sexta-feira, 28 de março de 2014

Sócrates (resumo)



Resumo - Sócrates

Detalhes sobre a vida de Sócrates derivam de três fontes contemporâneas: os diálogos de Platão, as peças de Aristófanes e os diálogos de Xenofonte. E que não há evidência de que Sócrates tenha ele mesmo publicado alguma obra.

Seu pai era um escultor especialista em entalhar colunas nos templos, e Fenarete, uma parteira (ambos eram parentes de Aristides, o Justo). Durante sua infância, ajudou seu pai no ofício de escultor, porém, muitas vezes seus amigos o zombavam, pela sua incapacidade de trabalhar o mármore. Seu destino foi apontado, pelo próprio Oráculo de Delfos, como um grande educador, mas foi somente junto com a sua mãe que ele pôde descobrir sua verdadeira vocação.

A vocação:
Sócrates concluiu que, de certa forma, ele também era um parteiro. O conhecimento está dentro das pessoas (que são capazes de aprender por si mesmas). Porém, eu posso ajudar no nascimento deste conhecimento. Concluiu ele. Por isso, até hoje os ensinamentos de Sócrates são conhecidos por maiêutica (que significa parteira em grego).

A maiêutica funcionava a partir de dois momentos essenciais: um primeiro em que Sócrates levava os seus interlocutores a pôr em causa as suas próprias concepções e teorias acerca de algum assunto; e um segundo momento em que conduzia os interlocutores a uma nova perspectiva acerca do tema em abordagem. Daí que a maiêutica consistisse num autêntico parto de ideias, pois, mediante o questionamento dos seus interlocutores, Sócrates levava-os a colocar em causa os seus "preconceitos" acerca de determinado assunto, conduzindo-os a novas ideias acerca do tema em discussão, reconhecendo assim a sua ignorância e gerando novas ideias, mais próximas da verdade.

Sócrates defendia que se deve sempre dar mais ênfase à procura do que se não sabe, do que transmitir o que se julga saber, privilegiando a investigação permanente. Sócrates tinha o hábito de debater e dialogar com as pessoas de sua cidade. Ao contrário de seus predecessores, ele não fundou uma escola, preferindo também realizar seu trabalho em locais públicos (principalmente nas praças públicas e ginásios), agindo de forma descontraída e descompromissada, dialogando com todas as pessoas, o que fascinava jovens, mulheres e políticos de sua época.

Platão afirma que Sócrates não recebia pagamento por suas aulas. Sua pobreza era prova de que não era um sofista.

O julgamento e a execução de Sócrates são eventos centrais da obra de Platão (Apologia e Críton). Sócrates admitiu que poderia ter evitado sua condenação a morte, bebendo o veneno chamado cicuta, se tivesse desistido da vida justa. Mesmo depois de sua condenação, ele poderia ter evitado sua morte se tivesse escapado com a ajuda de amigos.

Platão considerou que Sócrates foi condenado por questões evidentemente políticas. Por seu lado, Xenofonte atribuiu a acusação a Sócrates a um fato de ordem pessoal, pelo desejo de vingança. O propósito não era a morte de Sócrates mas sim afastá-lo de Atenas e se isso não ocorreu deveu-se à teimosia de Sócrates.

Colaboração:
http://professorakaroline.blogspot.com.br

terça-feira, 25 de março de 2014

Vícios, desejos e virtudes



Vícios...

Você será avarento se conviver com homens mesquinhos e avarentos. Será vaidoso se conviver com homens arrogantes. Jamais se livrará da crueldade se compartilhar sua casa com um torturador. Alimentará sua luxúria confraternizando-se com os adúlteros. Se quer se livrar de seus vícios, mantenha-se afastado do exemplo dos viciados. Seneca.

Desejos...

Todos os homens buscam a felicidade. E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes. O desejo só dá o último passo com este fim. É isto que motiva as ações de todos os homens, mesmo dos que tiram a própria vida. Blaise Pascal.

Virtudes...

As três peneiras … Um homem procurou Sócrates e disse-lhe:
– Preciso contar-lhe algo. Você não imagina o que me contaram a respeito de… Nem chegou a terminar a frase, quando Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
– Espere um pouco. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras? Só passe algo para frente após passar pelo crivo das três peneiras.
Primeira: a verdade. O que vai contar é absolutamente verdadeiro?
Segunda: a bondade. O que vai contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
Terceira: a necessidade. Você acha mesmo necessário contar esse fato e passá-lo adiante? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém? Melhora alguma coisa?
Se não passar pelas três peneiras esqueça e enterre tudo. Será uma intriga a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia. Platão.

sábado, 22 de março de 2014

Meu velho e querido Pai!



Ser pai é saber conduzir o filho no caminho justo
Apresentar-lhe a dualidade da nossa existência
E o ajudar a escolher o caminho da retidão
Mesmo que precise de muita experiência.

Se precisar peregrinar ao lado do filho
Nos momentos mais difíceis, em suas mãos segurar,
Auxiliá-lo no momento de incertezas
O fará ser decisivo na escolha do seu caminhar.

O verdadeiro pai é aquele que cuida
Que dá carinho nas horas de dor e de alegria
Que cobra do filho aquilo que ele pode oferecer
Que o ensina a ser uma pessoa melhor a cada dia.

Pai é aquele que acorda no meio da madrugada
Para ver se o filho está coberto
Ou que nem consegue dormir
Pensando nesse filho que ainda não está ali perto.

Ser pai é um dom que Deus concede
E o filho é o presente mais presente que podemos ter;
Ser pai é ter motivo para sorrir
Toda vez que olhar para seu anjo e vê-lo crescer.


Homenagem ao meu pai.
Sr. Josuel Marins da Silva.
Muitas Felicidades nesse dia especial.
Amo-te muito por tudo que representa na minha vida!

Poema: Odair 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Celular: Um grito de socorro!



Em todos os lugares é possível vê-lo. Facilita a vida de quem o usa para todos os fins. Pagar contas, ver e-mails, avisar de um imprevisto e, até mesmo, passar tempo jogando. Este é o celular. Algo totalmente inimaginado a meio século atrás. Acredito que nem mesmo Graham Bell poderia imaginar que o telefone poderia, um dia, chegar a esse patamar de utilização. O celular pode ser considerado o maior símbolo do avanço tecnológico que o mundo alcançou neste último século.

Falar de suas funções básicas não é o objetivo desse artigo. Muito pelo contrário. Saber que é um aparelho essencial para o ser humano é questão de lógica. Dificilmente alguém, nos dias de hoje, consegue viver sem um celular. Ele é prático e ajuda a encurtar as distâncias entre as pessoas. No entanto, ao mesmo tempo que o aparelho possibilita essa aproximação ele distancia as pessoas. E é nesse sentido que escrevo essas palavras.

As inúmeras reclamações que ouço, quase que diariamente, no ambiente escolar sobre o distanciamento dos alunos e suas consequentes alienações sobre os conteúdos estudados me fizeram parar para pensar sobre o assunto. Na verdade, enfrentamos sérias dificuldades para que eles tenham atenção nos conteúdos. As mentes estão pensando nas novas mensagens que não param de chegar nos grupos sociais. As informações são muitas e as mentes já não suportam processá-las a contento. O tempo torna-se curto e, não raramente, encontramo-os cansados porque ficaram até altas horas presos a essas novas tecnologias. O interesse pela matéria em si já não faz sentido.

Boa parcela da população jovem está acorrentada pelas redes sociais. Presas em seus casulos elas estão ligadas no mundo inteiro e não sabem o que acontece a sua volta. Um total paradoxo da vida contemporânea. Existe uma dominação dos eletrônicos na vida cotidiana da sociedade moderna. Pensar é um sacrilégio. Alguns estão em profunda dependência dos aplicativos instalados em seus celulares que já não conseguem passar mais de meia hora sem o aparelho. Uma síndrome terrível atinge sua alma e os deixa em estado catatônico.

Há um aprisionamento das pessoas patente aos nossos olhos. Fones de ouvidos os fazem esquecer o mundo a sua volta porque estão conectados nos últimos lançamentos. É fácil vermos as pessoas transitando pelas ruas com os olhos fixos nas telas dos celulares e os fones em seus ouvidos. O mundo se tornou uma aldeia global com pequenas tribos em diferentes lugares. Na sala de aula, as preocupações dos alunos, e, em alguns casos, até mesmo de professores, são as trocas de mensagens. Os conteúdos explicados já não fazem sentido e as aulas tornam se maçantes na visão deles. Direto podemos ouvir deles as palavras aulas interativas. Mas, na verdade, é difícil fazermos uma aula interativa sendo que o que os interessa são as mensagens no celular. Talvez as aulas interativas seriam deixá-los a vontade para usar o celular.

O conhecimento é algo essencial para a vida. Mas adquirir conhecimento é uma tarefa árdua. Não é fácil interpretar os grandes clássicos que construíram nossa sociedade. Muito mais difícil é fazer com que grande parte dos nossos jovens venham a se interessar por eles. Então, vemos com angústia as terríveis respostas para perguntas simples. Elaborar uma avaliação torna-se uma incógnita uma vez que não temos a certeza das respostas. O que vemos no final é uma enxurrada de respostas sem nexo para questões que necessitam apenas um pouco de reflexão. Um verdadeiro show de horrores.

