sexta-feira, 13 de junho de 2008

FIM DOS TEMPOS


Mas uma vez o homem desenvolve uma simulação do fim do mundo ou das pessoas. Ao longo da humanidade vemos com freqüência essa idéia de fim do mundo permear o imaginário das pessoas. Quando eu era pequeno lembro-me de passar noites sem dormir com o medo do fim do mundo. As ideologias bíblicas propagadas nas igrejas com a ênfase do iminente retorno de Cristo e o fim do mundo causava pesadelos em pecadores como eu. Não que eu duvide hoje de que um dia possa acontecer o Armagedon.
No entanto o medo já não perpassa o meu espírito como antes. Durante a proximidade do ano 1000, a Europa foi invadida pelo temor do fim do mundo. As pessoas vendiam suas propriedades e as entregavam nas igrejas e ao clero. Pra que ter oa bens materiais se o mundo vai acabar mesmo? No auge da Idade Média e das ideologias apocalípticas os homens sentiam o medo da morte e do inferno. Passou-se o ano 1000 e o mundo não acabou.
De 1000 passou mas de 2000 não passará. Essa foi a frase que percorreu o mundo por mais de 900 anos. Com a proximidade do ano 2000, o tema do fim do mundo ganhou conotações castatróficas inimagináveis. O pesadelo do fim do mundo outra vez bateu as portas das pessoas. Em uma sociedade mais avançada cientificamente o medo permaneceu intacto como na sociedade medieval. Filmes, pregações, livros e profecias anunciavam o fim do mundo. O bug do Milênio foi o ápice do caos instalado nessa nova sociedade.
Creio que o medo do fim do mundo não é o que devemos ter. Se cremos em um mundo novo e em novas esperanças devemos ser justos com a nossa consciência.
Escrevo esse texto para citar a minha impressão ao ver o pôster de anúncio do filme "Fim dos Tempos" que extréia hoje em circuito nacional. Mas uma vez os homens desenham e imaginam uma forma de exterminar a si mesmo...

Texto: Odair José.

Nenhum comentário: