segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Missa da Meia-Noite - Análise Crítica


    Mike Flanagan não é um cara complicado. Criador de A Maldição da Residência Hill e A Maldição da Mansão Bly, e um dos nomes de maior destaque do horror atual, ele cria obras que servem para reafirmar verdades fundamentais e simples, mas que esquecemos com facilidade no dia a dia. De Residência Hill a Missa da Meia-Noite, Flanagan interroga a inevitabilidade da morte, a futilidade cósmica da vida, a significância profunda das conexões que fazemos enquanto estamos por aqui.

    Em muitos sentidos, o diretor e roteirista resumiu sua filosofia muito bem na frase mais famosa de Residência Hill: “Eu te amei completamente, e você me amou da mesma forma. O resto é confete”. Missa da Meia-Noite é uma longa, tortuosa, angustiante, sangrenta, enervante jornada até essa realização - em palavras diferentes, é claro, mas a mesma realização. Difícil culpá-lo por se repetir, quando a mensagem é tão verdadeira, e tão tocante, todas as vezes que é reiterada.

    É claro que Flanagan tempera sua nova obra com ângulos diferentes de reflexão, cores diferentes de humanidade. Missa da Meia-Noite, pela própria natureza de sua trama, dedica muito tempo a uma meditação cuidadosa sobre fé, e como ela é capaz de desenterrar, nos seres humanos, a bondade mais pura e a amargura mais profunda da nossa natureza. A minissérie não é “anti-fé”, mas alerta sobre a forma como a retórica religiosa pode ser facilmente transformada em arma de opressão. Uma opressão banal, mesquinha, e ainda mais enfurecedora por isso.

    Nosso protagonista aqui é Riley Flynn (Zach Gilford), que retorna para a minúscula ilha onde nasceu após passar quatro anos na prisão por atropelar e matar uma mulher enquanto dirigia embriagado. Sua chegada coincide com a do padre Paul (Hamish Linklater), que substitui, em circunstâncias para lá de suspeitas, o monsenhor que comandava a paróquia local há décadas. Quando o novo sacerdote se mostra capaz de feitos aparentemente milagrosos, o delicado tecido social da ilha começa a se desfazer.

    No desenrolar desse mistério, o horror é mais ferramenta do que objetivo. Flanagan, que dirige a série toda e coescreve os episódios com vários parceiros diferentes, lança mão de imagens recorrentes do gênero (sobre as quais é impossível se estender sem dar grandes spoilers da trama), e demonstra mais vontade de se aproximar do kitsch do que demonstrou em qualquer uma das temporadas de A Maldição, mas suas incursões pelo horror explícito, confrontador, são breves e incidentais.

    Ao invés disso, para segurar a atenção do espectador, a minissérie se apóia em um elenco tão preciso em suas construções individuais quanto entrosado, fluente em uma linguagem comum. Hamish Linklater articula com particular brilhantismo as contradições do padre Paul, fundando-o em um exaspero existencial muito comum, que explode em frustração e fúria em momentos chave da trama. Sempre um coadjuvante confiável, mas quase nunca excepcional, Linklater ganha em Missa da Meia-Noite um espaço quase inédito em sua carreira, e mostra que pode fazer milagres (trocadilho totalmente intencional) com esse espaço.

    Enquanto isso, Samantha Sloyan vibra com o mais puro desdém em tela na pele da “carola” local, Bev Keane, a grande vilã da história; Kate Siegel (esposa de Flanagan) mais uma vez carrega o centro nervoso e emocional de uma obra do marido com dignidade; Zach Gilford expressa dor e culpa profundas com seu protagonista machucado; e Rahul Kohli coopta de forma inteligente a gentileza e carisma que já havia demonstrado em Mansão Bly para um papel muito mais significativo, e representativo, do que aquele.

    E ainda bem que o elenco é tão brilhante, porque Missa da Meia-Noite deriva a maior parte de sua tensão das relações entre os personagens. Quando não estão se estendendo em belos e intrincados monólogos literários, Flanagan e cia. apostam em interações breves que exploram a eletricidade própria de uma comunidade pequena, que compartilha histórias, moralidades e julgamentos com muito mais intensidade. Os subtextos de cada relação saltam aos ouvidos nesses diálogos, especialmente para quem já viveu em um lugar assim.

    E é desses subtextos que nasce o horror humano da minissérie. Na forma como escreve, dirige e edita Missa da Meia-Noite, Flanagan cria um desconforto elemental, muito mais profundo e identificável do que poderia ser em uma abordagem mais tradicional do gênero. A coisa mais aterrorizante que uma obra de ficção pode fazer, no fim das contas, é muito simples: nos dar um espelho para que enxerguemos quem somos, ou podemos ser, quando esquecemos o que realmente importa.

Artigo: Caio Coletti

Fonte: https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/missa-da-meia-noite

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

O anjo da Ventura!

