dormita, boceja e enfada-se, mas se, de repente, o zurrador (perdão, o pregador), como aliás é frequente, começa a contar uma história de comadres, toda a gente desperta e presta a maior das atenções." 

O veneno da felicidade 

"E foi por essa razão que o grande Arquiteto do Universo proibiu que o primeiro e lindo par de esposos, por ele feitos e unidos em matrimônio, provassem o fruto da árvore da ciência do bem e do mal, sob pena de sua desgraça e morte. É a melhor prova de que a ciência é o veneno da felicidade." 

Fonte: O Elogio da Loucura, Erasmo de Roterdã

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Cáceres, Patrimônio Histórico e Cultural


Por Graziela Aparecida de Oliveira Silva 

Patrimônio Material é tudo aquilo que pode ser tocado, se trata de um patrimônio cultural e é composta por elementos concretos, que podem ser considerados como móveis, ou seja, os bens que podem ser transportados, como coleções arqueológicas, videográficos, fotográficos e cinematográficos e imóveis, ou seja, as cidades históricas, sítios arqueológicos e bens individuais, como por exemplo construções e objetos artísticos. Patrimônio Imaterial é tudo aquilo que não pode ser tocado, se trata de uma cultura produzida por uma população e é composta por elementos espirituais e abstratos, como por exemplo a crença, hábitos, rituais, saberes, celebrações e formas de expressão. 

A nossa querida cidade Cáceres, conhecida também, como a Princesinha do Paraguai, é repleta de patrimônios materiais, como por exemplo a nossa linda Catedral De São Luiz de Cáceres, criada em 05 de abril de 1910, que possui uma lenda, a Lenda da Serpente ou Lenda do Minhocão, onde uma serpente teria se abrigado no interior da catedral, o que teria levado a Catedral a ruir. 

Também temos o nosso querido Marco Do Jauru, feito em Lisboa e trazido desmontado ao Brasil, sendo montado e plantado à margem do rio Jauru, em 18 de janeiro de 1715 e só então em 2 de fevereiro de 1883, pela iniciativa do Tenente Coronel Antônio Maria Coelho, foi levado para o Largo da Matriz, hoje Praça Barão do Rio Branco, em frente à Catedral de São Luís, é conhecido também como o símbolo da soberania brasileira na fronteira Oeste. 

Não podemos esquecer das nossas casas localizadas no Centro da cidade, com uma arquitetura colonial, são eles: o prédio abandonado da antiga sede do governo municipal de Cáceres, a Casa Dulce, conhecida como “Anjo da Ventura”, o Casarão, a Casa Pinho, Prédio comercial antigo e a Casa Rosa, de 1932. 

Nós somos tão privilegiados pela nossa arquitetura colonial e pelos nossos patrimônios, mas a gente não valoriza isso tudo que a gente possui, estamos tão ocupados com o trabalho, com a correria do dia a dia, que não percebemos essa riqueza, passamos por elas várias vezes, mas nem ligamos e nem nos importamos, e isso é um grande erro, deveríamos a começar a valorizar e sentirmos valorizados por tudo isso que temos na nossa cidade. 

E sem contarmos que também temos grandes patrimônios imateriais na nossa cidade, alguns deles são: a Trezena de Santo Antônio, que se mantém viva por mais de cem anos dada às esperanças manifestadas na fé comunitária e o Festival Internacional de Pesca (FIPe), que acontece há mais de três décadas, criado por um grupo de pessoas que tinham em comum o amor pela pescaria, é um evento esportivo ecológico, e tem como objetivo de atrair milhares de pessoas e reforçar a iniciativa de preservar a cultura e a tradição do povo cacerense. 

Cáceres é uma cidade tão especial e rica em patrimônios, que devemos começar a valorizar mais a nossa Cidade e ver o grande potencial que ela têm. 