Quando olhamos para o significado da palavra alienação descobrimos vários significados. Quero usar o psicológico. “Estado da pessoa que, tendo sido educada em condições sociais determinadas, se submete cegamente aos valores e instituições dadas, perdendo assim a consciência de seus verdadeiros problemas”. Parece-me que a sociedade não percebe os malefícios causados por essa alienação. O que será do nosso futuro? Celular: um grito de socorro!

Texto: Odair

quarta-feira, 19 de março de 2014

Lições dos filmes bíblicos


 


Assistir um filme é uma arte. Assistimos filmes por diversão, passatempo, curiosidade, lazer e estudo. Aprendemos muito com os filmes, pois, cada filme tem em si uma ideologia que o permeia e nos faz sairmos do nosso sofá e irmos até o mundo em que o filme retrata. Muito se tem falado sobre o cinema e a cada dia novas teorias e críticas são feitas a sétima arte. Como amante de cinema e crítico de plantão quero tecer mais um comentário sobre lições que os filmes nos passam.

Estou revisitando os filmes bíblicos. Na minha adolescencia assisti a alguns filmes bíblicos e, talves pela idade, não gostava muito. Preferia os filmes de ação. Hoje, um pouco mais experiente e com uma leitura sobre cinema bem mais aguçada estou revisitando os filmes bíblicos. Contemplo neles algumas lições que repasso aos meus leitores neste espaço.

1. Nunca acredite fielmente no que diz o filme.

Isso mesmo. Por mais que o filme seja baseado em uma história real e tenta, a todo custo ser fiel ao relato bíblico, jamais é possível, de fato, retratar a verdade. Nós homens somos corruptíveis e suscetíveis a erros. Por mais que o filme tente ser fiel em seu propósito ele não conseguirá tal feito. Como diz Paulo “Examinai tudo. Retende o bem”. 1 Te 5:21.

2. Analise o contexto bíblico ao qual o filme retrata.

Uma crítica que faço diz respeito aos leitores de forma geral. Muitas vezes acontece da pessoa ter preguiça de ler o contexto bíblico e acreditar piamente na história que o filme conta. Isso pode ser prejudicial. Os filmes sempre tentam romantizar as histórias. Isso acontece porque o filme é comercial e necessita expor o seu produto. E, na maioria das vezes, as pessoas sempre adoram as histórias com romance e final feliz.

3. Seja sempre cauteloso com as ideologias embutidas nos filmes.

Esse é um cuidado essencial que devemos ter. No cinema sempre perpassa ideologias de grupos e sistemas que dominam esse mundo. E, quando atentamos para a recomendação bíblica de que o mundo jaz no maligno, todo cuidado é pouco para não sermos presas fáceis. Principalmente em épocas de grandes produções cinematográficas que Hollywood pretende lançar nos cinemas comerciais a começar com Noé.

4. O que vemos nem sempre é o que vemos.

Como afirmei no parágrafo anterior. Hollywood pretende lançar grandes produções cinematográficas com os personagens bíblicos. O primeiro da lista é Noé. Confesso que estou ansioso para ver. No entanto, por se tratar de megas produções que tem um custo gigantesco é bom estarmos atentos para as ideologias implantadas nos filmes. Nesse contexto é bom sabermos que o que vemos nem sempre é o que estamos vendo.

Considerações finais.

Os filmes bíblicos são excelentes formas de sabermos, mesmo que em alguns casos de forma bem rudimentar, como era as sociedades, as famílias e as vestimentas. Na medida do possível tomando as devidas precauções é possível identificarmos as formas de vidas que habitavam os povos do período bíblico. Sabendo tomar esses cuidados e nunca deixando de ler a Bíblia, os filmes bíblicos são ótimas ferramentas para uma boa noite na frente da telinha. Convenhamos, bem melhor que assistir aqueles filmes sem nenhum contexto cultural e elevo espiritual.

Texto: Odair

terça-feira, 18 de março de 2014

O que vê o meu olhar?



Eis que me deparo com uma indagação na mente. O que vês? Diante de mim está uma cadeira escolar onde uma folha branca repousa silenciosamente. Sobre a folha um pente está estendido. Em círculos estão os alunos que devem responder a pergunta básica sobre o que estão vendo.

Complexo.

Dificuldades surgem na medida em que o tempo passa. Não posso ser óbvio. Tenho que fugir do senso comum. Mas como isso é possível se o que está diante de mim é um pente sobre uma folha de papel em branco que está sobre uma mesa. Penso, logo existo! Então tenho que pensar. O papel em branco pode representar a mente vazia que herdamos ao nascer como afirma alguns. Mas, também, pode representar as ideias que são claras em minha mente.

No entanto, tudo isso não passa de conjecturas. O que importa mesmo é que preciso desenvolver um pensamento sobre algo. O pente pode representar a beleza. Afinal, para que serve o pente? Na verdade, muito mais do que deixar um cabelo mais bem visto pela sociedade. Mais o pente pode, também, representar o consumismo. A necessidade que o ser humano criou em ser dependentes das coisas. O pente pode representar qualquer outro objeto do qual o ser humano moderno não consegue se desvencilhar. Poderia ser, no lugar do pente, um celular.

Tudo bem. Mas, isso também são conjecturas. Pode ser que o pente que está sobre a folha pode até não existir e ser fruto da minha imaginação. Na verdade, tudo isso é vaidade. O certo é que a vida é superior as filosofias ufanistas que nos cercam no dia a dia. Vejo um grupo de pessoas que procuram uma resposta para algo que não é corriqueiro. Respostas para perguntas simples e ao mesmo tempo complexas.

Dificil dizer o que se trata tudo isso. Divagações? Sonhos? Ilusões? Preciso mesmo responder o que os meus olhos vêem? E, assim caminha a humanidade.

Texto: Odair

segunda-feira, 17 de março de 2014

Egito, Mesopotâmia e Hebreus




Resumo do conteúdo para a prova de História do 1º ano CNEC.

Obs. Leiam o conteúdo na apostila. 

Egito 

A importância do rio Nilo
Como a região é formada por um deserto (Saara), o rio Nilo ganhou uma extrema importância para os egípcios. O rio era utilizado como via de transporte (através de barcos) de mercadorias e pessoas. As águas do rio Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas épocas de cheias, favorecendo a agricultura.

Sociedade Egípcia
A sociedade egípcia estava dividida em várias camadas, sendo que o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na Terra. Sacerdotes, militares e escribas (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade. Esta era sustentada pelo trabalho e impostos pagos por camponeses, artesãos e pequenos comerciantes. Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas em guerras.Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida.

Escrita no Egito Antigo 
A escrita egípcia também foi algo importante para este povo, pois permitiu a divulgação de idéias, comunicação e controle de impostos. Existiam duas formas principais de escrita: a escrita demótica (mais simplificada e usada para assuntos do cotidiano) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida do faraó, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamado papiro, que era produzido a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para registrar os textos.

Economia 
A economia egípcia era baseada principalmente na agricultura que era realizada, principalmente, nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios também praticavam o comércio de mercadorias e o artesanato. Os trabalhadores rurais eram constantemente convocados pelo faraó para prestarem algum tipo de trabalho em obras públicas (canais de irrigação, pirâmides, templos, diques).

Religião no Egito Antigo: a vida após a morte
A religião egípcia era repleta de mitos e crenças interessantes. Acreditavam na existência de vários deuses (muitos deles com corpo formado por parte de ser humano e parte de animal sagrado) que interferiam na vida das pessoas. As oferendas e festas em homenagem aos deuses eram muito realizadas e tinham como objetivo agradar aos seres superiores, deixando-os felizes para que ajudassem nas guerras, colheitas e momentos da vida. Cada cidade possuía deus protetor e templos religiosos em sua homenagem.

Mumificação 
Como acreditavam na vida após a morte, mumificavam os cadáveres dos faraós colocando-os em pirâmides, com o objetivo de preservar o corpo. A vida após a morte seria definida, segundo crenças egípcias, pelo deus Osíris em seu tribunal de julgamento. O coração era pesado pelo deus da morte, que mandava para uma vida na escuridão aqueles cujo órgão estava pesado (que tiveram uma vida de atitudes ruins) e para uma outra vida boa aqueles de coração leve. Muitos animais também eram considerados sagrados pelos egípcios, de acordo com as características que apresentavam : chacal (esperteza noturna), gato (agilidade), carneiro (reprodução), jacaré (agilidade nos rios e pântanos), serpente (poder de ataque), águia (capacidade de voar), escaravelho (ligado a ressurreição).

Mesopotâmia 
Introdução 
A palavra mesopotâmia tem origem grega e significa " terra entre rios". Essa região localiza-se entre os rios Tigre e Eufrates no Oriente Médio, onde atualmente é o Iraque. Esta civilização é considerada uma das mais antigas da história.

Principais povos 
Vários povos antigos habitaram essa região entre os séculos V e I a.C. Entre estes povos, podemos destacar: babilônicos, assírios, sumérios, caldeus, amoritas e acádios.