 

Por Maria Eduarda Velozo 
 
    No ano de 1914, São Luís de Cáceres recebeu uma ilustre visita do Ex-presidente dos Estados Unidos, que se chamava Theodore Roosevelt, onde participava da Expedição Roosevelt-Rondon. Foi cobrando que ele parecia estar encantado com o comércio da cidade, dormiu duas noites onde estava o “Ao Anjo da Ventura”, que era na família do Zé Dulce que também era dona do vapor Etrúria. 
 
    Quando passaram por Cáceres, uma obra de arte chamou atenção, a famosa escultura, de 150 kg de antimônio, que encimava um antigo estabelecimento comercial “Ao Anjo da Ventura”. Infelizmente o estado de conservação era o que chamava a atenção. O arco ostentando uma artística ferragem, ladeada por duas colunas coroadas com luxuosos capitéis. As demais portas eram ornadas com arcos em baixo relevo e vidros totalmente coloridos, fixados na parte superior das portas. 
 
    A escultura batizada pelo nome de “Anjo da Ventura” pelas fontes confiáveis, é dito que, foi trazida para São Luiz de Cáceres no ano de 1890, por José Dulce. Que nasceu em 1847, em Gênova na Itália, aos dezenove anos chegara em Buenos Aires, Argentina, trabalhando inicialmente no comércio, para em seguida iniciar atividade de comerciante ambulante. O evento da Guerra do Paraguai demarcou sua atividade comercial itinerante.Foi totalmente seguido pelas tropas em combate, se fazendo presente nos acampamentos militares. 
 
    Após a Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai, se observou a presença de imigrantes no controle do capital mercantil no Brasil e na região do Rio da Prata, exercendo forte influência em Mato Grosso. O desenvolvimento capital está ligado ao desenvolvimento da indústria na Europa, que estava envolvido no desenvolvimento dos transportes e à necessidade de novos mercados consumidores e novas fontes de matérias primas. 
 

    O que hoje nós conhecemos como mercado, nesse momento, está se formando. Em 1871 José Dulce e o também italiano Leopoldo Lívio D’Ambrósio fundam a firma comercial José Dulce & Vilanova, se infiltrando na Rua de Baixo, hoje Mal. Deodoro. 
 
    Em 1890, já consolidada, a empresa inaugura a sua casa comercial na confluência da Travessa da Cadeia com a Rua Augusta, que hoje é conhecida como Ruas Comandante Balduíno e Coronel José Dulce, funcionando como uma agência de crédito, na medida em que era preposto do Banco do Brasil. Existem fortes indícios de que tenha sido encomendada a um artista italiano ainda que, por nós, desconhecido. Uma vez em Cáceres, a obra de arte foi colocada no alto da platibanda de balaústre do imponente prédio neoclássico que abriga a casa comercial identificada pelo nome fantasia “Ao Anjo da Ventura”
 
    Enquanto motivos, temos nessa escultura uma figura feminina alada, em pé, apoiando o pé esquerdo sobre um globo, com a perna direita levemente flexionada para trás. Em sua mão esquerda, outro objeto esférico tendo como detalhes, estrelas incrustadas. Na mão direita, um cetro ou bastão ornamentado com detalhes cônicos e uma estrela em sua extremidade. Seus cabelos ondulados estão presos, as asas afastadas para trás. Uma túnica drapeada, colada, desenha os contornos do seu corpo que, levantada pelo vento, lhe descobre a perna direita até a altura da coxa o que provoca no observador uma ideia de movimento. 
 
 
Discente: Maria Eduarda Velozo Martins
Disciplina: Criação de Artes (1º Ano E.M)
Docente: Prof. Odair José da Silva 
Instituição: Q.I Centro Educacional

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Uma História de Cáceres

 

    Uma das histórias de Cáceres aconteceu nos anos 70 na Rua dos Coqueiros. Conta-nos os registros que um menino nasceu sob as frondosas folhas de uma mangueira e foi amamentado por uma mãe de leite porque, por algum motivo, a mãe verdadeira não tinha leite para sustentá-lo. Cáceres é uma cidade bicentenária e carrega em si inúmeras histórias que, se contadas e registradas, poderia preencher diversas estantes de livros. 
 

    A Rua dos Coqueiros era cascalhada e cheia de buracos naquela época como ainda é em diversas outras ruas da cidade nos dias atuais. No entanto, era nessa rua que nasceu e, anos depois, se tornou adulto esse plebeu morador que despertou para vida nessa humilde rua. Ao olhar para aquele menino recém-nascido, poucas pessoas, creio eu, acreditaria que algum dia ele fosse ser alguma coisa. As pessoas dessa época viviam uma vida feliz e sem as preocupações que tomam conta da sociedade moderna. Mas, observando retroativamente para esse fato que remonta há quarenta anos, podemos vislumbrar um cidadão cacerense que dedica sua vida em desenvolver ideias e ações que transformem a sociedade. O lema ajudar e não atrapalhar é que perpassa a vida daquele menino que hoje é um homem feito. 
 

