terça-feira, 2 de setembro de 2008

INDEPENDÊNCIA OU LIBERDADE!!!

No alvorecer de um dia de setembro,

Um brado de liberdade é solto no ar.

O anseio das almas oprimidas de uma nação soberana é exposto

Nas margens de um rio.

Almejamos a liberdade e, como nacionalistas, amamos a nossa nação...

Nação brasileira que se orgulha de si.

Ao ouvir o brado de independência sabemos que já não precisamos carregar o peso dos colonizadores sobre nossos ombros...

Temos um futuro pela frente que nos reflete de esplendor...

Com o Grito do Ipiranga a nossa independência é proclamada.

Séculos de exploração são desfeitos pela coragem de um povo que sonha e batalha pelo seu sonho.

Século depois paramos para refletir sobre a independência.

Somos realmente independentes?

A independência nos deu liberdade?

A liberdade é o fruto de almas ansiosas.

A liberdade de um povo é demonstrada através do respeito e consideração pelos nossos irmãos.

Livramos-nos do jugo português. Do jugo pesado do colonizador. Mas será que conseguimos nos livrar do jugo da opressão dentro da nossa própria nação?

A cada 7 de Setembro, ao retumbar dos tambores, dos desfiles nas praças comemorativas, devemos parar e nos perguntar se realmente somos livres.

Próximo de completar 200 anos da nossa independência é possível questionar essa noção de liberdade.

Liberdade e independência. O que essas palavras têm em comum? Somos realmente uma nação independente?

Nossa Geração 2000 tem a missão de difundir o ideal de independência do nosso país.

Brasil que nos faz orgulhar a cada vez que toca a canção do Ipiranga. Brasil que almeja, de fato, a sua independência moral, cidadã e democrática.

Texto: Odair José.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Sobre a Índia...


Um país exótico e muito curioso. Meus alunos da 8ª Série estão estudando esse país nesse bimestre e amanhã é uma prova oral. Me perguntaram qual será as perguntas. Eis algumas:
1. As características da sociedade indiana é única ou podemos comparar com a sociedade brasileira, chinesa ou estadunidense?
2. Quais diferenças podemos observar nessas sociedades?
3. Qual a localização da Índia em relação a Linha do Equador?
4. As ilhas atingidas pelo tsunami em 2004 na Índia e formam um conjunto de países considerados como subcontinente. Por que?
5. Por que a Cordilheira do Himalaia é considerado "o teto do mundo"?
6. A religião na Índia.
7. A vaca, animal sagrado na Índia, simboliza o que para os indianos?

Essas e outras perguntas devem nortear o interesse dos mesmos para o conhecimento da Geografia e História da Índia o que, acredito, os ajudará no futuro.

Prof. Odair.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

NÃO ABANDONEI O BLOG...

Prezados leitores, amigos...
Não abandonei o blog, muito pelo contrário...considere como um tempo. Voltarei com novas idéias para discutirmos nesse espaço.
O que aconteceu é que estou passando por uma fase de transformações na vida e isso acaba refletindo no que vamos escrever...retorno das aulas, alteração no PCCS, mudança de casa e diversas outras coisas tudo em um curto período de tempo.
Mas em breve estarei de volta...tenho já alguns artigos novos que pretendo postar aqui para discussão...na verdade, quero abrir a "caixa de ferramenta"...
Em breve o retorno!!!
Um abraço a todos!!!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

AMIZADE!


Muitas pessoas irão entrar e
sair da sua vida ,
mas somente verdadeiros amigos
deixarão pegadas no seu coração.


Para lidar consigo mesmo,
use a cabeça;
para lidar com os outros,
use o coração;
raiva é a única palavra de perigo...


Se alguém te trai uma vez,
a culpa é dele;
se alguém te trai duas vezes,
a culpa é sua.


Grandes mentes discutem idéias;
mentes médias discutem eventos,
pequenas mentes discutem com pessoas.


Quem perde dinheiro,
perde muito;
Quem perde um amigo,
perde mais;
Quem perde a fé,
perde tudo ...


Jovens bonitos são acidentes da natureza;
Velhos bonitos são obras de arte.
Aprenda também com o erro dos outros,
você não vive tempo suficiente
para cometer todos os erros.