Características comuns
No geral, eram povos politeístas, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. No que se refere à política, tinham uma forma de organização baseada na centralização de poder, onde apenas uma pessoa ( imperador ou rei ) comandava tudo. A economia destes povos era baseada na agricultura e no comércio nômade de caravanas.
Sumérios 
Este povo destacou-se na construção de um complexo sistema de controle da água dos rios. Construíram canais de irrigação, barragens e diques. A armazenagem da água era de fundamental importância para a sobrevivência das comunidades. Uma grande contribuição dos sumérios foi o desenvolvimento da escrita cuneiforme, por volta de 4000 a.C. Usavam placas de barro, onde cunhavam esta escrita. Muito do que sabemos hoje sobre este período da história, devemos as placas de argila com registros cotidianos, administrativos, econômicos e políticos da época. Os sumérios, excelentes arquitetos e construtores, desenvolveram os zigurates. Estas construções eram em formato de pirâmides e serviam como locais de armazenagem de produtos agrícolas e também como templos religiosos. Construíram várias cidades importantes como, por exemplo: Ur, Nipur, Lagash e Eridu.
Babilônios 
Este povo construiu suas cidades nas margens do rio Eufrates. Foram responsáveis por um dos primeiros códigos de leis que temos conhecimento. Baseando-se nas Leis de Talião ( " olho por olho, dente por dente " ), o imperador de legislador Hamurabi desenvolveu um conjunto de leis para poder organizar e controlar a sociedade. De acordo com o Código de Hamurabi, todo criminoso deveria ser punido de uma forma proporcional ao delito cometido. Os babilônios também desenvolveram um rico e preciso calendário, cujo objetivo principal era conhecer mais sobre as cheias do rio Eufrates e também obter melhores condições para o desenvolvimento da agricultura. Excelentes observadores dos astros e com grande conhecimento de astronomia, desenvolveram um preciso relógio de sol. Além de Hamurabi, um outro imperador que se tornou conhecido por sua administração foi Nabucodonosor II, responsável pela construção dos Jardins suspensos da Babilônia (que fez para satisfazer sua esposa) e a Torre de Babel (zigurate vertical de 90 metros de altura). Sob seu comando, os babilônios chegaram a conquistar o povo hebreu e a cidade de Jerusalém.
Assírios 
Este povo destacou-se pela organização e desenvolvimento de uma cultura militar. Encaravam a guerra como uma das principais formas de conquistar poder e desenvolver a sociedade. Eram extremamente cruéis com os povos inimigos que conquistavam. Impunham aos vencidos, castigos e crueldades como uma forma de manter respeito e espalhar o medo entre os outros povos. Com estas atitudes, tiveram que enfrentar uma série de revoltas populares nas regiões que conquistavam.
Caldeus
Os caldeus habitaram a região conhecida como Baixa Mesopotâmia no primeiro milênio antes de Cristo. Eram de origem semita. O imperador caldeu mais importante foi Nabucodonosor II. Após a morte deste imperador, o império babilônico foi conquistado pelos Persas.

Hebreus 
História do povo hebreu 

A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo. De acordo com as escrituras sagradas, por volta de 1800 AC, Abraão recebeu uma sinal de Deus para abandonar o politeísmo e para viver em Canaã ( atual Palestina). Isaque, filho de Abraão, tem um filho chamado Jacó. Este luta , num certo dia, com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Os doze filhos de Jacó dão origem as doze tribos que formavam o povo hebreu. Por volta de 1700 AC, o povo hebreu migra para o Egito, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente 400 anos. A libertação do povo hebreu ocorreu por volta de 1300 AC. A fuga do Egito foi comandada por Moisés, que recebeu as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai. Durante 40 anos ficaram peregrinando pelo deserto, até receberem um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida, Canaã.
Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi. Após o reinado de Salomão, filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos : Reino de Israel e Reino de Judá. Neste momento de separação, aparece a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo.
Em 721 começa a diáspora judaica com a invasão babilônica. O imperador da Babilônia, após invadir o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta grande parte da população judaica. No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém.
No século seguinte, destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica. Após estes episódios, os hebreus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião. Em 1948, o povo hebreu retoma o caráter de unidade após a criação do estado de Israel.

Fonte: www.suapesquisa.com

domingo, 16 de março de 2014

Brasil Colônia - Resumo



Resumo para a prova de História do 2º ano - CNEC 

Ciclo do pau-brasil (1500 a 1530)

- Chegada dos portugueses ao Brasil em 22 de abril de 1500.
- Portugueses começam a extrair o pau-Brasil da região litorânea, usando mão-de-obra indígena. A madeira era comercializada na Europa.
- Os portugueses construíram feitorias no litoral para servirem de armazéns de madeira.
- Nesta fase os portugueses não se fixaram, vinham apenas para explorar a pau-Brasil e retornavam.
- Época marcada por ataques estrangeiros (ingleses, franceses e holandeses) à costa brasileira.

Ciclo do açúcar (1530 até século XVII) 

 - Em 1530 chega ao Brasil a expedição de Martim Afonso de Souza com objetivo de dar início a colonização do Brasil e iniciar o cultivo da cana-de-açúcar.
- A região Nordeste é escolhida para o cultivo da cana-de-açúcar em função do solo e clima favoráveis.
 - Em 1534 a Coroa portuguesa cria o sistema de Capitanias Hereditárias para dividir o território brasileiro, facilitando a administração. O sistema fracassou e foi extinto em 1759.
- Em 1549 foi criado pela coroa portuguesa o Governo-Geral, que era uma representação do rei português no Brasil, com a função de administrar a colônia.
- A capital do Brasil é estabelecida em Salvador. A região nordeste torna-se a mais próspera do Brasil em função da economia impulsionada pela produção e comércio do açúcar.
- Nos engenhos de açúcar do Nordeste é usada a mão-de-obra escrava de origem africana.
- Invasão holandesa no Brasil entre os anos de 1630 e 1654, com a administração de Maurício de Nassau.
- Nos séculos XVI e XVII, os bandeirantes começam a explorar o interior do Brasil em busca de índios, escravos fugitivos e metais preciosos. Com isso, ampliam as fronteiras do Brasil além do Tratado de Tordesilhas.

Ciclo do ouro (século XVIII)

- Em meados do século XVIII começam a serem descobertas as primeiras minas de ouro na região de Minas Gerais. - O centro econômico desloca-se para a região Sudeste.
- A mão-de-obra nas minas, assim como nos engenhos, continua sendo a escrava de origem africana.
- A Coroa Portuguesa cria uma série de impostos e taxas para lucrar com a exploração do ouro no Brasil. Entre os principais impostos estava o quinto.
- Grande crescimento das cidades na região das minas, com grande urbanização, geração de empregos e desenvolvimento econômico.
- A capital é transferida para a cidade do Rio de Janeiro.
- No campo artístico destaque para o Barroco Mineiro e seu principal representante: Aleijadinho.

Fonte: http://www.historiadobrasil.net/colonia/

Questão:
7 - Dentre as primeiras medidas tomadas pela Coroa Portuguesa para a ocupação do Brasil, após 1530, não podemos incluir:
a) envio da expedição de Martim Afonso de Souza.
b) a decisão de desenvolver a produção de açúcar.
c) a criação do sistema de capitanias hereditárias.
d) a expulsão dos holandeses.
e) a tentativa de transferir para particulares o custo da defesa e da colonização.

Leiam a apostila e bons estudos!

sexta-feira, 14 de março de 2014

Guerra de Canudos



Situação do Nordeste no final do século XIX (contexto histórico)

- Fome – desemprego e baixíssimo rendimento das famílias deixavam muitos sem ter o que comer;
- Seca – a região do agreste ficava muitos meses e até anos sem receber chuvas. Este fator dificultava a agricultura e matava o gado.
- Falta de apoio político – os governantes e políticos da região não davam a mínima atenção para as populações carentes;
- Violência – era comum a existência de grupos armados que trabalhavam para latifundiários. Estes espalhavam a violência pela região.
- Desemprego – grande parte da população pobre estava sem emprego em função da seca e da falta de oportunidades em outras áreas da economia.
- Fanatismo religioso: era comum a existência de beatos que arrebanhavam seguidores prometendo uma vida melhor. Dados da Guerra de Canudos:
- Período: de novembro de 1896 a outubro de 1897.
- Local: interior do sertão da Bahia
- Envolvidos: de um lado os habitantes do Arraial de Canudos (jagunços, sertanejos pobres e miseráveis, fanáticos religiosos) liderados pelo beato Antônio Conselheiro. Do outro lado as tropas do governo da Bahia com apoio de militares enviados pelo governo federal.

Causas da Guerra: 

O governo da Bahia, com apoio dos latifundiários, não concordavam com o fato dos habitantes de Canudos não pagarem impostos e viverem sem seguir as leis estabelecidas. Afirmavam também que Antônio Conselheiro defendia a volta da Monarquia.