Disciplina: Arte 
Orientador: Prof. Odair José 
Escola Q.I

quinta-feira, 21 de maio de 2020

A solidão


Por Maria Eduarda Velozo 

O que posso dizer sobre a solidão? A solidão é algo que está presente na escuridão de nossos dias onde o que pouco nos resta é a pequena chama de esperança que habita em nossa alma, onde temos somente a nós mesmos. 

O vazio presente em nossa alma e nossa mente, somente diz, o que passamos ao longo da vida, as humilhações, as muitas tentativas e nenhuma concluída como realmente esperava. Mas você, você apenas tem que ser forte, e se confortar com o que passa no momento. Mas solidão é realmente isto? 

A solidão vai mais além do que tudo isto, a solidão é quando nos perdemos de nós mesmo, quando nós não somos mais os mesmo, e procuramos nossa alma no interior do nosso corpo, a solidão reside em ser o que lhe falta por dentro. 

Ficar sem amigos, isso significa solidão? Não! Isso é apenas circunstâncias, pois queremos pessoas para justificar, para preencher o vazio ao nosso lado. 

A solidão é o vazio que preenche a alma de tal forma, que você começa a procurar, em pessoas, em coisas materiais, em amores, o que realmente precisa somente de si mesmo, do amor de você mesmo e de Deus, será que é realmente difícil procurar Deus? E preencher o vazio que tem por dentro que se chama solidão, não é bonito ser só, quando se parece ser pó, de tanta solidão que habita dentro do seu ser, posso até estar errada em dizer pequenas palavras sobre isso. 

Mas a solidão não é preenchido por coisas humanas, e sim pelo sobrenatural, não seja só, não fique no silêncio. Mas se encontre e se liberte, muitas vezes o seu vazio é falta de Seus próprio pensamentos, de si mesmo. 

Orientador: Prof. Odair José 
Disciplina: Filosofia 
Turma: 9º ano Escola Q.I

sábado, 16 de maio de 2020

A que se presta o silêncio em nossas vidas? II Parte


Por EMILLY GUIMARÃES DOS SANTOS 

O silêncio faz parte de nossas vidas. As vezes dependemos dela para não cometer erros. Mas, também não podemos se calar em diversas situações. Muita gente não sabe ter o silêncio, fala tudo o que pensa, mas tudo o que pensamos, nada poderá ser certo. O silêncio também pode trazer diversas respostas para nós mesmo, com um minuto de silêncio podemos achar o nosso próprio eu, o eu que estava perdido dentro de nós. O silêncio traz sim respostas, umas acaba levando mais tempo. Mas, quando pensamos em silêncio, logo pensamos em se calar, mas não é isso! Quando queremos falar algo, que realmente necessitamos falar, devemos ter sim silêncio! mas, o silêncio para pensar, no que devemos realmente falar. O silêncio é em não falar com a boca, e sim falar com o nosso subconsciente, com nós mesmo. 


Por LUIZA CABRAL CHAVES 

O silêncio é uma bela dádiva, e em seu esplendor nos ajuda a simplesmente pensar. Ele que é um dos melhores modos de comunicação, mas com diversos significados diferentes, é necessário muita atenção para poder discerni-los. A quietude é tudo o que precisamos em um momento de angústia, ela que é um remédio para a alma, que só os mais calmos e as pessoas que adquirem controle próprio tem acesso. Nele contêm as respostas dos nossos questionamentos, das nossas dúvidas e inseguranças . O silêncio é a voz que tanto precisamos ouvir, é para isso basta nos calarmos. "Ouvir em silêncio era meu modo de conviver em sociedade" John Green. 

Orientador: Prof. Odair José 
Disciplina: Filosofia 
Turma: 9º Ano 
Escola Q.I

sexta-feira, 15 de maio de 2020

O que o silêncio representa para você?