Amigos você e eu...
Você trouxe outro amigo...
Agora somos três...
Nós começamos um grupo...
Nosso círculo de amigos...
E como um círculo,
não tem começo nem fim...


Ontem é história;
Amanhã é mistério,
Hoje é um presente,
É por isso que é chamado presente...

Autoria: Desconhecida

terça-feira, 15 de julho de 2008

ÚLTIMOS DIAS DE CÁCERES - PARTE IV


Era um sorriso amarelo. Totalmente sem graça mesmo.

Os olhos estavam vermelhos. A droga injetada no corpo fazia efeito. Pareciam olhos de demônios. O semblante era de tormento. De alguém que há dias não se alimentava. Parou sobre os escombros e percorreu as ruínas com aquele olhar de coiote. Precisava encontrar algo para se alimentar. Não era de uma estatura muito grande mas mantinha um corpo atlético. As roupas estavam rasgadas e sujas.

O sol surgia no horizonte perdido. Fumaças ainda ofuscavam a visão de quem tentava ver o que realmente havia acontecido na cidade. Destroços espalhados por todos os lados denunciavam o tamanho da destruição. O homem sabia que pouca gente, ou quase nenhuma pessoa teria sobrevivido àquela maldita explosão. Lembrava de pouca coisa que fazia quando foram surpreendidos com o estrondo.

Caminhou um pouco por entre os restos de carros, bicicletas e prédios despedaçados por todas as partes. Via pedaços de pessoas e o mau cheiro já atraia um bando de urubus que rondavam o céu da cidade.

Deparou-se com os destroços do Supermercado Juba. Encontrou algumas latas de sardinhas, salsichas e outros enlatados. Abriu uma delas e começou a se alimentar. Notou que havia uma mistura imensa de produtos de supermercado, Dvds e roupas misturadas com pessoas. Pensou no que as pessoas estavam fazendo na hora da explosão. Comprando no supermercado, escolhendo um filme para assistir ou experimentando uma roupa. O que era a vida?

Estava terminando de comer a sardinha quando ouviu um barulho de vozes. Olhou para os lados. Levantou-se. Foi quando ele avistou as duas garotas. Pareciam perdidas. Uma era branca e a outra um pouco mais morena. Pelo olhar dele viu-se um pouco de malícia. Gritou e as garotas olharam para ele. Elas caminhavam sem rumo definido e pararam assim que ouviu o grito do homem. Por um instante elas olharam para ele com atenção. Um misto de desconfiança e receio se apoderou delas. O que fazer numa situação dessas. As pessoas todas mortas a sua volta e um ser totalmente assustador a sua frente. Uma olhou para a outra esperando uma solução para o impasse.

- O que foi garotas? – disse o homem – não vai me dizer que depois de tudo o que aconteceu ainda está com medo de mais alguma coisa ruim acontecer? Venham se alimentar.

Elas olharam em volta e viram os destroços do supermercado espalhados por todos os lados. Mesmo receosas elas se aproximaram do homem. Um mistério envolvia aquele personagem.

Texto: Odair José.

Só depende de nós...


"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a
poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o
desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.

Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.

O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.

Tudo depende só de mim."

(Charles Chaplin)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Visão de Cáceres...


Cheguei hoje na Princesinha do Paraguai.

Depois de alguns meses distante da cidade e de um dia inteiro de viagem...(900 km de Nova Xavantina aqui), descansei um pouco e já estou pronto para o batente outra vez.

Cáceres, que esse ano completa 230 anos, é uma cidade histórica e cultural. Suas ruas e casarões centenários têm muitas histórias para contar.

Amo cada espaço dessa cidade e sinto-me bem quando estou aqui... Parece que existe um mistério nessa cidade que encanta e seduz as pessoas que por aqui passam.

Este ano quero contar muitas coisas sobre a cidade... Afinal, não é qualquer cidade que tem 230 anos de Histórias para ser contada.


Texto: Odair José

quinta-feira, 3 de julho de 2008

EU QUERO GENTE DE VERDADE


Eu quero mais que uma palavra
Quero gestos sinceros
Quero olhar nos olhos...
Eu quero mais que uma poesia
Quero amizade verdadeira
Seja noite, ou seja, dia...
Eu quero gente que venha sempre
Quando menos achar que eu preciso
Não quero gente que apenas peça
Mas gente que também agradeça
Não quero gente que sorria
Quando eu estiver sorrindo
Isso é fácil!!!
Quero gente que chore
Quando eu estiver chorando.
Não quero gente que não diz o que pensa
Só pra não magoar...
Verdades doem menos que frases falsas.
Não quero gente que venha pra ter números...
Mas gente que venha por de fato
Me querer bem.