Por outro lado, Antônio Conselheiro defendia o fim da cobrança dos impostos e era contrário ao casamento civil. Ele afirma ser um enviado de Deus que deveria liderar o movimento contra as diferenças e injustiças sociais. Era também um crítico do sistema republicano, como ele funcionava no período.

Os conflitos militares 

Nas três primeiras tentativas das tropas governistas em combater o arraial de Canudos nenhuma foi bem sucedida. Os sertanejos e jagunços se armaram e resistiram com força contra os militares. Na quarta tentativa, o governo da Bahia solicitou apoio das tropas federais. Militares de várias regiões do Brasil, usando armas pesadas, foram enviados para o sertão baiano. Massacraram os habitantes do arraial de Canudos de forma brutal e até injusta. Crianças, mulheres e idosos foram mortos sem piedade. Antônio Conselheiro foi assassinado em 22 de setembro de 1897.

Significado do conflito 

A Guerra de canudos significou a luta e resistência das populações marginalizadas do sertão nordestino no final do século XIX. Embora derrotados, mostraram que não aceitavam a situação de injustiça social que reinava na região.

Fonte: www.suapesquisa.com

quarta-feira, 12 de março de 2014

República Velha



República Velha (1889-1930) 

- Proclamação da República em 15 de novembro de 1889. A monarquia é derrubada.
- Marechal Deodoro da Fonseca assume como primeiro presidente da República.
- Poder econômico e político nas mãos das oligarquias paulista e mineira.
- Após a renúncia de Deodoro em 1891, assume a presidência outro militar: Floriano Peixoto.
- Primeira Constituição Republicana Brasileira é promulgada em 1891: voto aberto, presidencialismo, manutenção de interesses das elites agrárias, exclusão das mulheres e dos analfabetos do direito de voto.
- Política do Café-com-Leite: alternância no poder de presidentes mineiros e paulistas.
- Região Sudeste é privilegiada nos investimentos federais, principalmente os setores agrícola e pecuário.
- O café é o principal produto brasileiro de exportação.
- Aumento da imigração europeia (italiana, alemã, espanhola) para servir de mão-de-obra nas lavouras de café do interior paulista.

Política dos Governadores 
Troca de favores políticos entre presidente da República e governadores para a manutenção do poder e garantia de governabilidade.

O coronelismo 
Poder político e econômico concentrado nas mãos dos coronéis (grandes latifundiários), que usavam o voto de cabresto, violência e fraudes para obter vantagens eleitorais para si e seus candidatos.

Golpe de 1930
Após a vitória de Júlio Prestes, políticos da Aliança Liberal afirmam que as eleições foram fraudulentas. Com a liderança de Getúlio Vargas, aplicam um golpe e colocam fim a República Velha. Vargas torna-se presidente da República.

Principais conflitos e revoltas durante a República Velha 
- Revolução Federalista: 1893-1895
- Guerra de Canudos: 1893-1897
- Revolta da Vacina: 1904
- Revolta da Chibata: 1910
- Guerra do Contestado: 1912-1916
- Greves Operárias: 1917-1919
- Revolução de 1930: 1930

Uma pincelada sobre a Era Vargas
A Era Vargas foi um período de modernização da Nação brasileira, mas também foi um período conturbado pela:

Revolução Constitucionalista de 1932.
Constituição de 1934.
Criação da Ação Integralista Brasileira (AIB) e Aliança Nacional Libertadora (ANL).
Política econômica e administrativa do Estado Novo. Política paternalista varguista.
Transformação social e política trabalhista com a criação da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
Criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão responsável pela censura do período.
Constituição de 1937.
Consequência da Segunda Guerra Mundial.
Decadência do Estado Novo.

Questão: 

Sobre a Revolta de Canudos, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) O seu principal líder foi Antônio Conselheiro.
B) Os sertanejos de Canudos lutavam contra a injustiça e a miséria persistente na região.
C) Caracterizou-se como um movimento de caráter messiânico. D) A Guerra de Canudos foi tema do livro “Os Sertões”, do escritor Euclides da Cunha.
E) Os revoltosos de Canudos receberam apoio incondicional dos coronéis da região.

Agora é só estudar.

sábado, 8 de março de 2014

A Felicidade - Uma Análise em Aristóteles e um Salmista



Um pobre moribundo arrojado pela sarjeta poderia ver a beleza nos olhos de um transeunte e contemplar a oportunidade de dias melhores. Seria o fulgor de uma luz que desponta no mais longínquo horizonte. Um fio de esperança para uma felicidade há tanto tempo desejada. Felicidade esta que permeia os olhos lacrimejantes de uma criança há tanto tempo doente que recebe a noticia da cura de seu mal. A vida pode ser um contraste. Na verdade, a vida é um contraste.

Os antigos filósofos procuravam interpretar o mundo e o que os moviam a buscar respostas era justamente o espanto diante de coisas até então desconhecidas. O que traz felicidade ao ser humano? O prazer, a riqueza ou a honra? Podemos perceber no prazer um paradoxo. De um lado está o libertino, isto é, aquele que vive do extremo do prazer. Do outro lado encontramos o insensível, isto é, aquele que não sente prazer em nada. Dentro de instante as pessoas mudam de aparência e os que cantavam e dançavam agora choram por algum motivo banal. De outro lado aqueles que choravam por alguma angústia agora sorriem do amanhecer brilhante em suas vidas.

Riqueza? De que adianta em situações em que o dinheiro não consegue dar a paz que o coração tanto almeja? Vidas e lares destruídos pelas drogas que solapam a sociedade moderna. As aparências de pessoas em seus pujantes veículos de luxo disfarçam os frangalhos das almas chorosas e sem esperança. Não raramente encontramos pessoas vivendo em casas humildes e sempre com um sorriso no rosto que revela uma alma tranqüila e livre do stress do dia-a-dia contemporâneo. Como isso é possível?

Honra. O que é um ato honroso? Em uma sociedade que boa parte não pensa mais no próximo como pensar em honra? Uma das definições de honra pode ser encontrada no Dr. Samuel Johnson. Segundo ele, um dos sentidos para honra seria “nobreza de alma, magnanimidade, e um desprezo a maldade”. Quanto contraste com as palavras de Morrissey ex-vocalista do The Smiths que declarou recentemente dizendo que “o suicídio é um ato honroso e de grande autocontrole”.

O bem que todos os homens buscam, de acordo com Aristóteles, é a felicidade. No entanto, para o filósofo a felicidade, porém, não é um sentimento que aparece, instala-se e vai embora; ao contrário, é obra de uma vida inteira. Sabemos, no entanto, e os céticos de plantão podem até me questionar, que a felicidade não é algo encontrado nas prateleiras de supermercado ou vitrines de shoppings. Nem algo palpável que se pode guardar e usar a hora que quiser. Então, onde encontrar a felicidade?

Deixando a filosofia humana de lado podemos encontrar a resposta em Deus. Ele diz através de um salmista anônimo no Salmo 1º que é bem-aventurado (feliz) o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores e nem se assenta na roda dos escarnecedores. Esse é o primeiro passo. Três ordenamentos explícitos e não fáceis de cumprir. Em seguida, Ele nos mostra o segredo da felicidade dizendo que o homem para ser feliz tem prazer na lei do Senhor, isto é, em seus mandamentos, e neles medita de dia e de noite. Seguindo esses passos não será necessário ter estantes cheias de livros de auto-ajuda.

Como sempre, há aqueles que questionam tudo e todos e podem até desdenhar dessas palavras. Eis ai a maravilha do livre arbítrio e a liberdade de discordar. No entanto, as experiências humanas não deixam dúvidas de que existem pessoas felizes vivendo entre nós. Se isto é possível então existe a felicidade. Conheço um homem que há mais de trinta anos é uma pessoa feliz. Inabalável em sua fé ele não deixa que nada, nem ninguém o afastem do ideal que delineou para sua vida. O mundo pode estar desabando a sua volta e ele sempre tem uma palavra de conforto e confiança. Ao olhar para ele posso compreender porque Aristóteles teve tanta dificuldade em definir a felicidade.

Texto: Odair

sexta-feira, 7 de março de 2014

Uma História de Cáceres



Uma das histórias de Cáceres aconteceu nos anos 70 na Rua dos Coqueiros. Conta-nos os registros que um menino nasceu sob as frondosas folhas de uma mangueira e foi amamentado por uma mãe de leite porque, por algum motivo, a mãe verdadeira não tinha leite para sustentá-lo. Cáceres é uma cidade bicentenária e carrega em si inúmeras histórias que, se contadas e registradas, poderia preencher diversas estantes de livros. A Rua dos Coqueiros era cascalhada e cheia de buracos naquela época como ainda é em diversas outras ruas da cidade nos dias atuais. No entanto, era nessa rua que nasceu e, anos depois, se tornou adulto esse plebeu morador que despertou para vida nessa humilde rua.

Ao olhar para aquele menino recém-nascido, poucas pessoas, creio eu, acreditaria que algum dia ele fosse ser alguma coisa. As pessoas dessa época viviam uma vida feliz e sem as preocupações que tomam conta da sociedade moderna. Mas, observando retroativamente para esse fato que remonta há quarenta anos, podemos vislumbrar um cidadão cacerense que dedica sua vida em desenvolver idéias e ações que transformem a sociedade. O lema ajudar e não atrapalhar é que perpassa a vida daquele menino que hoje é um homem feito.