Por YASMIN MAYUMI ARTES MALACARNE 

O silencio representa para mim um mundo diferente, onde o caos não existe, o silencio na hora da prova representa que todo mundo tem um só objetivo, sendo ele de completar a prova, o silencio após a chuva me representa um bom momento, onde a tempestade já se foi e agora vem o belo e magnifico arco íris onde no final tem um pote de ouro, o silencio do soldado depois da guerra , representa gratidão e imensa tristeza , pois viu de que o homem é capaz, já a tela, ela é muda e surda mostra que ela tem o esplêndido silencio que me mostra a historia, que mostra o mundo depois dá guerra em um silencio, fazendo refletir de como aquilo acontecera . O silencio vem acompanho do medo , do terror, da tristeza , da angustia, procuramos a cura no silencio , e é lá que conseguimos, procuramos o silencio para fugir dos caos que nos aterrorizam. Já o silencio dá noite e o barulho do vento me faz refletir em tudo o que eu fiz no dia e quantas vezes eu procurei refugio no meu doce e amado silencio, no momento penso em como eu nunca percebi isso. 


Por MARIANA PARDINI ARAÚJO 

O silêncio para mim representa mais do que apenas a ausência de sons. É a resposta e a manifestação de um sentimento não revelado, algo que não se pode concluir e, dessa forma, buscamos por expressar em silêncio. O silêncio possui significados diferentes para cada pessoas, sendo a concentração, a dúvida, a reflexão, a busca por conhecimentos, entre outros. Podemos usar o grito, como exemplo de uma forma de manifestação dos sentimentos; o silêncio é o mesmo. É a chave encontrada para as respostas. É a maneira que nos sentimos confortáveis com o espaço. A verdade é que nunca estamos em silêncio. A todo momento, em todo lugar, buscamos por refletir e expressar algo a todos que estão ao nosso redor. Cada um procura sua forma individual para isso. Ou seja, o silêncio provocado é a manifestação daquela pessoa. Não podemos dizer que o silêncio é a falta de resposta, pois tiramos completamente a razão daqueles que se sentem confortáveis em se expressar dessa maneira. O silêncio pode ser a resposta para os tolos, pode ser o sinônimo de desprezo e pode ser a melhor resposta em determinadas situações. Ele sempre terá o seu valor. 


Por GRAZIELA APARECIDA DE OLIVEIRA SILVA 

Para mim, o silêncio representa muitas coisas, coisas boas e ruins. O silêncio possui diversos significados, podendo significar a dor, temos dificuldade de falar o que nos machuca, muitas vezes temos medo ou vergonha de demonstrar que somos vulneráveis, pode significar também o amor, talvez você ame alguém, mas têm medo de dizer isso para pessoa, por medo da rejeição, por medo de perdê-la ou deixar a relação entre vocês dois estranha, então você ama em silêncio, você sente saudade em silêncio, tudo o que você sente, muitas vezes sente em em silêncio. E cada pessoa tem o seu ponto de vista sobre, o silêncio, às vezes, diz tudo, às vezes não há realmente nada que você possa dizer ou fazer, às vezes, é melhor do que chorar, melhor do que gritar. Algumas pessoas odeiam o silêncio, acham o silêncio doloroso, porque se sentem perdidos no seu próprio pensamento e medo do que está pensando. Mas, algumas pessoas amam o silêncio, muita vezes encontramos no silêncio o refúgio e a única maneira de acalmar o ruído em nossa mente. 

Orientador PROF. ODAIR JOSÉ 
Aula FILOSOFIA 
Turma 9º ano E.F da Escola Q.I

quinta-feira, 14 de maio de 2020

A função prática da arte


A função prática da arte. Quero tecer alguns comentários sobre esse assunto. Na verdade, acho-o um tanto espinhoso, mas devo falar sobre isso também. Pelo menos é o que penso. E deixo bem claro que é a minha opinião sobre o assunto. Para falar sobre isso devo fazer perguntas e tentar respondê-las dentro da minha percepção da linguagem da arte. 