    Hoje a Rua dos Coqueiros é asfaltada. Tem uma pracinha na parte do fundo do Estádio Geraldão e outra na parte da frente, inclusive com aparelhos de ginásticas para a população. Ao olhar para as transformações que aconteceram nessa rua podemos constatar que o tempo sempre está em movimento. A sociedade existe antes do nosso nascer e continuara depois de nossa partida, já dizia Charon. 
 

    Isso é uma lição de vida. É possível observar nos meios de comunicação uma critica explicita sobre as deficiências da cidade. Na verdade, não há como negar que a cidade tem, e muitas, deficiências. Mas, não podemos deixar de considerar algumas questões que são cruciais para entendermos uma cidade como Cáceres. 
 

    Primeiro a questão do tempo. Cáceres foi gerada em uma época onde não se preocupava em fazer um planejamento de cidade. Foi estabelecida como uma vila que serviria para estabelecer uma alternativa para as distantes cidades de Cuiabá e Vila Bela da Santíssima Trindade no longínquo Mato Grosso. O Rio Paraguai serviria como meio de navegação e encurtaria as distancias até Corumbá e outras vilas da região do Prata. Eis um contexto que muitos se esquecem (ou até mesmo desconhecem) quando preferem falar mal da cidade. Nessa época, as vilas nasciam nas margens dos rios e a preocupação básica desses primeiros habitantes eram construir uma praça e uma igreja. Não se pensava em saneamento, estrutura e coisas do planejamento atual. Logicamente que, sendo dessa forma a cidade cresceu e hoje tem as dificuldades que todos conhecemos. 
 

    Outra questão fundamental para tentarmos entender esse processo diz respeito aos administradores que passaram pelo governo da cidade. Desde os primeiros, podemos observar que a preocupação é com o imediatismo. Isto é, preciso resolver as questões emergenciais. Ao fazer isso, jogam-se os maiores problemas para serem resolvidos futuramente. Acontece que ninguém está disposto a resolver problemas que não resultam em votos. Nesse sentido, passa ano e entra ano, passa governante e entra governante e a situação vai sendo empurrada com a barriga. Depois de mais de duzentos anos a cidade já não comporta mais tanta incompetência administrativa. Mas, a culpa é só dos governantes? Quando eles eram indicados até que poderíamos culpá-los pelo descaso com a coisa pública. Mas, e hoje? 
 

    Podemos inferir diversos problemas que assolam a cidade. Falta de apoio político, descaso administrativo, abandono público, enfim. Mas, de uma coisa não podemos esquecer. Cáceres tem história. Uma história bonita. Não se deve, nem de longe, comparar as cidades recentes de Mato Grosso que crescem com planejamento e estrutura e que apresenta um Mato Grosso em ascensão com a princesinha do Rio Paraguai. As outras têm desenvolvimento, tem crescimento, tem planejamento. No entanto, Cáceres tem história. A forma em que se conta essa história é o que importa. 
 

    Mas alguém pode questionar: não se vive só de história. De fato. No entanto, pode-se muito bem aproveitar esse fator histórico e transformar a cidade. Onde está à valorização daqueles que valoriza a cidade? Sanguessugas e parasitas vivem a custa do sangue cacerense e são bem tratados enquanto os verdadeiros filhos da terra são deixados de lado. 
 

    As imagens recentes de um belo pôr do sol às margens do Rio Paraguai caudaloso corre o mundo. São imagens que remonta as maiores obras primas da natureza e revela uma fascinante beleza que perpassa mais de duzentos anos. É preciso saber reconhecer que a cidade tem o seu encanto. Precisamos bater no peito e nos orgulharmos do lugar onde nascemos e vivemos. Além disso, é necessário cobrarmos das autoridades um cuidado maior do nosso patrimônio. E, muito mais do que isso, sabermos escolhermos os nossos futuros administradores e legisladores. Qual o valor que uma pessoa de fora vai dar à história de Cáceres? Pense nisso na hora de exercer o seu próximo voto. 
 
Texto: Odair José, Poeta Cacerense 
Fotos: Pedro Miguel, Joe Bengala e Acir Montecchi

terça-feira, 8 de junho de 2021

Moça com Brinco de Pérola - Trabalho de Artes com aluno(a)s do Colégio Q.I

O quadro Meisje met de parel (Moça com brinco de pérola, em português do Brasil, e Rapariga com o brinco de pérola, em português de Portugal ) foi pintado pelo artista holandês Johannes Vermeer no ano de 1665. 
 