Hoje a Rua dos Coqueiros é asfaltada. Tem uma pracinha na parte do fundo do Estádio Geraldão e outra na parte da frente, inclusive com aparelhos de ginásticas para a população. Ao olhar para as transformações que aconteceram nessa rua podemos constatar que o tempo sempre está em movimento. A sociedade existe antes do nosso nascer e continuara depois de nossa partida, já dizia Charon. Isso é uma lição de vida.

É possível observar nos meios de comunicação uma critica explicita sobre as deficiências da cidade. Na verdade, não há como negar que a cidade tem, e muitas, deficiências. Mas, não podemos deixar de considerar algumas questões que são cruciais para entendermos uma cidade como Cáceres. Primeiro a questão do tempo. Cáceres foi gerada em uma época onde não se preocupava em fazer um planejamento de cidade. Foi estabelecida como uma vila que serviria para estabelecer uma alternativa para as distantes cidades de Cuiabá e Vila Bela da Santíssima Trindade no longínquo Mato Grosso. O Rio Paraguai serviria como meio de navegação e encurtaria as distancias até Corumbá e outras vilas da região do Prata. Eis um contexto que muitos se esquecem (ou até mesmo desconhecem) quando preferem falar mal da cidade. Nessa época, as vilas nasciam nas margens dos rios e a preocupação básica desses primeiros habitantes eram construir uma praça e uma igreja. Não se pensava em saneamento, estrutura e coisas do planejamento atual. Logicamente que, sendo dessa forma a cidade cresceu e hoje tem as dificuldades que todos conhecemos.

Outra questão fundamental para tentarmos entender esse processo diz respeito aos administradores que passaram pelo governo da cidade. Desde os primeiros, podemos observar que a preocupação é com o imediatismo. Isto é, preciso resolver as questões emergenciais. Ao fazer isso, jogam-se os maiores problemas para serem resolvidos futuramente. Acontece que ninguém está disposto a resolver problemas que não resultam em votos. Nesse sentido, passa ano e entra ano, passa governante e entra governante e a situação vai sendo empurrada com a barriga. Depois de mais de duzentos anos a cidade já não comporta mais tanta incompetência administrativa. Mas, a culpa é só dos governantes? Quando eles eram indicados até que poderíamos culpá-los pelo descaso com a coisa pública. Mas, e hoje?

Podemos inferir diversos problemas que assolam a cidade. Falta de apoio político, descaso administrativo, abandono público, enfim. Mas, de uma coisa não podemos esquecer. Cáceres tem história. Uma história bonita. Não se deve, nem de longe, comparar as cidades recentes de Mato Grosso que crescem com planejamento e estrutura e que apresenta um Mato Grosso em ascensão com a princesinha do Rio Paraguai. As outras têm desenvolvimento, tem crescimento, tem planejamento. No entanto, Cáceres tem história. A forma em que se conta essa história é o que importa. Mas alguém pode questionar: não se vive só de história. De fato. No entanto, pode-se muito bem aproveitar esse fator histórico e transformar a cidade. Onde está à valorização daqueles que valoriza a cidade? Sanguessugas e parasitas vivem a custa do sangue cacerense e são bem tratados enquanto os verdadeiros filhos da terra são deixados de lado.

As imagens recentes de um belo pôr-do-sol às margens do Rio Paraguai caudaloso corre o mundo. São imagens que remonta as maiores obras primas da natureza e revela uma fascinante beleza que perpassa mais de duzentos anos. É preciso saber reconhecer que a cidade tem o seu encanto. Precisamos bater no peito e nos orgulharmos do lugar onde nascemos e vivemos. Além disso, é necessário cobrarmos das autoridades um cuidado maior do nosso patrimônio. E, muito mais do que isso, sabermos escolhermos os nossos futuros administradores e legisladores. Qual o valor que uma pessoa de fora vai dar à história de Cáceres? Pense nisso na hora de exercer o seu próximo voto.

Texto: Odair
Fotos: Joe

terça-feira, 4 de março de 2014

Desconhecido (???)



Nas aulas de Filosofia foi proposto aos alunos que falassem sobre o desconhecido e na avaliação, exigido um texto sobre esse tal desconhecido. A seguir as três melhores definições (em minha opinião) sobre o tema.
(Prof. Odair)

Como vamos falar de algo desconhecido? Como vamos lidar com algo desconhecido? Para podermos lidar com o desconhecido temos que torná-lo em algo conhecido para que possamos, dessa forma, lidar com ele. Mas, nem sempre o desconhecido pode se tornar conhecido. Na verdade, o conhecido e o desconhecido andam juntos e, as vezes, separados. Outras vezes fingimos que não conhecemos o desconhecido. Muitas vezes o desconhecido está dentro de nós. Isso porque ninguém conhece ninguém. Sabemos sim as consequências que possamos ter com os desconhecidos. Nós somos desconhecidos. Pensamos que somos conhecidos, mas ninguém nunca descobriu o que se passa na mente de outras pessoas. Então desconhecemos. Podemos até pensar que podemos nos dominar. Fisicamente até pode ser possível, mas psicologicamente não nos dominamos. Uma coisa engraçada. Pensamos que sabemos e não sabemos nada. Isso é conhecer o desconhecido? Nem todas as coisas têm respostas. Lidamos com o desconhecido a todo o momento e, às vezes, não percebemos isso. O desconhecido nos faz pensar que sem ele não haveria sentido, pois não o entendemos por se tratar de algo abstrato. E a pessoa só aprende quando descobre e descobrir é desvendar o desconhecido.

Antonio Marcos – 3º Ano – CNEC


O Filósofo é uma pessoa tão encabulada com a existência do ser humano que a todo o momento vai à busca do desconhecido. Procura ir atrás de novas teorias e práticas para provar algo que ninguém nunca imaginou que fosse existir. Não é sem importância que muitos são chamados de “loucos”. O seu modo de raciocínio é tão profundo que é preciso muita atenção e dedicação para entender o assunto tratado em questão.

Tamires Pansera – 3º Ano – CNEC 

O que é isso? De acordo com o que todos nós aprendemos na escola isto são pontos de interrogação. No entanto, são apenas ideias, conhecimento que todos nós possuímos e se retirarmos este conhecimento que possuímos não haveria como dizer que isto são três pontos de interrogação. Tudo o que possuímos hoje em dia de conhecimento é o que nós achamos que esteja certo e que diante daquilo, nós sempre sabemos que para isso existe apenas uma resposta. [...] não podemos ter certeza de nada. Sempre teremos apenas ideias de que algo possa ser ou não uma certeza. A única certeza que podemos ter é de que existimos. Isso porque pensamos. Tudo o que está fora de você, tudo o que você vê, sente, cheira, ouve ou experimenta não passa de sensações que você acha que existe. Mas, até delas mesmo temos que duvidar.

Gustavo A. Carvalho – 3º Ano - CNEC

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Ideologia e formas de dominação



Eis um tema a ser abordado nas aulas de sociologia que mexe com nossa imaginação. As perguntas são postas de forma a questionar nossa forma de ver as coisas que acontecem a nossa volta. De que forma somos dominados? Ou será que não somos dominados? Talvez possamos pensar que, na verdade, somos dominadores.

Diante de olhos atentos observo as imagens que são expostas mostrando um mundo em ebulição. Guerras, conflitos, revoluções, tecnologia e inovações que moldaram a forma do ser humano ver o mundo. As imagens em comento são relatos gritantes do breve século XX. O documentário Nós que aqui estamos por vós esperamos apresenta cenas e personagens que fizeram os acontecimentos. Os personagens são conhecidos e outros nem tanto, mas cada um contribuiu para a construção da sociedade em que estamos inseridos. A pergunta se este modelo de sociedade é bom ou ruim é que está em jogo. A resposta para essa pergunta não cabe a mim responder. Mas o que é ideologia? A ideologia é constituída como um conjunto de idéias produzida por uma classe, vista como dominante, que terá o papel de levar suas idéias para o maior número possível de pessoas, numa tentativa de convencer a todos de que a sua proposta de estrutura social é a melhor e a única confiável. Em outras palavras, a tentativa de provar que esse e não aquele sistema é o melhor. Convivemos com o Capitalismo que dita às regras na nossa sociedade. E as perguntas são: vivemos o melhor dos mundos?

Através das imagens e histórias desses personagens que fez o século XX e nos possibilitaram chegar ao século XXI é preciso analisar essa ideologia dominante. Questionar esse modelo? Não sei. Eis um grande ponto de interrogação.

Texto: Odair

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A Sala de Aula CNEC



Ali estão os olhos atentos e ansiosos
Querem logo saber
De onde vem e como vêm as novas lições.
São mentes que desejam alçar novos vôos
E navegar os oceanos de novos conhecimentos
Que os farão desvendar o infinito.
Bombardeados pela informação instantânea
Almejam pelo conhecimento
Que, de fato, enche a alma.
A sala de aula está cheia de jovens
Que sonham com o sucesso
E querem alçar vôos nunca dantes alçados.
Querem saber como funciona as engrenagens da vida
As cores do arco-íris
E as façanhas de Napoleão Bonaparte.
São esses olhares a contemplar-me
Que dá motivação a seguir esse caminho.
Saber que aprendo a cada dia
Que a vida é um eterno aprendizado.