Entendo que a função prática da linguagem pode ser entendida na escrita de uma lista de compras do supermercado ou no registro de um diário. Uma agenda que determina os meus passos e orienta-me na organização do que devo fazer com o meu tempo. E a função artística? Entendo que o que mais gosto de fazer, isto é, escrever poemas pode ser definido como uma função artística. Assim como a letra de uma música ou uma peça de teatro. Mas, em que sentido podemos dizer que a arte não serve para algo? Essa pergunta pode parecer sarcástica, mas é necessária porque algumas pessoas a fazem. Neste sentido, digo que a arte serve para, além de produzir efeitos estéticos, como o sentimento da rima de um poema, por exemplo, transmitir mensagens e criar identidades para um povo ou grupo. Então, sinto-me na responsabilidade de dizer que a arte é fundamental para a compreensão do ser humano enquanto ser social. 

A linguagem da arte é essencial para vislumbrarmos a beleza existente na vida, no mundo e no próprio ser humano. A arte, a poesia, a música é muito mais do que podemos imaginar e seria impensável vivermos em um mundo sem essa linguagem tão fundamental para a nossa sobrevivência. 

Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Etnocentrismo


Por Ellen Caroliny Alves de Lima 

Não é possível unificar a humanidade, e a história nos prova isso a todo momento. Universalmente falando, somos seres diferentes, povos diferentes, com culturas e costumes completamente distintos. A diversidade cultural é um fato que não irá se modificar em situação alguma. Somos todos civilizados, o problema é que o contexto por trás da palavra "civilizado" muda de nação para nação, dado o etnocentrismo. No mundo, vemos as fronteiras, e devemos enxergar além disso. Expandir nossos horizontes para verdadeiramente saber que não somos iguais e a tamanha dádiva que há neste fato. Nossas diferenças possibilitam as mudanças. Sem elas, seríamos limitados e rotineiros, seres sem identidade e legado. 

Por Isabella Pavão Macedo

A declaração define bem o que realmente acontece. Essa agregação de culturas existe por muito tempo, ainda quando Roma dominou a Grécia e manteve suas tradições e artes. A diversidade, no entanto, sempre existiu, seja na cultura, no físico, ou nos pensamentos. Essa necessidade de manter nossos patrimônios para as futuras gerações vem do pensamentos de que, hoje nós somos a cultura deles, e é nosso dever fazer com que eles tenham conhecimento disso, para respeitar as próprias origens e as de outros povos. 

Orientador: Prof. Odair José 
Aula de Sociologia 
Escola Q.I 
Turma: 1ª Série E.M

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Carta sobre a felicidade



 Prezado amigo. Como havia prometido estou lhe escrevendo a carta para tentar responder a sua pergunta. Tenho saudades das nossas longas conversas e sinto falta de ouvir todas aquelas teorias sobre o mundo que sonhávamos naquela época. Pois bem, como sabemos, não podemos viver só de lembranças e, pior ainda, temos que conviver com as inúmeras mazelas que descobrimos haver no mundo que nos cerca. Claro que boa parte destas mazelas é por causa da preguiça mental da maioria que prefere passar horas e horas em frente uma TV do que ler um bom livro. Mas, como dizia nosso amigo em comum, o que podemos fazer sobre isso? 

A sua pergunta foi bem pertinente e me fez passar alguns dias pensando sobre como responderia. Logicamente que você sabe, deduzo eu, que não tenho a resposta a tal pergunta. Isso pelo fato de ser um assunto um tanto complexo. A felicidade. Ao pensar sobre a felicidade confesso que surgiu em mim alguns momentos em que acabei sorrindo sozinho. Sim. Ao lembrar de alguns momentos em que, realmente, me senti feliz. Quando criança sem ter preocupações. As noites em que observava o brilho da lua e das estrelas imaginando como seria o meu futuro. Os olhos da minha primeira paixão. Tantas coisas que mexeram com meu coração. Essa simplicidade, creio eu, seja a verdadeira felicidade. 