(Sirlei L. Passolongo)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Defesas de Monografias - HISTÓRIA na UNEMAT


Quero parabenizar todos os acadêmicos de História que estarão defendendo as suas monografias neste semestre. Parabéns por terem chegados nesse momento tão sublime. Em especial quero destacar as defesas do meu amigo Leandro e sua reflexão sobre a Avenida Sete de Setembro, um espaço de grandes histórias no coração de Cáceres. Também ao meu amigo Rogério Gabilam e a excelente idéia de problematizar os Heróis em Quadrinhos, em destaque os que sofreram as ideologias da Guerra Fria. Olha, meus parabéns a vocês. Isso mostra que a compreensão histórica é fundamental para o desenvolvimento da sociedade.

Texto: Odair José.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

A IGREJA DO DIABO - parte I


Aconteceu em um dos mais pobres bairros da cidade de Cáceres no Mato Grosso por volta do ano de 2007. As pessoas que povoaram o bairro eram, na sua maioria, pessoas pobres advindas de diversas partes da cidade onde não conseguiram o seu espaço em outras épocas. Os terrenos, aos poucos foram sendo ocupados. Em pouco tempo havia uma pequena cidade onde antes era só mato. Casas de madeira, papelão e folhas de bacuri faziam à comunidade daquele bairro.

Assim, aos poucos foram surgindo pequenos comércios, vendas e botecos que vendiam produtos para a comunidade do bairro. Os botecos, por sua vez, ficavam lotados de cachaceiros e vagabundos que não gostavam de trabalhar. Com o tempo e a consolidação do bairro, marginais e fugitivos da prisão buscavam refugio naquele lugar. Meninas de menores se envolviam na prostituição e os viciados em drogas também encontravam espaço para utilizar os seus produtos na maior liberdade uma vez que a polícia raramente passava por lá.

Mas no bairro também tinham coisas boas como pessoas de bem. Essas pessoas apenas não haviam tido sorte na vida e sofriam com esse caos que se instalou nesse local esquecido por Deus e pelas autoridades. Foi então que aconteceu o fato.

No bairro se instalou várias igrejas protestantes. Assembléia de Deus, Congregação Cristã no Brasil, Adventista, Deus é Amor, entre outras. Também uma comunidade da Igreja Católica se fazia presente no bairro. Curiosamente, no centro do bairro um lote de grande proporção se mantinha intocado. Nada no lote era construído. A curiosidade tomava conta das pessoas ao ver aquele lote vazio e que ninguém tinha coragem de tocar.

O tempo passou e algumas casas grandes e bem feitas surgiram ao lado do lote. O bairro continuava um caos e com o passar dos tempos ia ficando cada vez pior. A polícia, de vez enquanto fazia uma ronda por lá. Ladrões de motos haviam se instalado lá e depenava moto adoidado. Assassinatos aconteciam toda semana. Foi construído um salão de dança que todas sextas e sábados abria suas portas para a diversão do povão. Mas quase toda semana morria um ou dois esfaqueado, baleado e envenenado. O lugar ficou conhecido como “salão do defunto”.

Numa sexta-feira 13 bem de manhã apareceu uns caminhões pretos com materiais de construção e começou a transportar materiais para o lote. As pessoas ficaram curiosas. Vieram uns homens, que também usavam roupas pretas e começaram uma construção. Trabalhavam todos os dias até altas horas da noite. Em poucos dias foi erguida uma enorme construção no centro do bairro. Era imponente a construção. Chamava a atenção de longe. A curiosidade do povo aumentava cada dia.

A construção era diferente de tudo que as pessoas haviam visto na cidade. Alguns nunca tinham visto algo daquele jeito. Era redonda e preta. Os vitrôs tinham uns desenhos nebulosos e figuras de anjos. Aos poucos a população e os curiosos da cidade identificaram a construção como sendo uma igreja.