Conhecer é abrir-se para o novo
Nascer para uma nova vida de amor;
Escolher o caminho certo
Com a alma livre do rancor.

Poema: Odair

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O que é isso, Companheiro?



Este pequeno ensaio tem o objetivo de problematizar uma questão relevante para os nossos estudos. Os filmes são capazes de nos apresentar novas idéias? Ou as situações são as mesmas de sempre? Algo novo no front?

Os trailers têm a capacidade de nos enganar e a crítica nem sempre tem razão. Nestas férias assisti alguns filmes para análise aqui nesse espaço e o objetivo esse ano é trabalhar um pouco mais. Não que eu não tenha trabalhado o bastante no último ano, mas publiquei muito pouco e, nesse sentido, este ano pretendo problematizar um pouco mais as análises trabalhadas com os alunos.

Fui enganado pelo trailer de Wolverine – Imortal, Vai que dá certo, entre outros. Mas me surpreendi com os excelentes (em minha opinião) “Os Suspeitos”, “Rota de Fuga”, “Frozen – Uma aventura congelante”, “Detona Ralph”, “Serra Pelada”, e “O Último Desafio”. Assisti alguns filmes antigos como, “Davi e Batseba”, “Os Bárbaros Tártaros” e o incrivelmente belo filme “Ben-Hur”.

Destaco as boas atuações de Schwarzenegger nos filmes “Rota de Fuga” e “O Último Desafio”. Os filmes ficaram bons, em minha opinião, porque as histórias são inteligentes e capazes de prender a atenção até o final. Eu e minha esposa demos boas gargalhadas com O Último Desafio. Outro destaque positivo é o filme “Serra Pelada”. Além do contexto histórico, o filme retrata questões de amizade e ambição e demonstra o quanto o ser humano pode ser corrompido pela ambição e poder.

No entanto, de todos os filmes que assisti nas férias, “Os Suspeitos”, em minha opinião foi o melhor. Ouso afirmar que não assistia a um filme bem intrigante assim desde “Sobre Meninos e Lobos”.

Mas, qual o objetivo do título? Explico. “O que é isso, Companheiro?” É um filme que tinha ouvido muito falar dele desde meus tempos de faculdade, já tinha lido inúmeros comentários sobre ele. No entanto, nunca havia o assistido. E o fiz isso. Tiro o chapéu para a produção do filme e todo o contexto histórico da Ditadura Militar. Muito bom o filme. Pretendo trabalhar com ele para minhas turmas do 9º ano e 3º ano do Ensino Médio.

Texto: Odair

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Quarenta Anos



Amanhece o dia e percebo as horas que continuam a passar. Lá se vão anos de caminhada pela vida que me faz refletir sobre a minha existência. Quarenta anos o povo de Israel peregrinou pelo deserto na busca pela Terra Prometida. E agora imagino como esse tempo passou. Uma dualidade: São milhares de dias vividos e centenas de experiências aprendidas e compartilhadas. Ao mesmo tempo, parece que foi ontem que dei os primeiros passos rumo a minha vida. Sonhos de infância confundem-me com a realidade dos dias conquistados. Como nuvens passageiras alguns sonhos se desfez com o tempo e aprendi que a realidade, às vezes, é mais cruel do que a fantasia.

Numa bela manhã de verão eu acordo e me vejo pronto para começar minha vida. Afinal, a vida começa aos quarenta e aqui estou eu. Vivendo em uma verdadeira encruzilhada. É uma fase da vida em que, ao mesmo tempo em que me sinto um jovem, também me sinto um velho. Em determinada situação eu ainda sou um jovem com ideais e planos para o futuro em outras eu já me sinto velho para pensar outros projetos. No entanto, a vida continua e sei que a caminhada ainda é longa pela frente.

Quarenta é um número abençoado e Deus tem me protegido e sei que continuará me abençoando para que realize os seus propósitos.

Texto: Odair

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Colateral



Colateral no sentido estrito da palavra é quem está do lado e numa direção aproximadamente paralela. E ai posso pensar qualquer coisa e tudo é válido nos meus questionamentos. Pergunto-me sobre o trabalho e penso, consequentemente, nas mudanças que o mesmo exerce na vida das pessoas. Qual o trabalho mais importante para o homem? O trabalho realmente dignifica o ser humano? Nosso esforço é melhor do que o esforço de uma formiga ou uma abelha? Os escravos que carregaram enormes blocos de pedras para construirem as pirâmides do Egito são menos importantes que os Faraós que nelas foram sepultados?

Pois bem, antes de me alongar nessas inumeras perguntas sem respostas plausíveis, deixe-me situar o leitor sobre minhas indagações. Todo esse questionamento perpassaram minha mente nas aulas de Sociologia (Trabalho) e nas de Filosofia (Poder e Estado) com as articulações sobre Liberdade. Como se fossem frutas jogadas dentro de um liquidificador e misturada ao leite que me produzissem um suco delicioso de sabores diversos. Uma viagem.

Não tenho a conta exata de quantas vezes assisti o filme Colateral e, cada vez que o assisto, descubro coisas novas. Dessa vez analisei-o dentro da ótica do trabalho.

Qual trabalho é o mais importante? Taxista, Policial, Promotor ou Matador de Aluguel? Dentro da conotação capitalista poderia inverter a pergunta e indagar qual desses trabalhos apresentados no filme é o mais rentável? Difícil é responder essas questões, uma vez que as habilidades e as escolhas nem sempre são fáceis de serem tomadas. O que importa, realmente, são os sonhos das pessoas. É interessante os questionamentos que Vincent (o Matador de Aluguel) faz a Max (Taxista) a todo instante. Suas incursões pelo subconsciente do trabalhador é algo a ser pensado. Por que trabalha a noite? Porque o trânsito é menos estressante e as gorjetas são melhores, entre outras coisas. Sempre vamos estar pensando no melhor para nós.

Quando pensamos no Estado pensamos que o mesmo deveria dar proteção as testemunhas que são assassinadas por Vincent e, então, percebemos que o Estado é incapaz de proteger seus cidadãos. Liberdade? Onde existe liberdade? Max é uma prova cabal do quanto somos reféns dessa tal liberdade. Podemos pensar na sua situação ao descobrir que seu passageiro é um assassino profissional. Qual decisão tomar?

Por último, penso no Poder. Poder que é exercido em todos os lugares. Quem tem o poder de controlar sua vida? Somos capazes dessa potência? E, até que ponto somos controlado pelo poder do Estado?

Essas e outras questões devem ser problematizadas a partir da leitura e analise de Colateral.

Texto: Odair

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Inimigo do Estado: Temos ou não temos Liberdade?



A pergunta que fiz hoje era a seguinte: no Estado em que vivemos temos liberdade? Pode parecer uma pergunta desconexa na atual conjuntura em que vivemos. No entanto, o objetivo era fazer uma reflexão sobre Trabalho, Poder e Estado. Uma mescla de Filosofia e Sociologia. As respostas, na sua maioria muito boas me fez rever alguns conceitos fundamentais. Primeiro que não importa se minha resposta seja sim ou não. A pergunta é muito complexa e a verdade, neste caso, relativa. Para Hegel liberdade não é poder fazer o que se quer fazer, sem limitações, mas sim agir de acordo com princípios de validade universal e, assim promovê-los. Ainda de acordo com o filósofo o Estado é a mais cabal expressão da racionalidade.

Partindo desse pressuposto, a indagação sobre se temos ou não liberdade no Estado em que vivemos me veio a mente o filme Inimigo do Estado. Na trama, percebemos claramente que somos vigiados e controlados pelo Estado que tenta a todo custo ter o controle das pessoas. Nesse sentido as perguntas se desdobram: Se somos livres por que temos que cumprir as leis? Por que não podemos fazer as coisas da forma que pensamos? Por que todo um controle estatal nas ações que fazemos? E as perguntas poderiam partir para outros princípios tais como: se não sou livre por que não faço uma revolução? Por que permanecemos presos ao sistema que nos prende? As perguntas estão expostas e as respostas cabe a cada cidadão que tem a capacidade de pensar.

O meu desdobramento sobre o tema de Poder, Estado também perpassa o Trabalho. Afinal, o objetivo final do ser humano (capitalista) é a realização do sonho de ter uma vida feliz e construir algo para deixar à posteridade. Qual o sentido de Trabalho nos dias atuais? Será que o Trabalho faz parte do poder do Estado?

Assistam o filme, leia Hegel e Marx e tente responder essas questões.

Texto: Odair

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Nós que aqui estamos...



“Nós que aqui estamos por vós esperamos” é um filme brasileiro de 1999 sob a direção de Marcelo Massagão. Ele traz o filme como memórias do século XX. O filme retrata uma verdadeira volta ao mundo no seu contexto histórico, econômico e cultural.