Não quero parecer pessimista, mas penso que não existe a felicidade e sim momentos felizes. Pela minha forma de ver o mundo seria trágico estar o tempo todo feliz. Eu penso muito sobre isso, principalmente quando quero ficar sozinho. A solidão é sempre um refúgio para mim. Quero até em outra ocasião falar exclusivamente sobre a solidão. Mas, isso é assunto para uma outra carta. 

Pretendo não me alongar muito nesta missiva. Por isso vou destacar mais alguns pensamentos sobre o que penso a respeito da felicidade e espero que fique bem com isso. Uma das questões que sempre perpassam a minha mente é sobre a natureza humana. Essa dualidade que encontramos na maioria do ser humano. Somos bons ou somos maus? O homem é um lobo ou é um cordeiro? Essa questão é primordial no meu entendimento, para compreendermos a felicidade. Por que uns são felizes com pouco e outros são infelizes com muito? O tudo e o nada. Tão complexo de entender. 

Ah, meu nobre amigo! Eis minhas indagações sobre a felicidade. Quer ver a felicidade? Olhe no sorriso de uma criança. Nas rugas de um ancião. Nas borboletas de um jardim. No por do sol às margens do Rio Paraguai. No brilho do olhar daquela menina. Ah! A felicidade está em muitos lugares. O que precisamos é deixar que nossos olhos possam ver. Não passe sua vida em busca do que nunca poderemos ter. a felicidade está na simplicidade. Na humildade e na compaixão. Afaste de você todas as preocupações banais da vida e serás feliz. 

Espero vê-lo em breve. Cuide da sua saúde mental. Acredite sempre no amor e deixe a vida prosseguir como um rio caudaloso em direção ao mar. Abraços poéticos no seu coração.

Odair José, Poeta e Escritor Cacerense

quinta-feira, 7 de maio de 2020

A que se presta o silêncio em nossas vidas?


Por Graziela Aparecida (9º ano E.F) 

O silêncio é uma forma de demonstrar muitas vezes o que estamos sentindo, o silêncio possui diversos significados, bons e ruins. No silêncio conseguimos ouvir a nossa própria voz, é o início para o nosso bem estar, para o bem da nossa saúde emocional e psicológica. As pessoas sentem dificuldade em ficar em silêncio, sentem a dificuldade de aceitar que as vezes precisamos do silêncio, no silêncio está a resposta para tudo. No silêncio de um olhar, permite-se a entrega, no silêncio de um abraço, encontra-se a sintonia, no silêncio dos pensamentos, a vida toda se organiza. Quando você está bravo, chateado, triste com alguém ou com você mesmo, você deve ter um momento de silêncio, um momento para pensar e colocar as suas ideias em ordem, não age por impulso. Acredite em você, confie em você, seja feliz por você, ouve o seu interior, ouve o seu silêncio. Se cale, quando preciso, aprende com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que falar. Aprende com o silêncio. 


Por Mariana Pardini (9º ano E.F) 

O silêncio em nossas vidas possui diversos significados. Ele é nossa forma de transmitir sentimentos e emoções sem emitir nenhum som, podendo significar uma dúvida, incerteza, medo, concentração. Podemos também muitas vezes se enganar com o silêncio. Por exemplo, um aluno quieto, que não fala muita coisa e está sempre em silêncio, ao meu ver, os professores tendem a se preocupar com eles, se estão aprendendo e entendendo o que está sendo ensinado. Somente depois da prova eles verão se o aluno aprendeu. O silêncio não significa "falta de resposta" e sim a maneira que o aluno lida com essas coisas. Pessoas silenciosas e introvertidas muitas vezes tendem a sentir mais o impacto das palavras ditas. Na maioria das vezes, são pessoas observadoras. O silêncio poupa as pessoas de se expressarem de forma errada, opiniões irrelevantes e sentimentos guardados. O silêncio é a melhor resposta a se dar em uma discussão. Ele é muitas vezes sinônimo de sabedoria. 


Orientador Prof. Odair José 
Filosofia 
Colégio Q. I - Cáceres.