Depois de terminada a construção os homens foram embora e o lugar ficou vazio durante alguns dias. Numa sexta-feira fazia um dia atípico para o clima cacerense. Nuvens cobriam o céu da cidade de Cáceres e o tempo estava bastante ameno. Não fazia frio mas também não estava aquele calorão da cidade. A temperatura rondava os 20 graus e as pessoas se aproveitavam esse dia. Era por volta das 10 horas da manhã quando chegaram alguns furgões pretos e parou na igreja. Jovens desceram e começaram a distribuir folhetos que convidavam as pessoas para a inauguração da igreja. Eram rapazes e moças bem bonitos e elegantes. De forma bem simpática eles entregavam o folheto e convidavam as pessoas para a grande inauguração da igreja naquela noite.

O que surpreendeu a população foi o convite. Alguns jogavam o convite assim que via a ilustração. Outros faziam o sinal da cruz. No convite tinha um desenho de um anjo brilhante e os seguintes dizeres:

“Temos a honra de convidá-lo para a inauguração da igreja que anuncia uma nova ideologia de vida. Se você tem um problema e precisa de solução apresentamos essa solução. Nesta sexta-feira inaugura neste local a IGREJA DO DIABO” sejam bem-vindos.

Os acontecimentos que se seguiram aquele convite são indescritíveis.

texto: Odair José.

terça-feira, 24 de junho de 2008

O SOL QUE BRILHA PARA OS XAVANTES


"O resultado é que os que se dedicam a ler a história ficam limitados à satisfação de ver desfilar os acontecimentos sob os olhos sem procurar imitá-los, julgando tal imitação mais do que difícil, impossível. Como se o sol, o céu, os homens e os elementos não fossem os mesmos de outrora; como se a sua ordem, seu rumo e seu poder tivessem sido alterados".
(Maquiavel - Discursos)

"No início dos anos 40, o Araguaia e seus afluentes, (um deles o Rio das Mortes que passa em Nova Xavantina) eram a última barreira natural ao progresso civilizatório que massacrava índios desde o descobrimento". Esse pequeno fragmento diz respeito a "Marcha para o Oeste" expedição organizada pelo governo federal para ocupar áreas "desabitadas" dos rincões do Brasil no final dos anos 40. Enquanto a Europa "civilizada" se engalfinhavam em disputas militares e se matavam na Segunda Guerra Mundial, os desbravadores "civilizados" do Brasil adentravam o norte do País em busca de levar o "progresso" para esse interior um tanto desocupado.
O meu texto é um misto de indignação e surpresa. Indignação porque sou revoltado com tamanha mediocridade que perpassa os homens ao longo da história da humanidade. Em nome do "progresso" e desenvolvimento eles massacram e destroem culturas inteiras. Surpresa porque, mesmo os que detêm o poder e o conhecimento, na maioria das vezes, preferem continuar no marasmo do que fazer alguma coisa para mudar as situações.
Nova Xavantina nasceu à sombra da Expedição Roncador-Xingu. Tem hoje mais de 20 mil habitantes (segundo discurso local, há pouco mais de 60 anos era "só mato"). Acontece que, antes da Expedição existia, neste local, uma cultura e seres humanos semelhantes a nós que ocupavam, sustentavelmente, essas terras. Hoje, boa parte desse povo vivem as margens dessa sociedade "civilizada". São pedintes nas portas de comércios locais. Discriminados, andam como zumbis pelas ruas da cidade sem terem uma identidade própria. Não são Xavantes e não são xavantinenses.
Os acontecimentos desfilam sob os nossos olhos. As ruas da cidade são homenageadas com nomes dos grandes "heróis" que desbravaram a região trazendo "progresso" e a "civilização", enquanto que os nativos são expostos ao ridículo de amanhecerem às portas de panificadoras na esperança de ganhar uma sobra de alguma coisa.
O sol que brilhava para os Xavantes a pouco mais de 60 anos é o mesmo nos dias de hoje. A situação deles, no entanto, é bem diferente. Sua cultura foi prejudicada em nome de um "progresso" que elevam uns ao patamar de senhores e outros a submissão de servos.
Esse é apenas o primeiro ensaio de uma série de textos que estarei problematizando neste espaço. Leio a história e não pretendo ver o desfile dos acontecimentos e, mesmo assim, cruzar os braços.

Texto: Odair José.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

SONHO?