Leitura cinematográfica da obra Era dos Extremos, do historiador britânico Eric Hobsbawm, a produção mostra, através da montagem das imagens produzidas no século XX e da música composta por Wim Mertens, o período de contrastes entre um mundo que se envolve em dois grandes conflitos internacionais, a banalização da violência, o desenvolvimento tecnológico, a esperança e a loucura das pessoas.

O filme usa imagens de arquivo de filmes clássicos (Chelovek’s kinoapparatom, Un Chien Andalou, The General, Le voyage dans la lune, Berlin: Die Sinfonie der Grosstadt), fotos, pinturas, textos, etc. O filme é considerado um documentário ficcional, segundo o diretor um “filme-memória”, com imagens reais e textos criados por Masagão. Logo no começo vemos cenas de “O Homem com a Câmera” e “Berlim: Sinfonia da Metrópole”.

O título do filme vem do letreiro disposto em um cemitério localizado na cidade de Paraibuna, no interior do Estado de São Paulo, onde se lê a mesma frase.

Foi premiado no Festival de Gramado em 2000 por sua montagem[1] e no Festival do Recife como melhor filme, melhor roteiro e melhor montagem. Sua produção custou cerca de 140 mil reais, sendo 80 mil direcionados somente para o pagamento de direitos autorais de imagens e fragmentos de vídeos.

Após ver o documentário escolha um dos temas abaixo e disserte suas conclusões.

Tema 01 - Grandes Conflitos Internacionais.
Tema 02 - A Banalização da Violência.
Tema 03 - Desenvolvimento Tecnológico.
Tema 04 - A Esperança e a Loucura das Pessoas.

Prof. Odair

Bolivarismo







José de San Martín e Simon Bolívar foram importantes líderes na independência dos vice-reinos do Prata, Nova Granada, do Peru e das capitanias gerais do Chile e da Venezuela.


Partindo da Argentina, que havia declarado sua independência em 1816, o general San Martín libertou o Chile e comandou seus homens, cerca de 5 mil soldados, para o vice-reino do Peru, o mais fiel à coroa espanhola e o mais difícil de ser derrotado.

Simon Bolívar, com apoio da Inglaterra e dos Estados Unidos, junto com seus solados, libertou a Venezuela, a Colômbia, o Equador e encontrou o exército de San Martín no vice-reino do Peru. A ação de ambos os exércitos acabou derrotando as forças leais à Espanha no vice-reino do Peru, que também declarou sua independência em 1824.

Embora a história chame Bolívar e San Martín de “Líderes da Independência”, é importante lembrar que estes homens tinham projetos políticos diferentes. San Martín defendia um governo monárquico, enquanto Simon Bolívar defendia um governo republicano.

O BOLIVARISMO

Em 1826, no Congresso do Panamá, Simon Bolívar propõe um projeto ambicioso: a união dos territórios da América espanhola num só país republicano e independente. O sonho de uma América Latina unida, republicana e solidária ficou conhecido como bolivarismo, o primeiro exemplo de pan-americanismo do continente. Apesar de os países formados a partir das colônias espanholas da América terem adotado o sistema republicano de governo, o bolivarismo, contudo, fracassou. Veja, abaixo, porquê.

Os líderes criollos tinham interesses divergentes e muitas vezes opostos. Os criollos da Venezuela, por exemplo, defendiam um modelo de economia mais aberta, sem protecionismo, o que desagradava os criollos do Equador que queriam uma economia mais fechada, com protecionismo. Enfim, interesses econômicos divergentes foram um dos motivos para o fracasso do bolivarismo. No entanto, houve outros.

Tanto a Inglaterra quanto os Estados Unidos, países que apoiaram a independência das colônias, não apoiavam o projeto do bolivarismo, pois temiam que uma América Latina unida poderia se transformar num obstáculo para a dominação econômica que esses países pretendiam impor aos países recém- independentes.

Perguntas e Respostas.

01) Qual a principal diferença no projeto político de independência do general San Martín e do general Simon Bolívar?

02) Defina o bolivarismo e, em seguida, apresente três razões para o seu fracasso.

Agradecimentos:
http://zepauloblog.blogspot.com.br/2008/07/san-martn-bolvar-e-o-bolivarismo.html

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Temporais e Tempestades




O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte. 
Friedrich Nietzsche

Ainda não tive a curiosidade em saber onde e porque Nietzsche falou essas palavras. Na verdade, como ele mesmo disse, suas palavras eram como golpes de marreta. E, analisando as ideias do Filósofo podemos deduzir que os tijolos da sociedade de sua época eram bem frágeis. O interessante de tudo isso é que não mudou muita coisa de lá pra cá. Nos dias atuais é perigoso você falar o que pensa porque, na maioria das vezes, vai ser mal interpretado. O mesmo filósofo acrescentou que “Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar”. Parece-me que há um abismo enorme entre o que se fala e o que se vive. Falamos em normas, regras a serem cumpridas e onde está o respeito? Que atire a primeira pedra aquele que puder.

Não posso bradar contra a pequenez do ser humano diante das situações impostas por uma sociedade capitalista, machista e preconceituosa porque incorro no risco de ter minha cabeça espetada em uma estaca. O meu protesto não pode ser escondido debaixo do tapete. Prove-me o contrário. Se sabe, então me mostre isso. Faça-me sentir o conhecimento e eu me calarei. Mas não me venha com desculpas.

Já dizia Rubens Alves que “nós não vemos o que vemos, nós vemos o que somos. Só vêem as belezas do mundo, aqueles que têm belezas dentro de si”. Na verdade, a pergunta é a seguinte: o que estamos vendo do mundo? Continuo afirmando que acredito nas pessoas. Acredito no ser humano e nas mudanças de atitude. Vejo potencial quando as pessoas tem coragem de olhar nos meus olhos e espero que isso aconteça com aqueles em quem coloco toda minha confiança de futuro. Não posso ser simplesmente alguém que deixe a vida passar em branco. Tenho uma função social nessa sociedade e espero cumprir o meu papel. O que não posso fazer é deixar que permaneçam na zona de conforto. O enfrentamento é necessário. Como já dizia Willian Shed “um barco pode estar seguro no porto, mas não é pra ficar no porto que barcos são feitos”. Nesse sentido, é que espero grandes coisas daqueles que buscam o conhecimento.

Para finalizar meu texto e tentar deixar uma mensagem de otimismo para aqueles que ouvem minhas palavras acrescento o pensamento lapidar de Epicuro “os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades”.

Texto: Odair

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Professor disserta e o Aluno Dorme




Abro a página de um jornal da região e destaco as cinco primeiras noticias do dia: greve dos professores; homem morto a facada é encontrado a margem da rodovia; motorista fica ferido entre colisão de carro e bitrem; vento forte destelha casa em sorriso; candidatas do nortão participam de desfile. 80% das noticias de um jornal no dia, quando não mais, é sobre coisas ruins que acontecem no dia a dia da sociedade moderna. E pensar que os povos que não habitavam as muralhas romanas eram bárbaros. Logicamente que podemos deduzir, se quisermos, que os veículos de comunicação não veiculam noticias boas. Sim, isso pode ser uma verdade. Mas então fica a pergunta: o porquê isso acontece? Talvez porque a sociedade já se acostumou com as noticias ruins. Esperam por elas. As desejam.

Não sou pessimista. De forma nenhuma. Na verdade, sou até muito otimista e creio sim, em um mundo melhor. Só que para se ter um mundo melhor na conjuntura da sociedade capitalista desumana é necessário uma mudança radical. Não manifestações sem objetivos pelas ruas da cidade onde só aparecem os vândalos exercendo quebradeiras. Falo de atitude interna. Mudança radical na vida de cada ser humano nesse planeta. O dia em que o companheirismo falar mais alto do que o egoísmo, então alcançaremos uma sociedade mais humana. Quem sabe nossos netos alcancem esse objetivo. Porque, na conjuntura atual de corrupção, idealismo capitalista, e falta de amor estamos caminhando a passos largos para a extinção do ser humano. O homem é o lobo do próprio homem, já afirmava o Filósofo e com razão. Se ele vivesse na atual modernidade estaria estarrecido. Alguém pode afirmar que pensa no próximo e que estaria disposto a abrir mãos de sua vida em favor do próximo. Isso acontece todos os dias. Mas, mesmo assim os presídios estão superlotados, os abrigos de idosos não suportam mais tantas pessoas desprezadas, os orfanatos idem e todas as casas possuem cerca elétrica e monitoramento.


Se observarmos uma sala cheia de alunos e nos perguntarmos qual o objetivo do aprendizado, em alguns casos ficaremos estarrecidos. São o futuro da nação. Com exceção, seus olhares demonstram desprezo pelo conteúdo estudado. A História é chata. Qual a importância de saber sobre o Brasil Colônia? O que isso acrescentará nos meus conhecimentos. O que importa é as novas postagens do face. Esquecem-se eles do principio básico de qualquer ser humano que é saber sua própria História. Conheça-te a ti mesmo. Em dado momento é possível ver o deboche em seus sorrisos. Do lado alguns dorme o sono que lhe foi roubado a noite quando ficou até altas horas nos jogos. Como poetizou Bandeira:

“O professor disserta
Sobre ponto difícil do programa
Um aluno dorme,
Cansado das canseiras desta vida.
O professor vai sacudi-lo?
Vai repreendê-lo?
Não.
O professor baixa a voz
Com medo de acordá-lo”.