O clássico quadro realista tornou-se uma obra-prima e transcendeu o universo da pintura ganhando uma adaptação literária e cinematográfica. 
 
Aluno(a)s da 2ª e 3ª Série E.M do Colégio Q.I em Cáceres realizaram uma pesquisa sobre a tela e assistiram o filme "Moça com Brinco de Pérola". Depois foi solicitado a eles que fizessem um mosaíco/montagem como trabalho avaliativo. Segue-se as produções! 
 
Aulas: Artes 2ª e 3ª Série 
Professor: Odair José.
 
Beatriz Valario
 
Bianca Oliveira Dias
 
Caio Pinheiro
 
Ellen Lima
 
Gabriel Jaivona
 
Gabrieli Santana Ricaldes
 
Giovanna Camy
 
Gustavo Henrique
Isabella Macedo
 
Kauan Garcia
 
Luis Flávio
Maria Eduarda Pansani
 
Sofia Joane

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Somos livres para escolher um filme quando vamos ao cinema ou o filme já foi previamente escolhido para nós?


    Pergunta feita aos alunos da 2ª Série do E.M:
 
    Somos livres para escolher um filme quando vamos ao cinema ou o filme já foi previamente escolhido para nós? 
 
    - Nós escolhemos de acordo com as opções que foram escolhidas previamente para nós. Assim, nossa capacidade de escolha é delimitada por terceiros, não proibida, apenas feita de acordo com padrões preestabelecidos. Dessa forma, nossa liberdade é limitada por pessoas com maior liberdade, que são limitadas por superiores, e assim segue. Se somos livres limitadamente, nossa liberdade é ilusória. 
 
Ellen Caroliny Alves de Lima 
 
    - Se o filme está em exibição no cinema, então outra pessoa decidiu colocar aquele filme em exibição, e essa pessoa apenas fez isso por causa que esse é o trabalho dela. Aqui podemos ver claramente como a teoria de Espinosa funciona, segundo o filósofo, não sabemos o motivo dos nossos desejos e as nossas escolhas são condicionadas pelo meio ambiente, a natureza, a realidade e até as escolhas de outras pessoas. Mas quando vamos ao cinema e decidimos ver um filme, que já tinha sido selecionado por outra pessoa, estamos também realizando os nossos desejos, ninguém vai ao cinema para assistir um filme que não gosta, então eu me pergunto, porque assistimos aquele filme? Porque, assim como Espinosa diz, estamos sendo influenciados pelo mundo ao nosso redor, e essa influencia é a causa de nossas necessidades e desejos. 
 
Isabella Pavão Macedo 
 
Orientador: Prof. Odair José.
Aula: Filosofia

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Artistas mulheres e seus lugares de representação, criação e fala

 
Trabalhos realizados pela turma do 1 ano E.M da Escola Q.I. 
 
Qual é o lugar das mulheres na arte? 
 
Você já percebeu que grande parte das obras de arte do passado representa nus femininos? E que, ao mesmo tempo, são raras as obras de artistas mulheres em exposições de museus? Quais são os espaços de produção e representação ocupados por mulheres no campo da arte no passado? Por que esta questão é tão atual para artistas mulheres e para as mulheres em geral? Como o trabalho de artistas mulheres pode contribuir para ampliar seu espaço e protagonismo na sociedade como um todo? 
 
Os alunos e alunas fizeram uma colagem para falar sobre o assunto. Segue o trabalho de alguns!
 
 
Aluna: Daiane Lamon

Aluna: Vandete Maria

Aluna: Maria Eduarda Velozo

Aluna: Luiza Chaves

Aluna: Luara Martins

Aluna: Karla Cuyati

Aluno: João Gabriel

Aluna: Emilly Guimarães
Aluno: Davi Kilo
 
Orientação: Prof. Odair José.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Eu, os livros e a leitura (II)

    A primeira lista foi difícil fazer e, cada vez mais, torna-se complexa a arte de elencar os livros que fizeram meu mundo de leitura ser tão fundamental na minha vida. No entanto, está sendo uma tarefa prazerosa, uma vez que está me ajudando a aproximar-me de livros que faz tempo não lia. Além disso, tem motivado algumas pessoas a procurar os títulos que tenho apresentado o que, para mim é uma alegria muito grande. A leitura nos abre caminhos para um mundo fantástico, um universo maravilhoso de conhecimento e descoberta. Desta feita escolhi outras dez obras (não necessariamente em ordem de importância) que me chamaram a atenção e um bônus.        
 
    01) “O Peregrino Maldito”. Este livro foi um achado. Literalmente. Achei-o no lixo e peguei para folhear. O que encontrei não tem explicação. De uma profundidade tremenda que me levou a fazer diversas reflexões, tanto poéticas como filosóficas. Apresenta exortações, pensamentos, e palavras de alento para todas as ocasiões. O livro te tira da zona de comodismo e lhe faz refletir sobre a vida sob uma ótica inovadora.       
 