Sonhava com alguém que me fizesse sentir isso;
Sonhava que isso fosse grande mas não esperava tanto;
Sonhava com você mas não sabia que ainda tinha que te conhecer pra aprender a sentir isso;
Sonhava mas eram sonhos vazios a procura disso, de uma coisa que estava faltando pra que eu pudesse ser feliz;
Sonhava não errar se fosse sentir isso e você esta me ajudando há só acertar cada dia mais;
Sonhava em aprender como se sente isso e olha só entrei em um relacionamento que pra mim é como uma escola;
Sonhava com uma pessoa que já existia mas quando descobri, ela está um pouquinho longe;
Sonho em não sofrer com a distância e às vezes até que é possível porque o que sinto é tão intenso que te sinto ao meu lado;
Sonho com seu perfume e chego até sentir a fragrância exalada pela sua pele que me faz sonhar mais e mais com você
Sonho tanto que isso que você esta me fazendo sentir começa a receber um nome;
Sonhei com gostar mas achei fraco demais;
Sonhei com paixão mas ainda não é;
Sonhando pensei no que você me faz sentir, quase pirei tentando chegar a uma conclusão;
Sonhar?, Chega, né. Você é bem mais real do que tudo que já tive e senti antes;
Sonhei sim mas o sonho acabou porque se tornou realidade depois que isso recebeu o nome de amor...

terça-feira, 17 de junho de 2008

FÉ


Fui questionado hoje por alguém que disse que sou um ateu por que discordei do seu pensamento. Então me perguntei o porquê sou um ateu?
Continuo crendo em Deus da mesma forma que sempre cri. Só por que não estou na igreja não quer dizer que me tornei um ateu. Tenho visões de doutrina que são diferentes e, hoje, ainda mais por que leio livros que, segundo alguns na igreja, são inspiração do diabo como por exemplo, os livros do Marquês de Sade e do Nietzsche. Declaro para os devidos fins que não me abalam a minha fé... De forma nenhuma...
Afinal, o que é a fé?
A fé é o dedo de Deus apontando uma rua escondida em neblina. A fé é que me ajuda na procura de novos olhares onde pessoas me dizem que não posso olhar... Por que não posso?

Texto: Odair José.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

FIM DOS TEMPOS


Mas uma vez o homem desenvolve uma simulação do fim do mundo ou das pessoas. Ao longo da humanidade vemos com freqüência essa idéia de fim do mundo permear o imaginário das pessoas. Quando eu era pequeno lembro-me de passar noites sem dormir com o medo do fim do mundo. As ideologias bíblicas propagadas nas igrejas com a ênfase do iminente retorno de Cristo e o fim do mundo causava pesadelos em pecadores como eu. Não que eu duvide hoje de que um dia possa acontecer o Armagedon.
No entanto o medo já não perpassa o meu espírito como antes. Durante a proximidade do ano 1000, a Europa foi invadida pelo temor do fim do mundo. As pessoas vendiam suas propriedades e as entregavam nas igrejas e ao clero. Pra que ter oa bens materiais se o mundo vai acabar mesmo? No auge da Idade Média e das ideologias apocalípticas os homens sentiam o medo da morte e do inferno. Passou-se o ano 1000 e o mundo não acabou.
De 1000 passou mas de 2000 não passará. Essa foi a frase que percorreu o mundo por mais de 900 anos. Com a proximidade do ano 2000, o tema do fim do mundo ganhou conotações castatróficas inimagináveis. O pesadelo do fim do mundo outra vez bateu as portas das pessoas. Em uma sociedade mais avançada cientificamente o medo permaneceu intacto como na sociedade medieval. Filmes, pregações, livros e profecias anunciavam o fim do mundo. O bug do Milênio foi o ápice do caos instalado nessa nova sociedade.
Creio que o medo do fim do mundo não é o que devemos ter. Se cremos em um mundo novo e em novas esperanças devemos ser justos com a nossa consciência.
Escrevo esse texto para citar a minha impressão ao ver o pôster de anúncio do filme "Fim dos Tempos" que extréia hoje em circuito nacional. Mas uma vez os homens desenham e imaginam uma forma de exterminar a si mesmo...