E eis o futuro de nossa nação. Nas mãos de pessoas dessa forma. No entanto, eu ainda acredito naqueles que são puros de coração e que desejam uma sociedade melhor. Eles estão por ai. Talvez estejam cansados, desanimados ou mesmo feridos, mas estão por ai. Vamos sacudir nossa sociedade e caminhar rumo à esperança desses jovens que querem um mundo melhor. Basta a inércia!

Texto: Odair

sábado, 20 de julho de 2013

O Homem de Aço



A invasão dos quadrinhos no cinema foi implacável e, ironia, os bons resultados financeiros acabaram se tornando uma espécie de vilão. Com eles, o universo da sala escura parece ter ficado reduzido a uma explosão de cores e histórias, nem sempre, fáceis de entender ou atraentes para o espectador que não praticou o virar das páginas de um gibi. Aí, veio o pulo do gato: entregar filmes "destes mundos" com tramas envolventes e inteligíveis, conquistando multidões. Nem todos conseguem (existem grandes fiascos), mas tem uma turma aí que já pegou a manha e tem gente deste time em O Homem de Aço.

 Em um planeta distante, o pai (Russell Crowe) de uma criança resolve salvá-la de um apocalipse e programa o envio dela para a Terra, levando consigo uma importante herança genética do seu povo, embora o frio General Zod (Michael Shannon) não se conforme com essa decisão. Já em seu novo lar, criado por pais "adotivos" (Kevin Costner e Diane Lane), a criança cresceu. Mas Clark (Henry Cavill) tornou-se um homem preocupado, principalmente, com suas origens e seu verdadeiro destino. Até que este passado retorna na figura de Zod, ainda mais poderoso, e o futuro da humanidade vai depender do confronto entre essas duas forças.

Caso você ainda não tenha sacado, o herói em questão é o bom e velho Super-Homem, repaginado, com novo intérprete, nova (e alucinante) roupa, mas com dilemas comuns ao mais reles dos mortais, do tipo "de onde venho, quem sou eu?". Escrito por David S. Goyer (Batman - O Cavaleiro das Trevas), o roteiro capricha nas explicações, é extremamente didático e isso não é demérito, pois é o que permite aos não iniciados um melhor entendimento. Agora, se os fãs das revistas vão curtir, aí já são outros quinhentos. Vão achar muito blábláblá, dizer que não foi fiel a isso ou aquilo... Porém, esquecem esses notáveis leitores (e são!), que uma adaptação é - e sempre será - uma versão e, como tal, poderá fazer uso de licenças para "sobreviver" em outro "meio". Aliás, licenças não faltam nas páginas coloridas da imaginação.

Com um discurso ecologicamente correto bem claro, bons diálogos ("Se você ama tanto essas pessoas, pode chorar a morte delas.") e efeitos especiais de cair o queixo, essa produção de Christopher Nolan sob a batuta de Zack Snyder tem elementos de sobra para conquistar o grande público. Desde boas atuações do elenco já citado até o auxílio luxuoso de coadjuvantes de peso (Amy Adams e Laurence Fishburne), além de um merecido destaque para Antje Traue e Christopher Meloni, que profere a emocionante frase: "Esse homem não é nosso inimigo".

Pra fechar a tampa, a trilha do premiado Hans Zimmer faz uma senhora cozinha para os quitutes pow!, bam!, tum! ganharem forma nas sequências insanas (quase intermináveis) de pancadaria entre o herói e seus algozes. A destruição, aliás, é grande e sem o menor pudor de deixar evidente a escola Michael Bay e Roland Emmerich, remetendo também a um momento do arrasa quarteirão Os Vingadores (2012). Assim, não é um pássaro... não é um avião... é um super filme (poderia ser mais curto), cuja missão de proteger o entretenimento foi plenamente garantida. Para o bem dos simples mortais, como o autor dessas mal traçadas linhas, e para o mal daqueles que defendem a ideia de que deveria ser fiel ao original blábláblá... Agora, é contigo mesmo!

Roberto Cunha

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-123348/criticas-adorocinema/

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Cinema e Televisão



Num meio-dia de fim de primavera Fernando Pessoa teve "um sonho como uma fotografia". Até o século dezenove sonhava-se como pintura. A fotografia tornou-se a mais convincente representação da realidade. Muita gente disse, cedo demais, que a pintura não lhe iria sobreviver. A aparente neutralidade da máquina e a perfeita representação visual de uma fração de segundo estabeleceram os novos padrões da ilusão. Até surgir o cinema.

Muita gente disse, cedo demais, que o século vinte foi o século do cinema. Ainda hoje podemos imaginar o espanto provocado pelas imagens em movimento. O Jornal do Comércio de 9 de julho de 1896 registra com assombro a primeira projeção de cinema no Rio de Janeiro, com sua imagens "nítidas, firmes, acusando-se em um relevo extraordinário, dando magnífica impressão de vida real. O espetáculo é curioso e merece ser visto". Todo mundo foi ver e era ver para crer. Mudando todos os costumes, exportando idéias e padrões de consumo, o cinema reinou absoluto na primeira metade do século. Até surgir a televisão.

Muita gente disse, sempre cedo demais, que a televisão terminaria com o cinema. Como competir com o caleidoscópio de imagens que invadia todas as casas? A televisão se apoderou da linguagem audiovisual, com sua "magnífica impressão de vida real" e, melhor, ao vivo! A televisão transformou o espectador em testemunha.

A pintura sobreviveu, não como escrava do real mas quase como seu oposto. O ponto de vista único do artista, representado em forma e cor, continua surpreendendo seis séculos depois de Giotto. A fotografia sobreviveu ao cinema, e o cinema à televisão. As formas que o homem inventa para criar ilusão, para compartilhar suas visões de mundo, seus medos e desejos, se transformam e se aglutinam. Procriam, mas não se desinventam. Na arte, que é tudo que a natureza não é, também nada se perde.

Muita gente ainda fala, tarde demais, das diferenças entre a linguagem cinematográfica e televisiva. São a mesma linguagem, com os mesmos signos, a mesma força da fotografia, a mesma ilusão de volume provocada pelas imagens que se movem em planos sobrepostos, música, palavras, luz e movimento. A diferença não está na linguagem em que se constrói a narrativa no cinema ou na televisão e sim na maneira como uma e outra são apreendidas. A diferença não é como se faz mas sim como se vê. Uma sala iluminada apenas pelas imagens que por algum tempo numa grande tela se movimentam, sem que sobre elas tenhamos qualquer controle, é cinema. Uma pequena tela se esforçando para chamar atenção o tempo que for possível, sempre e enquanto nós deixarmos, é televisão.

É natural que a diferença de atenção do público de cinema e de televisão provoquem diferentes usos da mesma linguagem. O cinema, como disse Jean Claude Carriére, "ama o silêncio". A sensação de ver, numa grande tela, no escuro, é mais que suficiente para causar encantamento. A televisão odeia o silêncio. A imagem na televisão precisa constantemente da muleta do som e quase sempre da palavra. Não basta mostrar a faca, é preciso dizer, "Olhe, uma faca! Aqui! Na mesinha da sala, ao lado do vaso, está vendo? É uma faca! Não mude de canal! Não desligue, por favor!" A televisão não cala a boca. O cinema é um pescador, joga sua isca no meio do lago e espera pacientemente que a vítima deixe o seu refúgio entre os juncos, estacione o carro e compre ingressos. A televisão vai a caça, busca o tatu na toca enfiando-lhe o dedo onde for preciso.

Desde o momento em que alguém tem a idéia para um filme até que você o veja na tela de um cinema passam-se muitos anos. Tudo que chega ao filme foi visto muitas vezes por muitas pessoas. Você vê um filme sabendo que nada está ali por acaso. Na televisão tudo pode acontecer. Mesmo um filme na televisão pode ser interrompido a qualquer momento pela queda de um ministro ou de um avião. Televisão é sempre ao vivo.

Tem gente dizendo, cedo demais, que o século vinte um será da internet. A estréia é boa: a internet trouxe o texto de volta ao dia-a-dia de milhões de pessoas e só isso já é mais que suficiente para que seja recebida com vivas e tapinhas nas costas. Os e-mails anunciam uma nova era epistolar e quem quiser diz o que quer a quem quiser ouvir. Na internet a tela também é câmera.

Sentindo escapar do seu controle os meios de produção de imagens e informações, os doninhos de sempre se apoderam cada vez mais da mídia. Você pode até clicar suas imagens por aí mas só consegue mostrar para muita gente pagando pedágio para o distribuidor do filme/livro/programa de tv/site. Os donos da mídia estão cada vez mais no poder. Mas o século ainda nem começou. A luta continua.

Texto: Jorge Furtado

http://www.nao-til.com.br/nao-74/furtado2.htm