    02) “Panorama do Pensamento Cristão”. Leio muita Filosofia e História. Precisa de um contraponto para que não caísse nas armadilhas das “vãs filosofias”. Portanto, necessitava de um respaldo para minhas leituras. Encontrei neste livro de magnífica abordagem sobre a fé cristã. O que uma mente influenciada pelo Evangelho pode produzir para a sociedade? Diversos autores analisam o pensamento cristão através dos séculos e a sua contribuição para a formação do pensamento ocidental. A ciência, a natureza humana, o trabalho, o lazer, a ética, a cultura, a política, enfim, cada ramo do conhecimento humano, não estão imunes à ação do Evangelho e são analisados neste livro.        
 
    03) “Assim Falou Zaratustra”. Como afirmei acima, gosto muito de ler Filosofia e nada mais profundo na Filosofia do que Nietzsche. Após dez anos de isolamento na montanha, Zaratustra decide voltar ao convívio dos homens, a fim de passar adiante o fruto de sua contemplação e anunciar a vinda do Übermensch, ou super-homem. A tarefa do profeta, contudo, será tortuosa, pois poucos são os eleitos e muitos os seus inimigos. Assim falou Zaratustra é um romance filosófico em que Nietzsche toma o nome do sábio persa criador do Zoroastrismo para esmiuçar algumas das questões fundamentais de sua obra, tais como a autossuperação e a necessidade de se libertar de qualquer força que iniba ou limite a vida e a vontade do indivíduo. Nietzsche é tão influente como controverso. Sua crítica à moral e aos valores judaico-cristãos ― um dos aspectos mais marcantes de sua obra ― não raro desperta a hostilidade de leitores e estudiosos. Contudo, suas contribuições marcaram o pensamento ocidental e são leitura obrigatória para qualquer interessado em filosofia.       
 
    04) “Livro do Desassossego”. A poesia é a paixão da minha alma e neste livro encontrei uma profundidade imensurável da expressão poética que existe no universo da literatura. O narrador principal (mas não exclusivo) das centenas de fragmentos que compõem este livro é o "semi-heterônimo" Bernardo Soares. Ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa, ele escreve sem encadeamento narrativo claro, sem fatos propriamente ditos e sem uma noção de tempo definida. Ainda assim, foi nesta obra que Fernando Pessoa mais se aproximou do gênero romance. Os temas não deixam de ser adequados a um diário íntimo: a elucidação de estados psíquicos, a descrição das coisas, através dos efeitos que elas exercem sobre a mente, reflexões e devaneios sobre a paixão, a moral, o conhecimento. "Dono do mundo em mim, como de terras que não posso trazer comigo", escreve o narrador. Seu tom é sempre o de uma intimidade que não encontrará nunca o ponto de repouso.       
 
    05) “Paraíso Perdido”. Ah! A literatura mundial e seus clássicos. Este magnífico livro chamou a minha atenção pelo título e foi uma paixão eterna. Um dos maiores poemas épicos da literatura ocidental - de uma tradição que inclui a Ilíada e a Odisseia de Homero, a Eneida de Virgílio e a Divina Comédia de Dante -, o Paraíso perdido foi publicado originalmente em 1667, na Inglaterra, em um período especialmente turbulento daquela nação. Seu autor, John Milton (1608-1674), foi um dos grandes intelectuais de seu tempo e destemido apoiador da Revolução Puritana inglesa, que depôs e executou o rei Carlos I e proclamou a República em 1649.       
 
    06) “Elogio da Loucura”. Este é um daqueles livros que tenho como livro de cabeceira. Sempre o estou lendo. Amo de coração. Erasmo de Rotterdam ou Desiderius Erasmus Roterodamus, nasceu em 27 de outubro de 1466 (em Rotterdam) e morreu em 12 de julho de 1536 (na Basiléia) foi um humanista e teólogo. Seu pai foi um padre de nome Gerard e sua mãe Margarete. Era filho ilegítimo mas seus pais cuidaram bem dele até que morreram prematuramente devido à peste negra. Sua educação foi exemplar, a melhor que um jovem poderia ter e ficou a cargo de diversos mosteiros. Várias vantagens lhe foram oferecidas através do mundo acadêmico. Recusou todas, preferindo a incerteza. Tinha suficiente reservas originadas de sua atividade literária independente. Elogio da Loucura é a sua obra mais conhecida, que foi dedicada ao seu amigo Sir Thomas More. É um ensaio escrito em 1509 e publicado em 1511. Este livro é considerado um dos mais influentes livros da civilização ocidental e um dos catalisadores da Reforma Protestante.       
 