Texto: Odair José.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O BUGRE CACERENSE


Um dos temas que merece bastante atenção sobre a sociedade cacerense é a questão do bugre.
O "Bugre" é uma presença marcante na cidade e até mesmo fora dela. Pena que seja usado, na grande maioria das vezes, pejorativamente. O termo refere-se aos descendentes dos povos que habitavam a região. O bugre é um tipo único que vive na região da grande Cáceres.
Com as migrações dos anos 40 aos 60, as pessoas que vieram do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e outros estados brasileiros adotaram uma postura de superioridade com relação aos bugres. O bugre passou a ser ainda mais desvalorizado e exposto ao preconceito e racismo.
Mas quem é o bugre?
Várias são as definições que se dão ao bugre. Em um texto muito bem problematizado, Luis Augusto de Mola Guisard faz um estudo comparado e nos apresenta algumas respostas para essa pergunta. Segundo o autor "a sociedade cacerense relaciona o termo em uso corrente com a idéia de infidelidade social, identificando o bugre com aquele que é da fronteira, que possui características indígenas, vagabundos, enfim, aquele que não se coaduma com o ideário produtivista, que vem substituir a visão estritamente religiosa da Idade Média, preservando, porém, sua função moral de justificar a exclusão social do bugre".
Em sentido geral, para um melhor aprofundamento, aconselho lerem o texto na íntegra.

http://www.scielo.br/pdf/spp/v13n4/v13n4a09.pdf


Texto: Odair.

terça-feira, 3 de junho de 2008

RENÚNCIA


Escrever é uma arte que remonta o início das civilizações. Os egípcios, por exemplo, achavam interessante escrever nos papiros, nos túmulos e paredes daquela época na esperança de deixar algum registro. Essa prática dos escribas egípcios foi importante para que, hoje, os historiadores tivesse como problematizar acontecimentos do passado. O exemplo dos escribas do Antigo Egito é só um exemplo de centenas que poderíamos usar como referência para esse artigo.
No entanto, a minha intenção aqui é falar de mim mesmo. Eu adoro escrever. Gosto de ver as palavras saindo da minha mente e se juntando na tela do computador onde digito o meu texto. Falo hoje de renúncia.
Aquela renúncia que tomamos na vida quando precisamos deixar de viver a nossa vida em prol de alguém. E por que fazemos isso? Fazemos porque, de certo modo, a pessoa a quem renunciamos, no fundo, é a nossa vida. Paradoxo? Pode ser. Mas é um paradoxo compreensivo.
Renucio a mim mesmo para viver essa vida. Preciso disso. Sinto-me livre ao tomar tal atitude. Nunca fui de ser conduzido. Gosto de ouvir diversos conselhos e opiniões, mas gosto de tomar as minhas decisões. É isso que faço. Claro que já dei muitas cabeçadas na vida. Mas quem não deu? O importante em tudo isso é que sempre tomei as minhas decisões.
Esse texto pode não ter a importância de um hierógrifo egípcio, mas tem a revelação de um coração e isso pode fazer a diferença em um futuro breve.
Por hoje é isso!!!

Texto: Odair José.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Farra dos Novos Municípios de Mato Grosso!!!


Ministrando aulas de Geografia para meus alunos me deparei com um fato alarmante que vale a pena um destaque nessa página.
A farra dos novos municípios no Estado de Mato Grosso. Isto porque, segundo um dos artigos da Legislação da Assembléia Legislativa para criação de novos municípios estabelece que necessita-se alguns requisitos mínimos para emancipação um mínimo de 4 mil habitantes, sendo que 20% desses devem ser eleitores...
Acontece que, na minha contagem, cerca de 20% dos municípios de Mato Grosso, principalmente os mais novos, não tem 4 mil habitantes. Existem alguns que não tem nem 2 mil. Isto é um absurdo!
Ai entra uma questão importantíssima. Porque isso acontece? Interesses político partidários ou interesses das populações locais na criação de novos municípios? Deduzo que há os dois. Alguns espertinhos que não conseguem abocanhar o osso no município de origem, no novo pode usufluir do filão. Mas quem paga a conta quando o município não tem recursos próprios? Não é o Estado? No final das contas não somos nós mesmos?
É preciso que cada um de nós acompanhe esses trâmites na Assembléia Legislativa.