    07) “Grandes Sermões do Mundo”. Um livro fantástico e com grandes sermões que fazem a gente refletir sobre a nossa vida. São 25 sermões dos maiores pregadores que já proclamaram o Evangelho, com um esboço biográfico de cada um. Veja como pregadores magistrais argumentavam com pecadores, incentivavam os justos e elevavam louvores sublimes ao Senhor. As principais mensagens de Jesus Cristo, Crisóstomo, Agostinho, Tomás de Aquino, Martinho Lutero, Calvino, Jonathan Edwards, Wesley, Whitefeld, Finney, Spurgeon e muitos mais.       
 
    08) “Cem Anos de Solidão”. Esse livro dispensa qualquer comentário. O livro mais importante de Gabriel García Márquez. Em Cem anos de solidão, um dos maiores clássicos da literatura, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía - a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX.Em nenhum outro livro García Márquez empenhou-se tanto para alcançar o tom com que sua avó materna lhe contava os episódios mais fantásticos sem alterar um só traço do rosto. Assim, ao mesmo tempo em que a incrível e triste história dos Buendía pode ser entendida como uma autêntica enciclopédia do imaginário, ela é narrada de modo a parecer que tudo faz parte da mais banal das realidades.Gabo, apelido de Gabriel García Márquez, costumava dizer que todo grande escritor está sempre escrevendo o mesmo livro. “E qual seria o seu?”, perguntaram-lhe. “O livro da solidão”, foi a resposta. Apesar disso, ele não considerava Cem anos sua melhor obra (gostava demais de O outono do patriarca). O que importa? O certo é que nenhum outro romance resume tão completamente o formidável talento deste contador de histórias de solitários - que se espalham e se espalharão por muito mais de cem anos pelas Macondos de todo o mundo.Cem anos de solidão é uma obra grandiosa e atemporal, sobre a qual é possível construir diversos paralelos com a nossa própria existência.        
 
    09) “O Coração do Homem”. Seu gênio para o Bem e para o Mal. É um livro de reflexão essencial para entendermos como a vida é em suas mais complexas nuances. Hoje convivemos no dia a dia com uma série  de  manifestações de agressões. Algumas delas são necessárias à sobrevivência do ser humano e outras permitem os necessários ajustes para a manutenção do equilíbrio social. Essas diferentes formas de violência foram percebidas por Erich Fromm e sua abordagem, baseada nas motivações inconscientes continua merecendo atenção.       
 
    10) “O Mundo de Sofia”. Qualquer leitor de Filosofia que se preze tem que ler esse livro. Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões-postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo. Os postais são enviados do Líbano, por um major desconhecido, para uma certa Hilde Møller Knag, garota a quem Sofia também não conhece. O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste romance fascinante, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países. De capítulo em capítulo, de “lição” em “lição”, o leitor é convidado a percorrer toda a história da filosofia ocidental, ao mesmo tempo que se vê envolvido por um thriller que toma um rumo surpreendente.     
    Bônus) “Às Margens do Rio Paraguai”. Sou um poeta nascido às margens desse rio magnífico e importante para a nossa cidade, estado e país. Amo esse chão, esse lugar que está o meu coração. Por isso, eternizo, através de poemas, a beleza que encontramos às margens do Rio Paraguai.       
 
Obs. Em breve a Terceira Lista!       
 
Texto: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Eu, os livros e a leitura (I)

     
    Por onde posso começar a falar de livros e leitura? Tarefa bastante hercúlea para se fazer. Todas as minhas escolhas será injusta. De cada dez livros escolhidos, outros dez ficarão de fora dessa lista. Portanto, minha missão é pontuar minhas leituras, livros que impactaram minha vida e que pode servir de sugestão para outros. 
    A leitura nos abre caminhos para um mundo fantástico, um universo maravilhoso de conhecimento e descoberta. 
    Estarei selecionando dez obras (não necessariamente em ordem de importância) que me chamaram a atenção e um bônus. 
 
    01) “O Altar Supremo: a história do sacrifício humano”. Livro que constitui um extraordinário e fascinante estudo sobre sacrifícios. É uma instigante história de aventura e, também, uma significativa contribuição ao estudo antropológico da religião em seu aspecto mais trevoso e violento. Foi um livro que comprei em um sebo por preço irrisório, mas que tem, para mim um valor imensurável. 
 
    02) “História Secreta do Mundo”. Fui atraído pela sinopse do livro. E SE AQUILO QUE NOS CONTARAM FOR APENAS UMA PARTE DA HISTÓRIA? Diz-se que a História é escrita pelos vencedores, mas… e se a História - ou o que conhecemos dela - tiver sido escrita pelas mãos erradas? E se aquilo que nos contaram for apenas uma parte? A partir dessa premissa, mergulhei nesta leitura que é fascinante. 
 