Texto: Odair José.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

OS INDOMÁVEIS


Lembro-me que quando pequeno adorava filmes de faroeste... naquele tempo qualquer coisa que passava na televisão me prendia... ficava horas na frente da telinha. Lembro-me de alguns filmes de faroeste que assisti, mais um é inesquecível: O Dólar Furado. Nossa, como gostava daquele filme! Acho que a musiquinha que tem nele é um encanto. Existia, também, a influência dos bolsilivros...Eu e meu irmão líamos diversos bolsilivros por dia... Por causa disso sabíamos mais dos estados americanos como o Kansas, Texas e Nevada do que os estados brasileiros.
Com o passar do tempo comecei a selecionar meus filmes e, devido o tempo, passei a gostar mais de filmes inteligentes e dramáticos. Até por isso, achava que os filmes de faroeste tinham perdido a graça. Até assistir Os Indomáveis!
Excelente filme. Bem trabalhado, inteligente e que prende a sua atenção até o final. Fiquei contente em encontrar uma nova produção de faroeste. Russell Crowe e Christian Bale estão fenomenal no filme. A história de coragem e compromisso retrata o espírito que devemos ter em relação aos nossos compromissos. Fantástico!!! Recomendo a quem não assistiu...

Texto: Odair José.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O SONHADOR


"Se um sonho cair e se quebrar em mil partes, não tenha medo de pegar uma delas e começar novamente.”

-- Flavia Weedn

Quando pequeno pensava que era muito sonhador.

Ficava horas e horas imaginando coisas.

Viajando pelo mundo e sonhando de olhos abertos.

Porque deixamos que os sonhos se vão.

Por que não lutamos por ele?

As perguntas continuam a martelar minha mente confusa ultimamente.

Não posso deixar que destruam a minha felicidade.

Preciso resistir e viver.

A vida é uma sucessão de erros e acertos.

No entanto, quando queremos acertar, notamos que erramos feio...

A caminhada exige muito esforço e não podemos parar por alguma coisa que nos impeça de continuar a jornada.

Um dos meus sonhos acaba de cair e quebrar...

No entanto, dos pedaços que recolhi devo continuar minha caminhada.

E é isso que estou fazendo de cabeça erguida!!!


texto: Odair José

segunda-feira, 19 de maio de 2008

MENDIGOS PERMANENTES


Quem são os mendigos permanentes? Aqueles que sempre estão batendo a sua porta para pedir outra vez?
São aqueles que sempre querem as soluções para os seus problemas prontos. Não conseguem, sozinhos, desenvolver uma metodologia para solucioná-los. São alunos, pessoas e mestres que não conseguem resolver suas tarefas cotidianas porque simplesmente têem preguiça de pensar, refletir.
Tal qual um mendigo que prefere pedir um alimento do que trabalhar para conquistar esse mesmo alimento, essas pessoas vivem em busca de solução para os seus problemas. Um vício cruel que abala as estruturas da alma humana e desenvolve a mediocridade no seio da sociedade.
Da mesma forma que contribuo para que um mendigo volte a minha casa para pedir alimento quando sirvo a ele um prato suculento de sopa, estarei contribuindo para que os mendigos intelectuais voltem se sempre resolver para eles suas atividades.
Sou um eterno combatente da mediocridade humana e por isso não gosto de fazer exercícios para outros. Assim como procuro descobrir a solução de um problema que se apresenta diante de mim espero que todos façam a mesma coisa.
Posso ajudar indicando bons livros ou métodos de aprendizado, mas nunca fazer para a pessoa. E não ligo de ser taxado de ruim, chato e etc. Pouco me importa isso. Porque um advogado ou um médico cobra uma consulta e professores têm que dar consulta de graça?
Lembrando um provérbio:
Dê um peixe a um homem faminto.
Quando o peixe acabar e a fome voltar,
Ele retornará para pedir mais.
Ensine o homem a pescar.
Ele não voltará nunca mais.

Texto: Odair José.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

VOCÊ É...


Você não sabe
mas, às vezes,
para, pensa e pergunta:
Quem sou?
Talvez você pensa
que nada és,
neste imenso universo.
Mas de uma coisa
você pode ter certeza;
Para alguém,
que vive a pensar em você.
Tu és:
A mais brilhante estrela,
que ilumina o espaço a noite;
A mais singela flor,
que exala o mais agradável perfume.
Enfim,
VOCÊ É tudo para esse alguém.
E esse alguém...
que vive a pensar em você...
Sou eu!!!