    03) “Lolita”. Polêmico, irônico e tocante, este romance narra o amor obsessivo de Humbert Humbert, um cínico intelectual de meia-idade, por Dolores Haze, Lolita, 12 anos, uma ninfeta que inflama suas loucuras e seus desejos mais agudos. Através da voz de Humbert Humbert, o leitor nunca sabe ao certo quem é a caça, quem é o caçador. A obra-prima de Nabokov é um livro para poucos! 
 
    04) “1984”. Poucos livros tem a capacidade de tocar tão profundamente como esse. Publicada originalmente em 1949, a distopia futurista 1984 é um dos romances mais influentes do século XX, um inquestionável clássico moderno. Lançada poucos meses antes da morte do autor, é uma obra magistral que ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário. 
 
    05) “A Divina Comédia”. Essa obra-prima da literatura universal dispensa comentários. Texto fundador da língua italiana, súmula da cosmovisão de toda uma época, monumento poético de rigor e beleza, obra magna da literatura universal. É fato que a "Comédia" merece esses e muitos outros adjetivos de louvor, incluindo o "divina" que Boccaccio lhe deu já no século XIV. Mas também é certo que, como bom clássico, este livro reserva a cada novo leitor a prazerosa surpresa de renascer revigorado, como vem fazendo de geração em geração há quase setecentos anos. Uma longa jornada dantesca através do Inferno, Purgatório e Paraíso. 
 
    06) “O Conde de Monte Cristo”. Essa história foi impactante na minha vida de leitor. Um dos maiores clássicos da literatura francesa há mais de 150 anos, “O conde de Monte Cristo” gira em torno de Edmond Dantè, que é preso por um crime que não cometeu. Ao sair da prisão, Edmond vai à busca de vingança contra seus inimigos. Uma trama repleta de reviravoltas dignas de um jogo de xadrez. 
 
    07) “Frankenstein”. Um clássico nunca morre. Considerada a primeira obra de ficção científica da história, fazendo sucesso arrebatador desde 1818 até os dias de hoje, Frankenstein deu vida ao gênero do terror e influenciou diversas gerações desde então. Ao mesmo tempo, suscitou entre seus leitores a questão que reside no imaginário da humanidade desde suas origens: quão humano pode ser um monstro e quão monstro pode ser um humano? o livro narra a história de victor frankenstein, um estudante de ciências naturais empenhado em descobrir o mistério da criação e que acaba por construir um ser humano – ou monstro? – em seu laboratório. 
 
    08) “As Catacumbas de Roma”. Um livro com uma mensagem impactante. Uma obra que mostra a pureza e o vigor dos primeiros seguidores de Cristo, os quais mesmo coagidos, foram fiéis até a morte. Para mim, uma lição muito importante do que é fé. 
 
    09) “Bíblia Sagrada”. Não poderia deixar de falar da maior obra, para mim, da literatura universal. Um conjunto de livros que mudou a minha vida para sempre. Leio-a todos os dias e tenho diversas dela em diferentes estudos. Dispensa comentários! 
 
    10) “As Crônicas de Nárnia”. Viagens ao fim do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal - o que mais um leitor poderia querer de um livro? O livro de C. S. Lewis é uma fantástica viagem ao mundo da imaginação. Para mim, um dos maiores escritores de todos os tempos. 
 
    Bônus) “O Homem Que Queimou a Bíblia”. Não poderia deixar de falar de um dos meus livros. Escrito a partir de muita leitura e com o coração. O Homem Que Queimou a Bíblia é um conjunto de relatos e mensagens que precisa ser lido. Sou grato a Deus por ter me dado capacidade de escrevê-lo. 
 
    Obs. Em breve a Segunda Lista! 
 
    Texto: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Dom Quixote - Uma história moderna

Por Ellen Caroliny Alves de Lima 
 
    Quixote estudou a ideologia do Coaching incansavelmente durante três longos anos. Era uma válvula de escape para sua falta de sucesso: fingir que sabia como prosperar e levar outras pessoas a acreditar no mesmo. A esposa não aguentara sua obsessão pela Teoria da Justiça Econômica (coisa que ele mesmo havia inventado, e consistia basicamente na velha meritocracia) e o deixara. A filha não queira mais vê-lo, alegando que um pai ausente não merece respeito. Com a família inteira contra suas desilusões, seu amigo Sancho era o único que havia restado.
 
    Todos os dias, em suas discussões cotidianas, na empresa de celulares em que trabalhavam, Quixote apresentava uma ideia utópica e dizia que sabia como derrotar o sistema. Sancho o ouvia, algumas vezes até concordava, mas o puxava para a realidade. "O sistema está aqui desde muito antes de existirmos, meu chapa" Sancho dizia, com cuidado para não magoar o fracassado amigo. "E é por isso mesmo que podemos derrotá-lo! Imagine, nunca antes estivemos tão conscientes de nossa própria situação precária. Podemos causar uma revolução!" Quixote insistia, dia após dia. Sancho o lembrava: "De certo, Quixote, mas onde estão os revolucionários? Mortos! Estão todos mortos". O coach fingia ouvir, mas continuava seus projetos secretamente. 
 