Texto: Odair José.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

TIMÃO!!!


Estava pensando no que escrever hoje. Inúmeros temas passaram pela minha cabeça. A vida, o sonho, alguém distante, coisas desse tipo. Pensei, pensei... Caracas, o que escrevo?

De repente me veio um lampejo! Puxa vida, ainda não escrevi nada sobre uma das minhas principais paixões. Da qual sou louco! O meu grande Timão!!! O Todo Poderoso Timão!!!

Falar do Corinthians nem é preciso. Afinal, todo mundo é corintiano. Quem não torce a favor, e esses é uma grande parcela da população, torce ao contrário. Mas no final estão torcendo pelo time da massa.

Na atual conjuntura quero dar destaque para três fatores sobre o Timão:

Primeiro quero destacar a Fiel Torcida. Não existe uma torcida tão contagiante como a Fiel. Prove-me o contrário. Ela transforma qualquer perna-de-pau em um batalhador. Incentiva o time e envolve o time adversário. É a única torcida que joga e vence! Na verdade somos um bando de loucos mesmo!!!

Segundo é a paixão do corintiano que, de certa forma, está ligado com o primeiro fator. Na primeira rodada do Brasileirão um fato chamou a atenção. Nenhum jogo da 1ª Divisão teve o público que o Corinthians teve jogando na 2ª Divisão. A audiência da Rede TV então, nunca tinha chegado a tal patamar. Nossa! Isso é demais!!!

E em Terceiro lugar quero destacar a chegada na reta final da Copa do Brasil. Devagar, como disse o André Santos, estamos chegando e, surpreendentemente, um time da 2ª divisão do futebol brasileiro, poderá ser Campeão.

Sou Louco por Ti Corinthians!!!

Texto: Odair José.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

A MELHOR MÃE DO MUNDO...


Mãe é tão sagrada que fica até difícil escrever uma homenagem...

Falar de minha mãe, então, é um desafio enorme porque, dificilmente as palavras vão expressar todo o sentimento que ela transmite para nós.

Minha mãe pode ser considerada a super-mãe pelo fato de, além dos filhos, ela cuidar de outros como irmãos, sobrinhos e netos.

As rugas que hoje sua testa não conseguem esconder refletem as noites mal dormidas pelas preocupações de filhos que ela não sabia onde estava. Mostra também o carinho e dedicação que sempre teve para com todos.

Os anos de sofrimentos mostraram uma verdadeira leoa em defesa de suas crias. Como uma fera ela defende os frutos de seu ventre com fúria e determinação. Mas ela também tem carinho, amor e proteção com todos. Principalmente amor. Isso porque, ao perder uma noite de sono por amor aos filhos ele demonstra amor.

Os anos se passam e a figura de uma mulher corajosa fica evidenciada em suas atitudes. O tempo não poderá apagar esse grande amor...

Minha homenagem é dupla... Afinal, domingo é dia das mães... Meus sinceros votos de eterna gratidão pelo amor e carinho demonstrado a mim e aos meus filhos.

Também desejar um Feliz Aniversário neste sábado dia 10/05.

Que Deus, justo como é, possa te encher de paz e conforto para que sua felicidade seja completa.

E onde você está, saiba que seu filho, às vezes tão rebelde, te ama muito e agradece pelas lições de humanidade que você ensinou a ele.

Um abraço carinhoso...

Texto: Odair José!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

A FLOR DA AMIZADE



Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras.
Ninguém sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de
tanta tristeza.
Passou uma jovem e ficou admirada com a flor.
Logo pensou em Deus. Cortou a flor e a levou para a Igreja.
Mas após uma semana a flor tinha morrido.
Passou um homem, viu a flor pensou em Deus, agradeceu e a deixou ali;
não quis corta-lá para não mata-lá.
Mas dias depois veio uma tempestade e a flor morreu...
Passou uma criança e achou que aquela flor era parecida com ela:
Bonita, mas sozinha. Decidiu voltar todos os dias.
Um dia regou, outro dia podou, depois fez um canteiro, colocou adubo...
Um mês depois, lá onde tinha só pedras e uma flor, havia um jardim!
Assim se cultiva uma amizade...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

A Evolução do Homem...



Dizem que algumas imagens falam por mil palavras...

Ao ver essa imagem tive essa impressão...

Texto: Odair José