    Numa manhã nublada, Quixote decidiu agir. Juntou seus manuscritos e levou até uma editora. Mãos trêmulas, boca seca, caminhava em passos largos até o escritório do editor. Em uma semana, em cinco diferentes empresas, recebeu cinco "nãos". E lá se foi Quixote para o boteco, injuriado, lamentando-se a qualquer um que passasse. Era sua tragédia, sua aventura mal acabada. O amigo Sancho o encontrou. Precisavam estar na empresa às cinco no outro dia. Então Quixote percebeu o óbvio: estava preso no sistema que ele mesmo havia criado, iludindo-se, para fugir do sistema mundial. 
 
Trabalho de Arte do 1º ano E.M. 
 
Prof. Odair José.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Entrevista com alunos do 3º ano sobre "Manipulação da mídia"


Prof. Odair José: 
 
"É comum, atualmente, ouvir críticas sobre a pouca profundidade dos programas de televisão ou sobre os excessos consumistas das pessoas. Muitas vezes, considera-se que há uma ligação entre esses fenômenos, pois os meios de comunicação incentivariam, principalmente pela propaganda, o consumo exacerbado, criando novas necessidades. Pode haver, em nossa sociedade, um meio de viver sem ser afetado pela propaganda e pelo consumismo? Justifique sua resposta". 
 
Infelizmente, no mundo atual, é praticamente impossível viver sem ser afetado por algum tipo de propaganda ou notícia, pois a todo momento e em todo lugar tem algo que é desse meio de influência. Por estarmos conectados a todo momento, cada clik pode vir algo a chamar a atenção, fazendo com que isso afete as pessoas. O consumismo acaba nos consumindo a cada dia. (Allif Atala). 
 
Poderia, porém será algo bem complicado principalmente na sociedade contemporânea, pois muito da história mundial já foi influenciada pela mídia e pelo capitalismo, portanto uma iniciativa de mudança agora seria pra daqui uns 50 anos para dar certo. Pensando nesse longo período muitas pessoas iriam passar dificuldades, além de que pode nem dar certo a ideia de sair da influência da propaganda e consumista, pois as pessoas já estão habituadas a isso. (Arthur Marconis). 
 
No contexto atual é notório que o consumismo está totalmente ligado ao desenvolvimento da sociedade, pois é atrás dela que o capital circula e dessa forma fazer com que haja uma estabilidade financeira. Mas é aí que está o problema. Se quanto mais compramos, porque ainda há fatores de problema financeiros?. Logo o consumismo atualmente não é algo benéfico, além de trazer diversos tipo consequências, tais com: a poluição ( por conta das indústrias) , o desmatamento ( na maioria das vezes para fazer um objeto é necessário a retirada de matéria prima da natureza) e entre outras consequências. (Emilly Campos). 
 
Acho que não, só se se isolar de qualquer meio de comunicação e também das pessoas, uma vez que elas mesmo difundem essas propagandas e alentam o consumismo, ex: uma vez que um novo modelo de celular se torna tendência, aqueles a sua volta que o adquiriram vão ficar mostrando esse ótimo produto, que eles acreditam ser ótimo uma vez que o compraram pois se mostrava assim nas propagandas, então naturalmente querem mostrar esse produto aos que estão ao redor por puro status, assim o consumismo vai consumindo as pessoas mesmo que tentem evadi-lo. (Gabrielle Dias). 
 
Acredito que não. Até mesmo em áreas remotas e de difícil acesso é possível encontrar algum tipo de propaganda. O ser humano está cada vez mais alienado, alguns mais que outros, mas todos alienados, comprando itens que não querem de verdade, tornando-se plástico, pessoas superficiais que, pela propagação de um padrão inventado, mudam toda e qualquer característica que as fazem um ser único para tornar-se mais um. (Nicole Leite). 
 
É pouco provável conseguir isso, já que basicamente a sociedade toda já está inclusa nesse sistema, desativar as notificações, pular propagandas e questionar os fatos e notícias apresentados pela mídia são as formas mas comuns para não ser tão influenciado porém esse tipo de comportamento é má visto pelas outras pessoas que muitas vezes sabem que estão sendo manipuladas e simplesmente aceitam esse fato e se deixam ser influenciadas, por esse motivo as pessoas estão tão inseridas nessa visão fechada de mundo que acabam querem excluir quem pensa diferente é por esse motivo que quando aparece alguém dizendo "você está sendo controlado" "não acredite na verdade" geralmente apenas a ignoram ou dão risada pois já estão a tanto tempo dentro da caverna que acham que os outros estão loucos, quem vive sem ser manipulado vive fora da caverna. (Victoria Dias).